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Evü tem comes e bebes com atrações musicais no topo do Vogue Square

O primeiro espaço da franquia nasceu em Belo Horizonte e a chegada ao Rio é pelo alto, literalmente. O Evü Rooftop & Co, projeto que agrega música e gastronomia, aterrissou no topo do Vogue Square Fashion Hotel by Lenny Niemeyer anunciando investimento de 3,5 milhões de reais. Ao redor da piscina de 15 metros de comprimento há área projetada para apresentações musicais e artísticas, e o cardápio oferece entradas como o hot roll de salmão (R$ 58,00), empanado em quinoa, com cream cheese de wassabi e lascas de abacaxi. Na ala principal, o bife de chorizo Angus (R$ 96,00, 350 gramas) dá direito a três acompanhamentos, como purê de abóbora, farofa crocante e batata rústica. A carta de drinques mistura autorais com clássicos, como o dry martini (R$ 45,00), indicado para viajar sem pressa na paisagem.

Avenida das Américas, 8585, Barra, ☎ 3609-3322 (200 lugares). 20h/1h.

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Leitura gostosa: tem Zazá na Travessa

Zazá para folhear e degustar. O bistrô charmoso que frutificou em café acaba de abrir as portas na Livraria da Travessa de Ipanema (a estreia no espaço do Shopping Leblon está marcada para março). Ocupando o ponto que foi do extinto Bazzar, o Zazá Bistrô Travessa tem a proposta de refeições rápidas e saudáveis, a partir do café da manhã, com uma série irresistível de comidinhas. No menu que privilegia ingredientes orgânicos e de produtores locais, o ovo grego (R$ 30,00, foto) vem com molho de tomate caseiro, especiarias, espinafre, queijo feta e pão sourdough. E a torradona de brie com mel Melô (R$ 32,00) é perfumada em azeite trufado e traz nozes caramelizadas. Para adoçar, cartola carioca (R$ 19,00), banana assada e gratinada com queijo meia cura, açúcar e canela.

Rua Visconde de Pirajá, 572, Ipanema, ☎ 97741-0125 (70 lugares). 9h/21h (dom., 10h/20h).

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Tem uma Vendinha no meio da rua na Tijuca

É uma casa transparente de janelões de vidro, virando a esquina sob toldo colorido e o nome em letreiro luminoso, saído da Feira de Mangaio, baião de Sivuca e Glorinha Gadelha: “Tinha uma vendinha no canto da rua…”. A Vendinha é parceria de Kátia Barbosa com a filha, Bianca, envolvendo, como elas dizem, “quitutes, afetos e movimentos”, com kombi cenográfica que abriga itens de pequenos produtores. No fundo há uma estante com livros no modelo “leve um e deixe outro”, e de noite cadeiras de praia pintam na calçada para petiscos, cervejas e drinques como o salve (R$ 31,00), feito com Campari, morango, xarope de cereja e pimenta. Para beliscar, o bao de língua (R$ 18,00, duas unidades) traz ela defumada com hortelã e picles de maxixe e quiabo. Na série de pratos, o de mangaio (R$ 49,00) vem com carne de sol com feijão-verde cremoso, bacon e queijo de coalho.

Rua Pareto, 42, Tijuca (80 lugares). 12h/0h (ter. e dom. 12h/22h; fecha seg.).

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Fat Guys: burgão arretado vem direto do nordeste

Engana-se quem pensa que Campina Grande é só paçoca e São João, porque hambúrguer também consta entre as especialidades locais, e o Fat Guys está na área para comprovar com seu bravo slogan: “Acreditamos em açúcares e carboidratos”. Nascida em 2021 na cidade paraibana e conceituada entre as redes de fast food, a lanchonete já funciona em vinte endereços Brasil afora. Na pequena loja de tijolinhos brancos e minibalcão de sorvetes, o fat melt (R$ 28,00) é um blend de 100 gramas de carne, com cebola ao shoyu e bastante cheddar no pão escuro. Já o fat gump (R$ 30,00) cai para o mar com camarões empanados, molho da casa, queijo, cebola e picles. O fat fat inova ao inverter o pão tradicional e deixar a parte tostada para cima no sanduíche, e a casquinha pedacinho do céu (R$ 6,00) é um sorvete de máquina cremoso e azulado, aposta para conquistar corações. Inclusive de madrugada, quando a loja permanece aberta.

