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A volta de um ícone: restaurante Quadrifoglio reabrirá no Jardim Botânico

O primeiro restaurante italiano do Rio a flertar com a alta gastronomia, em meados dos anos 1980, está em vias de reabrir suas portas em outra casa do bairro onde começou sua trajetória. O Quadrifoglio está com a volta marcada para junho, no início do inverno carioca, ocupando a bela casa da Rua Alexandre Ferreira, no Jardim Botânico, onde se encontrava o Didier, que se mudou em 2022 para Ipanema.

+ Laranja é a nova cor nas taças de vinhos desejados

O retorno é promissor, pela trajetória recente e a qualidade dos restaurantes do Grupo Trëma, que comprou a marca e pretende fazer jus aos melhores momentos do Quadrifoglio, inclusive contando na equipe com integrantes que passaram pela casa original da Rua J.J. Seabra, onde atualmente funciona o indiano Taj Mahal.

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Quem sabe, além do novo cardápio italiano, reapareçam receitas históricas como o ravioli de maçã em leve molho cremoso de queijo e sementes de papoula, da chef Silvana Bianchi, que deu fama à casa. O Quadrifoglio, por onde passaram chefs como Lomanto Oliveira e Kiko Faria, cumpriu sua última etapa no shopping Village Mall.

A empreitada será a primeira investida fora do eixo Ipanema-Leblon dos donos do contemporâneo Mäska, do espanhol Izär, da Brasserie Mimolette e do recém-inaugurado Rudä, de cozinha brasileira sofisticada, além do italiano ÏT, que vai abrir nos próximos dias, no Shopping Leblon.

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Rudä: a versão do frango com quiabo resume o espírito da cozinha/Agência Nebraska/Divulgação

O novo Rudä se instalou numa das casas mais charmosas entre os restaurantes do Rio, um imóvel da Ipanema dos anos 1920, tombado e preservado na cuidadosa reforma, onde teve curta passagem o Bazzar à Vins. Chefiando a cozinha está Danilo Parah, ex-subchef no Mäska, que imprime nos pratos um vocabulário de técnicas e apresentações semelhantes.

São leituras criativas com amplidão de ingredientes brasileiros como queijos artesanais incorporados às receitas, molhos com toques de frutas variadas, processos de cura e fermentação. Há, por exemplo, um pão de queijo Pardinho recheado com linguiça mineira moída, requeijão de corte, goiabada e kimchi – acreditem, é muito bom.

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A releitura do frango com quiabo traz um rico caldo “roti” da ave ao redor da polenta cremosa, tendo ao centro um ovo mollet rodeado de quiabo em concassé que vai levar muita gente a fazer as pazes com o verdinho incompreendido. O camarão com socarrat de palmito, por sua vez, é grelhado com lardo, e o arroz caramelizado leva bacon e pupunha. O peixe do dia traz purê de cará, vinagrete de feijão de corda, molho de mexilhão e folhas de beterraba. Segue por aí a viagem que começou promissora.

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Château de Coulaine ( Chinon – Vale do Loire)

O Château de Coulaine, localiza-se em Beaumont-En-Véron (Chinon) e cultiva videiras desde meados do século XV, dados comprovados em registos históricos familiares, o castelo foi construído em 1470 por Jehan de Garguehalls que governava a cidade de Chinon. Durante o século XIX a filoxera afetou os seus vinhedos assim como na Europa toda. No início do século XX a propriedade entrou através de contrato de casamento para a família Denys de Bonnaventure. Através da técnica de enxertia novas vinhas foram plantadas entre os anos de 1950 e 1970 por Jacques Denys de Bonnaventure.

Château de Coulaine por Dayane Casal (Fevereiro-2023)

Em 1937 houve a oficialização da Appellation Chinon Protège de vinhos, o Jacques Denys de Bonnaventure foi o primeiro a solicitar e a reivindicar o vinho Chinon produzido em Coulaine. Em 1988 Pascale Denys e Etienne de Bonnaventure assumiram e fizeram um trabalho de modernização na propriedade, replantando novas vinhas, ajudando a destacar novos terroirs e em 1994 obtiveram oficialmente o selo de agricultura orgânica, a primeira concedida em Chinon.

