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Quais Regiões Vinícolas Imperdíveis Visitar na Hungria?

Quais Regiões Vinícolas Imperdíveis Visitar na Hungria?

A Hungria, um país de rica herança vinícola, oferece experiências inesquecíveis para os apaixonados por vinhos. Neste artigo, mergulharemos nas Regiões Vinícolas Imperdíveis Visitar na Hungria, explorando o que torna cada região única em termos de terroir, cultura e tradição. Vamos nos aventurar juntos por paisagens deslumbrantes e vinhos excepcionais que aguçam os sentidos.

1. A Magia de Tokaj

Reconhecida como uma das primeiras regiões vinícolas demarcadas do mundo, Tokaj é famosa pelos seus vinhos de sobremesa, os Tokaji Aszú. A combinação de um clima particular, solos vulcânicos e neblinas outonais contribuem para a formação da ‘nobre podridão’, essencial para esses vinhos icônicos. Visitar Tokaj é descobrir o elo histórico entre o vinho e a cultura húngara, saboreando a elegância e complexidade que só essa região pode oferecer.

Tokaji Aszú, ‘O Rei dos Vinhos, o Vinho dos Reis’. Um símbolo de luxo e tradição que encanta há séculos.

2. Eger e o Sangue de Touro

Eger, situada ao norte da Hungria, é conhecida pelo Egri Bikavér, ou ‘Sangue de Touro’, um blend tinto robusto e histórico. A variedade de solos e uma viticultura criativa proporcionam uma diversidade de estilos únicos dentro da mesma denominação. A cidade em si é charmosa, com uma rica história marcada pela resistência aos invasores otomanos e uma cena de vinho que continua a evoluir.

Explorar as adegas subterrâneas de Eger é uma viagem ao passado, onde cada gole revela a bravura e a paixão desta terra.

3. As Joias de Badacsony

Localizada às margens do Lago Balaton, a maior massa de água doce da Europa Central, Badacsony é conhecida por seus vinhos brancos frescos e aromáticos, especialmente aqueles produzidos com a casta Kéknyelű. Os vinhedos em terraços oferecem vistas deslumbrantes do lago e um ambiente perfeito para degustar vinhos que são uma verdadeira manifestação da geologia única e do clima acolhedor da região.

Badacsony oferece uma combinação perfeita de beleza natural e vinhos expressivos, que capturam a essência do terroir vulcânico.

Explorar as regiões vinícolas da Hungria é mais do que uma experiência gastronômica; é um mergulho profundo na cultura e na história de um país que há séculos produz vinhos de qualidade singular. Ao visitar essas Regiões Vinícolas Imperdíveis na Hungria, você não apenas degustará vinhos extraordinários, mas também se conectará visceralmente ao legado e à paixão que cada gole representa. Planeje sua viagem, e permita-se encantar por este destino vinícola deslumbrante!

Perguntas Frequentes

Qual é o melhor momento para visitar as regiões vinícolas na Hungria?

O outono é considerado a melhor época para visitas, pois coincide com a temporada de colheita, proporcionando uma experiência rica e dinâmica para os visitantes.

Quais são as melhores práticas de degustação de vinhos na Hungria?

Ao degustar vinhos na Hungria, comece pelos brancos frescos antes dos tintos mais encorpados, e encerre com os elegantes vinhos de sobremesa, como o Tokaji Aszú.

É possível realizar visitas guiadas nas vinícolas húngaras?

Sim, muitas vinícolas oferecem visitas guiadas e degustações, proporcionando insights sobre o processo de produção e a história dos vinhos locais.

Os vinhos húngaros são reconhecidos internacionalmente?

Sim, vinhos como Tokaji Aszú e Egri Bikavér são valorizados mundialmente pela sua qualidade e tradição histórica, frequentemente atraindo a atenção de entusiastas e especialistas do vinho.

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Quais Regiões Vinícolas de Israel Você Precisa Conhecer?

Quais Regiões Vinícolas de Israel Você Precisa Conhecer?

Israel, uma terra rica em história e cultura, também desponta como um destino surpreendente no cenário internacional de vinhos. Descobrir quais regiões vinícolas de Israel você precisa conhecer é uma jornada sensorial e educacional que revela técnicas ancestrais, terroirs distintos e vinhos de qualidade excepcional. Vamos explorar as particularidades que fazem deste país do Oriente Médio um lugar fascinante para os amantes do vinho.

Galileia: A Joia do Norte

A região vinícola da Galileia, localizada ao norte de Israel, é famosa por seus vinhedos situados em altitudes elevadas, com clima fresco e solo vulcânico que contribuem para a produção de vinhos de alta qualidade. Aqui, os produtores se concentram em castas como Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, criando vinhos com caráter distinto e complexidade aromática.

“A Galileia é frequentemente comparada a Bordeaux, devido à sua excelência na produção de vinhos tintos marcantes.”

