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Conheça os grandes vinhos feitos com a uva Carménère, ícone do Chile

Como segundo maior produtor de vinhos da América do Sul, atrás apenas da Argentina, e o quarto maior exportador do mundo, o Chile tem uma enorme diversidade produtiva. Há castas clássicas, como a tinta Cabernet Sauvignon, presente nos principais rótulos chilenos, especialmente os de alta gama, e a branca Sauvignon Blanc, que encontrou as condições ideais para a produção de vinhos frescos. Há também outras menos populares, como a País (conhecida como Listán Pietro na Espanha), trazida pelos imigrantes há centenas de anos e que nos últimos anos vem sendo usada em tintos naturais de perfil mais rústico. Nenhuma variedade, no entanto, ficou tão associada ao país quanto a Carménère.

Sua história é curiosa. A uva é natural da França, um cruzamento entre Cabernet Franc e Gros Cabernet, e foi muito plantada na região de Médoc, no sudoeste do país. No século 18 era usada nos vinhos de maior qualidade, mas foi praticamente abandonada após a invasão provocada pela praga Phylloxera na década de 1870, responsável por devastar os vinhedos europeus. Havia sido trazida para o Chile um pouco antes, na metade do século 19, junto com outra variedade bastante popular, Merlot. Diziam que os viticultores chilenos confundiram as duas e pensaram que tinham apenas Merlot em seus vinhedos, mas a realidade é um pouco diferente. Eles reconheceram as diferenças, mas chamavam a Carménère de Merlot Chileno. Só testes de DNA recentes mostraram o parentesco original. A variedade tem ainda outra característica: na hora da colheita, sua folha, normalmente verde, ganha uma coloração avermelhada.

Apesar de seu pedigree, ela é vista com certo preconceito por sommeliers, críticos e até por viticultores. O motivo é a presença de notas herbáceas que podem remeter a pimentões e tomates, nem sempre tão agradáveis. Esses aromas aparecem quando a uva é colhida antes de estar totalmente madura. Mas no Chile, principalmente na região de Peumo, terroir mais indicado para seu plantio, a uva encontrou o clima quente e seco e os solos ricos em argila que oferecem condições ideais para que ela se desenvolva totalmente.

O primeiro grande Carménère do Chile, Terrunyo, foi lançado em 1998. Produzido pela gigante Concha Y Toro em alguns de seus vinhedos mais antigos, de 1990, tornou-se referência ao mostrar o potencial da uva para vinhos elegantes, com enorme potencial de guarda. Hoje, é feita a partir de uma seleção de microlotes dentro de três hectares. A safra mais recente, 2021, recebeu 97 pontos no Descorchados 2023, mais importante guia de vinhos da América do Sul, e foi eleito o Melhor Carménère do ano. Degustada agora, a safra 2018 mostra um perfil de frutas vermelhas maduras, notas de chocolate e café, textura suculenta e uma acidez que garante longevidade.

O enólogo Marcio Ramírez, responsável pelos Carménère da Concha Y Toro -
O enólogo Marcio Ramírez, responsável pelos Carménère da Concha Y Toro –Divulgação/Divulgação

A Concha Y Toro também produz outro Carménère famoso, o Carmín de Peumo. Assim como o Terrunyo, a produção fica sob o comando do enólogo Marcio Ramírez. As uvas são provenientes do vinhedo mais antigo da vinícola em Peumo, plantado em 1987. O vinho passa 13 meses em barricas (sendo 85% delas novas), e o blend conta com uma pequena parte de cabernet franc (5%) e merlot (5%). Em visita ao Brasil, Ramírez contou que há algum tempo o blend era feito com cabernet sauvignon, mas suas potentes características interferiam no resultado, e nos últimos anos ele vem fazendo a substituição por cabernet franc, mais amigável. O resultado é um vinho elegante de aromas intensos de fruta fresca, textura sedosa e notas integradas da madeira. A safra 2020 recebeu 95 pontos no Descorchados.