Jean e Tatiana de Bonnaventure

Na atualidade os herdeiros Jean e Tatiana de Bonnaventure são os que comandam a propriedade e a produção, Jean engenheiro agrônomo, especialista em viticultura e em enologia me apresentou pessoalmente a propriedade com uma enorme gentileza explicando cada detalhe desde a vinha ao produto final, os seus vinhos biológicos especiais.

A produção da propriedade gira em torno de 80.000 garrafas por ano, com cerca de uma área de 20 ha divididas em diferentes parcelas que se diferenciam bastantes em suas características de solos sobretudo, maioritariamente está plantada a casta tinta Cabernet Franc com cerca de 16 ha e o restante da branca Chenin Blanc. A média de idade das videiras gira em torno de 40 a 50 anos e suas vindimas são todas realizadas manualmente.

Devido a parcelas diferentes os vinhos produzidos possuem diferenças significativas, expressando verdadeiramente o conceito do seu terroir. A fermentação e o envelhecimento acontecem em enormes balseiros de carvalhos e também o estágio ocorre em barricas de carvalho em diferentes tamanhos em uma cave especial cravada nas rochas pertencentes a propriedade, mantendo assim uma boa humidade e temperatura constante, os transformando em vinhos extremamente agradáveis e tecnicamente impecáveis.

Fica o convite a você leitor de quando possível ir in loco conhecer o Château de Coulaine e a degustarem seus vinhos biológicos especiais. Parabéns a família que preserva a tradição dos seus antepassados e sobretudo por buscarem a cada safra produzem vinhos ainda melhores.

Desejo boas provas a todos e saúde!

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Mundo dos Vinhos por Dayane Casal
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Gastronomia do Imprevisível

Fale a verdade, quem não gosta de padrão?

O padrão é o travesseiro fofinho da alma, que diminui o desconforto e faz acreditar que temos algum controle. Criamos pesos, medidas, calendários, estações do ano, horários de ônibus, só para tentar organizar o caos.

Na comida? Redes de fast food vivem de vender padrão, claro. A ideia central é a de que vamos provar um prato em Macapá de sabor idêntico a outro, comido há 6 meses, em Porto Alegre. Acalma muita gente.

Em restaurantes, você é cliente de um prato só? Não se martirize, todos são assim. Ainda que o prato custe a mesma coisa e venha exatamente igual, seu cérebro vai ler a experiência como mais barata, já que não vem com aquela apreensão da primeira vez embutida no ‘preço’.

Pelo mesmo motivo, muitas pessoas detestam “menus-confiança”, feitos de pratos surpresa. Descartados os espíritos mais aventureiros, o inconsciente “lê” o cardápio como “o que será que vem na entrada?”, ”tomara eu goste do principal”, “que medo da sobremesa!”.

Tudo muito natural e psicologicamente justificável, para o desespero dos chefs.

O problema é que há anos discutimos nossa relação, já desgastada, com a indústria que, para atender esse desejo de constância a preços cada vez mais baixos (em tese uma causa nobre), fez surgir os aromatizantes, aditivos, espessantes, corantes e alimentos ultraprocessados.

Estrago feito, é a hora do plot twist, em que puxamos a orelha do inconsciente e questionamos como ele nos fez chegar até aqui.

Chefs, lojistas, baristas e sommeliers, cada vez mais apaixonados pelo campo, pelas estações e seus caprichos, tomaram o caminho contrário: o de apostar no imprevisível, em várias e lindas frentes.

 

UMA AULA SOBRE MELES

Digo MELES para Eugenio Basile, da MBee Mel, não brigar comigo. A escolha desse plural no lugar de “méis” foi sugestão da mãe de Eugenio, uma professora de português que achava que o termo arcaico era importante para distanciar o produto feito por nossas abelhas nativas daqueles de baixa qualidade que vemos na maioria das prateleiras. Adorei e acatei.

