Posted on

Com 300 rótulos e sabores da Itália no menu, Vino chega a Copacabana

Acaba de aportar na Rua Santa Clara, em Copacabana, uma nova loja da franquia Vino!, levando às mesas petiscos, massas, pizzas, sobremesas e mais de 300 rótulos de vinhos.

+ Botecagem das arábias: Arab do Leblon investe em petiscos típicos

Para compartilhar, destaque para a tradicional burrata ao pesto, com tomatinhos (R$ 69,00), que também ganha uma versão gratinada; porção de croquetes de bacalhau (R$ 39,00), e o ceviche da casa (R$ 39,00).

Compartilhe essa matéria via:

Na ala das massas há nhoque ao molho pomodoro e fonduta de queijo (R$ 45,00), e o clássico espaguete à carbonara (R$ 59,00), harmonizado com um bom vinho tempranillo, ou um mignon com risoto de parmesão (R$ 79,00), para o qual a casa sugere um tinto da uva tannat.

Para finalizar, entre as sobremesas, a torta de chocolate com calda de Nutella (R$ 29,00) faz belo par com com vinhos do Porto Ruby ou Tawny.

+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui

O Vino! Copacabana fica na Rua Santa Clara, 8 (tel.: 99434-7952). Funciona de terça-feira a sexta-feira, das 18h à 0h; sábado, das 12h30 à 0h; domingo, das 12h30 às 22h.

Continua após a publicidade

Fonte:

Comer & Beber – VEJA RIO
Posted on

Cientistas encontram os indícios mais antigos da produção de vinho

Embora o vinho seja consumido há milhares de anos e tenha papel central na trajetória gastronômica de diversas sociedades, foi apenas recentemente que os historiadores passaram a investigar com afinco as origens da domesticação das uvas, as variedades usadas na produção em diferentes regiões e o início da fabricação em larga escala. Graças a tecnologias e métodos modernos, os vestígios arqueológicos se tornaram mais acessíveis, e uma verdadeira revolução começou. Em 2017, os cientistas encontraram na Geórgia os indícios mais antigos da produção da bebida. Há 8 000 anos, os fazendeiros da Idade da Pedra não apenas sabiam cultivar as uvas como já produziam vinho e decoravam potes de cerâmica com cachos da fruta. Agora, um novo estudo foi mais longe: a domesticação da uva, na realidade, é quase tão antiga quanto o cultivo do trigo, grão fundamental na transição de sociedades de caçadores-coletores para agricultores sedentários.

O grupo, bastante diverso, composto de 89 pesquisadores de 23 instituições espalhadas por dezessete países, se reuniu para analisar 3 500 variedades de uva, incluindo mutações da Vitis sylvestris, espécie selvagem que se desenvolveu há 400 000 anos no norte da África e na Eurásia, e diferentes castas de Vitis vinifera, a versão domesticada usada na produção de vinhos. A partir da comparação genética entre elas, conseguiram determinar a trajetória de domesticação das uvas. De forma simultânea, agricultores do Cáucaso, principalmente da Armênia, Azerbaijão e Geórgia, e do Oriente Próximo, região que inclui áreas da Turquia, Síria, Líbano e territórios palestinos, começaram a cultivar as frutas há 11 000 anos, muito antes do que se imaginava. Em pouco tempo, a produção se espalhou pela Europa, Ásia e norte da África.

ORIGENS - Escavações no Cáucaso: evidências mais longevas têm 8 000 anosStephen Batiuk/University of Toronto/.

A trajetória do vinho acompanhou a expansão das primeiras sociedades neolíticas. O estudo mostra que as rotas comerciais da época foram responsáveis por trocas culturais importantes. O ideograma chinês para álcool, por exemplo, é derivado dos garrafões usados no transporte do vinho da Geórgia, conforme revelações publicadas na revista Science.