Avenida Nossa Sra. de Copacabana, 975-C (10 lugares). 12h/3h.

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Os novos drinques cariocas que você precisa provar nesse verão

Se é na primavera que as flores nascem, e as folhas caem no outono, o verão é quando os drinques brotam nas cartas, que se renovam e refrescam. Bate aquela sede de boa coquetelaria. Para acompanhar entradas e pratos que também chegam aos cardápios, há sugestões para todos os paladares.

+ Galeto Sat’s está a caminho da Barra da Tijuca sem hora para fechar

O ano começou no Spirit Copa Bar, ao lado da bela piscina do hotel Fairmont, com novos drinques criados pelo chefe de bar Cassiano Melo. Homenagem elegante ao arquiteto Oscar Niemeyer, o coquetel Niemeyer leva uísque Glenlivet Founders Reserve, cordial de maçã com cumaru, licor Benedctine e bitter, defumado com canela (R$ 65,00).

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Stuzzi: gim, caju, Lillet, mel, e vermute seco/Rafael Mollica/Divulgação

O Stuzzi é outro que acaba de reformular a carta de drinques, além de ganhar novos pratos a cargo do chef Sei Shiroma. Quem comanda o bar é Leo Agapi, que leva ao balcão belezas como o Cajueiro (R$ 39,00), refrescante e de personalidade forte na mistura de gim, caju, Lillet, mel e vermute seco.

Micro: o toque vegetal do aipo em drinque na base de gim//Divulgação

Comes e bebes andam de mãos dadas no bar que virou restaurante mantendo a pegada afiada na coquetelaria. No Micro, o sócio e mixologista Nicola Bara apresenta delícias em taças e copos como o aipo smash, que mescla gin, aipo, cúrcuma, bitter de nibs de cacau, xarope de flor sabugueiro e suco de limão siciliano (R$ 32,00).

Cortés: carta feita pela premiada bartender argentina Chula/Iago Fundaro/Divulgação
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O Cortés Asador, no Shopping Leblon, lança carta com a assinatura da argentina Chula, que foi eleita pela Veja SP a bartender do ano em 2022. Entre opções de intensidades diversas para acompanhar os grelhados na parrilla, o La Boheme (R$ 39,00) carrega delicadeza na combinação de gim, suco de lichia, gotas de limão e licor St. Germain.

Tragga: chá de hibisco com amora em drinque cítrico/Felipe Azevedo/Divulgação

No cenário de atrações gastronômicas do shopping Vogue Square, na Barra, o Tragga del Mar apresenta novidades com a leveza de seu cardápio de grelhados marítimos. O gin hibiscos leva chá de hibisco com amora, suco de gengibre, limão siciliano e água tônica (R$ 34,00).

Loire: sorvete de coco e sumos de frutas cítricas/Felipe Azevedo/Divulgação

E o vizinho Loire Bistrô, do mesmo grupo, serve em copo longo um drinque que funciona também como sobremesa. O cremeux é preparado com vodka infusionada de baunilha, suco de abacaxi, suco de limão, espuma de coco e sorvete de coco (R$ 36,00).

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Rio Tap: conhaque, redução de amora, limão e chá de camomila/Julya Oliveira/Divulgação

E quem disse que drinques não entram em casa de cerveja? Entre as novidades que pintam nos cardápios de comidas e bebidas da Rio Tap Beer House, o soul sucker (R$ 32,00) é feito com conhaque, redução de amora, limão, chá de camomila e xarope de açúcar.

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Galeto Sat’s está a caminho da Barra da Tijuca sem hora para fechar

O Galeto Sat’s chega à Barra da Tijuca levando um pouco da Copacabana onde se originou, no caso, o chão de pedras portuguesas que reproduz o famoso calçadão da orla, que estará na varanda da nova casa, além da identidade visual da filial de Botafogo, com todos os pratos e petiscos que fizeram do negócio um ícone boemio da Zona Sul.

+ Premiado boteco Da Gema muda de endereço com boas novas no cardápio

A inauguração da casa na Barrinha, localizada no número 3.962 da Estrada do Joá, próximo ao conhecido Bar do Oswaldo, está prevista para o mês de março, e as obras já mostram o tradicional logotipo da casa instalado em painel luminoso. O balcão de chope e petiscos também está pronto, assim como as estantes para bebidas e cachaças que estão no DNA do Sat’s.