Eugenio e Marcia Basile são o tipo de casal que adoraria levar a tiracolo, tamanha a paixão que têm pelo que fazem. Como forma de educar o consumidor, conduzem regularmente um evento chamado Academia do Mel, uma aula para jornalistas, chefs e formadores de opinião, apresentando méis (ops, meles!) de abelhas nativas vindos de todo o Brasil. Uma delas aconteceu há duas semanas, no Rio de Janeiro.

Enquanto nos habituamos a batizar os méis pela florada (mel de acácia, de eucalipto…), os da MBee levam o nome da abelha nativa, para elevar a cultura desse “ouro líquido” nacional e facilitar o reconhecimento das espécies nativas: mel de jataí, de uruçu, de guaraipo…

Em meio a várias delícias, conhecemos o mel de emerina, de Santa Catarina. Eugenio apresentou dois lotes absolutamente distintos feitos pela mesma abelha, mas vindos de produtores que ficam a 50km de distância um do outro. O primeiro era bem mais denso e doce, e o segundo tinha muito mais acidez, um sabor de uva verde e bem fermentado, como um vinho natural. Não só o clima, mas os microorganismos de cada local interferem no produto. Mesma abelha, mesma região, mas impossível de padronizar.

André Brito, associado da AME-Rio e dono do meliponário BeePoint, em Angra dos Reis afirma que produz meles há 16 anos e nunca houve uma safra igual, até porque nas florestas nativas há árvores que pulam a floração por 5 ou 6 anos. Disse que há anos em que a florada de monjolo cobre o morro de branco e, em outros tantos, que outras flores acontecem.

Na plateia, Lydia Gonzalez, do Angá Ateliê Culinário, em Petrópolis, antiga apaixonada pelos meles da MBee, abraça com prazer o desafio de trabalhar com um produto nada constante. “Já mudei menus inteiros em função de uma leva de meles que esperava ácidos e se apresentaram doces e florais. O prato era de palmito e acabou sendo de endívias, para manter o equilíbrio. O que os outros chamam de dificuldade, para mim é um mundo de possibilidades que me encanta muito mais. É um exercício de conexão com a natureza e de sensibilidade”.

 

UMA CONVERSA SOBRE CHOCOLATES

Falava com Bruno, sócio da Casa Lasevicius, que arremata microlotes de cacau de produtores de excelência de todo o Brasil, e perguntei se já podíamos falar de “terroir”para o cacau brasileiro, ou seja, se já existe um “perfil Amazônia” ou um “perfil Bahia”, para que o consumidor saiba o que vai encontrar em cada região. Sem querer, EU buscava o conforto de um perfil definido. A resposta não era o que eu esperava:

“O mercado busca o padrão. Eu prefiro acolher o que vem.” – adorei.

Bruno está na fronteira do conhecimento quando o assunto é cacau nacional e acha importante abraçar esse ‘caos’ para não caminharmos no sentido da pasteurização de sabor que já viu acontecer. Comenta que, num concurso internacional do qual participou, teve a oportunidade de provar 50 amêndoas finalistas e percebeu que todas pareciam iguais; isso porque alguns produtores entenderam o tipo de cacau que “ganha prêmios” e começam a selecionar lotes com esse objetivo. “Qual a graça de ter Peru, Equador e Venezuela com o mesmo sabor?”, pergunta.

É claro que se espera alguma consistência de uma variedade de cacau, com base no lugar onde é cultivado, em que solo, clima etc., mas há um milhão de outros fatores que geram resultados totalmente inesperados.

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A maior parte do cacau brasileiro é agroflorestal, ou seja, cultivado em meio a outras plantas e árvores. Por isso, falar em “terroir” é uma encrenca.

Uma roça pode estar ao lado da outra, mas se cada uma tem sombra de um determinado tipo ou quantidade de árvores, não dá para garantir que a amostra vá ser regular. O cacau de várzea do Baixo Tocantins, por exemplo, é totalmente diferente do cacau da terra firme; isso sem falar dos microorganismos de cada região, do local onde se faz a fermentação e outros fatores. De cada lote podem sair 10 cacaus diferentes e essa é a beleza de um chocolatier que processa de 4kg, 20kg de amêndoas e não 200kg. Quanto maior o lote, maior o “padrão”, mas adeus nuances.

