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Volta à infância nos sorvetes da Dainer

A brincadeira começa no nome da cafeteria, com grafia abrasileirada para a palavra diner, segue no ambiente retrô que tem ares de filmes americanos e, agora, termina com um sorvete daqueles de máquina: o Dainer Sorvetes acaba de inaugurar anexado ao irmão mais velho, em Botafogo. A ideia do restaurateur Edu Araújo é resgatar as sorveterias de rua de outrora, oferecendo preparos cremosos à base de leite, como os que ele gostava na infância, em dois sabores para cobrir as casquinhas supercrocantes produzidas na loja: creme e chocolate dark (R$ 14,00), o último vegano. O projeto é da Mabô Arquitetura, garantindo o clima nostálgico que rende bons cliques. Diversão para crianças de todas as idades.

Rua Real Grandeza, 193, Botafogo. 11h/19h (fecha seg.).

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Belezas brasileiras no Belê

Um novo destino, e ainda mais brasileiro, no sentido amplo do cardápio, chegou para a casa de três andares na esquina das ruas Lopes Quintas e Visconde de Carandaí, que abrigou mais recentemente o Sabores de Gabriela. O Belê ocupa o ponto nas mãos de Erika Rangel, que reformulou a proposta da casa e as receitas em cartaz a fim de traçar um roteiro por diversas regiões brasileiras. É dessa forma que surgem opções como o risoto cremoso de baião de dois do tio souza (R$ 68,00), ou o pirarucu do amazonas com palmito fresco, banana grelhada, castanha-do-pará e chips de mandioca (R$ 68,00). O terraço do último andar segue com o bar de tapas e drinques para relaxar na paisagem verde do bairro.

Rua Visconde de Carandaí, 2, Jardim Botânico (60 lugares). 12h/23h (dom. até 18h; fecha seg.).

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Vai um bolinho para o chá da tarde?

> O sabor intenso do bolo de chocolate meio amargo com ganache de chocolate e caramelo com flor de sal (R$ 23,00, a fatia) conquistou os clientes da Casa Afagá (Rua Uruguai, 141, Andaraí) e virou um hit local.

Absurda
<span class=”hidden”>–</span>./Divulgação

> Henrique Rossanelli, confeiteiro do ano no Prêmio Veja Rio Comer & Beber, comanda a Absurda (Rua Pacheco Leão, 792, Horto), onde é sempre boa pedida o bolo de banana com canela (R$ 16,00, a fatia).

Chocolate Lugano
<span class=”hidden”>–</span>./Divulgação

> Para ativar memórias afetivas, o bolo de vó da Chocolate Lugano (Rua Cosme Velho, 513, Cosme Velho) vem nos sabores laranja ou cenoura e é acompanhado de chocolate derretido (R$ 12,90, a fatia), que confere dose extra de gostosura.

O Medovik
<span class=”hidden”>–</span>Rodrigo Azevedo/Divulgação

> Tão bonito quanto gostoso, o bolo russo da butique O Medovik (Rua Visconde de Pirajá, 156, sobreloja 203, Ipanema) tem finas camadas de biscoitos com infusão de mel e recheio de creme azedo. Vale provar também as versões de nozes e caramelo (R$ 30,00, a fatia).

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Teva Deli
<span class=”hidden”>–</span>OCRE/Divulgação

> O cardápio da Teva Deli (Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 1334, loja A) surpreende com quitutes veganos. O bolo de limão-siciliano tem massa 50% integral e cobertura de creme azedo de queijo de castanha e raspas de limão (R$ 18,00, a fatia).

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Ristorantino chega à Barra com sabores da Itália

Recém-chegado de São Paulo, o Ristorantino aportou no Village Mall com clássicos e novidades. O ambiente de toques contemporâneos se veste em tons de verde e terracota, bela moldura para receitas como a lasanha que ganhou fama perfumada em trufas negras, com ragu de vitela e creme de grana padano (R$ 149,00), disponível em versões sem glúten nem lactose. A casa carioca do restaurateur Ricardo Trevisani tem na cozinha o chef argentino Mauro Pisoni, vindo do luxuoso Alvear Palace, de Buenos Aires. Os peixes marcam presença no pargo em crosta de sal com alcachofras frescas (R$ 155,00), e o menu de almoço vai do antepasto à sobremesa por R$ 129,00. O pudim caramelado de pistache siciliano (R$ 45,00) é a sobremesa a ser devorada.