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Serão três ambientes, contando com a varanda, para levar à Barra da Tijuca, um bairro de histórica carência de botecos, pedidas como os corações de galinha na brasa, marinado em vinha d’alho; o pão de alho generoso na manteiga; o galeto em molho de laranja, alho e especiarias; e a farofa de muito ovo e pouca farinha que o acompanha.

Elaine Rabello, a matriarca e cozinheira por trás de muitas das receitas, está pensando em colocar no cardápio uma nova farofa, feita com miúdos, além de atender aos pedidos constantes do público vegetariano levando para lá os quiabos grelhados com alho frito que fazem sucesso na Adega da Velha, em Botafogo, outro bar de propriedade da família. O mesmo vale para o espeto vegetariano que tem boa saída em Copacabana, onde fica em vitrine semelhante a que será instalada na Barra. Vai à brasa com cebola, pimentão, tomate, berinjela e abobrinha.

A madrugada? Permanece. A casa só vai fechar depois das 4h.

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Vinhos em latinha trazem uma proposta de simplificação para o consumo da bebida

A primeira cerveja em lata apareceu no Brasil nos idos de 1971, ano seguinte ao tricampeonato mundial de futebol. O consumidor, àquela época, se pôs reticente em consumir cervejas em latas, como hoje tem ocorrido com o vinho em lata, a meu ver uma injustiça, vez que os produtores de vinho, pelo mundo afora, têm sido muito criteriosos para escolher o vinho que será “enlatado” e qual a proposta para o consumidor. Consta que as bebidas enlatadas surgiram nos Estados Unidos por volta do ano de 1935. Na época, a Lei da Proibição das Bebidas Alcoólicas havia sido revogada após mais de uma década, e as indústrias buscavam criar novas formas de envasamento que favorecessem o consumo rápido e, consequentemente, movimentassem o mercado. A partir de então, as cervejas começaram a ser vendidas em latas maciças de aço e/ou outros metais pesados. Também não havia lacre, e era necessário abrir a embalagem com abridores semelhantes aos usados para se abrir latas de sardinha.

O vinho em lata teve um caminho mais tortuoso, seja pela qualidade das latas, seja pela instabilidade da bebida. A maior parte das tentativas que ocorreram durante o século XX não lograram êxito, tendo sido, tão somente, no início deste século que o vinho em lata passou a ser um produto viável economicamente. Segundo o site Divino, o desafio na produção dessas bebidas (vinho em lata) é justamente equilibrar três elementos: o vinho a ser embalado, a lata com um revestimento próprio e o processo de armazenamento.

Aliado a tudo isso, também havia a questão do valor. Temos que ter em conta que  o objetivo dos vinhos enlatados é tornar o consumo da bebida mais acessível e menos litúrgico, não fazendo sentido que o produto final tenha um alto custo. Ou seja, foi necessário criar um método exclusivo, diferente do que é feito com cerveja ou refrigerantes, e ainda mantê-lo a um preço competitivo e acessível no caso da produção de vinhos em lata. Os produtores mundiais e os nacionais conseguiram resolver tal equação, oferecendo ao mercado um produto de qualidade e a preço acessível. E mais, sem ostentação, trazendo uma proposta de simplificação do consumo do vinho. Reconheço que os espumantes e os vinhos brancos mais secos e ácidos são os mais apropriados para a proposta dos vinhos em lata, mas alguns vinhos tintos têm se prestado para serem consumidos em latinhas. Claro que o consumidor não encontrará Barolo em lata, mas poderá encontrar um Merlot jovem e fresco, para consumo sem maiores pretensões.