Como bem disse o chocolatier, melhor acolher o que vem.

 

UMA PARADA PARA UM CAFÉ

Há pouco tempo, Leo Gonçalves, dono do Café ao Léu, em Copacabana, ofereceu ao público um lote que nunca mais existirá.

Leo também faz parte do clube dos apaixonados por uma causa, a da qualidade, e prefere perder dinheiro a vender um produto que não lhe encante.

Recentemente, foi chamado para participar da abertura de um parque na Serra do Caparaó, (entre o Espírito Santo e Minas) e descobriu um lote de catuaí vermelho de José Alexandre Lacerda, vindo de uma saca de café que havia sido esquecida na lavoura por uma semana. A princípio, não seria vendida, mas quando abriram a saca, o aroma estava espetacular, graças a uma fermentação espontânea que ocorreu naquele “esquecimento”. Arrematou e vendeu tudo. Vai ter novamente? Não…

Entre seus clientes, o Haru Sushi Bar e o Restaurante Flor do Céu ficam apenas felizes de trabalhar com o que vem.

Leo acredita que, quando se trata de qualquer produto agrícola que com certeza será  afetado por chuvas, secas, pragas e outros fatores imprevisíveis, mais importante do que comprar o produto apenas quando está espetacular é comprar sempre do produtor que busca a melhor qualidade diante do imprevisível. O objetivo é manter o produtor vivo para, nos anos possíveis, ter o melhor.

Uma lição para todos.

 

UM PAPO EM TORNO DE PACOVÁS

No ano passado estive em Paraty com Jorge Ferreira, pesquisador e botânico autodidata, num seminário organizado pelo Ministério do Turismo.

Foi lá que Jorge me apresentou ao perfumadíssimo pacová, uma espécie de cardamomo brasileiro que aparece nessa época do ano (ou não…) e virou paixão imediata dos chefs de Paraty.

Ana Bueno, sócia do restaurante Banana da Terra foi a primeira a aderir, mas sabe que deve ter paciência. Além do fruto só dar lá no meio da floresta, em terrenos úmidos e sombreados, é bem difícil de identificar. Em alguns anos, a planta não frutifica, e quando acontece, é preciso ser mais rápido que os roedores, que também têm muito bom gosto. Os chefs choram por um quilo do fruto, mas às vezes só conseguem 300 gramas.

E não só chefs, mas a “nova indústria”, inteligente e adaptável, que sabe lidar com itens sustentáveis, também está começando a gostar da brincadeira. A Yvy destilaria fez um drink chamado Carimbó com gengibre, cambuci e os 800 gramas que conseguiu achar de pacová. Se vai ter de novo? Só Deus sabe…

Jorge também achou outra raridade: um cogumelo roxo doido, raro (o lepista sordida), que surge do nada e tem gosto de…camarão! A venda é feita através de um grupo de whatsapp. Apareceu? Quem chegou primeiro, arremata, como foi o caso do Bernardo Arthuzo, sócio da Pupu’s Pancs com quem faz parceria para oferecer tudo que a Natureza apronta.

Para atender o mercado, Jorge anda treinando os moradores locais, transformando caçadores de animais em coletores de frutos, cogumelos e plantas.

Nada pode ser mais lindo do que isso, não?

 

Depois de todos esses exemplos, eu pergunto: padrão? Quem liga para o padrão?

Abrace o caos, espere menos e experimente mais.

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Em expansão: Boa Praça e Jappa da Quitanda cruzam a ponte Rio-Niterói

O Boteco Boa Praça, ponto de grandes agitos em bairros cariocas como Ipanema e Leblon, inaugurou a primeira unidade em Niterói. Com ambiente pensado para as fotos em redes sociais, o bar tem espaços abertos e rodeados por plantas e postes de iluminação coloniais, além de elementos como cangas de praia, lustres feitos de engradados de cerveja e as janelas coloridas.