Shopping Village Mall. Avenida das Américas, 3900, piso L1, Barra (70 lugares). 12h/23h.

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Embrapa diz que arroz pode ser plantado com sucesso no Tocantins

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

 

Uma atualização recente do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) aponta que, no período de 1º de outubro a 20 de novembro, a chance de sucesso do plantio de arroz irrigado no Tocantins é de 80%, considerando os efeitos do clima. O estado é hoje o terceiro maior produtor nacional dessa cultura e o mais proeminente da região Norte. O Zarc é uma ferramenta para auxiliar os produtores na gestão de riscos e contribuir para expandir a área de cultivo, tanto em áreas de várzeas como em plantios irrigados em outras áreas, realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Atualmente, cerca de 20% do arroz brasileiro é produzido em ambiente tropical, com destaque justamente para o Tocantins, que responde por cerca de 6% do total nacional. Os demais 80% são cultivados em condições subtropicais, especialmente nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, os dois primeiros do País.

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Segundo Balbino Evangelista, geógrafo e analista de pesquisa na Embrapa Pesca e Aquicultura, com sede em Palmas (TO), o trabalho “exige equipamentos sofisticados e técnicas avançadas de análises de dados”.

As informações e dados necessários envolvem os sistemas de produção de arroz, as cultivares adaptadas e os respectivos ciclos de desenvolvimento, a necessidade de água, as temperaturas ideais para cultivo, as características dos solos (químicas, físicas e hídricas) e, sobretudo, uma longa série de dados climáticos, com destaque para chuva e temperatura.

Daniel Fragoso_Embrapa

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Embrapa monitora lavouras de arroz para terminar as Zarcs

A produção em ambiente tropical é importante porque, além de facilitar a logística de distribuição para os estados do Norte e do Nordeste, diminui os riscos de oferta causados por impactos de fenômenos climáticos severos no ambiente subtropical. São, portanto, locais que se complementam em termos de fortalecer a produção nacional e, sobretudo, a segurança alimentar dos brasileiros.

Fatores climáticos são os que mais influenciam a produtividade em diversas culturas agrícolas; no caso do arroz, não é diferente. Na região sudoeste do Tocantins, foco do estudo, as variáveis climáticas que mais limitam a produção do arroz irrigado são a luminosidade e as altas temperaturas.

A época ideal de semeadura, uma das principais informações disponibilizadas pelo Zarc, tem papel fundamental como prática de manejo que reduz os riscos climáticos. Isso ocorre porque, seguindo as orientações, o produtor rural aumenta as chances de que as fases consideradas críticas ou sensíveis da planta não coincidam com o período de maior frequência dos fenômenos climáticos adversos.

O arroz no Tocantins

O Tocantins é o terceiro maior produtor de arroz do Brasil, atrás apenas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A colheita da safra de arroz 2023/2024 foi finalizada e a estimativa é que sejam alcançadas 619 mil toneladas com o grão, um aumento de cerca de 19% em relação à safra anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Esse montante é obtido, principalmente, em sistema irrigado em cerca de 100 mil hectares, o que corresponde a aproximadamente 95% da área total plantada com arroz no Tocantins. Os principais municípios produtores são Formoso do Araguaia e Lagoa da Confusão. A produção abastece o mercado interno e estados vizinhos das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste.

Daniel Fragoso_Embrapa

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Arroz irrigado tem chances de grandes produtividades por área

Rodrigo Sérgio, analista da Embrapa Arroz e Feijão (GO), estima que em torno de 88 mil hectares (90% da área total com arroz) no Tocantins sejam plantados com sementes geradas pela Embrapa. Oito cultivares com a genética da empresa são importantes para a orizicultura do estado.