A análise genômica tem revolucionado os estudos das origens das uvas e da produção de vinho. Em 1993, foi realizado com sucesso o primeiro teste de DNA envolvendo as videiras, e quatro anos depois pesquisadores conseguiram provar que a cabernet sauvignon, principal casta usada nos rótulos de Bordeaux, na França, havia surgido a partir do cruzamento natural entre a cabernet franc e a sauvignon blanc. “Foi uma verdadeira surpresa para o mundo do vinho e, desde então, o estudo das relações entre as diferentes variedades entrou em uma nova era, com a descoberta de outros surpreendentes parentescos”, escreveu a especialista britânica Jancis Robinson no monumental livro Wine Grapes, principal obra de referência sobre as 1 368 castas usadas na produção de vinho ao redor do mundo.

REFERÊNCIA BÍBLICA - Mural em Veneza, na Itália, mostra a preferência alcoólica de Noé: antigo fascínioBoisvieux Christophe/hemis.fr/AFP

Hoje em dia, sabe-se que muitas das mais importantes uvas, como pinot noir, sauvignon blanc, cabernet sauvignon, cabernet franc, syrah, carménère, syrah, cot (nome original da malbec), chenin blanc e merlot, entre várias outras, descendem de uma única cultivar conhecida como pinot. As novas descobertas têm incentivado o movimento de valorização das castas autóctones, como são chamadas as variedades originárias de diferentes países. Em vez da padronização inspirada nos rótulos franceses e italianos, predominantes no mercado global, há interesse crescente em explorar uvas raras de vários lugares do planeta.

Embora ainda pouco conhecidos no Brasil, os vinhos da Geórgia e da Armênia, nações com produção antiga, começam a ganhar espaço no portfólio dos importadores e atrair a atenção de avaliadores especializados e consumidores ávidos por novidades. São rótulos que despertam os paladares contemporâneos para as surpresas reveladas pelos sabores milenares.

Publicado em VEJA de 5 de abril de 2023, edição nº 2835

Continua após a publicidade

Fonte:

Vinho – VEJA
Posted on

“Todo mundo sabe fazer um bom vinho. A diferença está no terroir”

Entre os grandes produtores de vinho da região da Borgonha, na França, a Maison Albert Bichot está entre as de maior tradição. A empresa foi inaugurada em 1831 e em quase duzentos anos foi passada de pai para filho. Desde 1996, está sob o comando de Albéric Bichot, representante da sexta geração da família, que expandiu os negócios, comprou vinhedos e centralizou a produção dos vinhos dentro da própria vinícola. O resultado é um portfólio extenso, diversificado e premiado.

Uma seleção desses rótulos chega agora ao Brasil pela importadora Cantu, que se torna a única representante da Maison por aqui. Serão 22 vinhos que vão de opções de entrada, como a linha C’est la Vie, de menor complexidade, produzidos em Languedoc, no sudoeste da França, até ícones da Vosne-Romanée, apelação de rótulos produzidos na região de Côte de Nuits que são conhecidos como a expressão máxima da uva pinot noir. Os preços variam de R$ 120 a R$ 3 mil.

Nesta conversa exclusiva, Albéric Bichot fala sobre a história da Maison Albert Bichot, o risco das mudanças climáticas e a importância do terroir da Borgonha. Confira:

Como manter a relevância da vinícola após mais de dois séculos de história?
Um dos segredos para nos mantermos relevantes no mercado é o espírito de família. O trabalho foi sendo passado do meu avô para o meu pai, e do meu pai para mim e meu irmão. Está em nosso sangue.