Judéia: Tradição e Inovação

A Judéia abriga alguns dos vinhedos mais antigos de Israel, com raízes históricas que remontam a milhares de anos. Esta região é célebre por sua capacidade de misturar técnicas tradicionais com inovações modernas, resultando em vinhos que são ao mesmo tempo complexos e acessíveis. Vinhos de Chardonnay e Sauvignon Blanc se destacam pela sua frescura e elegância.

Negev: O Deserto que Floresceu

O deserto de Negev é um excelente exemplo de como a viticultura pode desafiar as condições mais adversas. Utilizando técnicas avançadas de irrigação e manejo de solo, esta região emergente está produzindo vinhos que surpreendem pelo frescor e notas vibrantes. Variedades como Argaman e Grenache são notáveis pelas suas qualidades frutadas e especiadas.

“Os vinhos do Negev são provas vivas de que o deserto pode dar origem a experiências enológicas notáveis.”

Shomron: Vinhedos da Costa

Localizada perto da costa, a região de Shomron beneficia-se de um microclima único moderado pela brisa do Mediterrâneo. Isso permite o desenvolvimento de vinhos com intenso caráter frutado e mineralidade clara. As uvas Carignan e Colombard destacam-se por aqui, oferecendo vinhos versáteis ideais para harmonizações gastronômicas.

Explorar as regiões vinícolas de Israel é mergulhar em um mundo de descobertas, tradicionalismo e vinhos excepcionais. Esses terroirs não só produzem bebidas de qualidade internacional, mas também contam uma história cultural rica e diversificada. Que tal experimentar um vinho israelense e vivenciar essa experiência única? Para continuar o aprendizado sobre vinhos, não deixe de explorar novas regiões e vinícolas.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais uvas cultivadas em Israel?

Algumas das principais uvas cultivadas em Israel incluem Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Chardonnay, entre outras variedades locais como Argaman.

Qual é a região vinícola mais antiga de Israel?

A Judéia é reconhecida como uma das regiões vinícolas mais antigas, com uma história que remonta a milhares de anos de vinificação.

Como o deserto de Negev consegue produzir vinhos?

O sucesso do deserto de Negev na produção de vinhos deve-se a técnicas avançadas de irrigação e manejo de solos que permitem a viticultura em condições adversas.

Os vinhos de Israel são reconhecidos internacionalmente?

Sim, muitos vinhos de Israel têm recebido reconhecimento e prêmios internacionais, destacando-se pela qualidade e inovação.

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Quais São as Principais Regiões Vinícolas do Líbano a Explorar?

Quais São as Principais Regiões Vinícolas do Líbano a Explorar?

O Líbano, com sua rica história vinícola que data de milênios, oferece uma diversidade de terroirs que desafia o tempo. Perguntar-se ‘Quais São as Principais Regiões Vinícolas do Líbano a Explorar?’ é embarcar em uma jornada entre as majestosas montanhas do Monte Líbano e o fértil Vale do Bekaa, onde tradições e inovações se encontram. Neste artigo, desvendaremos as nuances técnicas, culturais e sensoriais dessas regiões fascinantes.

Monte Líbano: Berço Histórico dos Vinhos

O Monte Líbano, outrora coração pulsante da civilização fenícia, é uma das regiões vinícolas mais antigas do mundo. As vinhas aqui beneficiam-se de altitudes elevadas, clima mediterrâneo e solos calcários, criando o ambiente ideal para uvas como a Merwah e a Obeideh. Os vinhos resultantes são conhecidos por sua elegância e mineralidade, oferecendo notas florais e cítricas inconfundíveis.

Descubra vinhos com uma combinação única de história e sabor moderno que colocam o Líbano no mapa dos entusiastas de vinhos ao redor do mundo.

Vale do Bekaa: O Gigante da Produção Vinícola Libanesa

O Vale do Bekaa é o coração da produção de vinhos libanesa, dominando a cena com algumas das vinícolas mais reconhecidas do país. As condições climáticas ideais, com longos verões e um inverno rigoroso, permitem o cultivo de uvas como Cabernet Sauvignon, Cinsault e Grenache. Este terroir gera vinhos encorpados, com sabores ricos de frutos vermelhos e especiarias.

Com uma tradição enraizada e uma produção vibrante, o Vale do Bekaa é uma joia imprescindível para qualquer amante de vinhos sério.

Região de Batroun: A Nova Fronteira Experimental

Batroun, abrigada entre colinas à beira-mar, é uma região vinícola emergente que está rapidamente se destacando no cenário libanês. Os produtores aqui estão experimentando variedades menos convencionais, como Syrah e Chardonnay, produzindo vinhos que são igualmente inovadores e refrescantes. O contato constante com a brisa marítima proporciona um perfil sensorial único, marcado por acidez viva e frescor.

A região de Batroun desafia tradições e redefine o que significa vinho libanês, atraindo aqueles que buscam novas experiências.

Explorar as principais regiões vinícolas do Líbano é uma experiência sensorial que abraça não apenas a cultura e a história, mas também as inovações da viticultura moderna. Quer você seja um conhecedor de vinhos ou um curioso iniciante, o esplendor destes terroirs oferece sabores inigualáveis que merecem ser degustados e memorizados. Se você ainda não o fez, agora é o momento perfeito para mergulhar no mundo vinícola libanês. Experimente, compartilhe e faça parte desta fascinante jornada.