A relevância do papel desempenhado pelas cultivares da Embrapa no Tocantins emergiu nos últimos cinco anos e, conforme o analista, reflete o trabalho de melhoramento genético do arroz que foi sendo aprimorado ao longo de mais de quatro décadas e remonta também à história de projetos de irrigação, como o Projeto Rio Formoso (1979), de sistematização de extensas áreas de várzeas.

“O Tocantins, que tem uma história de produção a partir da abertura de áreas irrigadas, possui hoje entre 100 mil e 120 mil hectares para o plantio do arroz, sendo a Lagoa da Confusão o principal produtor. Há ainda potencial para alcançar 300 mil hectares de várzeas tropicais. No passado, no início desse processo, faltava genética adaptada à região e é essa genética que foi gerada pela pesquisa que está fazendo a diferença atualmente”, diz Sérgio

Ele lembra que, nos primórdios do cultivo irrigado de arroz no Tocantins, as cultivares plantadas vinham da região Sul e possuíam uma genética adaptada para o ambiente subtropical, mas não estavam aprimoradas para a orizicultura local. Com o trabalho de melhoramento genético específico para as condições tropicais, começaram a surgir cultivares mais produtivas para essas regiões, sendo que um dos diferenciais desse trabalho foi o desenvolvimento de resistência a doenças.

“Para citar apenas a principal doença, a brusone, o Tocantins é um ótimo hotspot (local de intensa pressão da doença) para teste. Se existem 64 raças de brusone mapeadas, 62 ocorrem lá. Por isso, buscar incorporar resistência genética nas próprias cultivares é sempre uma prioridade em ambiente tropical e esse trabalho se reflete hoje com materiais mais resistentes. (Com Embrapa)

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Por que o mundo precisa se preparar para novos apagões cibernéticos

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Parte do mundo parou na manhã desta sexta-feira (19), após uma pane nos sistemas da Microsoft causada por meio de uma plataforma da empresa de cibersegurança CrowdStrike paralisar sistemas de bancos, emissoras de TV, companhias aéreas e até das Olimpíadas de Paris. Segundo a Microsoft, o problema foi resolvido, mas, até as 9h30, afetava mais de 360 aplicativos de seu portfólio.

Alois Reitbauer, estrategista-chefe de IA da Dynatrace, explica que, dada a crescente complexidade dos softwares, todos os desenvolvedores e organizações estão suscetíveis a interrupções. “Quando elas ocorrem, as empresas precisam ter a capacidade de identificar a causa raiz e corrigi-la imediatamente. As abordagens orientadas por IA tornaram-se essenciais para a implementação de operações de TI complexas, pois os processos manuais não conseguem acompanhá-las. Uma abordagem de IA com poder triplo, aproveitando a IA preditiva, causal e generativa, é cada vez mais essencial para ajudar as organizações a oferecer a mais alta disponibilidade e desempenho de software, além de minimizar a interrupção da experiência do usuário final.”

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“Esse incidente destaca a importância de testes rigorosos e atualizações em etapas para agentes EDR. Normalmente, os testes são feitos a cada lançamento e podem levar de dias a semanas, dependendo do tamanho da atualização ou das alterações. Um problema como esse nos lembra como a infraestrutura de TI é frágil e por que a segurança cibernética deve ser integrada de forma nativa ao backup. Uma solução integrada é a única maneira de fornecer proteção completa que permitiria a rápida reversão para o estado de funcionamento”, explica Kevin Reed, Chief Information Security Officer da Acronis.

O que causou o apagão?

Em comunicado, a Microsoft informou que o apagão teve origem em uma falha em seu sistema Azure, plataforma de comunicação em nuvem. Já a empresa de segurança cibernética CrowdStrike, parceira da Microsoft, explicou que sua ferramenta, a Falcon, que detecta possíveis invasões hackers, teve um problema na atualização (update) de software. A companhia garantiu que o ocorrido não se trata de um ataque.

O presidente-executivo da CrowdStrike, George Kurtz, afirmou na plataforma de rede social X que a empresa estava “trabalhando ativamente com clientes afetados por um defeito encontrado em uma única atualização de conteúdo para hosts do Windows” e que uma correção estava sendo implantada.