Hoje, a Maison Albert Bichot tem uma proposta que mescla inovação e tradição. Quais foram as principais inovações que você fez quando assumiu a vinícola?
Se olharmos para o que a minha geração está fazendo, em relação ao que foi feito antes, podemos destacar algumas grandes mudanças. A primeira foi expandir a produção. Compramos outros vinhedos, e isso foi muito importante para garantir a matéria-prima. Sabíamos que ficaria cada vez mais difícil conseguir boas uvas, e começamos a expandir há 20 anos. Do ponto de vista da viticultura, começamos a experimentar com a produção orgânica. Era algo em que acreditámos e que motivava todos os profissionais nos vinhedos. Conseguimos uma certificação oficial em 2014, e só colocamos o selo nos rótulos a partir da safra 2018, porque nem sempre orgânico é sinônimo de qualidade. Hoje fazemos isso e somos a maior vinícola da Borgonha a ter toda a produção certificada. E também expandimos as nossas vinícolas, e hoje todos os vinhos são feitos em nossa vinícola, mesmo aqueles vinificados a partir de uvas compradas de outros produtores.

Continua após a publicidade

Como vocês estão adaptando a produção frente às mudanças climáticas?
É uma grande preocupação. Começamos a sentir os primeiros efeitos há cerca de 15 anos. Agora, colhemos as uvas completamente maduras 14 dias antes do que fazíamos há algumas décadas. Por um lado, colhê-las antes significa que elas estão perfeitamente maduras. E nos anos 1960, 1970 e 1980 nem sempre conseguíamos atingir o desenvolvimento ideal. Mas há outros desafios. As geadas têm acontecido de forma mais devastadora do que nunca. Por enquanto, não há muita coisa que possamos fazer. Usamos algumas técnicas de manejo, como a cobertura vegetal, ou mantemos as folhas nas videiras para protegê-las, mas não há muito além disso. Espero que em 20 anos tenhamos tecnologia suficiente para lidar com esses problemas.

O Château-Gris, propriedade do século XVIII que faz parte da Maison Albert Bichot –Flore Deronzier/Divulgação

As uvas pinot noir e chardonnay são cultivadas no mundo inteiro. O que é preciso para obter um bom vinho das duas, além do terroir?
Além do terroir? Absolutamente nada. Todo mundo sabe fazer bons vinhos, em todos os cantos do mundo. Recebemos muitos profissionais de fora para fazer estágio aqui, e eles têm uma ótima formação. Mas tudo se resume ao terroir. Essa é a beleza da Borgonha. Na maior parte do tempo, trabalhamos para revelar a identidade do terroir. Porque essa parcela é especial, porque ela é diferente da outra. Não queremos interferir na natureza. E essa revelação vem do trabalho feito nos vinhedos, e também na vinícola. Há 25 anos, adotamos muitas inovações tecnológicas. Muitas delas foram positivas, mas depois percebemos que o que nosso avô fazia não era nada antiquado. Hoje, fazemos a colheita manual, colocamos as uvas em pequenas cestas, prensamos as uvas usando a gravidade. Até no envelhecimento usamos cada vez menos barris novos.

Ter um longo histórico ajuda a saber o que funciona em cada terroir?
Sem dúvida. A história é muito importante, e temos tudo anotado. Se eu quiser como foi a safra de 1971, posso ir nos nossos arquivos e entender o que dava certo, o que dava errado.

O portfólio da Albert Bichot é muito grande. Por onde começar?
Tanto para quem não é tão familiarizado com a Borgonha quanto para os conhecedores, recomendo começar por nossos vinhos de entrada. Eu não gosto dessa expressão, mas é a mais comum. Comece por nossos vinhos tradicionais da Borgonha, um tinto e um branco. Normalmente, se uma vinícola faz vinhos de entrada com qualidade, dá para esperar muito do resto do portfólio. Para os apreciadores de longa data, recomendo nossos vinhos icônicos, especialmente de nossos monopoles (os vinhedos totalmente controlados pela família), como o Chablis Grand Cru “Moutonne”, o Corton Grand Cru “Clos de Maréchaudes” ou Nuits-Saint-Georges Premier Cru “Château-Gris”.

