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Os (muitos) petiscos imperdíveis do Bar da Frente, que abriu em Copacabana

As histórias são muitas, todas carregando boas doses de emoção, cervejas geladas e variadas, e petiscos que devem constar em qualquer antologia que se faça de bares e botecos cariocas. O bar da Mariana e da Valéria virou “da Frente” por ser em frente ao Aconchego Carioca, na Praça da Bandeira, do qual surgiu como uma espécie de filho, ganhando luz própria e intensa. Agora, 15 anos depois, a casa onde nasceu o petisco Porquinho de Quimono, um hors-concours das frigideiras nacionais, abre sua primeira filial como um protagonista que agrega e festeja o melhor da noite na cidade – tendo à frente, diga-se de passagem, uma pérola chamada Bip Bip.

+ Rua da Cerveja começa a ganhar forma com mais duas inaugurações

Se na citada casa das cultuadas rodas de samba e choro louva-se a figura única do Alfredinho, criador de uma adorável bagunça democrática, e falecido em 2019, o Bar da Frente foi oficialmente inaugurado na quinta (27) com um discurso onde Mariana lembrou da mãe, Valéria, parceira na empreitada feminina e familiar, que nos deixou em 2018.

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É nessa bonita linha do tempo que envolve herança, trabalho e resistência a serviço do prazer, que a pequena Rua Almirante Gonçalves, de apenas um quarteirão em Copacabana (onde bebe-se também um café de primeira linha no Cafe ao Leu), ganha expressão no mapa da Zona Sul como um lugar de visita obrigatória.

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Porquinho de Quimono: o grande sucesso da casa agora em Copacabana
Porquinho de Quimono: o grande sucesso da casa agora em CopacabanaRodrigo Azevedo/Divulgação

O Bar da Frente, que sempre foi referência em cervejas artesanais na Praça da Bandeira, comemora a providencial chegada do chope (R$ 9,50, 300 mililitros) na loja de Copacabana, que há de circular freneticamente entre alguns dos melhores bolinhos do Hemisfério Sul, e pratos que assinam a carteira de identidade do estabelecimento.

Ao pedir o Mix de Petiscos #2, por exemplo, o cliente receberá dois Porquinhos de Quimono, dois Croquetes de mortadela e dois Caprichosos e garantidos, devidamente acompanhados de seus molhos (R$ 65,40). O Caprichoso é um bolinho de massa cremosa de milho, recheado com camarão e queijo, com molho de taperebá. E o Porquinho, para quem ainda não teve o prazer, é um rolinho estilo harumaki, de formato cilíndrico e massa crocante, recheado com costelinha suína desfiada e requeijão de ervas, servido com um molho barbecue caseiro de lamber os beiços.

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Sim, o Beijo grego também faz parte da festa, o bolinho criado pela chef Aninha Carbonell, muito amiga da casa, que mistura língua e rabo de boi com resultado notável (R$ 28,90, duas unidades). E o Fondue de coxinha também, uma ‘larica’ de gala que espeta as coxinhas em palitos para molhar no rechaud de creme de queijo ao vinho branco (R$ 35,80, quatro unidades; R$ 59,80, oito unidades).

Clássico dos clássicos, o Arroz de puta rica mistura linguiça, carne seca, palmito, alcatra, filé de frango, cenoura, milho, ervilha e azeitona e dois ovos fritos no topo (R$ 129,80, para duas pessoas). Versão mais simples do prato dá origem a um bolinho que também merece a mordida (R$ 31,90, três unidades), acompanhado de um molho feito com o mostarda e a calda do pudim, está bom assim?

Para beber tem muita coisa, com destaques para seis cervejas de linha da Hocus Pocus, 15 rótulos de cachaças da melhor qualidade, e opções de vinho branco, tinto e rosé. O bar ganhou bonito balcão no espaço interno e tem mesas na calçada. Começa funcionando de segunda a sábado, das 11h às 23h.