+ Taberna Rainha traz ótima cozinha ibérica de terra e mar

A casa abriu na Rua Miguel de Frias, 236, em Icaraí, e o cardápio tem petiscos como o aperitivo de filé à parmegiana, ou o bolinho de costela com catupiry. Nos fins de semana é a vez da feijoada com roda de samba. As caipirinhas servidas nos potes se destacam na carta de drinks, e a casa anuncia música ao vivo todos os dias.

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Jappa da Quitanda: tem rodízio, serviço no quilo ou à la carte//Divulgação

Tem japonês pegando a ponte também: o Jappa da Quitanda, com endereços em Ipanema, Copacabana e Centro, abriu as portas no Plaza Shopping Niterói, com vista privilegiada para a Baía de Guanabara. O restaurante oferece seu tradicional rodízio, além do bufê a quilo e o menu à la carte.

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Entre os destaques está o oishi tuna (R$ 37,00), um tartar de atum com creme de cogumelos trufado brulée, tarê de lichia, ovas massago e cebolinha, acompanhado de chips de harumaki; e o vietnamita roll R$ 45,00, oito unidades), feito de folha de arroz com abacate, atum, salmão e ovas massago.

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Por dentro das conchas

Cada vieira é dividida em duas partes no sashimi do Naga (Shopping VillageMall, Avenida das Américas, 3900, Barra, ☎ 99994-5649), e as fatias saborosas vêm na concha com gotas de limão e flor de sal (R$ 67,00, duas unidades).

Tiara: delicadeza e frescor no cardápio do chef Rafa GomesVitor Faria/Divulgação

O carpaccio de vieiras nas conchas de cerâmica do chef Rafa Gomes é entrada preciosa do Tiara (Rua Ataulfo de Paiva, 270, Rio Design Leblon, ☎ 3547-1001), servido com blinis e gaspacho de berries no copo (R$ 78,00).

Alessandro & Frederico: clássicos italianos nas mãos do chef Luciano BoseggiaRodrigo Azevedo/Divulgação

O italiano Luciano Boseggia prepara o clássico linguini ao vôngole de Santa Catarina (R$ 37,00), massa suculenta que tem a cara da estação no Alessandro & Frederico (Rua Garcia D’Ávila, 151, Ipanema, ☎ 2522-6025).

Peixoto: peixaria que virou restaurante capricha nos ornamentosGenaro Braga/Divulgação
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As ostras fazem parte dos sabores frescos e entradas salivantes do Peixoto Sushi (Rua Conde de Bernadotte, 26, Leblon, ☎ 99839-3895), onde seis unidades levam toque de molho ponzu, cebolinha e ovas de massagô (R$ 45,00).

Satyricon: casa ampliou seu bar de ostras com salão renovado na entradaTomás Rangel/Divulgação

O plateau sardegna (R$ 268,00) é uma festa de frutos do mar e conchas no gelo do Satyricon (Rua Barão da Torre, 192, Ipanema, ☎ 2521-0627), incluindo vieiras, ostras, lagostins, e até ouriço, servidos com aïoli da casa.

Otra: as ostras são carro-chefe no gastrobar da Praça do LidoBruno de Lima/Divulgação

Especialidades do Otra (Rua Belfort Roxo, 58-C, Copacabana, ☎ 99636-0514), as ostras ganham crocância empanadas na farinha de pão, com molho tonkatsu e batata palha caseira ao lado (R$ 22,00, duas unidades).