Aqui, no Brasil, os vinhos da Borgonha ficaram por muito tempo restritos aos aficionados. Agora, há um interesse crescente por provar os rótulos da região. Você acompanha esse movimento em outros mercados fora da França?
Sim. A Borgonha já tem alguns mercados consolidados, como o Reino Unido, os Estados Unidos e também o Japão. Mas estamos vendo com grande prazer que esse estilo de vinho mais fresco, elegante, não tão pesado, está “na moda”. Os vinhos da Borgonha são acessíveis até para os iniciantes. Para nós, é um sucesso ver que mais pessoas estão dispostas a provar vinhos com grande tradição.

Continua após a publicidade

Fonte:

Vinho – VEJA
Posted on

Salada caesar, uma receita de quase 100 anos

Criar um prato inesquecível, ao contrário do que muitos imaginam, não é o sonho de um chef.

A alegria que o cozinheiro sente ao descobrir que seu prato virou um grande sucesso é diretamente proporcional à angústia que viverá, anos depois, ao perceber que nenhuma outra criação sua fez sucesso equivalente.

 

Os amigos contribuem para a tortura:

– Nossa! Estive no seu restaurante e pedi aquele frango maravilhoso!

– Gente! Voltei porque estava sonhando com o frango!

– Olha, eu adoro tudo que você faz, mas o frango…

– Finalmente! Trouxe minha mãe aqui só para comer o frango!

– É dia do nosso aniversário de casamento! Adivinha o que vou pedir? O frango!

– Pode trocar tudo no cardápio, mas o frango…

Num momento de revolta, o chef ensaia tirar o prato do cardápio. O gerente vem com a planilha e mostra que o frango foi a carne mais vendida dos últimos 2 anos, o dobro do segundo colocado e aponta ligeira queda de faturamento; o maître cruza com frequentadores antigos pela rua e descobre que juraram não voltar desde que o frango saiu do menu; os garçons rezam pelo seu retorno e os clientes ameaçam apedrejar a fachada.

É como o cantor que não aguenta mais ter que fechar o show com aquela música antiga e, ainda por cima, aturar o bis. Ele já está noutra, adora que adorem, mas evoluiu, mudou, aprendeu. Acha que aquela canção foi ótima, mas no fundo acredita que cinco outras, bem menos famosas, são muito melhores e (elas sim!) deveriam estar na boca do povo.

E, assim, o frango ganha a guerra e volta pela porta da frente, vitorioso.

A saga continua: o restaurante ganha o prêmio de melhor prato de frango; só dá o bicho no Instagram; o chef sai na foto segurando um frango pelas pernas, faz pose beijando o frango, se veste de frango, o diabo! E o chef segue ruminando a raiva do prato todinho, daquele acompanhamento meio datado, da montagem mais velha que sua avó, dos ingredientes que saíram de moda. Então ele dobra, triplica o preço… não adianta. O cliente se apegou e é tarde.

Que raiva do frango!

Continua após a publicidade

A mágoa dura, em média, 20 anos. Acreditem… já conversei com muito chef para entender que é a mais pura verdade.

Resignado, o autor faz as pazes com sua criação que, a essa altura, já tem participação nos lucros e fez amigos famosos. Melhor morrer agarrado.

Agora, imaginem quando o sucesso dura 100 anos?

Pensava nisso há uns dias, quando aterrei em Tijuana, no México, de passagem para o Valle de Guadalupe. Pois é… ali foi criada a salada Caesar, que completa o centenário (talvez) no ano que vem.

Para quem não conhece a história: era uma vez um empresário de restaurantes chamado Cesario Cardini, que tinha um restaurante em San Diego, que, como tantos outros nos EUA, perdeu muita receita com a Lei Seca de 1920 e foi obrigado a fechar as portas.

Cesario então percebeu que os americanos tinham passado a cruzar a cruzar a fronteira para encher a cara no México e entendeu que o negócio era abrir um restaurante bem pertinho dos EUA, em Tijuana, para acolher os sedentos: nasce o Caesar’s Restaurant Bar, há exatos 100 anos.