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Tem invasor paulista no café da manhã carioca

O complexo da Casa Horto não para de crescer. Recentemente abriu ao lado do casarão que já é um point no Jardim Botânico o  Empório 1839, que tem como um dos destaques o café da manhã. Entre as diferentes comidinhas servidas para começar o dia um “invasor” chama a atenção. Chegou ali o Pão na Chapa Paulista.

Carro-chefe em qualquer “padoca”, como se costuma chamar as padarias no outro lado da ponte aérea, a iguaria é uma baguete ou francês levado à chapa com generosa camada de requeijão, para formar uma casquinha que deixa os comensais com água na boca.

“Cheguei a pensar em colocar ‘Paulixxxta’ no menu para fazer uma brincadeira com o sotaque carioca. Mas achei melhor não alimentar essa rivalidade”, brinca a chef Luisa Veiga.

Apesar da invasão, o charmoso casarão pensa mesmo no estilo de vida carioca. Tanto que abre cedo, às 06h, para ser o pit stop dos ciclistas que costuma circular pelo horto nas primeira horas do dia para se exercitar. Por ali há opções saudáveis como um cremosa crepioca (a receita número um do mundo fitness para começar o dia) e bowls de açaí e iogurtes com granola (deliciosa) feita na casa.

Os pães, para comer por ali ou levar pra casa, também chamam a atenção. Tem pão de queijo, mas o Gougère rouba a cena como opção mais leve (há opção até com recheio de creme feta). Também tem as opções clássicas de café da manhã, incluindo menu completo.

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Nas opções de bebidas espaço pra cafés, sucos (tradicionais ou mesclados), chás gelados (incluindo mate, favorito dos cariocas), health shots para os mais saudáveis e até coquetéis para quem começa o dia já celebrando.

Empório 1839
Endereço: Rua Pacheco Leão, 724 – Jardim Botânico
Horário de funcionamento: Todos os dias, das 06h às 20h

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A força histórica da cozinha italiana no Rio de Janeiro

“Por que comemos o que comemos?”, me pergunto todos os dias.

A resposta é uma receita complexa que envolve os nativos e imigrantes, claro, mas também geografia, política, clima, acesso a ingredientes e tecnologia, religião ou modismos, tudo isso muito bem liquidificado em velocidade 3, nesse mundo globalizado.

Nada simples, mas com evidências por toda parte.

Costumamos ignorar a gigantesca influência da cozinha italiana no Rio porque crescemos com a certeza de que a colônia italiana sempre esteve em São Paulo, o que é um fato, maaaaas…. nunca foi só lá. Estamos aqui para provar.

Desde a década de 1820, e bem antes da grande imigração, na passagem para o século XX, já havia colônias em diferentes estados do país.

Nossos italianos do Rio não encontraram nada do que estavam habituados, especialmente o trigo; acabaram plantando feijões e foram muito responsáveis pelo início do cultivo de verduras (não tínhamos o hábito) e do milho. Aliás, o mesmo milho tomou caminhos bem diferentes, nos cardápios. De um lado, virou polenta dos italianos, do outro, o angú dos negros escravizados. Apenas um deles ganharia fama em restaurantes, até o século passado, apesar de terem a mesma definição no dicionário: “farinha de milho escaldada ao fogo”. Felizmente, isso vem mudando.

Do porco do quintal, nada se perdia. A banha era fundamental para conservar qualquer coisa, de feijões a legumes. Da pele, vinha o torresmo. Tanto o presunto quanto o salame eram embutidos nas tripas, pendurados e maturados na despensa, e os embutidos frescos eram comidos na hora ou trocados por outras mercadorias, com os vizinhos.

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E foi do porco a primeira ‘pegada’ italiana em anúncios no Rio de Janeiro, tanto em casas de pasto – as precursoras dos restaurantes – quanto em lojas de comida.