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Taberna Rainha traz ótima cozinha ibérica de terra e mar

O reino dos bares do chef e restaurateur Pedro de Artagão no Leblon amplia seu território com nova coroada: a Taberna Rainha. Que ninguém se engane sobre a rapidez com que a casa surgiu no endereço que foi do Irajá Gastrô, porque os sabores ibéricos estão bem conceituados e mostram a provável melhor cozinha entre todos os “rainhas”, mantendo à frente o chef Thiago Berton. Na casa decorada com azulejos de inspiração espanhola e garrafas de vinho, comece pelo quadro-negro em tapas como o escabeche de peixe gordo (R$ 58,00), ou os mexilhões em seu molho (R$ 38,00), um caldo rico e de leve cremosidade. No palco principal, o polvo à galega com batatas douradas e chorizo no azeite de páprica (R$ 194,00) e o fideuá mar e montanha (R$ 182,00), com polvo, camarão, peixe e pedaços crocantes de rabo de porco, são bons pratos para dividir após a entrada. Olé!

Rua Dias Ferreira, 233, Leblon (40 lugares). 12h/23h (fecha seg.).

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A costa do Mediterrâneo orienta a cozinha do novo Nôa, em Ipanema

A casa branca dos anos 1930 com a fachada preservada, uma dessas belezas que Ipanema guarda em esquinas movimentadas, leva um ar do Mediterrâneo ao recém-aberto Nôa. Tiras brancas de tecido conferem textura e relaxam o olhar no teto, enquanto as mesas recebem uma culinária costeira, com ênfase no ingrediente e sem malabarismo. As paredes de pintura parcial e pequenos desenhos feitos à mão contribuem para certa rusticidade que igualmente habita receitas como as lâminas de peixe com flor de sal, azeite e raspas de tangerina, servidas com creme de burrata, flores e crocante de folhas orgânicas (R$ 59,00). De principal, a moqueca vegana tem palmito pupunha, shiitake, couve-flor tostada e crocante de quinoa (R$ 69,00). Coquetéis como o paros (R$ 43,00) harmonizam, feito com bourbon, xarope de amêndoas, geleia de damasco e suco de laranja.

Rua Garcia D’Ávila, 135, Ipanema (80 lugares). 18h/23h (sex. e sáb até 0h).

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Laranja é a nova cor das taças desejadas

Branco, tinto ou rosé? A pergunta do maître caducou no universo do vinho. Basta se alojar nos balcões dos melhores bares dedicados à bebida ou à mesa de estrelados restaurantes para ouvir uma resposta menos provável: laranja. Não se trata aqui de nada parecido com a afamada mimosa — o coquetel que verte suco de fruta sobre espumante —, mas do resultado de um processo milenar de vinificação de uvas brancas. Eis que ao final dele se tem uma bebida de tonalidade mais amarelada, que vem encantando especialmente paladares mais jovens. Se em cidades como Nova York, Paris e Tóquio, afeitas à vanguarda em pratos e taças, já existem lojas dedicadas aos laranjas, no calor do Rio eles vêm tendo surpreendente saída. “É fresco e gastronômico, diferente e divertido”, define o músico e empresário Gabriel da Muda, que trabalha apenas com os rótulos naturais na Fabro, misto de padaria, empório e bar na Barra, onde as versões alaranjadas vendem até 20% mais do que as outras na temporada do calor.

+ Os novos drinques cariocas que você precisa provar nesse verão

O líquido de cor intrigante vem se espalhando pela cidade em endereços como Sult, Trégua, Coltivi, Wine House, Cave Nacional e Marchezinho — locais que “alaranjaram” suas cartas com garrafas de variadas nacionalidades e bons exemplares brasileiros. Esses últimos, inclusive, são vistos nas torneiras de um projeto que leva vinho às ruas — o Tão Longe, Tão Perto, da sommelière paulistana Gabriela Monteleone, que garimpa rótulos de pequenos produtores nacionais e envaza em barris de inox para serem servidos de forma, digamos, mais popular. Um dos selecionados é da uva sauvignon blanc, feito pela gaúcha Vivente, do produtor Diego Cartier, que traça um interessante paralelo com as cervejas do estilo IPA, a primeira de muita gente que se inicia no mundo das loiras artesanais. “Os laranjas proporcionam uma explosão de aromas, e acabam trazendo muita gente para o universo dos naturais”, avalia Cartier.