Perguntas Frequentes

Quais são as uvas mais comuns usadas nos vinhos do Líbano?

No Líbano, as uvas mais usadas incluem Cabernet Sauvignon, Cinsault, Merwah, Obeideh e Grenache, cada uma contribuindo com características distintas aos vinhos da região.

Como o clima do Vale do Bekaa afeta a produção de vinho?

O clima do Vale do Bekaa, com seus verões quentes e invernos frios, é ideal para a viticultura, permitindo uma boa maturação das uvas e contribuindo com profundidade e equilíbrio nos vinhos produzidos.

O que faz de Batroun uma região vinícola emergente no Líbano?

Batroun está emergindo como uma região vinícola devido à sua localização única e aos produtores que estão dispostos a experimentar variedades de uvas inovadoras, criando vinhos distintos com características frescas e marítimas.

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Qual o Segredo da Região Vinícola de Monte Belo para Enófilos?

Qual o Segredo da Região Vinícola de Monte Belo para Enófilos?

Enófilos do mundo inteiro frequentemente se perguntam: Qual o Segredo da Região Vinícola de Monte Belo para Enófilos? Esta região exuberante atrai rapidamente o interesse daqueles que apreciam o caráter único dos vinhos produzidos por aqui. Neste artigo, vamos explorar os múltiplos aspectos que tornam Monte Belo um verdadeiro tesouro no mundo do vinho, capturando a essência dos seus terroirs, a complexidade das suas uvas e a paixão dos seus produtores.

O Terroir Singular de Monte Belo

Monte Belo é renomada por seu terroir característico, que combina um microclima único com solos ricos e variações topográficas. Estas condições criam um ambiente perfeito para o cultivo de uvas de alta qualidade, fortalecendo o perfil dos seus vinhos. A combinação de temperaturas amenas com ventos moderados ajuda a manter as vinhas saudáveis e os frutos equilibrados.

Os solos vulcânicos de Monte Belo são responsáveis por conferir aos vinhos uma mineralidade distinta e um equilíbrio notável.

Uvas Emblemáticas e Técnicas de Vinificação

A região de Monte Belo é um celeiro de variedades de uvas, com destaque para a Merlot, a Cabernet Sauvignon e a peculiar Nebbiolo. A expertise dos produtores locais é evidente na forma como manejam essas uvas, utilizando técnicas tradicionais combinadas com tecnologias modernas, assegurando a máxima expressão de sabor e qualidade.

A colaboração entre vinicultores e enólogos na região tem gerado vinhos premiados internacionalmente, que valorizam a essência do terroir de Monte Belo.

Cultura e Histórias Por Trás dos Vinhos de Monte Belo

Imersos em tradição, os vinhos de Monte Belo carregam histórias de gerações de famílias dedicadas à arte da vinicultura. As vinícolas frequentemente abrem suas portas para visitantes, compartilhando a paixão e as narrativas por trás de cada garrafa. Este aspecto cultural não só enriquece a experiência dos visitantes, mas também contribui para a autenticidade e confiança nos vinhos da região.

Dicas Práticas para Escolher Vinhos de Monte Belo

Para selecionar o vinho ideal de Monte Belo, considere o tipo de uva e o estilo de vinho que você prefere. A avaliação das safras recentes, através de reviews e premiações, pode orientar melhor suas escolhas. Não hesite em buscar recomendações diretamente nos pontos de venda, muitas vezes, lojas especializadas possuem sommeliers prontos para ajudar.

Explorar eventos e degustações locais pode ser uma experiência enriquecedora para conhecer melhor a diversidade dos vinhos de Monte Belo.

Monte Belo oferece uma experiência vinícola incomparável, com seus vinhos repletos de personalidade e história. Seja qual for seu paladar, há um vinho de Monte Belo esperando para ser descoberto. Visite a região, explore suas vinícolas e deixe-se envolver pelo charme e pela complexidade dos seus vinhos. Compartilhe suas experiências com outros enófilos e contribua para a difusão desse tesouro vinícola.

Perguntas Frequentes

Qual é a melhor época para visitar a região de Monte Belo?

A melhor época para visitar Monte Belo é durante a primavera e o outono, quando o clima é mais ameno e as vinícolas frequentemente oferecem eventos e degustações especiais.

Como a geografia de Monte Belo influencia seus vinhos?

A geografia de Monte Belo, com suas colinas e solos variados, proporciona microclimas únicos que resultam em vinhos com grande diversidade de sabores e aromas.

Qual é a uva mais característica de Monte Belo?

A Merlot é uma das uvas mais emblemáticas da região, conhecida por sua capacidade de produzir vinhos intensamente frutados e completos.

Os vinhos de Monte Belo são caros?