Os dois vinhos fazem parte da Cellar Collection, linha de rótulos premium da vinícola. Além de Terrunyo e Carmín de Peumo, inclui Amelia, com um Chardonnay e um Pinot Noir produzidos no Valle de Limarí; Gravas, com um Cabernet Sauvignon e um Syrah produzidos em Maipo; e o trio que compõem a série Concha Y Toro, sendo dois Cabernet Sauvignon e um Syrah.

Mas não são os únicos grandes Carménère feitos no Chile. A uva também entra em alguns dos blends mais importantes do país, sendo o Almaviva o mais notório deles. Na safra 2020, a mais recente do lendário rótulo produzido pela parceria entre a própria Concha Y Toro e a companhia Baron Philippe de Rothschild (dono do Château Mouton Rothschild, de Bordeaux), a Carménère representa 24% do blend. Entra também em outro rótulo icônico, Neyen Espíritu de Alpata, feito pela Neyan Alpata Estate. Mistura de 50% Carménère e 50% Cabernet Sauvignon, foi escolhido a melhor mescla tinta na última edição do Descorchados.

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Vinho – VEJA
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O francês que abastece as adegas de endinheirados no Brasil

E-commerce de vinhos do francês Philippe de Nicolay Rothschild, o site Edega acaba de disponibilizar no Brasil um carga de alguns dos rótulos — Château Lafite Rothschild e Carruades de Lafite 2018, por exemplo — mais aclamados da família Rothschild no mundo.

“São os vinhos mais esperados e procurados deste segmento. Ter esses produtos à disposição por aqui é um sinal do prestígio que os consumidores brasileiros conquistaram neste concorrido mercado mundial de vinhos”, diz Philippe.

O preço de cada garrafa, claro, é para poucos. Eis a lista:

• Carruades de Lafite 2018 – 24 Garrafas – AOC Pauillac / Bordeaux (R$ 8.998,80)
• Château Lafite Rothschild 2018 – 12 Garrafas – AOC Pauillac / Bordeaux (R$ 23.748,70)
• Château Duhart Milon 2018 – 24 Garrafas – AOC Pauillac / Bordeaux (R$ 2.623,80)
• Carruades de Lafite 2019 – 24 Garrafas – AOC Pauillac / Bordeaux (R$ 7.373,70)
• Château Lafite Rothschild 2019 – 12 Garrafas – AOC Pauillac / Bordeaux (R$ 20.248,80)
• Château Duhart Milon 2019 – 24 Garrafas – AOC Pauillac / Bordeaux (R$ 2.373,70)
• Château L’évangile 2019 – 24 Garrafas – AOC Pomerol / Bordeaux (R$ 7.123,80)

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Vinho – VEJA
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Bar do Mussum, na Barra, eleva a experiência das casas temáticas cariocas

Cercado de anjos que batucam num céu particular e animado, o saudoso ator, sambista e humorista surge de asas nas costas, em enorme ilustração iluminada no teto, vestindo chapéu verde e rosa da Mangueira e de cerveja na mão, abrindo um sorriso do tamanho daquele exibido por seu filho, Sandro Gomes, ao anunciar a inauguração do Bar do Mussum no shopping Downtown, na Barra.

+ Jardim das delícias: Horto se renova com gastronomia requintada

Amparado pela vasta linha de cervejas e chopes próprios, além de uma carta de bebidas variada e farta, o bar temático traz por todos os cantos da colorida decoração objetos como o chapéu da escola de samba do coração de Mussum, aquele mesmo da ilustração, exibido dentro de uma antiga televisão decorativa.

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Tomás Velez
Bar do Mussum: arquibancada de caixotes para curtir o samba ao vivoTomás Velez/Divulgação

A rica memorabilia da casa inclui um reco-reco inventado pelo “Trapalhão”, documentos da carreira e fotos raras de família. Na carta de bebidas, onde estão os “diuréticos da casa”, há uma foto rara de Mussum na juventude, alinhado, de óculos escuros, empunhando uma garrafa de vinho. E lá tem vinhos de todos os tipos, mais de 20 destilados em doses, dez opções de cachaças artesanais, e cinco sessões de drinques: de caipirinhas e batidas, a coquetéis feitos com a cerveja da casa, algo inédito em bares cariocas.