Nas madrugadas de pesquisa, esbarrei num anúncio no longínquo ano de 1813, em que João Barbon, “de nação italiano”, vendia paios, “lingoiça”, “salsicha”, na atual Gonçalves Dias, antiga Rua dos Latoeiros. Ali pertinho, na Rua do Ouvidor, a 5 minutos a pé, um comerciante abria uma casa de “salxixas e salame de toda qualidade, à moda de Italia”. Mais adiante, em novo anúncio, outro “salame de cabeça de porco”, além de “codegini (cotechino) de panela”, “salxixas” e “salame de Italia”, são vendidos a 600 réis.

Quanto mais pesquisava, mais choviam em progressão geométrica, já nos primeiros anos de 1800, anúncios que demonstravam a forte presença da Itália no nosso cotidiano.

Fossem cozinheiros italianos procurando emprego; um comerciante português que vendia “maças (massas) finas de todas as qualidades, da Italia”; uma confeitaria que fabricava “pevide” (como, hoje, chamamos o risone), “estrellinha, lazenha, vermixelle e macarrão”; outra padaria  que “do meio dia até huma hora” fazia “empadas de peixe de maça tenra ao gosto italiano”; ou ainda uma casa de pasto que anunciava “macarrão de primeira qualidade vindo de Nápoles”, assim como “salame de Bolonha” e “azeite doce de italia”, as pegadas estavam por toda a parte.

E mesmo com a ferrugem dizimando trigais no Sul do Brasil e a abundância de um substituto, a mandioca, os cardápios não abandonavam as massas feitas de farinha de trigo, que seguia sendo importada em larga escala.

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Raviolis, Cappelletti, Talharins e bons vinhos, desde 1908
Raviolis, Cappelletti, Talharins e bons vinhos, desde 1908Il Patriotta/Arquivo pessoal

A partir de 1830, identificamos uma “trend” ítalo-carioca: o ravióli. Aliás, eram “rabiolas”, depois “rabioles” e, só em 1899, “raviólis”, e costumavam ser servidos às quintas e domingos.

Em 1836, não só podiam ser encomendados pela rua do Ouvidor, como também passaram a ser servidos em bons hotéis, o que já dava pista do status. No Hotel Pharoux, havia “sopa de ravioli à italiana”; no Hotel de França, um ‘ravioli à italiana de superior qualidade’ batia ponto no menu em todos os dias da Quaresma e no Hotel Rocher de Cancale, havia sopa de rabioli. Vejam que, mesmo as casas de proprietários franceses, não deixavam de anunciar preparações italianas, regularmente.

O talharim era a segunda massa mais presente em jornais, sem prejuízo dos maccheroni, capeletti, tagliatelli, lasagne ou gnocchi. Até o fim da década de 40, a principal estrela italiana na nossa cozinha, além dos embutidos, era mesmo a “pasta”.

Num outro departamento, surge um concorrente bem adequado ao clima carioca: o sorvete. Em 1835, Luiz Bassini, um napolitano, inaugura na atual Rua Primeiro de Março a que o historiador Vivaldo Coaracy diz ser a primeira sorveteria do Brasil, “como nas melhores sorveterias de Nápoles”.

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E, por falar em Nápoles, em setembro de 1843, mais um grande empurrão para a influência italiana no prato: a princesa napolitana Teresa Cristina, noiva de Pedro II, desembarcava na capital.

A pizza napolitana, estilo que ganhou força com a vinda da Imperatriz Teresa Cristina para o Brasil
A pizza napolitana, estilo que ganhou força com a vinda da Imperatriz Teresa Cristina para o BrasilFonte: Revista Careta 1919/Arquivo pessoal

A reboque, chegaram no Rio um enorme número imigrantes vindos, majoritariamente, de Cosenza, Potenza e Salerno e, em número menor, de Nápoles, Caserta e Reggio Calabria.

No séquito da Imperatriz, veio Angelo Fiorito, um dos primeiros fabricantes de macarrão no Rio de Janeiro, e talvez um dos primeiros a fazer a massa nas cores branca, verde e vermelha, que “costumavam provocar cólicas nos clientes”. Com o tempo, adaptou a produção a outras massas “próprias para este paiz”, feitas de tapioca.