Reprodução

A temida Tela Azul, do Windows, foi apenas parte do problema ocorrido nesta sexta-feira (19)

“As consequências podem ser desastrosas, seja no âmbito de perdas financeiras ou reputação da imagem das organizações. Sem contar que apagões como este afetam diretamente o cliente final, causando um impacto não somente para empresas, mas também para usuários. A maioria dos apagões em sistemas são originados por “falhas humanas”. A falta de aplicação de pacotes de correção ou atualização dos sistemas podem ocasionar problemas graves, assim como a falta de rotinas e processos de homologação e salvaguarda. Em caso de crise, o ideal é ter um bom plano de continuidade de negócio. Abranger os sistemas críticos é fundamental para reestabelecer as operações o mais rápido possível. Outra ação, é ter medidas de proteção e detecção de possíveis ataques cibernéticos em massa contra ecossistemas críticos – o que afeta grande parte dos serviços públicos e privados que utilizam da mesma infraestrutura ou serviço com frequência”, afirma Rogério Athayde, CTO da keeggo.

O que disseram as empresas afetadas no Brasil?

Em comunicado, o Bradesco informou que suas equipes estão atuando “para regularização o mais breve possível”. Já a Azul pediu para que os clientes com voos marcados para esta sexta-feira e que ainda não realizaram o check-in cheguem mais cedo ao aeroporto e dirijam-se ao balcão de atendimento da companhia.

Outros apagões globais na história

Ao longo da história, diversos eventos causaram apagões tecnológicos globais, impactando drasticamente a comunicação, os serviços financeiros e a vida das pessoas em todo o mundo.

1983
Grande Apagão de Nova York
Uma tempestade solar atingiu a Terra, causando um surto de voltagem que derrubou sistemas de energia em grande parte do nordeste dos EUA e Canadá. O apagão afetou milhões de pessoas, paralisou o transporte público e causou bilhões de dólares em prejuízos.

2000
Bug do Milênio
O temor de que computadores falhassem com a virada do milênio gerou um frenesi global. Felizmente, o impacto real foi mínimo, mas o evento serve como um lembrete da dependência da sociedade da tecnologia.

2008
Apagão da Internet
Um corte de cabo submarino na Ásia afetou o tráfego de internet em grande parte do mundo por horas. O evento evidenciou a fragilidade da infraestrutura da internet e a necessidade de maior resiliência.

2012
Ataque DDoS à Dyn
Um ataque distribuído de negação de serviço (DDoS) de grande escala derrubou sites populares como Amazon, Twitter e PayPal. O ataque destacou a vulnerabilidade dos serviços online a ataques cibernéticos.

2020
Pandemia COVID-19
A pandemia global levou a um aumento exponencial no uso da internet para trabalho, educação e entretenimento. A infraestrutura digital foi testada ao limite, com alguns serviços enfrentando sobrecargas e lentidão.

2023
Apagão global da Microsoft
Uma falha no sistema de nuvem da Microsoft afetou diversos serviços online, como Teams, Outlook e Azure. O apagão causou transtornos para empresas e indivíduos em todo o mundo.

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BC: sistemas funcionam normalmente em meio a apagão cibernético global

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O Banco Central informou que seus sistemas estão funcionando normalmente, apesar da falha cibernética global nesta sexta-feira (19) que causou estragos em sistemas de computadores em todo o mundo. Aparentemente, uma pane em sistemas da Microsoft causada por uma atualização da empresa de cibersegurança Crowdstrike desestabilizou serviços financeiros.

No Brasil, a falha afetou as plataformas digitais do Bradesco. A companhia aérea Azul também informou que os voos operados pela empresa podem sofrer “atrasos pontuais”.

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Questionado se o problema impactou de alguma forma os sistemas de Pix ou outros serviços da autoridade monetária, a assessoria de comunicação do BC respondeu apenas: “Os sistemas do Banco Central estão funcionando normalmente”.