Os preços podem variar bastante, desde opções acessíveis até rótulos mais premium. O importante é encontrar um vinho que se adapte ao seu orçamento e gosto.

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Quais Regiões Vinícolas se Destacam na Moldávia?

Quais Regiões Vinícolas se Destacam na Moldávia?

A Moldávia, um país pequeno mas rico em história vinícola, vem ganhando destaque no cenário internacional. Descubra quais regiões vinícolas se destacam na Moldávia e como sua diversidade de terroirs contribui para a produção de vinhos excepcionais. Exploraremos desde aspectos técnicos até tradições culturais, oferecendo um panorama completo desta fascinante nação vitivinícola.

The Terroir of Moldavia Explained

Com uma localização geográfica vantajosa, os vinhedos da Moldávia beneficiam-se de solos variados e um clima moderado, criando o ambiente perfeito para o cultivo de uvas. Os fatores climáticos únicos, como as brisas suaves e temperaturas equilibradas, contribuem para a diversidade e qualidade dos vinhos produzidos aqui.

A combinação única de terroirs moldavos resulta em uma paleta de sabores que é tanto complexa quanto intrigante.

Principais Regiões Vinícolas da Moldávia

Na Moldávia, existem várias regiões vinícolas com características únicas:

  • Balti: Conhecida por seus vinhos brancos aromáticos, esta região é ideal para uvas como Riesling e Sauvignon Blanc.
  • Cahul: Famosa por seus tintos encorpados, especialmente de Cabernet Sauvignon e Merlot, oferecidos com uma estrutura tânica elegante.
  • Codru: A maior região vinícola, oferece variedades autóctones como a Fetească Neagră, reconhecida por sua elegância e complexidade.

Codru representa o coração da vitivinicultura na Moldávia, com uma longa tradição e inovação contínua.

O Papel Cultural e Histórico do Vinho na Moldávia

A viticultura moldava tem raízes profundas, que remontam a mais de 5.000 anos. O vinho não é apenas um produto comercial, mas uma parte fundamental da cultura e identidade local. Festivais, tradições e artefatos históricos atestam a rica herança vinícola do país.

Explorar os vinhos moldavos é um convite a uma jornada cultural pela história e tradições de um país fascinante.

À medida que a Moldávia continua a se destacar no cenário mundial do vinho, reconhecer a importância de suas regiões vinícolas é crucial para qualquer entusiasta. Convide amigos para experimentar esses vinhos autênticos e compartilhe uma experiência cultural inesquecível. Explore, prove e celebre a diversidade de sabores que apenas a Moldávia pode oferecer.

Perguntas Frequentes

Quais são as uvas mais comuns nas regiões vinícolas da Moldávia?

As uvas mais cultivadas incluem Fetească Neagră, Rara Neagră, Riesling, Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon e Merlot, cada uma trazendo sabores distintos das diferentes regiões vinícolas da Moldávia.

Como o terroir moldavo influencia o sabor dos vinhos?

O terroir da Moldávia combina solos variados, um clima moderado e condições geográficas únicas, resultando em vinhos com sabores complexos e equilibrados, destacando-se em aromas e estrutura.

Qual é a região vinícola mais importante da Moldávia?

Codru é a região vinícola mais importante da Moldávia, conhecida pela diversidade de uvas e pela qualidade elevada dos seus vinhos, desempenhando um papel crucial na produção vitivinícola do país.

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O que Torna a Região Vinícola de Altos Montes Única para Visitar?

O que Torna a Região Vinícola de Altos Montes Única para Visitar?

Explorar o mundo dos vinhos é uma jornada sensorial e cultural que torna cada região vinícola única. Neste contexto, estudar o que torna a região vinícola de Altos Montes única para visitar revela uma combinação fascinante de terroir, tradições, e experiências enológicas. Vamos mergulhar nos aspectos que fazem desta região um destino imperdível para entusiastas do vinho.

O Terroir Distinto de Altos Montes

Altos Montes se distingue por sua geografia montanhosa e microclimas variados, que influenciam diretamente a qualidade dos vinhos produzidos. A altitude proporciona condições ideais para o cultivo de uvas, moderando a temperatura e melhorando a acidez das frutas. O solo rico em minerais acrescenta uma complexidade única aos vinhos da região.

“A altitude é uma das joias de Altos Montes, oferecendo frescor e complexidade às uvas.”

Aspectos Culturais e Históricos

A região de Altos Montes não é apenas famosa por seus vinhos, mas também pela rica história e cultura enraizadas em tradições familiares no cultivo de uvas. Desde a chegada dos imigrantes, a vitivinicultura foi passada de geração em geração, juntamente com suas técnicas e histórias.

“Ao visitar Altos Montes, você não apenas degusta vinho, mas também vivencia a história de famílias dedicadas à viticultura.”

Experiências Sensoriais Inigualáveis

Os visitantes da região são convidados a participar de degustações que exibem a diversidade sensorial dos vinhos. Notas de frutas vermelhas, especiarias sutis, e um toque mineral são comuns, especialmente nos vinhos de uvas Tannat e Merlot, que prosperam em Altos Montes.