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Se o Romeu & Julietis é uma espécie de margarita com cachaça, triple sec, goiabada e queijo da canastra (R$ 27,00), o Biritis Tropicanis é feito com a cerveja Biritis, do estilo Vienna Lager, soda caseira de abacaxi e limão siciliano, e aperitivo Lilet (R$ 24,00). As cervejas da Brassaria Ampolis, criada por Sandro e seus sócios, estão presentes nos cerca de seis chopes nas torneiras, e oito diferentes disponíveis nas garrafas. Geladas como Biritis, Cacildis (american lager), Ditriguis (witbier), Forévis (session Ipa) e Chilli Peppis (lager com pimenta) pintam em versões de 150 ml (R$ 8,00), 300 ml (R$ 12,00) e caneca zero grau (R$ 15,00).

Tomás Velez
Torresmo: a barriga suína acompanha molho de goiabadaTomás Velez/Divulgação

Na área dos sólidos, o carro chefe entre os pratos de maior substância é o filé do Mussum com “arroz sambadis”, receita que o artista gostava de fazer, onde o filé grelhado com molho de cogumelos é acompanhado por arroz com ovos na manteiga (R$ 85,00). Entre os petiscos há coxinhas de vatapá e croquetes de rabada (R$ 36,00, com quatro unidades e dois molhos como o de melado com cachaça). Há também pastéis de massa artesanal  e tira gostos como as iscas de filé flambadas no conhaque (R$ 57,00). De sobremesa, a torta de caipirinha de limão leva o “mé” para a ala doce (R$ 26,00).

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De quinta a domingo tem roda de samba, a partir das 18h30, com direito a área externa arborizada. E Sandro está pensando na possibilidade de abrir o palco a humoristas no estilo stand up. Diversão é o lema, de preferência com risadas.

O Bar do Mussum funciona de domingo a quarta, das 11h às 23h, e de quinta a sábado, das 11h à 0h. O Shopping Downtown fica na Av. das Américas, 500, Bloco 6, Barra da Tijuca. 

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Gins brasileiros no topo do mundo

Não é de hoje que o Brasil vem se destacando no cenário mundial na produção de bebidas alcoólicas. Já é sabido que nossa nação foi construída nas fazendas de cana de açúcar nos seus primeiros 300 anos. A cachaça é, talvez, o primeiro produto artesanal inventado no Brasil. Depois do aguardente de cana, vieram os vinhedos no sul do país e os primeiros vinhos e espumantes nacionais começaram a ser produzidos por lá. Na era da revolução industrial nacional, tivemos destilarias de cachaça surgindo pelos quatro cantos do brasil, assim como novos produtos como vermutes, aperitivos e brandy (algo parecido com cognac), porem 100% brasileiro. Mesmo com todos estes séculos de plantio, cultivo e iniciativa de produção de bebidas alcoólicas, o brasil nunca teve um destaque na produção de destilados de qualidade, algo made in Brazil com qualidade e reconhecimento internacional, até agora. Desde que o gim passou a ser a bebida queridinha do consumidor de destilados, uma nova era se iniciou por aqui. Nos últimos anos a produção de gins em destilarias nacionais se tornou uma febre entre master destilers e aventureiros, com o sonho de produzir uma bebida espirituosa de qualidade e de reconhecimento internacional.

O brasileiro é um povo que nunca deu muita importância para bebidas produzidas no Brasil. Esta mentalidade pode soar preconceituosa inicialmente, mas, fatos são fatos e o comportamento de consumo, principalmente para bebidas alcoólicas, sempre esteve atrelado ao status social. Exemplo disso é a enxurrada de vinhos importados disponíveis nas prateleiras dos principais pontos de vendas espalhados pelo país. Nada contra estes produtos, porém, a preferência nacional sempre foi pelo “importado”. Mais vale um vinho estrangeiro desconhecido na taça, do que um nacional na adega, mesmo que, este importado seja de péssima qualidade. Minha experiencia de muitos anos atrás do balcão, atestam esse comportamento. Basta oferecer um whisky nacional para qualquer bebedor deste espírito escocês, que o questionamento será praticamente o mesmo: qual importado você tem? Este comportamento ainda é regra, infelizmente, mas, percebo um novo movimento acontecendo de valorização, aos poucos, do que é produzido aqui.