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Ibovespa sobe após anúncio fiscal; mercado atento ao apagão cibernético global

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Nesta sexta-feira (19), o Ibovespa registrava uma leve alta nos primeiros negócios, subindo 0,53% para 128.072,09 pontos, mas ainda se encaminhava para uma queda semanal após o declínio de mais de 1% na véspera. O mercado estava atento ao quadro fiscal doméstico e à recente falha cibernética global que afetou diversos serviços.

Por volta das 10h50, o contrato futuro do Ibovespa com vencimento mais curto, em 14 de agosto, mostrava uma queda de 0,42%, e a sessão era marcada pelo vencimento de opções sobre ações na B3. O dólar à vista caía 0,90%, a R$ 5,5403.

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Na quinta-feira, após o fechamento dos mercados, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, antecipou o anúncio de uma contenção orçamentária de R$ 15 bilhões para cumprir o marco fiscal aprovado no ano passado. Segundo Haddad, R$ 11,2 bilhões serão bloqueados para respeitar o limite de despesas públicas para este ano, e outros R$ 3,8 bilhões serão contingenciados para garantir que a projeção de resultado primário do ano esteja dentro da meta fiscal de déficit zero. Esses bloqueios reduzem, na prática, os recursos disponíveis para gastos pelos ministérios.

A decisão de Haddad foi tomada durante uma reunião de ministros da Junta de Execução Orçamentária com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e parecia aliviar as preocupações do mercado com o compromisso fiscal do governo. O mercado havia se mostrado ansioso após declarações de Lula na terça-feira, questionando o cumprimento do arcabouço fiscal caso surgissem “coisas mais importantes para fazer.”

Apesar das falas de membros do governo, como o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, o mercado não ficou completamente convencido de que o Executivo estava focado na meta fiscal. O anúncio de Haddad também respondia a pedidos dos investidores por medidas concretas de ajuste fiscal.

No cenário externo, a atenção estava voltada para as consequências de uma falha cibernética global que afetou operações de empresas dos setores financeiro e de tecnologia, companhias aéreas e emissoras de televisão e rádio. A falha foi desencadeada por uma atualização de software da empresa de segurança cibernética CrowdStrike, que afetou clientes usando o sistema operacional Windows da Microsoft. A Microsoft informou que o problema foi corrigido.

(Com Reuters)

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Mercado de ações: saiba o que esperar para o segundo semestre

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A Bolsa de Valores brasileira passa por um momento de mau humor. No primeiro semestre, o Ibovespa acumulou uma baixa de 7,66% em reais e quase 20% em dólares, o pior desempenho entre os principais mercados globais. Desde o início do ano, apenas fevereiro e junho tiveram alta no mês.

No fim do ano passado, as expectativas para 2024 eram melhores. Os economistas esperavam sete cortes nos juros americanos, o que favorece o mercado de ações, principalmente os ativos de maior risco. Porém, ainda no primeiro trimestre, o mercado começou a duvidar dessa previsão otimista, com alguns pessimistas dizendo que não haveria corte algum. Agora, a perspectiva é de que haja ao menos um corte, com os mais usados prevendo até três. Além disso, esperava-se queda da Selic para apenas um dígito e dólar ao redor ou abaixo de R$ 5,00 . Com esse cenário, a renda variável teria mais apelo.

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Entretanto, a primeira metade de 2024 foi marcada pela quebra de expectativas. O ciclo de cortes da Selic parou mais cedo do que o esperado, houve manutenção prolongada das taxas de juros nos EUA,que segue no maior nível desde 2001, a percepção de risco fiscal aumentou no Brasil com as falas polêmicas do presidente Lula e mudança nas metas. Tudo isso, içou o dólar para perto de R$ 5,70, ao final de junho, subindo 15,7% no ano.

Assim, os investidores de mercados emergentes mudaram seus portfólios para países de menor risco. O resultado foi uma retirada recorde de recursos estrangeiros do Brasil, com mais de R$ 40 bilhões em vendas externas de ações brasileiras apenas na primeira metade do ano. Enquanto isso, a renda fixa continuava sendo o caminho mais atrativo.