Pessoalmente, sou entusiasta do consumo de vinhos em latas, com ênfase para os espumantes enlatados e, assim, vou sugerir alguns que são possíveis encontrar e que têm a qualidade esperada para esta faixa de produtos. Começo com o vinho verde, português, Casal Garcia, que, branco, vem em simpática latinha que possibilita um consumo rápido e bem refrescado, quando fui apresentado, na hora pensei em bolinhos de bacalhau com aquela latinha de vinho verde. A Vinícola Salton, sempre pioneira, oferece ao mercado um frisante rosé, o Lunae, qua pode ir muito bem na beira de uma piscina ou acompanhando uma pizza margherita. A Vinicola Góes, tradicional casa de São Roque, produz o Vibra! Tinto Cabernet Sauvignon, que, em lata e levemente refrescado, pode acompanhar, muito bem, um churrasco. Por seu turno, a Vinícola Giaretta, situada em Guaporé, no interior do Rio Grande do Sul, investiu numa linha ampla de vinhos em latinhas, com o “label” de Lovin´Wine, que vão desde um branco de excelente acidez, bom acompanhante para peixes rústicos de aperitivo, passando por espumante rose dry, apropriada para clima quentes, até o tinto em lata, também um bom companheiro para carnes rústicas. Por fim, da Vinícola Dom Bonifácio, de Caxias do Sul-RS, o Vinho Frisante Moscato em Lata Vivant Wines e o branco da casta  Chardonnay, podem estar presente em comemorações despretensiosas, o Moscato acompanhando doces e bolos e o Chardonnay até uma boa salada de batatas. A latinha de cerveja, após mais de cinquenta anos, caiu no gosto do brasileiro; espero que não demore cinquenta anos para ocorrer a mesma coisa com o vinho em lata. Salut!  

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vinho – Jovem Pan
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Médicos falsos: como reconhecê-los? Como se proteger deles?

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta (8)  a operação Catarse, visando desarticular um esquema criminoso especializado na falsificação de diplomas de medicina. A investigação teve início após o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro(CREMERJ) ser comunicado sobre a existência de requerimentos de registros profissionais de médicos  com documentos falsificados de graduação em medicina. Os mecanismos de segurança que possam proteger os pacientes são fundamentais para toda a sociedade. O CREMERJ está ajudando a população a identificar os falsos médicos e está protegendo os verdadeiros médicos para que possam exercer a medicina legalmente. Para entender melhor este trabalho fundamental para população, convidei o Dr. Raphael Câmara Medeiros Parente, médico, Conselheiro Federal de Medicina pelo Rio de Janeiro e ex-secretário nacional de atenção primária do Ministério da Saúde.

Dr. Fabiano M. Serfaty:  Como a população pode se proteger do exercício ilegal da medicina?Dr. Raphael Câmara Medeiros Parente: O CREMERJ está auxiliando a Polícia Federal, denunciando e dando o aparato técnico para garantir quem são os verdadeiros médicos e os falsos.  O CREMERJ e o Conselho Federal de Medicina(CFM) são inabaláveis na defesa da medicina e da boa saúde para a população. Nossos sites têm foto e CRM de cada médico. Sempre confira se quem está atendendo é realmente um médico. Na dúvida, é só ligar para o CREMERJ ou CFM, que diremos se a pessoa é médico. Condutas estranhas, valores muito baixos, locais insalubres levam a desconfiar se se trata ou não de um médico. Lamentavelmente, com um grande número de péssimas faculdades de medicina se reproduzindo sem controle do governo e pessoas vindas de outros países fazendo revalidação, muitas vezes mambembe, em universidades públicas cresce o número de erros mesmo com médicos reais. Mas aí temos nossos meios de os retirar do mercado também.

Dr. Fabiano M. Serfaty: Vivemos hoje na era da medicina baseada em evidência. Não temos dúvida da importância da metodologia científica para evolução da saúde, mas sabemos que abordar doenças crônicas e multifatoriais, como a depressão e a obesidade, requer uma abordagem mais individualizada. Existe um caminho que consiga unir ambas visões ?

Dr. Raphael Câmara Medeiros Parente: Certamente. Uma boa formação técnica na faculdade, junto com uma formação humanista, consegue unir ambas as visões. Atualmente, com muitas faculdades péssimas, os dois caminhos ficam complicados. Há professores despreparados que não têm qualquer condição de passar isso para os alunos. E muitos fazem a faculdade de medicina somente pensando no dinheiro que isso vai dar, sem preocupação com o paciente. Além disso, obviamente, sem salário e ambiência adequada para que o médico possa fazer uma consulta de qualidade  é impossível se tratar o paciente de forma ampla e com o cuidado que ele merece, já que num local com 40 graus de temperatura e recebendo uma remuneração não compatível, o médico acabará tendo de atender um número maior de pessoas.