A versão mais popular da história é que, no dia 4 de julho (não se sabe se de 1924 ou 1927), com a casa abarrotada por conta do feriado da Independência dos Estados Unidos, os ingredientes foram acabando. Foi então que se improvisou uma salada no salão com o que ainda havia. Há quem diga que um outro funcionário da casa tenha criado o prato ou, ainda, que o irmão de Cesario, Alex, teria inventado a receita antes. Não importa, dali veio o batismo.

A salada original tinha apenas 10 ingredientes: alface romana, alho, suco de limão, molho inglês, ovo, parmesão, azeite, sal, pimenta e uma única fatia de pão torrado por cima.

Desde então, as pessoas continuaram voltando por mais de 80 anos e a receita ganhou o mundo. Ainda assim e, mesmo pendurado no sucesso do prato, o Caesar’s teve de fechar as portas em 2009 por problemas financeiros.

Corta a cena.

Não tive tempo de conhecer o Caesar’s, mas quis o destino que, no dia seguinte da minha passagem por Tijuana eu fosse apresentada ao chef Javier Plascencia e sua família, em seu excelente restaurante Animalón, sobre o qual escrevo mais tarde.

Javier é, sem dúvida, um dos chefs mais emblemáticos e talentosos do país e proprietário de várias casas, mas não sabia que havia trabalhado no Caesar’s quando jovem, nem que tinha comprado e reformado o restaurante, em 2010, para preservar o local e sua tradição.

Fiquei pensando na força imensa desse prato: ficou no cardápio por décadas, conseguiu sair porta afora e ainda ganhou inúmeras versões em todos os continentes do planeta. Um prato tão guerreiro que conseguiu… reencarnar!

Taí uma salada que merece todo o meu respeito. Com certeza o cardápio de Javier tem um milhão de outros itens mais interessantes, dado o talento indiscutível do chef, mas sei que vou voltar a Tijuana só para gritar “Ave Caesar!” e, por que não?, pedir bis.

Se eu fosse você, ia junto. Porque clássico é classico (e vice-versa).

Continua após a publicidade

Fonte:

Comer & Beber – VEJA RIO
Posted on

O que provar no ÏT Ristorante, casa de acento italiano que chega ao Leblon

Banhado em luz natural por uma grande janela com vista para o Corcovado, o ÏT Ristorante chegou ao 4º piso do Shopping Leblon com cardápio diversificado que leva toques de requinte, inspirado em regiões diversas da Itália.

+ Absurda abre com doçuras inesquecíveis no Horto

Bem ao lado da Brasserie Mimolette, do mesmo Grupo Trëma, e com o chef Luciano Ramos à frente da cozinha de ambos, o italiano sugere entradas como o arancini de polvo (R$ 38,00) bolinho de risoto com polvo, molho de tomate e queijo parmegiano ralado; e o crudo di tonno (R$ 48,00), atum fresco cru, vinagrete de limão siciliano, azeitona taggiasca e raspa de limão siciliano.

Compartilhe essa matéria via:

Vista: restaurante abriu em ponto privilegiado do shoppingTomás Velez/Divulgação
Continua após a publicidade

Na ala dos principais, há massas, como nhoque de batata na fonduta de parmeggiano-reggiano (R$ 74,00), com cogumelos e azeite de trufas; e o tortelli de ragu de cupim bovino assado e creme de mozzarela de búfala, cogumelos e molho do assado (R$ 86,00).

Outros destaques são o polpo ÏT (R$ 108,00), o polvo grelhado com purê de banana da terra, repolho roxo e tomates cerejas ao forno; e a pancetta (R$ 78,00), barriga de porco assada, purê de baroa e molho de ervas.

De sobremesa a meringata alla fragola (R$ 36,00) tem brigadeiro branco, compota de morango, suspiros e gelato de baunilha.

O Shopping Leblon fica na Av. Afrânio de Melo Franco, 290. O ÏT funciona de segunda a sábado, das 12h às 23h; e domingo, das 12h às 22h.