Maíra Freire, sommelière do Lasai: laranjas na carta de vinhos e nos cursos da ABSEvandro Manchini/Divulgação
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No Rio, o líquido laranja da vez está chegando em torneiras como as das lojas da Slow Bakery, que também oferecem a versão engarrafada. Sommelière do celebrado Lasai, Maíra Freire deixa de lado as taças finas da casa para servir o vinho em copos americanos, representando o Tão Longe em barraquinhas da feira gastronômica Junta Local, e pontos nas esquinas do agitado Baixo Botafogo. Seja como for sua apreciação, ele guarda afinidade com os orgânicos, biodinâmicos e naturais, embalado por uma filosofia que resgata um método ancestral e de baixa intervenção, em que as uvas brancas são vinificadas como antigamente. Ou seja, as frutas são maceradas e fermentadas com casca e sementes por dias, meses ou anos, geralmente com leveduras selvagens, criando vinhos que variam na tonalidade — do amarelo ao laranja, do âmbar a tons de ferrugem — e na intensidade. No caso dos brancos tradicionais, após a prensagem das uvas, são descartadas as cascas, que no caso dos laranjas são protagonistas no processo de produção.

+ Com cachaça: confira a receita campeã do concurso estadual de rabo de galo

E assim surge uma bebida complexa, às vezes carregada nos taninos e até oxidada, revelando diferentes camadas de sabor e um notável corpo aveludado. “É um vinho que tira a pessoa do óbvio, mas traz responsabilidade para o sommelier. Bem escolhido, pode se transformar na melhor coisa que o cliente já bebeu”, entusiasma-se o premiado sommelier Leonardo Silveira, do Oteque, que oferece exemplares italianos e austríacos nas harmonizações dos ousados menus do chef Alberto Landgraf. A versatilidade à mesa, superior à de tintos e brancos, é um diferencial citado por quem entende. “Ele vai bem com carnes suínas e ensopados, comidas condimentadas como a indiana e a tailandesa, frutos do mar, queijos e também carne vermelha”, recomenda o sommelier Dionísio Chaves, responsável pela chegada do primeiro laranja ao supermercado Zona Sul, onde o chileno Naranjo, das uvas viognier, se encontra por 149,40 reais. Ele aconselha uma temperatura de consumo entre 13 e 15 graus, mais elevada que a dos brancos, para melhor apreciação.

Tão Longe, Tão Perto: projeto busca exemplares nacionais para servir na torneiraMaria Carolina Castro/Divulgação

Especialistas que se atêm aos aromas elencam um rol eclético nos rótulos laranja — de amêndoas, flores, frutas secas, damasco e mel a verniz, casca de laranja e até jaca. O leigo pode esbarrar com algum deles no animado bar de vinhos Belisco, em Botafogo, que disponibiliza oito opções em garrafa e duas em taça, como o argentino Casa de Uco El Salvaje (55 reais a taça), para o qual a sommelière e sócia Gabriela Teixeira sugere a companhia de ostras fritas com maionese de missô. “O laranja tem taninos que dão estrutura e amplitude para a harmonização”, diz Gabriela, que, ao lado de Maí­ra, do Lasai, compõe um grupo à frente de aulas sobre vinhos naturais na grade do curso de formação da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), instituição que completa quatro décadas observando os novos ventos. “Adoro os brancos, mas eles acabam tendo certa limitação do ponto de vista da gastronomia. O laranja ocupa essa lacuna”, opina Joseph Morgan, presidente da ABS.

A ressurreição desses vinhos, consumidos na Antiguidade, deu-se há duas décadas em paisagens distantes do noroeste da Itália, na fronteira com a Eslovênia. Foi lá, na região de Friuli-Venezia, que o italiano Josko Gravner, considerado o papa dos laranjas (cuja cor ele prefere chamar de “âmbar”), voltou pelo menos 5 000 anos no tempo após visitar a Geórgia, nas montanhas do Cáucaso, a região vinífera mais antiga do mundo. Gravner lançou mão dos qvevri, ânforas de argila onde os vinhos fermentavam enterrados no solo, e seguiu exatamente o mesmo roteiro, criando com a uva ribolla gialla um vinho cultuado como joia. Num cenário de mais de 700 produtores de 35 países, as taças de um colorido que ainda intriga o carioca felizmente aportaram nestas praias.

