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O Glamuroso Evento Millèsime

Entrada do Millèsime, Curia Palace Hotel, Março 2023

Espumante é um vinho sinônimo de glamour, nobreza, elegância e alegria. Neste fim de semana, no Curia Palace Hotel, localizado na cidade de Anadia, capital do espumante português, bem no coração da Bairrada foi palco do Millèsime, um evento emblemático rico em finesse em cada detalhe e que podemos fazer uma bela analogia entre o evento em si e ao que verdadeiramente os grandes espumantes apresentam quando bem trabalhados em cada etapa do processo, muita sofisticação.

A temática criada pelos organizadores, o Município de Anadia, a Revista Grandes Escolhas e coordenada pelo Pedro Silva para enaltecer os belíssimos espumantes foi reviver os anos 20, já que o hotel foi inaugurado em 1926, portanto, inúmeros pormenores foram pensados para que os participantes pudessem sentir a áurea da época.

Inicialmente quando as pessoas adentravam os portões do Curia Palace Hotel eram conduzidas por charretes até a porta de entrada do palácio e deixadas sobre um tapete vermelho. Dentro do evento diversos atores transitavam com figurino de época e interagiam com as pessoas. A decoração contou com a das próprias belíssimas salas do palácio que tem uma beleza sem igual. Os produtores foram organizados de modo interessante e prático. A sala destinada para as provas comentadas foram ordenadas num ponto estratégico aproveitando a planta do local e contaram com a participação especial do serviço dos alunos da Escola Profissional de Anadia, que deram um espetáculo a parte com suas maestrias.

A proposta foi colocar em prova num mesmo local diversos produtores de vinhos espumantes nacionais de várias regiões e até alguns internacionais vindos da Espanha. Um dos detalhes mais glamurosos do evento foi o fato dos próprios produtores colocarem em prova seus vinhos mais prestigiosos e sofisticados, possibilitando a todos que estavam no local provarem verdadeiros diamantes vínicos raros como o espumante Quinta das Bájeiras Velha Reserva 1991, o espumante Luis Pato Bairrada DOC Bruto 1997 e o espumante Kompassus Grande Reserva Rosé 2013. Diversos foram os lançamentos de novos espumantes de elevada qualidade subindo ainda mais o nível qualitativo de grandes espumantes que Portugal produz não só na Bairrada como também em outras regiões do país.

O evento contou com provas especiais comentadas, provas de espumantes e melhores harmonizações, assim também como visita de grupos de críticos especializados nacionais à diversos produtores da região da Bairrada, onde puderam perceber minúcias de cada casa para produção de grandes vinhos espumantes.

Diversos produtores estiveram presentes mostrando seus vinhos especiais como o Luis Gomes com seu Giz Cuvée de Noirs Late Release 2016 com 72 meses sob borras, o Rui Lucas com o seu Dominical S 2017 com 59 meses de estágio, o José Carvalheira com seu Hibernos Cuvée de Noirs 2018 com 40 meses sob borras, Vinha das Penicas Vinhas Velhas 2018 com 40 meses de estágio, Lagoa Velha Baga Blanc de Noirs 2017, Caves São João com o espumante homenagem Caves São João Primeira Reserva com 55 meses de estágio, Adega de Cantanhede com o Marquês de Marialva Cuvée Primitivo com 60 meses de autólise, Caves Montanha com o Grande Reserva, Caves Primavera, Murganheira, Caves Arcos do Rei com o Íssimo rosé , Borlido, Quinta do Boição, Vértice dentre outros.

O Millèsime veio abrilhantar ainda mais um estilo de vinho especial, o espumante, que dependendo do método escolhido requer muito mais detalhes e cuidados em sua elaboração comparado a outros estilos de vinhos, e onde o tempo de autólise ou estágio é essencial para enobrecer esses vinhos glamurosos. Parabéns a todos que fizeram esse evento ser possível na Bairrada, desejo ainda mais sucesso a projetos como esse e muita saúde !

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Mundo dos Vinhos por Dayane Casal
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Chablis é sinônimo de vinho branco de qualidade, bom preço e gastronômico por excelência

O vinho branco mais conhecido e cultuado no mundo, sem muitas dúvidas, é o Chablis, 100% feito a partir da uva Chardonnay, cultivada no norte da Borgonha, França, e leva o nome da região onde é produzido. É na comuna de Chablis, localidade mais ao norte do distrito Vinícula de Borgonha, de onde saem os rótulos mais conhecidos. As videiras em torno da comuna são praticamente todas Chardonnay, utilizadas para fabricar o famoso vinho branco seco, renomado devido à pureza de seu aroma e gosto. No mundo da gastronomia, tornou-se o grande companheiro das ostras frescas, especialmente a partir dos anos 70 do século passado, quando, em restaurantes parisienses — inclusive do mítico Lasserre (17 avenue Franklin Delano Roosevelt, Paris) —, as iguarias eram oferecidas com uma taça de Petit Chablis por cortesia. Pessoalmente, prefiro as ostras frescas com um bem refrescado Pouilly-Fumé (Loire), mas é inegável que um Chablis jovem é um grande par para ostras e mariscos frios. 