Dr. Fabiano M. Serfaty: Qual a sua posição sobre trazer novamente médicos estrangeiros sem registro médico profissional no conselho Federal de Medicina Brasileiro para o Brasil?
Dr. Raphael Câmara Medeiros Parente: Uma irresponsabilidade, que coloca em risco a vida da população brasileira pobre. Médico no Brasil é quem tem registro médico profissional no Conselho Federal de Medicina Brasileiro. Colegas de fora são muito bem-vindos se fizerem e passarem na prova de revalidação do diploma médico: o “Revalida”. Uma prova que exclui pessoas  despreparadas. Para resolver o problema dos locais mais distantes, nossa gestão no Ministério da Saúde criou o programa “Médicos pelo Brasil”, que é uma espécie de carreira de Estado, com salários que podem chegar perto de 40.000 reais e que certamente poderão resolver este problema. Já colocamos em campo mais de 5000 médicos após seleção pública rigorosa que seleciona os melhores profissionais. Como conselheiro do CREMERJ e do CFM posso garantir que tomaremos todas as atitudes possíveis para impedir este desrespeito aos médicos brasileiros e, principalmente, para a população que merece ser atendida por médicos capacitados e confiáveis. Quando se defende uma medicina de qualidade se defende a saúde da população.

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Dr. Fabiano M. Serfaty: Qual sua opinião sobre os atos próprios da medicina que muitas vezes são invadidos por outras profissões?
Dr. Raphael Câmara Medeiros Parente: A discussão da Lei do Ato Médico levou à abordagem deste importante tema. Havia um projeto de Lei que definia muito bem o que seria atribuição exclusiva do médico e era apoiado pelas entidades médicas. Mas o governo Dilma vetou importantes artigos e, com isso, abriu brecha para outros profissionais invadirem as prerrogativas médicas, muitas vezes colocando em risco a população. Pior, em várias situações englobadas inclusive pela Lei, a Justiça, sem qualquer embasamento, tem dado ganho de causa para alguns outros conselhos profissionais. Nós do CFM e CREMERJ sempre recorremos com mais vitórias que derrotas. Esta confusão legal dá força para outras profissões invadirem nossas atribuições por meio de resoluções dos conselhos profissionais.  Essa situação de quase guerra se dá principalmente em práticas ligadas à estética, obviamente por motivos financeiros. Nunca vi nenhuma outra profissão brigar, por exemplo, para dar declaração de óbito, que é de graça.

Dr. Fabiano M. Serfaty: Qual sua opinião sobre a abertura indiscriminada de faculdades de medicina?
Dr. Raphael Câmara Medeiros Parente: Um horror. Uma profusão de faculdades sem quaisquer condições de formar minimamente um médico com as condições básicas para atender a população. É assustador. As pessoas que por questões ideológicas, financeiras ou corporativistas defendem essa abertura não percebem que se um dia forem atendidas por um desses médicos num acidente numa estrada, por exemplo, estarão fadadas a morrer. Virou um negócio macabro. Basta ter cerca de 10.000 reais por mês para pagar por seis anos que se tem a certeza que irá se formar em medicina. E depois estará livre para matar caso não tenha tido uma boa formação. Atualmente, parte dos gestores tem como única preocupação ter um médico para atender sem estarem minimamente capacitados para tal. Não percebem – ou percebem e não se importam – que isso poderá ser pior para a população e para eles, que terão piores índices de saúde e maiores gastos com a reparação de danos. Isso coloca em altíssimo risco a população.

Dr. Fabiano M. Serfaty: Casos gravíssimos recentes de estupros em situações anestésicas ocorreram. O que pode estar gerando isso e como nos proteger deste tipo de situação?
Dr. Raphael Câmara Medeiros Parente: O ensino desqualificado, com péssimos professores que não trazem em seu âmago os preceitos bioéticos da medicina e que não selecionam seus alunos, é um dos grandes responsáveis pela formação médica desqualificada. É um cenário de horror. No último caso no Rio, a pessoa sequer era formada em medicina na época dos fatos e estava atuando sem qualquer supervisão pelo menos na hora dos estupros. Um ocorrido em seu local de pós-graduação na UFRJ e outro – sabe-se lá como, já que não era médico – num hospital em Saquarema, atuando como anestesista sem qualquer supervisão. A população pode ter certeza de que não será punido somente o médico se comprovada sua culpa que, inclusive, já foi interditado por nós do CREMERJ, mas também serão investigados os que permitiram este ato ocorrer por negligência na supervisão, no caso da UFRJ, e por o terem permitido agir sem ser médico, no caso de Saquarema. Nós temos tolerância zero com estuprador.