Imaginem que, em 1897 já havia 14 fábricas de massas alimentares no Rio.

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Também de Nápoles veio nosso estilo preferido, que começou a fazer sucesso em 1916, com A Pizzeria Napolitana, inaugurada na Rua Espirito Santo e depois transferida para a Rua do Senado, um dos maiores pontos de encontro da cidade.

E a coisa crescia e crescia…

Durante os 23 anos em que foi impresso, o Jornal Il Bersagliére, publicado aqui, mas em italiano e voltado para visitantes e expatriados, fez quase 400 menções a menus com talharins e outras 600, a anúncios de vermute. Junte-se a eles os azeites, licores, conservas de legumes, carnes e peixes, dos queijos, parmigiano, ou mesmo das massas de Gragnano (agora tão badaladas pelos chefs do país), que chegavam à cidade, já em 1906.

Naquele mesmo ano, os italianos já eram 12% dos estrangeiros totais; o segundo maior grupo, depois dos portugueses. Inúmeros virariam “ganhadores” (nome herdado dos “escravos de ganho”, forçados pelos senhores a vender mercadorias na rua), como substitutos da mão-de-obra depois de abolida a escravatura. Vendiam frutas, aves, legumes, peixes, produtos da lavoura ou pães.

Muitos deles trabalhavam pelo Centro, entre depósitos e restaurantes que se concentravam nas atuais Assembleia, Lavradio ou São José.

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Outros tantos viraram personagens da literatura, nas tintas de João do Rio, que já mencionava venezianos e napolitanos, em 1875; ou de Aluisio Azevedo em seu “O Cortiço”, de 1890; e ainda de Machado de Assis, que em 1894, os descrevia vendendo peixes, com uma vara ao ombro e dois cestos pendentes.

Ao contrário do que aconteceu no resto do Brasil, nossos italianos eram majoritariamente urbanos, e talvez essa tenha sido a principal omissão por parte dos historiadores, da sua contribuição para a nossa gastronomia. Não ocuparam nossos campos, mas moldaram o gosto do carioca, até hoje, como ambulantes, comerciantes, donos de restaurantes, hotéis ou empresários.

Foram eles que criaram a “Piccola Calabria” na Baixada Fluminense e a “Calabria Carioca” no bairro de Santa Teresa, segundo Cléia Schiavo, ou ainda à Baixa Itália, onde hoje fica a Pacheco Leão, no Jardim Botânico, terra de muitos raviólis e “point” dos operários do complexo têxtil local.

Horacio Messeri foi um grande empresário de padarias e confeitarias, nos anos de 1820.

Nicola Zagari foi um dos maiores importadores de gêneros alimentícios da Itália, a casa “la piu antica ed importante in rio de Janeiro”, de 1884 a 1919, e também proprietário do Restaurant Marconi. Devemos a ele, talvez, o primeiro Amaro, e os inúmeros Chianti “em garrafas ou frascos”, Moscato, Fernet Branca, Barbera, Marsala e Barolo que se seguiram. Perguntei, por curiosidade, ao seu bisneto, Duda Zagari, se era por isso que ele também importava vinhos e tinha restaurantes. Incrivelmente, ele não sabia, mas estava no DNA.

Francesco Leta, filho de um comerciante de azeites na Reggio Calabria, inaugurou sua primeira loja em Ipanema, nos anos 60, e deu início à rede de Supermercados Zona Sul, uma das mais icônicas da cidade.

E ainda falta levantar os últimos 100 anos, parte deles na minha memória.

Não dá para esquecer os bifes à milanesa da infância, o panetone no Natal, a profusão de pratos com tomates secos dos anos 80, ou as bruschettas que se seguiram. Carpaccios, ricotas, risotos e tiramisús vários, ainda estão entre nós. Mozzarela é o queijo mais produzido no Brasil e no Rio, não é diferente.