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TESTADOS E APROVADOS
A opinião da sommelière Gabriela Teixeira sobre cinco rótulos

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Novo tons: Gabriela degusta laranjas no Belisco, em BotafogoLeo Lemos/Divulgação

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El Elefante Pisador
“É produzido em Canelones, no Uruguai, com a aromática uva traminer, e apresenta acidez na medida certa.” 140 reais no http://www.europaimpor­tadora.com.br

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Siegel Naranjo Viognier
“Maturado no calor do Vale do Colchágua, no Chile, com a uva viognier, revela frutas secas e toque floral no olfato.” 149,40 reais no http://www.zonasul.com.br

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9 Is Enough
“Na italiana Puglia, a produtora Valentina Passalacqua faz com as uvas pinot griggio um vinho fresco, que se equilibra com a acidez.” 275 reais no http://www.europaimpor­tadora.com.br

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Casa de Uco El Salvaje Naranja
“Um blend de chardonnay e torrontés feito em Mendoza, não é filtrado e traz ainda mais sabores e aromas, de tamarindo e physalis.” 129 reais no http://www.winelovers.com.br

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Gravner Ribolla Gialla
“O mítico de Josko Gravner é fermentado cinco meses em ânforas, e passa seis anos em carvalho esloveno. Um rótulo de primeira, persistente e complexo.” 1 200 reais à espera da nova safra no http://www.decanter.com.br

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A Xepa é boa numa esquina movimentada de Botafogo

O jeitão do Xepa é de armazém antigo de esquina, com portas largas e pé-direito alto, mas as paredes ilustradas e as cadeiras de praia, caixotes e caixas de frutas que viraram mesinhas indicam que o negócio está atualizado, ainda que o pastel e o caldo de cana estejam por lá. O primeiro pode ser de carne-seca com requeijão caseiro (R$ 14,00, a unidade), e a garapa (R$ 9,00) faz sucesso também no formato do drinque xepinha (R$ 29,00): cachaça cítrica, caldo de cana, maracujá e hortelã. A porção de torresmo de barriga (R$ 28,50) está a postos, e os croquetes de moela chegam com aïoli de pimenta e molho de cerveja amber ale (R$ 28,00, cinco unidades). O almoço tem pratos como o vegetariano de milanesa de berinjela com macarronese e batata palha (R$ 35,00). Vale a máxima de que a xepa é o melhor da feira.

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Rua Arnaldo Quintela, 87, Botafogo, ☎ 99869-4769 (150 lugares). 12h/2h (ter. e qua. 17h/1h; qui. 17h/2h; dom. 12h/0h; fecha seg.).

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Dorama é novela picante de sabores da Coreia

Dorama é o nome dado às séries de TV produzidas em países asiáticos. É também o endereço da mais nova cozinha coreana da cidade, onde a televisão exibe produções do gênero em uma tela que está no alto do pequeno e simples salão, enfeitado com flores cor-de-rosa e bandeirinhas da Coreia.

+ Por dentro das conchas nos restaurantes

Os amantes do kimchi, o poderoso fermentado de vegetais, podem jogar as mãos para o céu, porque o preparo típico está presente em diversos pratos da casa, surgida em parceria com o Instituto Nam Ho Lee, de cultura coreana.

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No kim­chi bokum bap (R$ 45,00), a receita é misturada no arroz oriental com um ovo estalado por cima. O my secret romance (R$ 49,90), por sua vez, é um combinado de batata frita e tiras de frango empanadas (ou carne de soja), no molho agridoce e picante.

No almoço há uma série de pratos feitos brasileiros a partir de R$ 25,00. Mas, vamos combinar, não é o caso, né?

Rua Humaitá, 261, Humaitá (26 lugares). 11h/22h (fecha seg.).

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Fonte:

Comer & Beber – VEJA RIO