Mas, se existem hoje muitos produtos nacionais sendo consumidos internamente e com muito status social, o que aconteceu? O que mudou no consumidor? Os importados estão caros demais? Os nacionais melhoraram a qualidade? Questionamentos corretos. O mundo não é mais o mesmo. O que antes era segredo de um país, agora é reproduzido igualmente em qualquer parte do planeta. Mas só isso não basta. Foi preciso um aprendizado muito grande, uma busca constante pela qualidade e ajuda da tecnologia. Dentro desta nova era, o gim brasileiro surfa, talvez, a melhor onda da valorização dos produtos made in brazil. O vinho e o espumante nacional de qualidade também surfam uma onda muito boa, depois de décadas de ostracismo.

Premiações internacionais

Esta virada de chave aconteceu em 2015, quando surge o gim Amazzoni. As primeiras gotas foram destiladas em um apartamento na zona sul carioca. Despretensioso, porém cheio de personalidade e bossa, foi conquistando barman e mixologistas na época, que adotaram o produto como seu. Começava ali um movimento nacionalizado, de valorização de algo próprio, bonito e de qualidade. O tempo passou, a marca, agora nas mãos de uma grande multinacional, não é mais a mesma, mas seu legado serviu de inspiração para muitas outras marcas. Obviamente, que, como tudo no brasil, existem os aventureiros e os oportunistas e, 95% do que se lança de gins atualmente, não sobrevivem aos primeiros 12 meses. Ossos do ofício, guerra de preços, alto investimento contínuo e muita concorrência interna e externa. Poucas são as marcas nacionais hoje que fazem sucesso e se mantem firme ao legado de produzir aqui, com muita qualidade e competitividade. Atualmente arrisco a dizer que duas marcas brasileiras estão no topo dos melhores artesanais nacionais, premiados internacionalmente e entre os melhores Spirits do mundo. A carioquíssima Arpo Gim e a paranaense Ivaí, são hoje disparadas as marcas nacionais de maior relevância. Em comum, ambas possuem um trabalho que se inicia na escolha da melhor garrafa, processos de produção artesanais e únicos e uma seleção de botânicos de dar inveja à qualquer inglês. Outra particularidade: são marcas jovens, feitas e pensadas por mentes abertas, que buscam na sustentabilidade e na tecnologia o sucesso de seus produtos. O fato é: já estão fazendo bastante barulho e ampliando portifóglio.

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Exemplo disso é a marca Ivaí, com sede na cidade paranaense de São João do Ivaí, que acaba de colecionar diferentes prêmios internacionais, consolidando sua chegada ao mercado. Destaque para a medalha de ouro no aclamado Worl Gin Awars 2023, na categoria gim saborizado com sua receita de Hibisco com Lichia. Outro sabor da marca, Seriguela, ganhou ouro na London Spirits Competition, também na categoria flawors. Para fechar a coleção de títulos, double gold para o London dry da empresa no San Francisco World Spirits Competition. Mesmo com todos esse prêmios, o trabalho é árduo, desafiador e não garantem sucesso de um produto, apenas atestam que as escolhas foram assertivas.