“Sinta o perfume das vinhas e deixe-se envolver pelos sabores inebriantes que a altitude proporciona aos vinhos.”

Dicas Práticas para Visitar Altos Montes

Para planejar sua visita a Altos Montes, considere a época do ano. A primavera e o verão são ideais para passeios nas vinícolas e degustações ao ar livre. Não deixe de experimentar a harmonização de vinhos com a culinária local, que acentua os sabores únicos proporcionados pelo terroir serrano.

“Visite Altos Montes com tempo para explorar, degustar e se encantar com a paisagem deslumbrante.”

Altos Montes é uma região que combina naturalmente a ciência e a arte da vinificação, oferecendo experiências enriquecedoras para os apreciadores de vinho. Planeje sua visita e descubra por si mesmo o que torna a região vinícola de Altos Montes única para visitar. Não perca a oportunidade de vivenciar os sabores e a história deste lugar icônico. Nos conte sua experiência nos comentários!

Perguntas Frequentes

Quais uvas se destacam na região de Altos Montes?

As uvas Tannat e Merlot são amplamente cultivadas em Altos Montes, destacando-se por produzirem vinhos com ótima acidez e complexidade aromática.

Qual a melhor época para visitar Altos Montes?

A primavera e o verão são os momentos mais indicados para visitação devido às condições climáticas favoráveis para passeios ao ar livre.

O que esperar das degustações em Altos Montes?

Espere uma experiência rica em diversidade sensorial, onde você poderá desfrutar de aromas de frutas vermelhas, especiarias e um toque de mineralidade.

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Os produtores mais tradicionais do mundo rendem-se ao vinho sem álcool

Como em uma citação do filósofo franco-argelino Jacques Derrida (1930-2004), “a novidade muitas vezes se apresenta como uma monstruosidade”. Foi assim, com um completo espanto que vi uma vizinha de mesa pedindo por um vinho sem álcool, há cerca de dois anos. Em outubro passado, estive anonimamente em alguns estandes de vinhos nacionais na ProWine, maior feira das Américas para profissionais da área, para degustar seus festejados rótulos zero álcool. Ainda bem que não me identifiquei. Assim, pude sair sem que percebessem meu total desagrado com o que provei. Boa parte desses rótulos eram sucos de uva gaseificados, feitos com uvas de espécie viti-vinífera, espécie que faz os vinhos secos e finos (como Moscatel e Cabernet Sauvignon). Os rótulos dessa safra zero álcool eram exageradamente doces, perfumados e, sinceramente, estranhos.

Então me pergunto: por que essas pessoas não pedem um suco ou até mesmo uma tubaína, se querem algo assim tão doce assim? A sommelière Flávia Maia me respondeu: porque o álcool tem um fator social que é insubstituível. Por isso, grávidas, pessoas por questões religiosas, quem está em algum tratamento ou simplesmente quer diminuir o álcool da rotina aderem e adoram esse tipo de bebida. A premiada dupla de sommelières Cássia Campos e Daniela Bravin concordam e vão além: “Não dá romantizar o consumo diário de álcool e esses rótulos agregam, trazem mais pessoas para o universo do vinho, sem segregar por qualquer que seja o motivo que impeça ou que faça que a se escolha não beber álcool”, me disse Daniela.

Cássia lembra que a cerveja, como sempre, saiu na frente, e hoje oferece ótimos exemplares zero álcool. “Inclusive, entre as artesanais, temos sempre uma IPA refrescante, que costumamos consumir em casa”, contou. O depoimento dela confirma o que a empresa americana dedicada à inteligência do consumo, Nielson, constatou: 93% dos consumidores de bebidas sem álcool são também bebedores de vinhos, cervejas, drinques convencionais. E se há demanda certamente haverá quem produza. Para se ter uma ideia, esse mercado já movimento meio bilhão de dólares nos Estados Unidos em 2024 e teve um crescimento de 31%, em um ano.

O DESASTRE DAS PRIMEIRAS SAFRAS

Se você pensa que essa tendência parece coisa de americano, a resposta é “non”. Na icônica Bordeaux, no noroeste da França, o impronunciável tornou-se realidade. Hoje a região é responsável por alguns bons exemplares sem álcool do mercado mundial. Um dos enólogos à frente desta revolução é Frédéric Brochet, criador da linha Moderato. Ele conta que, há poucos anos, o que faziam era realmente considerado um lixo, porque usavam sistema que destilava o vinho, o que levava embora o álcool e, por tabela, as demais propriedades do vinho. Hoje, o processo utilizado pelas melhores casas (sim, no plural) é a centrifugação, que mantém as propriedades organolépticas (cor, aroma e sabor) da bebida. Daniela Bravin, confirma. “Claro, se você tira o álcool, modifica a estrutura, a viscosidade, o vinho fica mais magro. Mas já degustei alguns que demoramos a perceber essa ausência”, garantiu ela.