Continua após a publicidade

Fonte:

Comer & Beber – VEJA RIO
Posted on

O Glamuroso Evento Millèsime

Entrada do Millèsime, Curia Palace Hotel, Março 2023

Espumante é um vinho sinônimo de glamour, nobreza, elegância e alegria. Neste fim de semana, no Curia Palace Hotel, localizado na cidade de Anadia, capital do espumante português, bem no coração da Bairrada foi palco do Millèsime, um evento emblemático rico em finesse em cada detalhe e que podemos fazer uma bela analogia entre o evento em si e ao que verdadeiramente os grandes espumantes apresentam quando bem trabalhados em cada etapa do processo, muita sofisticação.

A temática criada pelos organizadores, o Município de Anadia, a Revista Grandes Escolhas e coordenada pelo Pedro Silva para enaltecer os belíssimos espumantes foi reviver os anos 20, já que o hotel foi inaugurado em 1926, portanto, inúmeros pormenores foram pensados para que os participantes pudessem sentir a áurea da época.

Inicialmente quando as pessoas adentravam os portões do Curia Palace Hotel eram conduzidas por charretes até a porta de entrada do palácio e deixadas sobre um tapete vermelho. Dentro do evento diversos atores transitavam com figurino de época e interagiam com as pessoas. A decoração contou com a das próprias belíssimas salas do palácio que tem uma beleza sem igual. Os produtores foram organizados de modo interessante e prático. A sala destinada para as provas comentadas foram ordenadas num ponto estratégico aproveitando a planta do local e contaram com a participação especial do serviço dos alunos da Escola Profissional de Anadia, que deram um espetáculo a parte com suas maestrias.

A proposta foi colocar em prova num mesmo local diversos produtores de vinhos espumantes nacionais de várias regiões e até alguns internacionais vindos da Espanha. Um dos detalhes mais glamurosos do evento foi o fato dos próprios produtores colocarem em prova seus vinhos mais prestigiosos e sofisticados, possibilitando a todos que estavam no local provarem verdadeiros diamantes vínicos raros como o espumante Quinta das Bájeiras Velha Reserva 1991, o espumante Luis Pato Bairrada DOC Bruto 1997 e o espumante Kompassus Grande Reserva Rosé 2013. Diversos foram os lançamentos de novos espumantes de elevada qualidade subindo ainda mais o nível qualitativo de grandes espumantes que Portugal produz não só na Bairrada como também em outras regiões do país.

O evento contou com provas especiais comentadas, provas de espumantes e melhores harmonizações, assim também como visita de grupos de críticos especializados nacionais à diversos produtores da região da Bairrada, onde puderam perceber minúcias de cada casa para produção de grandes vinhos espumantes.

Diversos produtores estiveram presentes mostrando seus vinhos especiais como o Luis Gomes com seu Giz Cuvée de Noirs Late Release 2016 com 72 meses sob borras, o Rui Lucas com o seu Dominical S 2017 com 59 meses de estágio, o José Carvalheira com seu Hibernos Cuvée de Noirs 2018 com 40 meses sob borras, Vinha das Penicas Vinhas Velhas 2018 com 40 meses de estágio, Lagoa Velha Baga Blanc de Noirs 2017, Caves São João com o espumante homenagem Caves São João Primeira Reserva com 55 meses de estágio, Adega de Cantanhede com o Marquês de Marialva Cuvée Primitivo com 60 meses de autólise, Caves Montanha com o Grande Reserva, Caves Primavera, Murganheira, Caves Arcos do Rei com o Íssimo rosé , Borlido, Quinta do Boição, Vértice dentre outros.

O Millèsime veio abrilhantar ainda mais um estilo de vinho especial, o espumante, que dependendo do método escolhido requer muito mais detalhes e cuidados em sua elaboração comparado a outros estilos de vinhos, e onde o tempo de autólise ou estágio é essencial para enobrecer esses vinhos glamurosos. Parabéns a todos que fizeram esse evento ser possível na Bairrada, desejo ainda mais sucesso a projetos como esse e muita saúde !