Para a única marca de gim genuinamente carioca, lançada há poucos mais de seis meses, o caminho está sendo bastante promissor. Arpo Gin é carioca da gema (Arpo vem de Arpoador), jovem, cheio de estilo e com ingredientes de causar polêmica. Os esforços da marca estão cuidadosamente voltados para levar o lifestyle carioca para dentro da garrafa. O Rio de Janeiro é bom em construir marcas e os envolvidos no projeto Arpo são de extrema competência. Bem verdade é que, nestes primeiros seis meses de vida, a marca, que revelou o Mulungu (ingrediente brasileiríssimo), já coleciona o título de melhor gim artesanal do Brasil. Isso porque recebeu a melhor pontuação alcançada por uma marca brasileira, na categoria Gim Seco, na London Spirits Competition. Pra se ter uma ideia, a façanha foi tamanha que desbancou marcas lendárias conhecidas e famosas mundialmente. Cítrico e refrescante, Arpo carrega o slogan “Gim Seco Brasileiro – Nativo do Rio de Janeiro”, e essa brasilidade também foi reconhecida No San Francisco world Spirits Competition, levando a medalha de prata, enaltecendo o produto como um dos melhores do mundo.  Não posso negar o orgulho de ver estes empreendedores, entusiastas e bem brasileiros, cuidando para que nosso MADE IN BRAZIL tenha cada vez mais vez, voz e bossa nova.

BCB BRASIL

Quem ainda não conhece ou não teve a oportunidade de degustar estas duas marcas nacionais, terá a chance agora em junho durante o BCB Brasil. Bar Convention Brasil, (BCB) é hoje a maior feira mundial para profissionais de bar, bebidas, indústrias e afins. A edição 2023 acontece entre os dias 05 e 06 de junho, dentro da Bienal do parque Ibirapuera em São Paulo. Além de Arpo, que estreia um espaço na feira, mais de 100 outras marcas nacionais e importadas de tudo que se pode imaginar de bebidas espirituosas, estarão a disposição dos visitantes. Oportunidade impar para conhecer, se aprimorar e atualizar do legado nacional em curso. Em tempo, Arpo Gin receberá os maiores nomes da mixologia nacional em apresentações diárias de causar inveja a qualquer competição mundial. Nomes como Jéssica Sanchez, Márcio Silva, Marcelo Serrano, Rafael Mariachi, Tony Harion, Laura Paravato, Matheus Cunha, Frederico Vian, Alex Miranda, Lelo Forti, Diego Barcellos e Rafael Pizanti prometem agitar os dois dias da feira. Projeto apelidado carinhosamente de Guest dos Aposentados, uma vez que a grande maioria destas “Lendas” já não mais atuam diretamente atrás do balcão de bar, e agem muito mais nos bastidores para enaltecer, qualificar e aprimorar a coquetelaria nacional.

Em tempo 2: estes dois dias, serão usados para homenagear nosso querido mestre Derivan Perreira, uma verdadeira lenda a qual eu tive o prazer de conviver e aprender nestas duas últimas décadas, que nos deixou esta semana, fazendo o que mais gostava. O céu está em festa e o drink servido por lá é Rabo de Galo. Descanse em paz, atras do balcão de bar do Paraiso meu amigo.

Cheers

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Cheesy inaugura oferecendo a torta que encanta gregos e troianos

Desde que foi eleito o “sabor do ano” pelo jornal americano The New York Times, em 2021, ele não deu sossego nas vitrines. Ainda bem. O cheesecake basco é o tema adorado da Cheesy, que de um bem-sucedido delivery chega à primeira loja física. As tortas cremosas da marca estiveram, inclusive, em uma das festas da última edição do Big Brother Brasil, e estão acessíveis, bem longe do confinamento, no centro comercial A3 Offices, em frente ao condomínio Pedra de Itaúna, na Barra. Há sete versões do requisitado doce espanhol, a começar pela tradicional (foto), e versões como chocolate, coco, paçoca e pudim (todas a R$ 22,00, a fatia com calda). A opção salgada é de gorgonzola (R$ 24,00), que também inclui o banho em caldas como frutas vermelhas, doce de leite e goiabada.

A3 Offices. Av. das Américas, 11365, loja 115, Barra, ☎ 96726-0225 (12 lugares). 11h/20h (fecha seg.).