No Chateau Clos de Bouard, próximo de Saint Emilion, em Bordeaux, um terço das vendas já é de vinho sem álcool. Quem deu início a essa nova empreitada na tradicional casa foi Coralie de Bouard. Em 2019, ela aceitou o desafio de produzir sem álcool para os proprietários do clube de futebol PSG. Na época, o patriarca da família torceu o nariz. Hoje, vive com a tacinha (sem álcool) na mão.

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Para o enólogo Brochet, que está comandando essa revolução, a única maneira de não ver desaparecer a cultura de vinho é aceitando a bebida sem álcool. Segundo ele, os barris de carvalho um dia foram uma revolução, as rolhas outra, as variedades de uvas mais uma e agora esse tipo de produção pode salvar a indústria do vinho de desaparecer, inclusive enquanto cultura.

Como diz outro francês, Paul Valery, o que é a tradição senão uma evolução bem-sucedida.

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Vinho – VEJA
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A busca da cooperativa Aurora para retomar reputação e virar referência em sustentabilidade

O produtor de vinhas Nacir De Mari, 67 anos, estava dormindo quando a primeira grande chuva atingiu a propriedade de sua família, em Bento Gonçalves (RS), onde a viticultura resiste há quatro gerações. Dias antes, no final de abril de 2024, não se imaginava que o distúrbio climático em curso seria capaz de atingir a dimensão de catástrofe. Três dos 10 hectares de onde a família De Mari tira o sustento foram destruídos por deslizamentos. Foi o sobrinho de Nacir, Luciano De Mari, que o convenceu a não desistir daquele pedaço de terra. “Serão cerca de 500 000 reais para reconstruir, sendo que faturávamos 700 000 reais por safra”, diz o produtor de 41 anos. Enquanto as obras estiverem em andamento, nos próximos quatro anos, a colheita da família será equivalente a pouco mais da metade daquela de antes do estrago na área.

arte Aurora

Os De Mari são uma das 1 100 famílias que compõem a Cooperativa Vinícola Aurora, a maior desse ramo no Brasil. Cerca de 8% dos cooperados tiveram suas propriedades danificadas pelas enchentes, mas nenhum deles desistiu da viticultura. Um dos atingidos foi o próprio presidente da organização, Renê Tonello. As chuvas causaram danos no terreno do líder dos produtores locais e o obrigaram a ficar um mês morando longe de seus vinhedos devido à falta de energia elétrica. Sob o comando de Tonello, os agrônomos da cooperativa formularam mais de quarenta projetos de financiamento para a reconstrução das propriedades atingidas pela chuva excessiva. A iniciativa vai mobilizar 4,5 milhões de reais do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, que tem o apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Sede da Aurora: cooperados sofreram com as enchentes do ano passado
Sede da Aurora: cooperados sofreram com as enchentes do ano passadoDaiane Zat/Divulgação

Cooperados que não sofreram com deslizamentos também tiveram problemas. Para a produção de uva na Serra Gaúcha, 2024 foi um ano de quebra de safra. A Aurora, que colheu 70 milhões de quilos da fruta no período anterior, viu o contingente diminuir para 50 milhões de quilos. Nesse cenário, a empresa optou por comprar mais insumos no mercado, o que foi uma decisão acertada. “Quando quebras de safra acontecem, buscamos parceiros para compensar”, afirma Tonello. A Aurora estima uma recuperação da safra em 2025. Consequências de um clima mais adverso, contudo, vieram para ficar e, ao lado de um histórico conturbado da cooperativa na área social, impulsionam um “choque” de adoção de boas práticas socioambientais.

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arte Aurora

A Aurora aderiu ao mercado livre de energia há cinco anos, tornando sua matriz elétrica totalmente renovável. A iniciativa fez com que 1,3 milhão de toneladas de dióxido de carbono deixassem de ser lançados na atmosfera desde então. Em paralelo, uma consultoria especializada em ESG foi acionada em novembro de 2023 para auxiliar na modernização do negócio. Atualmente, a Aurora está mapeando suas emissões de carbono referentes aos chamados escopos 1 e 2, que envolvem a utilização do CNPJ da cooperativa, mas não de seus mais de 1 000 produtores associados — tarefa bem mais complexa. “Fizemos parcerias com a academia para adaptar esse mapeamento para o escopo 3, incluindo os cooperados”, diz Bruno Peixoto, especialista em sustentabilidade que auxilia na estratégia da cooperativa. Quanto às ações já tomadas nos escopos 1 e 2, estão incluídos os bons frutos colhidos no mercado livre de energia, além da atualização de equipamentos, como a compra de empilhadeiras elétricas.

Renê Tonello, presidente da Aurora: quarenta projetos de financiamento para reconstruir as propriedades
Renê Tonello, presidente da Aurora: quarenta projetos de financiamento para reconstruir as propriedadesEduardo Benini/.
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O aconselhamento externo contratado pela Aurora acerca do ESG não veio com a crise climática vivida pelo Rio Grande do Sul em 2024, mas a partir de outro momento de crise aguda — dessa vez, envolvendo a letra “s” (social) da famosa sigla. Em um dos momentos mais dramáticos dos 94 anos de história da cooperativa, uma operação policial realizada em 2023 descobriu trabalhadores em condição análoga à escravidão prestando serviços na colheita. Os escravizados foram contratados pela empresa terceirizada Fênix, que atendia grandes nomes da Serra Gaúcha, como Salton e Garibaldi, além da Aurora. À época, as três produtoras de vinho rescindiram seus contratos com os parceiros.