Fonte:

Mundo dos Vinhos por Dayane Casal
Posted on

Chablis é sinônimo de vinho branco de qualidade, bom preço e gastronômico por excelência

O vinho branco mais conhecido e cultuado no mundo, sem muitas dúvidas, é o Chablis, 100% feito a partir da uva Chardonnay, cultivada no norte da Borgonha, França, e leva o nome da região onde é produzido. É na comuna de Chablis, localidade mais ao norte do distrito Vinícula de Borgonha, de onde saem os rótulos mais conhecidos. As videiras em torno da comuna são praticamente todas Chardonnay, utilizadas para fabricar o famoso vinho branco seco, renomado devido à pureza de seu aroma e gosto. No mundo da gastronomia, tornou-se o grande companheiro das ostras frescas, especialmente a partir dos anos 70 do século passado, quando, em restaurantes parisienses — inclusive do mítico Lasserre (17 avenue Franklin Delano Roosevelt, Paris) —, as iguarias eram oferecidas com uma taça de Petit Chablis por cortesia. Pessoalmente, prefiro as ostras frescas com um bem refrescado Pouilly-Fumé (Loire), mas é inegável que um Chablis jovem é um grande par para ostras e mariscos frios. 

Chablis passou a dar origem ao vinho homônimo no século XII, quando os monges da Ordem Cisterciense que habitavam a Abadia de Pontigny passaram a vinificar a Chardonnay que cultivavam. Em meados do século XVII, os ingleses, que dominavam o comércio na região norte gaulesa, viraram os grandes consumidores deste vinho branco. A região só se tornou demarcada nos anos 30 do século XX, após seus vinhedos terem sido recuperados do ataque da praga devastadora, a Philoxera. Segundo o site DiVinho, a Apelação de Origem Controlada (A.O.C.) de Chablis ocupa 4.260 hectares, que são divididos entre quatro Apelações de Origem Protegida (A.O.P): Petit Chablis, Chablis, Chablis Premier Cru e Chablis Grand Cru.

Apesar do nome, os vinhos Petit Chablis nada têm de diminutos, muito pelo contrário: tendem a apresentar alta acidez e aromas cítricos. Já os Chablis revelam no nariz grande presença mineral, além de notas de frutas cítricas e frutas brancas, como a pera. Os vinhos Chablis Premier Cru são mais ricos no paladar, revelando, no nariz, aromas de frutas cítricas, como limão e carambola, além de nuances minerais. E os Chablis Grand Cru, que são envelhecidos em barris de carvalho, apresentam nuances defumadas ao seu bouquet aromático, além de notas cítricas, como laranja, damasco e maracujá. Importante ressaltar que, a despeito da diferença na vinificação, especialmente quanto ao uso de barricas (ou não), Chablis é sinônimo de vinho branco de qualidade, sendo, inclusive, dos grandes brancos da Borgonha, os mais acessíveis, tanto em preços quanto em paladar. São vinhos gastronômicos por excelência. 

Vou sugerir alguns Chablis que, ao meu ver, bem expressam o terroir da região, refletindo sua classificação. Começo pelo topo, sugerindo um grande vinho, o Baudouin Millet Chablis Grand Cru Vaudésir 2019, complexo e gastronômico ao extremo. Outro vinho excepcional, longevo e com complexidade absurda é o Louis Michel & Fils – Chablis Grand Cru “Les Clos”. Falo que é longevo porque abri uma garrafa da safra 2010 que parecia ter sido engarrafado no ano passado. O produtor, um dos mais tradicionais da região, faz vinhos no coração de Chablis desde 1850. Já o Chablis Premier Cru Fourchaume é um vinho elegante, equilibrado e de ótima mineralidade. Possui um incrível potencial gastronômico, ideal para pratos gordos e até certas aves, como o pato. O Louis Latour Chablis vem de um solo calcário que imprime uma minerabilidade especial. Por seu turno, um vinho dito de entrada muito bacana é o Willian Fevre Petit Chablis, que, juntamente com o Alain Geoffroy Petit Chablis, bem expressa o terroir da sub-região de classificação. Estes últimos, sim, são os grandes companheiros das famosas ostras frescas. Vale a experiência. Salut!