Selic e juros americanos

Para Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, a Selic permanecerá estável em 10,50% até o final do ano. Portanto, ele não vê possibilidade de aumento – nem retomada do ciclo de queda. “O que pode influenciar a Selic são os juros dos EUA”, observa.

Nesse sentido, o especialista lembra que em julho, o Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano)sinalizou um possível corte de juros no segundo semestre. “O mercado vê essa possibilidade para setembro e ainda questiona a viabilidade de outro corte em novembro”, afirma.

Para Cruz, essa perspectiva altera o cenário para a bolsa brasileira e para o rumo dos juros no Brasil. Porém, se houver apenas um corte nos juros dos Estados Unidos, a pressão sob o Banco Central Brasileiro (BC) tende a aumentar, e mais recursos podem fluir para os EUA, prejudicando a situação brasileira.

Já Marcelo Boragini, sócio e especialista em renda variável da Davos Investimentos, enxerga uma luz no fim do túnel neste . Para ele, alguns fundamentos mais positivos para as ações brasileiras estão surgindo, e é possível identificar potenciais catalisadores.
“Historicamente, o Ibovespa se beneficia com o ciclo de queda nas taxas de juros dos EUA. Nas últimas seis etapas de flexibilização por lá, as ações brasileiras subiram em média 30% um ano após o início dos cortes de juros. Quando os juros americanos caem, o capital estrangeiro volta para os mercados emergentes, e o Brasil, devido ao seu valuation, se torna atrativo. A bolsa continua barata e os investidores estrangeiros sabem disso”, diz o especialista.

No entanto, o cenário macroeconômico externo ainda está nebuloso. Com a perspectiva da queda da taxa de juros nos EUA, há a expectativa de que o capital estrangeiro retorne ao Brasil, derrubando o dólar e impulsionando a bolsa. O mercado não espera uma queda imediata na taxa de juros no Brasil, mas isso pode mudar se os EUA iniciarem o ciclo de corte nas taxas de juros – e mais ainda se confirmar os três cortes previstos. Nesse caso, é possível que o Banco Central do Brasil também reduza a Selic, o que pode impulsionar um rally na bolsa.

A previsão do especialista da Davos Investimentos para o Ibovespa ao final deste ano é de 145 mil pontos, podendo chegar aos 146 mil. Os demais especialistas consultados não arriscaram uma previsão.

Risco fiscal e reforma tributária

No cenário doméstico, a inflação, embora em trajetória descendente, ainda é uma preocupação. “A política fiscal do governo está sendo vigiada, com reformas estruturais, como a tributária”, diz Marcus Marques, especialista em gestão de empresas e CEO do grupo Acelerador, Ele acrescenta que o ambiente político é outro ponto de atenção. “A estabilidade política também é um fator determinante, uma vez que eventuais turbulências podem impactar negativamente o mercado”, completa

Além da inflação, as políticas monetária e fiscal também vêm sendo monitoradas quanto à inflação. Para Ricardo Matte, gestor de negócios e CEO da Vincit Capital, esta postura vigilante demonstra certa fragilidade no ambiente interno.

Isso porque qualquer alteração na taxa básica de juros pode impactar o mercado. “A redução da Selic influencia o investidor a buscar maior rentabilidade. Se isso não acontecer, a busca por ativos que protegem contra a inflação encontrados na renda fixa será, novamente, a tendência”, afirma Mattea.

Para o gestor, a transparência da equipe econômica do governo, sob a liderança do ministro Fernando Haddad, é crucial para os analistas, principalmente em relação ao novo regime tributário e como as regras irão impactar as decisões de investimentos.

Entre as ações, os especialistas consultados destacam:

Petrobras (PETR4) – A ação tem mostrado uma tendência de alta acompanhando a recuperação dos preços do petróleo.

Vale (VALE3) – A empresa tem se beneficiado do aumento de preço do minério de ferro, mas sofre grande volatilidade do mercado internacional.

Magazine Luiza (MGLU3) – A empresa esteve nos holofotes recentemente com o benefício da parceria com a AliExpress e busca se posicionar como grande player no mercado de e-commerce.