O vasto portfólio de bebidas produzidas pela empresa: uma das maiores do setor no Brasil
O vasto portfólio de bebidas produzidas pela empresa: uma das maiores do setor no Brasil./Divulgação

Desde que o caso veio a público, a cooperativa realizou uma série de reuniões com o Ministério Público do Trabalho. Em resposta ao ocorrido, todos os trabalhadores contratados para prestar serviço aos cooperados agora contam com alojamento dentro das propriedades rurais que atendem à regulação. Com isso, a organização passa a exercer um controle minucioso sobre as condições de alojamento. “Diretrizes de ESG vão entrar na próxima versão do estatuto da Aurora”, diz Rodrigo Arpini, diretor de vendas da cooperativa. “É muito importante institucionalizar as práticas para moldar comportamentos que influenciem na construção de uma cultura empresarial responsável”, diz Marcel Fu­kaya­ma, cofundador do Sistema B Brasil, que concede selos de sustentabilidade a empresas.

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arte Aurora

A implementação de práticas sustentáveis é uma tendência no setor. Responsável pela linha de sucos Campo Largo e também originária da Região Sul, a vinícola Zanlorenzi reduziu suas emissões de dióxido de carbono em 80% nos últimos cinco anos ao trocar o combustível fóssil de suas caldeiras por biomassa. Já o gigante chileno Concha y Toro, que tem presença considerável no mercado brasileiro, afirma ter reduzido suas emissões de carbono em 30% nos últimos dez anos. Apesar dos desafios recentes, o futuro da Aurora é promissor. O faturamento da cooperativa, que ficou em 841 milhões de reais no ano passado, deverá chegar à casa do bilhão pela primeira vez em 2026, segundo projeção interna. Além de ser benéfica para a saúde do planeta, a sustentabilidade traz frutos financeiros para a empresa.

Publicado em VEJA, janeiro de 2025, edição VEJA Negócios nº 10

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Vinho – VEJA
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Qual é a Região Vinícola do Vietnã que Você Precisa Visitar?

Qual é a Região Vinícola do Vietnã que Você Precisa Visitar?

Explorar o mundo dos vinhos pode ser uma jornada emocionante, especialmente quando se descobre regiões inesperadas que se destacam por suas características únicas. No sudeste asiático, um país que tem surpreendido os amantes do vinho é o Vietnã. Mas qual é a região vinícola do Vietnã que você precisa visitar? A resposta está em Dalat, onde o terroir, a cultura e a inovação se encontram de forma extraordinária. Vamos mergulhar neste destino fascinante e descobrir por que ele merece um lugar na sua lista de desejos do enoturismo.

A Magia de Dalat: Terroir e Tradição

Localizada a uma altitude de cerca de 1.500 metros, Dalat oferece um microclima singular que é perfeito para a viticultura. O solo rico em minerais, combinado com dias ensolarados e noites frescas, cria condições ideais para o cultivo de uvas que resultam em vinhos de caráter único.

O clima de Dalat se assemelha ao de Bordeaux, na França, tornando-se um ponto perfeito para variedades de uvas como Cabernet Sauvignon e Shiraz.

Dalat é frequentemente chamada de ‘Pequena Paris’ do Vietnã, não só por sua arquitetura francesa, mas também por seu crescente renome como um produtor de vinhos finos.

Aspectos Culturais e O Histórico Evolutivo dos Vinhos de Dalat

A história do vinho em Dalat é relativamente recente, mas já se tornou uma parte integral da cultura local. Introduzida por colonizadores franceses no século XX, a produção de vinho cresceu com o tempo, evoluindo de técnicas tradicionais para práticas mais modernas, respeitando sempre o patrimônio cultural da região.

Os vinhedos de Dalat não são apenas locais de produção; eles se tornaram destinos turísticos por si só, oferecendo visitas guiadas que imergem os visitantes na tradição vinícola local.

Uma Experiência Sensorial: Degustação nos Vinhedos de Dalat

Degustar vinhos em Dalat é uma verdadeira sinfonia de sabores. Ao primeiro gole, você pode esperar uma explosão de frutas maduras, equilibrada por uma acidez vibrante que é marca registrada das altitudes em que as uvas são cultivadas. Aromas de cereja preta, pimenta e toques herbais são comuns, criando vinhos que são ao mesmo tempo complexos e surpreendentemente acessíveis.

A variedade de Shiraz de Dalat ganhou diversos prêmios internacionais, solidificando a reputação da região como um hub emergente de vinhos de qualidade.