Chablis passou a dar origem ao vinho homônimo no século XII, quando os monges da Ordem Cisterciense que habitavam a Abadia de Pontigny passaram a vinificar a Chardonnay que cultivavam. Em meados do século XVII, os ingleses, que dominavam o comércio na região norte gaulesa, viraram os grandes consumidores deste vinho branco. A região só se tornou demarcada nos anos 30 do século XX, após seus vinhedos terem sido recuperados do ataque da praga devastadora, a Philoxera. Segundo o site DiVinho, a Apelação de Origem Controlada (A.O.C.) de Chablis ocupa 4.260 hectares, que são divididos entre quatro Apelações de Origem Protegida (A.O.P): Petit Chablis, Chablis, Chablis Premier Cru e Chablis Grand Cru.

Apesar do nome, os vinhos Petit Chablis nada têm de diminutos, muito pelo contrário: tendem a apresentar alta acidez e aromas cítricos. Já os Chablis revelam no nariz grande presença mineral, além de notas de frutas cítricas e frutas brancas, como a pera. Os vinhos Chablis Premier Cru são mais ricos no paladar, revelando, no nariz, aromas de frutas cítricas, como limão e carambola, além de nuances minerais. E os Chablis Grand Cru, que são envelhecidos em barris de carvalho, apresentam nuances defumadas ao seu bouquet aromático, além de notas cítricas, como laranja, damasco e maracujá. Importante ressaltar que, a despeito da diferença na vinificação, especialmente quanto ao uso de barricas (ou não), Chablis é sinônimo de vinho branco de qualidade, sendo, inclusive, dos grandes brancos da Borgonha, os mais acessíveis, tanto em preços quanto em paladar. São vinhos gastronômicos por excelência. 

Vou sugerir alguns Chablis que, ao meu ver, bem expressam o terroir da região, refletindo sua classificação. Começo pelo topo, sugerindo um grande vinho, o Baudouin Millet Chablis Grand Cru Vaudésir 2019, complexo e gastronômico ao extremo. Outro vinho excepcional, longevo e com complexidade absurda é o Louis Michel & Fils – Chablis Grand Cru “Les Clos”. Falo que é longevo porque abri uma garrafa da safra 2010 que parecia ter sido engarrafado no ano passado. O produtor, um dos mais tradicionais da região, faz vinhos no coração de Chablis desde 1850. Já o Chablis Premier Cru Fourchaume é um vinho elegante, equilibrado e de ótima mineralidade. Possui um incrível potencial gastronômico, ideal para pratos gordos e até certas aves, como o pato. O Louis Latour Chablis vem de um solo calcário que imprime uma minerabilidade especial. Por seu turno, um vinho dito de entrada muito bacana é o Willian Fevre Petit Chablis, que, juntamente com o Alain Geoffroy Petit Chablis, bem expressa o terroir da sub-região de classificação. Estes últimos, sim, são os grandes companheiros das famosas ostras frescas. Vale a experiência. Salut!

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vinho – Jovem Pan
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Embaixada peruana: Lima reforma ambiente e cardápio em Botafogo

Na comemoração de uma década frutífera no Rio, o chef e restaurateur peruano Marco Espinoza inaugura nova versão do Lima Cozinha Peruana, no endereço original da casa onde tudo começou. Inventor de restaurantes como o Cantón e o Kinjo, que flertam com o Oriente, Marco renovou o cardápio e homenageia os bares de mercados peruanos pesqueiros na decoração, das pastilhas azuis e desenhos de peixes pelo teto ao balcão de mármore e as conchas em neon. Usando a brasa como recurso, traz novos pratos, como o nosso arroz marinho (R$ 82,50), com polvo, lula, camarão e temperos andinos. De entrada, o bocado de atum se destaca em massa crocante com tartar, maionese de abacate e ovas de ikura (R$ 54,00, seis unidades). O drinque paixão peruana ganha as taças feito de pisco em infusão e xarope de rosas, Cynar, limão e hortelã (R$ 35,00). Frescores por toda parte.