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Oriente-se: tem Japão e Coreia entre os novos restaurantes

Situado na Praia de Botafogo, e à espera da reforma na fachada que abrirá uma linda vista da enseada, o Hatch traz a assinatura de Marcel Nagayama, terceira geração da família criadora do premiado Naga. No salão comprido com longo sofá, chegam pedidas como o hatch rock roll (R$ 45,00, oito peças), que leva salmão, cream cheese, creme de tarê e “açúcar explosivo”, que pula na boca. Há combinados como o misto (R$ 169,00, trinta peças), e o menu executivo tem esquema de R$ 79,00 com salada, tataki e mais doze peças. Vale explorar a carta de bebidas: há taças de vinho a R$ 20,00, e de saquê japonês a R$ 25,00.

Botafogo Praia Shopping. Praia de Botafogo, 400, 5º piso, ☎ 99127-3131 (80 lugares). 12h/22h.

Kim Korean Food
Kim Korean Food: sabores agridoces e apimentados na Lapa./Divulgação

Sucesso na feira Junta Local com seus pratos picantes e um saboroso kimchi, o tradicional fermentado de vegetais, o Kim Korean Food abriu pequeno salão de azulejos brancos e mesas de madeira na Lapa. À frente do negócio estão Martin Kim, filho de pai coreano que levou influências urbanas às receitas da família, e a mulher, Priscila Lima. Entrada e principal no executivo saem por cerca de R$ 55,00, em cardápio que muda constantemente e traz ainda receitas típicas como o gungjung tteokbokki, massa de arroz com pimentões, cogumelo, legumes e carne bovina em marinada de shoyu frutado (R$ 56,00).

Rua Gomes Freire, 176-C, Lapa, ☎ 96892-2666 (14 lugares). 11h30/17h (sáb. 12h/18h; fecha dom. e seg.).

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Que seja doce: Gabi Fontes estreia no BarraShopping

Foi em março de 2019 que a administradora Gabi Fontes resolveu dar asas ao sonho e abrir a confeitaria com seu nome em Mesquita, na Baixada Fluminense. A qualidade impulsionou a marca, que chega ao BarraShopping em loja de tons claros e vitrine convidativa. Se a ideia for apenas um bom café acompanhado da coxinha de brigadeiro (R$ 14,00), feita com morango fresco envolto no doce e finalizada com granulado, na escolha do método de extração Hario V60 a bebida vem em taça de cristal (R$ 15,90, 90 mililitros). A torta musse de café (R$ 22,00 a fatia) tem massa sucrée de cacau e recheios de doce de leite e chocolate meio amargo, finalizada com mousse de café. Já na ala salgada, o tostex (R$ 29,90) traz linguiça mineira e mussarela maçaricada no pão de fôrma tostado, e acompanha mostarda. É vasto o menu de guloseimas.

BarraShopping. Av. das Américas, 4666, Nível Lagoa, loja 125, ☎ 98090-7781 (35 lugares). 10h/22h (dom. 13h/21h).

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Vai uma xícara? Café Cultura abre no Rio Sul

Rede que acompanha de perto a produção do café em grãos especiais e faz a própria torra para o serviço, o Café Cultura dá mais um passo por estas bandas: ele abriu no Rio Sul sua quarta unidade carioca. Em pequeno ambiente com sofás, que cria aconchego no corredor agitado do shopping, oferece “best-sellers” como o hot salted caramel (R$ 20,00), um café expresso com leite vaporizado, calda de caramelo salgado, chantili e crocante. Para comer há pedidas como os paninis, sanduíches abertos feitos com pão de fermentação natural, em versões como o parma (R$ 38,00), que leva ainda mussarela de búfala, tomate, azeite e manjericão. Ou o croissant gringo (R$ 22,00), recheado de mussarela, presunto e ovo. De sobremesa, o brownie completo (R$ 26,00) vem com sorvete de creme, chantili e calda de chocolate.

Rio Sul. Rua Lauro Müller, 116, 3º piso (52 lugares). 10h/22h (dom. 13h/21h).