Recomendações Práticas para o Visitante

Visitar Dalat requer alguma preparação. Certifique-se de planejar suas visitas às vinícolas com antecedência, dado que muitas delas oferecem tours personalizados que precisam ser reservados para aproveitar ao máximo. Não deixe de visitar a Vinícola Vang Dalat, conhecida por suas abordagens inovadoras à produção de vinho.

  • Reserve acomodações locais com bastante antecedência, especialmente durante a época da colheita.
  • Experimente harmonizar os vinhos de Dalat com a culinária local, como pratos de frutos do mar e carnes exóticas.

Em resumo, Dalat representa não apenas uma região vinícola em ascensão, mas também um destino de rica cultura e inovação enológica. Quer você seja um entusiasta do vinho ou um viajante em busca de novas aventuras, Dalat é um lugar a ser explorado e celebrado. Prepare sua visita e descubra pessoalmente porque é a região vinícola do Vietnã que você precisa visitar.

Perguntas Frequentes

Qual é o melhor período para visitar Dalat?

A melhor época para visitar Dalat é entre dezembro e março, quando o clima é mais seco e ameno, ideal para explorar os vinhedos e participar das atividades ao ar livre.

Quais variedades de uva são mais comuns em Dalat?

As uvas Cabernet Sauvignon e Shiraz são amplamente cultivadas em Dalat, beneficiando-se do clima semelhante ao de Bordeaux e contribuindo para os vinhos de alta qualidade da região.

Como comparar os vinhos de Dalat com outros vinhos asiáticos?

Os vinhos de Dalat se destacam por sua frescura e complexidade, atribuída em parte à sua produção em altitudes elevadas, uma característica que não é tão comum em outras regiões vinícolas asiáticas.

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Tudo Sobre Vinho
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Os muitos fatores que determinam a qualidade de um vinho?

O que determina a qualidade em um vinho? Não existe fórmula e sim uma infinidade de fatores que se interconectam. Vejamos alguns deles.

 

Antes de seguir é importante separar o que é estilo, percepção da qualidade e a qualidade em si.

 

Fatores como teor alcoólico (alto ou baixo), variedade de uva (cabernet sauvignon, malbec etc), corpo (leve, encorpado), acidez (alta, baixa), taninos (alto, baixo), são exemplos de características que determinam o estilo de um vinho, mas não necessariamente a sua qualidade.

 

Enquanto isso, a percepção da qualidade é algo subjetivo e pessoal, e vai depender do gosto e da experiência, ou litragem, do apreciador.

 

A qualidade em si, embora tenha sempre um quê de subjetividade, pode ser medida à luz da técnica e da experiência.

 

No vinho os inúmeros fatores que determinam a qualidade são resumidos pelos franceses em uma única palavra: “terroir”, que em tradução literal seria “terrirório”, mas que significa algo bem mais amplo, englobando natureza e homem. Podemos resumir a parte da natureza no trinômio: uva, solo e clima; e a parte humana em viticultura (produção de uvas) e enologia (transformação da uva em vinho).

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Não vou explicar em detalhes cada um dos fatores e seus desdobramentos, pois extrapolaria este espaço. Vou, contudo, enumerar alguns deles para que se perceba como pode ser complexa a elaboração a construção de um grande vinho.

 

No quesito “uva”, falamos do material genético, da escolha da casta mais adequada ao terroir e ao estilo de vinho que se deseja fazer. No quesito “solo”, influem, por exemplo, sua composição (argila, calcáreo, areia etc), também a sua permeabilidade (capacidade de reter água). Um solo com boa retenção de água será adequado a um clima seco, mas ruim para um clima húmido, por exemplo.

 

São importantes ainda a latitude, relevo, altitude, inclinação e a orientação do terreno (se voltado para note ou sul, por exemplo), maritimidade ou continentalidade do local (proximidade do mar). Tudo isso influenciará em quanto e como a uva receberá água, luz e calor, alterando sua qualidade.

 

A viticultura (a maneira como o homem trata do vinhedo), também influi. Desde o seu o plantio, podemos enumerar alguns fatores como a adubação do solo, sua irrigação, a poda do vinhedo, o controle do rendimento (cortar cachos para que se produza menos e melhores uvas), a escolha do momento da colheita, por exemplo.

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Na hora de transformar a uva em vinho, que chamamos de vinificação, são também inúmeros detalhes que fazem diferença no estilo e na qualidade de um vinho. Aí fazem a diferença equipamentos mais precisos, modernos e delicados, a mão de obra, sua experiência e qualificação, e o volume da produção – normalmente produções menores recebem maiores cuidados e atenção.

 

Seleção dos melhores cachos ou de grãos (uva a uva), fermentações com controle de temperatura, barricas de carvalho novas das melhores tanoarias, ou, caso usadas, com limpeza mais cuidadosa. Estas são algumas das etapas que posso citar e que influem na qualidade final de um vinho. Como dito ao início, não existe fórmula que determine qualidade, mas sim uma infinidade de detalhes, que se interconectam.

 

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Fonte:

Comer & Beber – VEJA RIO