Profissional Convidado:
Dr. Raphael Câmara Medeiros Parente
Médico
Conselheiro Regional e Federal de Medicina pelo Rio de Janeiro
Ex-Secretário Nacional de Atenção Primária do Ministério da Saúde

Fontes:
1. https://www.gov.br/pf/pt-br/assuntos/noticias/2023/02/pf-realiza-operacao-contra-esquema-de-falsificacao-de-diplomas
2. https://www.cremerj.org.br/informes/exibe/655;jsessionid=74373C38E8B5D6CC50CD4D406408D432

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Recioto e Ripasso, pai e filho do Amarone

O Amarone della Valpolicella, da região do Veneto no norte da Itália, é um dos vinhos de maior prestígio da velha bota, mas poucos conhecem sua origem. Para entendermos o Amarone é preciso conhecer o Recioto, um tinto adocicado cuja origem remonta à antiguidade clássica. Os italianos trazem desde a era romana o gosto por vinhos doces, herdada dos colonizadores gregos. O Recioto foi criado como uma opção mais concentrada e doce ao Valpolicella, vinho leve e seco do dia a dia do venetos.

 

O Recioto, ancestral do Amarone, é feito por apassimento, processo no qual as uvas passam por uma secagem que dura 3-4 meses antes de sua fermentação. Este método é o mesmo utilizado no Amarone, a diferença é que o Recioto tem sua fermentação interrompida enquanto ainda tem bastante frutose, resultando em um vinho doce. O Amarone teria sido “inventado” ao acaso, quando o Recioto acidentalmente fermentou até o final, gerando um vinho sem a doçura e esperada e por isso batizado de Amarone (amargão). O Recioto normalmente tem cerca de 50 gramas de açúcar por litro, ou mais, com teor alcoólico mínimo de 12% (normalmente indo até 14%), enquanto o Amarone tem teor de açúcar mais baixo, normalmente entre 5-7 g/l, e o álcool bem mais alto, com mínimo de 14%, mas indo a 17-18%. O Recioto, pai do Amarone é hoje pouco conhecido fora da Itália e por sua concentração e doçura pode ser um excelente acompanhamento para sobremesas a base de chocolate.

 

O Ripasso é o caçula da família Valpolicella, criado nos anos 1980 pelo produtor MASI, como uma opção mais em conta para o Amarone, ficando no meio do caminho em estrutura e em preço entre este e o Valpolicella comum. Ripasso literalmente significada “repassado”, e seu processo de elaboração é simples e genial.

 

Ao invés de descartarem as borras grossas (peles das uvas, ainda embebidas em algum vinho), que sobraram da elaboração do Amarone, estas são usadas em uma refermentação com um vinho Valpolicella já pronto, dando mais corpo e sabores e este. Como resultado temos um Valpolicella turbinado, com textura, taninos e aromas que lembram um Amarone, porém com um degrau abaixo em teor alcoólico e concentração.

 

Vale lembrar que tanto Amarone, Recioto, Ripasso e o Valpolicella comum, são feitos com as mesmas uvas: corvina (predominante, em um mínimo de 45%), além de corvinone, rondinella, molinara e outras castas locais permitidas em menor proporção.

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Vem aí o Joba, filhote do Jobi, um dos bares mais tradicionais do Leblon

Inaugurado em 1956 e convertido em ícone da boemia carioca, símbolo maior dos agitos e histórias do Baixo Leblon através dos tempos, o Jobi vai ampliar seus domínios na calçada da Avenida Ataulfo de Paiva.

+ Premiado boteco Da Gema muda de endereço com boas novas no cardápio

Com obras e andamento, está marcada ainda para fevereiro a abertura do Joba, dos mesmos donos, a primeira expansão do famoso ponto, quase ao lado do bar original.

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O salão é menor, com estilo de boteco, e mesas devem ocupar a calçada para ampliar o espaço da clientela. O cardápio seguirá o estilo consagrado do Jobi, petiscos clássicos, sanduíches e pratos cariocas de ascendência lusitana.

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