Rua Visconde de Caravelas, 113, Botafogo, ☎ 3647-3411 (58 lugares). 12h/16h e 19h/23h (sáb. 12h/23h30; dom. 12h/22h).

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Um pedaço da Toscana mora no D’Orcia

A região do Rio Orcia, na Toscana, sua gastronomia e vinhos privilegiados, inspiram a trattoria da Barra, que apresenta novidades no cardápio comandado pelo chef Kiko Faria, de sólida experiência em cozinhas italianas como as do Gero e do Quadrifoglio, por onde passou. Na D’Orcia, o pappardelle com recheio de leitão (R$ 83,00) ao molho de laranja e mostarda é massa fresca que se destaca, ao lado de combinações clássicas como a paleta de cordeiro assada por oito horas com risoto de funghi (R$ 156,00). A carta de vinhos da casa é a própria adega com mais de 600 rótulos, onde o sommelier e maître Maílson Mesquita orienta os clientes na escolha. A casa se divide em três ambientes e mezanino para jantares harmonizados, com pé-direito alto e bela árvore decorando o salão.

Avenida Érico Veríssimo, 901, Barra, ☎ 98120-3481 (60 lugares). 12h/23h (sáb. até 0h; dom. até 18h, fecha seg.).

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Deleite gelado nos sabores cremosos da Borelli

O cheiro de biscoito que chega à calçada é isca infalível. Ele vem direto das fôrmas quentes onde as casquinhas são feitas na hora, ao lado de torneiras vertendo caldas achocolatadas. Creme de avelã com cacau e pistache com chocolate branco podem combinar com as criações da Gelato Borelli. A sorveteria chegou ao Leblon com deque de mesas na calçada e parede de plantas decorativas, onde o nome em neon está atrás de um sofá suspenso para fotos. Sabores como pistache, doce de leite, iogurte com amarena, abacaxi com hortelã, torta de limão e fior di latte estão à altura dos melhores da praça. O copo pequeno (R$ 18,00) permite dois sabores, e o grande (R$ 22,00) inclui três. O cascão recheado (R$ 25,00) tem versão de cesta (R$ 35,00), com quatro sabores e mais chantilly caseiro. Deleite puro.

Av. Ataulfo de Paiva, 335, Leblon, ☎ 96875-5600 (40 lugares). 11h/22h.

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Comer, beber, fotografar: Da Marino abre em Ipanema

Depois de inaugurar em Ipanema o paulistano Nino Cucina, direto do Itaim Bibi, o grupo do chef Rodolfo De Santis trouxe o vizinho Da Marino, que ganhou belo casarão à feição para o clima de Costa Amalfitana espelhado na decoração, da varanda aos salões com flores e limões-sicilianos decorativos. Um balcão de cozinha aberta exibe pescado e frutos do mar no gelo, que são preparados na hora. É o caso do robalo grelhado em azeite, limão e ervas (R$ 190,00, o quilo), bem servido com tagliolini em caldo de crustáceos (R$ 29,00). De entrada, é clássico da casa a caprese de atum (R$ 46,00): crudo do peixe com burrata, manjericão e tomate marinado. O limone (R$ 45,00) ganhou fama para sobremesa com semifreddo de limão-siciliano, compota de abacaxi, farofa de manjericão e calda de frutas vermelhas. Hora do celular no modo câmera.

Rua Barão da Torre, 482, Ipanema, ☎ (11) 3368-6863 (80 lugares). 12h/15h e 19h/0h (sex. e sáb., 12h/16h e 19h/0h; dom, 12h/17h e 19h/0h; fecha seg.).

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Braseiro Labuta leva sabor e arte à Rua do Senado

Galetos, bifões e legumes perfeitamente grelhados na parrilla, farofa de ovo, arroz de brócolis e telas de Raul Mourão, Carlos Vergara e artistas contemporâneos da cidade. Só acontece no Rio, alguém vai dizer, com toda a razão. Na região do Centro que une ateliês a comida boa, o Braseiro Labuta é a novidade na série de bares criados pelo chef-executivo Lucio Vieira, com o jovem chef Brenner Gomes na cozinha e a curadoria artística de Raul Mourão, também sócio. Entradas como a conserva de batata calabresa na brasa com cebolas caramelizadas (R$ 18,90) e a salada de ovo com repolho (R$ 19,90) abrem alas para cortes bovinos como o chorizo (R$ 91,20) ou o galeto completo, com arroz, farofa de ovos e batatas portuguesas (R$ 75,00). Tudo com o conhecimento de causa que marca as cozinhas do grupo e o chope Heineken (R$ 13,90, 300 mililitros) regando a festa.