Fonte:

vinho – Jovem Pan
Posted on

Embaixada peruana: Lima reforma ambiente e cardápio em Botafogo

Na comemoração de uma década frutífera no Rio, o chef e restaurateur peruano Marco Espinoza inaugura nova versão do Lima Cozinha Peruana, no endereço original da casa onde tudo começou. Inventor de restaurantes como o Cantón e o Kinjo, que flertam com o Oriente, Marco renovou o cardápio e homenageia os bares de mercados peruanos pesqueiros na decoração, das pastilhas azuis e desenhos de peixes pelo teto ao balcão de mármore e as conchas em neon. Usando a brasa como recurso, traz novos pratos, como o nosso arroz marinho (R$ 82,50), com polvo, lula, camarão e temperos andinos. De entrada, o bocado de atum se destaca em massa crocante com tartar, maionese de abacate e ovas de ikura (R$ 54,00, seis unidades). O drinque paixão peruana ganha as taças feito de pisco em infusão e xarope de rosas, Cynar, limão e hortelã (R$ 35,00). Frescores por toda parte.

Rua Visconde de Caravelas, 113, Botafogo, ☎ 3647-3411 (58 lugares). 12h/16h e 19h/23h (sáb. 12h/23h30; dom. 12h/22h).

Fonte:

Comer & Beber – VEJA RIO
Posted on

Um pedaço da Toscana mora no D’Orcia

A região do Rio Orcia, na Toscana, sua gastronomia e vinhos privilegiados, inspiram a trattoria da Barra, que apresenta novidades no cardápio comandado pelo chef Kiko Faria, de sólida experiência em cozinhas italianas como as do Gero e do Quadrifoglio, por onde passou. Na D’Orcia, o pappardelle com recheio de leitão (R$ 83,00) ao molho de laranja e mostarda é massa fresca que se destaca, ao lado de combinações clássicas como a paleta de cordeiro assada por oito horas com risoto de funghi (R$ 156,00). A carta de vinhos da casa é a própria adega com mais de 600 rótulos, onde o sommelier e maître Maílson Mesquita orienta os clientes na escolha. A casa se divide em três ambientes e mezanino para jantares harmonizados, com pé-direito alto e bela árvore decorando o salão.

Avenida Érico Veríssimo, 901, Barra, ☎ 98120-3481 (60 lugares). 12h/23h (sáb. até 0h; dom. até 18h, fecha seg.).

Fonte:

Comer & Beber – VEJA RIO
Posted on

Deleite gelado nos sabores cremosos da Borelli

O cheiro de biscoito que chega à calçada é isca infalível. Ele vem direto das fôrmas quentes onde as casquinhas são feitas na hora, ao lado de torneiras vertendo caldas achocolatadas. Creme de avelã com cacau e pistache com chocolate branco podem combinar com as criações da Gelato Borelli. A sorveteria chegou ao Leblon com deque de mesas na calçada e parede de plantas decorativas, onde o nome em neon está atrás de um sofá suspenso para fotos. Sabores como pistache, doce de leite, iogurte com amarena, abacaxi com hortelã, torta de limão e fior di latte estão à altura dos melhores da praça. O copo pequeno (R$ 18,00) permite dois sabores, e o grande (R$ 22,00) inclui três. O cascão recheado (R$ 25,00) tem versão de cesta (R$ 35,00), com quatro sabores e mais chantilly caseiro. Deleite puro.

Av. Ataulfo de Paiva, 335, Leblon, ☎ 96875-5600 (40 lugares). 11h/22h.

Fonte:

Comer & Beber – VEJA RIO