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Comida, diversão e arte no Souto Bistrot

A ausência de bares e restaurantes de maior capricho em teatros e cinemas da cidade faz a gente receber de braços abertos o Souto Bistrot Tropical, que abriu sob o comando do chef francês Frédéric Monnier na Casa de Cultura Laura Alvim, em frente à Praia de Ipanema. O projeto traz mesas com tampo de mármore, teto pintado pela artista RafaMon e o bar a céu aberto. No menu há entradas como os palitos de queijo de cabra, uva e castanha-de-caju (R$ 38,00), e a ala dos principais apresenta o polvo grelhado com copa defumada, batata sautée, ervilha e vinagrete (R$ 89,00). A carta de William Barão tem drinques como o Ipanema: Ballantines 12 anos, vermute rosso, angostura e soda de grapefruit (R$ 37,00).

Av. Vieira Souto, 176, Ipanema (76 lugares). 12h/23h (fecha seg.).

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Jardim das delícias: Horto se renova com gastronomia requintada

O cenário bucólico tem suas raízes fincadas no início do século XIX, quando foi criado por dom João VI o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, cujas centenárias árvores se debruçam por cima das grades que separam o parque da Rua Pacheco Leão. São elas a moldura natural para a renovada cena de sabores do tranquilo bairro do Horto. No ano marcado pela recuperação do setor de restaurantes, com o número de inaugurações alcançando o de endereços fechados na pandemia, um trecho de pouco mais de 1 quilômetro na região, somado às ruas vizinhas Lopes Quintas e Visconde de Carandaí, abraça mais de quinze endereços do primeiro time da boa mesa, incluindo recentes aquisições que já movimentam a área.

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Na alternância geográfica dos investimentos, que fizeram de Ipanema a sensação dos garfos em 2022, este naco verde da Zona Sul, que descansa aos pés da Floresta da Tijuca, virou o epicentro das novidades gastronômicas. “Os cardápios se apresentam com requinte e personalidade. Há desde restaurantes premiados, como o Grado, até novatos promissores, como o Elena”, diz o músico Dado Villa-Lobos, que tem um estúdio no Horto.

A curiosidade faz com que a vizinhança, e gente para além dela, garimpe a área atrás de um bom prato. Foi a bordo de sua scooter, enquanto trafegava por aquelas bandas, que Dado viu nascer o asiático Elena, instalado num casarão histórico de dois andares que ganhou parede lateral de vidro e um terraço de cinema com vista para o Cristo Redentor. O local foi arquitetado para se converter em um centro de entretenimento sob a curadoria do festejado artista visual Batman Zavareze, com projeções de videoarte no bar, que traz de volta à cidade o consagrado mixologista Alex Mesquita, e menu do chef Itamar Araújo, ex-executivo do oriental Mee no Copacabana Palace.

Naquele quarteirão, e já com fila na porta, a Absurda Confeitaria conta na cozinha com o confeiteiro prodígio Henrique Rossanelli, e com Carlos Henrique Schroder, o ex-diretor-geral da Rede Globo, à frente do negócio (literalmente, aliás, já que costuma aparecer no balcão). Na esquina ao lado, está em obras a taberna lusitana Mar Salgado, prevista para o fim do ano. O empresário Ipe Moraes, gestor do grupo paulistano que toca a empreitada (o mesmo da Adega Santiago), avalia: “A onda anterior de restaurantes era para atender o público local. Esta agora vem com investimentos maiores e o potencial de fazer do bairro um grande destino”.

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A geopolítica gastronômica da cidade foi alterada no cenário pós-­pandemia, quando, segundo recente pesquisa do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio), 22% dos estabelecimentos em funcionamento no país foram inaugurados. E abriram-se esses pontos em todo canto, descortinando áreas antes menos exploradas. “O Horto e adjacências não configuram uma área populosa, ambiente que justamente contribui para a atração de restaurantes e bares mais autorais, com personalidade e conceitos próprios”, observa Fernando Blower, presidente do SindRio.

A Casa 201 incorpora bem a ideia — é um empreendimento singular de João Paulo Frankenfeld, de longa estrada internacional e base profissional forjada em técnicas francesas, com passagem pela prestigiada escola Le Cordon Bleu do Rio. Na vizinha Lopes Quintas, ele recebe os comensais com menus degustação para no máximo vinte pessoas por noite. “A área é perfeita para o que imaginamos, propícia a projetos intimistas e artesanais como este”, diz o chef.