Rua do Senado, 65, Centro, ☎ 3179-0408 (40 pessoas). 11h30/22h (fecha dom.).

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Drinques de comer nos melhores balcões

Moqueca na taça? No Dias Bar e Mar (Rua Dias Ferreira, 410, Leblon), o saudade da bahia (R$ 36,00) leva cachaça com pimenta-de-cheiro, capim-limão e louro, aguardente de banana, xarope de capim-limão e óleo de leite de coco, servido com chips de banana e folha de louro.

De Lamare: geleia de tomate, manjericão e queijoRodrigo Azevedo/Divulgação

No quiosque De Lamare (Avenida Vieira Souto, 110, Ipanema, ☎ 97712-7079), o dona margá (R$ 33,00) lembra a pizza margherita com cachaça 7 Engenhos prata, geleia de tomate com raspas de limão-­siciliano, manjericão e queijo grana padano na guarnição.

Nosso: salada italiana com direito a calda de pão./Divulgação

A carta “culinária” de Daniel Esteves no Nosso (Rua Maria Quitéria, 91, Ipanema, ☎ 99619-0099) traz pérolas como o panzanella sour (R$ 46,00): bourbon Maker’s Mark, manjericão, suco de tomate, calda de pão sourdough e limão-siciliano.

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Os Imortais: aipo e torresmo adornam o bloody maryTomás Rangel/Divulgação

Guarnecido com aipo, manjericão e torresmo de barriga, o bloody mary (R$ 31,50) do bar Os Imortais (Rua Ronald de Carvalho, 147, Copacabana, ☎ 3563-8959) tem vodca infusionada em tomilho, suco de tomate, fumaça líquida e molho da casa.

Traçado: conserva de maxixe incorporada ao coquetelTomás Rangel/Divulgação

No Traçado (Rua Ronald de Carvalho, 154-C, Copacabana, ☎ 3734-3248), o biricutico (R$ 29,90) leva gim, vermute seco, mix de cítricos e tintura de limão-siciliano, além do picles de maxixe e especiarias da casa, e um toque da conserva devidamente incorporada ao coquetel.

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Rudä: Ipanema na vanguarda com sabores do Brasil

Instalado numa das casas mais charmosas do bairro, um imóvel da Ipanema dos anos 1920, o Rudä tem como chef Danilo Parah (ex-Mäska, do mesmo grupo), que faz leituras criativas utilizando ingredientes brasileiros como os queijos artesanais, molhos com toques de frutas, processos de cura e fermentação. O farto pão de queijo pardinho (R$ 38,00) é boa surpresa, e leva linguiça mineira moída, requeijão de corte, goiabada e kimchi. A nova versão do frango com quiabo apresenta o vegetal em concassé sobre polenta cremosa e caldo rico da ave. Candidato a estrela, o camarão com agarradinho de palmito (R$ 108,00) traz lardo, arroz pérola cozido com bacon em socarrat e palmito pupunha. De sobremesa, a torta de queijo rudä (R$ 36,00) é feita com creme de queijo e morango assados, goiaba, sorvete de leite e flor de sal. Tipo romeu e julieta a caminho da praia.

Rua Garcia D’Ávila, 118, Ipanema, ☎ 98385-7051 (60 lugares). 12h/0h (dom. a ter. até 23h).

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Absurda abre com doçuras inesquecíveis no Horto

Marca de nome fiel a suas criações, a Absurda Confeitaria abriu em casa antiga no Horto, reformada com charme, paredes de pedra e janelões de madeira. É o palco para o desfile dirigido pelo confeiteiro Henrique Rossanelli, que fez escola no Rio em cozinhas como as do Oro, do chef Felipe Bronze, e do Lilia Café, de Lúcio Vieira. O bolo com massa de cacau intenso e brigadeiro de chocolate amargo no recheio (R$ 25,90, a fatia) é um belo cartão de visita, assim como o incrível carrot cake, de cenoura, nozes e especiarias na massa intercalada por chantilly de cream cheese (R$ 23,90, a fatia). Feito com ovo caipira, coco fresco e a chamada “fruta da paixão”, o quindim de maracujá (R$ 23,90) é outra tentação, e há novidades salgadas: o misto quente (R$ 24,50) tem presunto feito na casa, queijo Canastra e pão de longa fermentação. É difícil passar na frente sem entrar.

Rua Pacheco Leão, 792, Horto, ☎ 99193-3440 (30 lugares). 11h/19h (fecha seg.).

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