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Banco do Brasil (BBAS3) – A ação do BB tem apresentado uma estabilidade com viés de alta, refletindo uma perspectiva positiva para o setor bancário, o que pode influenciar as ações dos demais bancos também.

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Brasileira de 17 anos é finalista do “Nobel do estudante” com projeto de IA

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Millena Xavier

Millena Xavier pode ser a primeira mulher e também a primeira vencedora brasileira do “Nobel do Estudante”

Millena Xavier, de 17 anos, representa o Brasil entre os 50 finalistas do Chegg.org Global Student Prize 2024, considerado o “Nobel da educação para estudantes”. O prêmio anual de US$ 100 mil será concedido ao estudante que tenha causado maior impacto na aprendizagem e na sociedade. “Quero mostrar o potencial científico do Brasil, para sermos reconhecidos não só como o país do futebol e do Carnaval, mas também como o país da ciência e educação”, diz a mineira de Juiz de Fora e Forbes Under 30 2023.

Se ganhar o prêmio, Millena será a primeira mulher e também a primeira vencedora brasileira – outros estudantes já ficaram entre os finalistas. A cientista foi selecionada para o top 50 entre mais de 11 mil inscritos de 176 países. “É o primeiro passo de uma longa jornada de contribuição para a ciência brasileira.”

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A trajetória de Millena Xavier, de olimpíadas estudantis a IA para diagnosticar autismo

Estudante de escolas públicas, Millena é cofundadora da Prep Olimpíadas, que fomenta a participação de jovens em olimpíadas científicas. Sua organização já palestrou em mais de 200 escolas e tem um braço de inteligência artificial, o Prep AI, que ensina história e matemática e responde a dúvidas dos estudantes sobre as olimpíadas. “No ChatGPT eles não encontram essas informações, porque são assuntos muito específicos”, diz a cientista, que também não encontrou apoio da escola quando começou a se interessar pelas olimpíadas.

Por sua atuação na educação, já recebeu prêmios nacionais e internacionais, foi convidada a participar de cursos de universidades conceituadas, como a de Toronto e Stanford, e de um comitê internacional de olimpíadas estudantis. Em março, palestrou para todos os funcionários da B3, e no mês seguinte voou para Nova York para participar do Prêmio Jovens Visionários, da Prudential, que também concedeu R$ 30 mil para investir em sua Ong.

No seu currículo também tem pesquisas sobre autismo e um software desenvolvido por ela que usa inteligência artificial para diagnosticar pessoas do espectro autista. “Tenho primos que têm autismo e um colega de sala que descobriu com 18 anos, o que me fez pensar que o diagnóstico não é acessível.”

Millena recebeu uma bolsa integral para pesquisar sobre o assunto pela BRASA, a associação de estudantes brasileiros no exterior. E foi convidada a levar seu projeto para a ICYS (Conferência Internacional de Jovens Cientistas), que acontece este ano na Turquia. “As oportunidades estão aí, mas ainda não temos apoio para representar o Brasil.”

Brasileiros no Nobel do estudante

Os 10 finalistas do Chegg.org Global Student Prize serão anunciados em setembro. O vencedor, divulgado no final do ano, será escolhido pela Academia do Global Student Prize, composta por pessoas de destaque, entre elas os atores Ashton Kutcher e Mila Kunis.

A Chegg.org, divisão de impacto social da Chegg, empresa de educação e tecnologia baseada nos EUA, fez uma parceria com a Varkey Foundation para lançar o Chegg.org Global Student Prize anual em 2021, um prêmio irmão do Global Teacher Prize de US$ 1 milhão. O prêmio está aberto a todos os alunos com pelo menos 16 anos de idade e matriculados em uma instituição acadêmica ou em um programa de treinamento e habilidades.

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Os brasileiros têm um histórico de destaque no “Nobel do Estudante”. Ana Julia de Carvalho, de Maceió (AL), ficou entre os 10 finalistas em 2021 com suas inovações em robótica. Lucas Tejedor, aluno do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro, e inovador na programação, ciências sociais e política, foi um dos 10 finalistas no ano seguinte. “É preciso ultrapassar os limites acadêmicos que o sistema brasileiro impõe”, afirma Millena.

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