Na trilha autoral, em que os pratos ganham um toque inconfundível do criador, o bar asiático Katz-Su, do chef Bruno Katz, está provocando um vaivém inédito na Rua Von Martius, mesclando locais a clientes de outros bairros. “O Horto concentra ateliês, estúdios e negócios da economia criativa, além dos artistas que moram por lá”, ressalta Rodrigo Vasconcellos, sócio no empreendimento, que ganhará mais vizinhos muito em breve.

Tudo indica que é apenas o começo de uma efervescente fase de investimentos. Após mais de dois anos fechado no Horto, o Borogodó vai voltar em junho, e grupos de peso, a exemplo do Gitan, com cinco restaurantes em Ipanema (entre eles Spicy Fish, Pici Trattoria e Bisou Bisou), estão à procura de pontos nas redondezas.

Para o espaçoso imóvel onde funcionou o famoso quilo Couve Flor, há o projeto de uma steak house dos donos da hamburgueria Hell’s Burguer, o que ajudará a conferir diversidade à paisagem gastronômica, que já conta com chefs estrelados como Roberta Sudbrack (Sud, o Pássaro Verde), Nello Garaventa (Grado), Ricardo Lapeyre (Escama) e Ludmilla Soeiro (Malkah).

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Criadora de um pequeno restaurante na área, Joana Carvalho, do Jojô Café Bistrô, deixa a dica para os recém-chegados. “O Horto é o último lugar da Zona Sul com esse clima bucólico, e é isso que o torna especial. Tem de vir devagar, respeitando a cultura e os moradores antigos”, enfatiza, com autoridade conquistada em mais de uma década de boa mesa numa das calçadas mais agradáveis da cidade, exatamente defronte às árvores debruçadas sobre o gradil do Jardim Botânico. A paz verde certamente conspira a favor de viagem por sabores únicos.

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Especialidade da casa
O que provar nos endereços recém-chegadas à região

Casa 201 (Rua Lopes Quintas, 201)
Casa 201: menus intimistas de alta categoriaAlex Woloch/Divulgação

Casa 201
(Rua Lopes Quintas, 201)
O chef João Paulo Frankenfeld recebe apenas vinte comensais por noite, servindo ele próprio os pratos que saem da cozinha aberta, com menus sazonais utilizando produção local em ingredientes como queijos e charcutaria.

Elena
(Rua Pacheco Leão, 758)
Os destaques do chef Itamar Araújo vão da merluza-negra ao bife ancho, assados no forno a carvão e com guarnições como o coreano kimchi. Do bar, a cargo de Alex Mesquita (à esq. na foto com Itamar), sai o drinque cajueiro, com xarope de caju, maracujá fresco, suco de abacaxi e cachaça.

Absurda Confeitaria (Rua Pacheco Leão, 792)
Absurda Confeitaria: filas na porta e doces de virar a cabeça./Divulgação

Absurda Confeitaria
(Rua Pacheco Leão, 792)
Na casinha cheia de charme, janelões de madeira e área aberta no interior, o pavê de cookies é o grande sucesso do confeiteiro Henrique Rossanelli, mas não se deve perder também o carrot cake aí da foto.

Katz-Su
(Rua Von Martius, 325-F)
Boteco oriental descontraído, onde o chef Bruno Katz visita paisagens culinárias de países como Tailândia, Coreia do Sul e Japão. Aposte no atum picado com farelo de tempurá, furikake, óleo de gergelim, cebolinha e pimenta gochugaru.

Mar Salgado
(Rua Pacheco Leão, 780)
Ancorada na gastronomia portuguesa, a casa vai apostar em sabores como ostras, mariscos e tartares. Destaque para os bacalhaus e a série de arrozes, que é marca dos cardápios dos restaurantes do grupo.

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Comer & Beber – VEJA RIO