 

MEU HOJE

Agora está explicado eu buscar a “nossa” versão de Sardegna em São Cristóvão, na Casa de Silvio Podda, que veio parar no Rio por gostar de Bossa Nova, do alho roxo, do leitão da serra e da querida Gladys. Já eu, vou até lá porque adoro a massa com vôngole e bottarga, os peixes fresquíssimos, os queijos, sorvetes, vinhos sardos e tal…

Também faz sentido eu achar a cozinha do Grado, do chef Nello Garaventa, um abraço. Ele homenageia a família da Liguria (hoje morando no Friuli) com seus ossobuco ou agnolotti de javali, difíceis de largar. Aos fins de semana, meu corpo dá um jeito de viajar até lá.

Entendi a Ferro e Farinha se instalar no Rio. Só podia ser de um sujeito triplamente estrangeiro (americano, filho de uma chinesa e um japonês) como o Sei Shiroma, que veio justamente para fazer uma pizza “à moda de Nápoles”, das minhas preferidas na cidade.

Vai ver então é por isso que eu adoro os pães do Rafa Brito Pereira, da Slow Bakery, nosso Horacio Messeri contemporâneo, que gosta de farinha italiana e fermentação natural. Viajo ao passado com seu raviolo com ricota e gema de ovo, do seu novo Lazy.

Me desculpem o texto longo demais. Essa coluna queria ser um livro.

Um livro italiano que queria passear por Ipanema.

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Mari do Bar da Frente estreia em Copacabana

E o Rio de Janeiro ganhou mais um ponto gastronômico na noite de ontem (27). Mariana Rezende, a Mari do Bar da Frente, acaba de inaugurar sua nova casa, agora em Copacabana. Em uma quinta-feira de clima agradável, a comerciante – como ela se define – começou mais um capítulo.

No coração do bairro, com sua boemia única, a nova empreitada mantém a alma do Bar da Frente: frituras irresistíveis – entre elas o delicioso Porquinho de Quimono -, atendimento acolhedor e a alegria contagiante da equipe. A expectativa é conquistar ainda mais cariocas que já se identificam com o estilo autêntico de Mari.

“Peguei um empréstimo para abrir esse bar. Bate aquele frio na barriga, mas, com muito trabalho, sei que vai dar certo”, conta com brilho no olhar.

Na Rua Barão de Iguatemi, na Praça da Bandeira, o Bar da Frente se tornou referência entre os botequins mais criativos e bem-humorados da cidade – uma verdadeira referência de sucesso.

A história de Mari é contagiante com seus recortes superação e inovação. Em meio ao turbilhão da pandemia, nos anos de 2020 e 2021, ela enxergou uma oportunidade onde muitos viram apenas crise: apostou no delivery, um modelo que foi considerado inovador. “Nunca vendemos tanto quanto na pandemia”, relembra.

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O que encanta no jeito Mari de ser é a autenticidade. Sem discursos rebuscados, ela diz com orgulho que não estudou gastronomia, mas se formou no Bar da Frente.

A coluna deseja muito axé! Salve Mari, salve o Bar da Frente!

Serviço:

Almirante Gonçalves, 29 – Copacabana

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Redescobrindo a Europa

Uma das tendências do momento no mercado do vinho no Brasil é a chamada “premiunização. Isto se traduz como uma sofisticação dos consumidores, que estão comprando vinhos de uma faixa de preço um pouco mais alta, situada entre o que chamamos de “baixo custo” e os de luxo. Além disso este consumidor está diversificando seu paladar, bebendo mais vinhos de outros tipos que não apenas tintos, como brancos e rosados, e descobrindo novas origens.

 

Este aparente amadurecimento do consumidor aponta para um crescimento dos vinhos do Velho Mundo. Esta é uma tendência que já vem de vários anos e cresce gradualmente. Muitos importadores estão focando, cada vez mais, em atender esta demanda, aumentando seus portfolios nestas origens.

 

O brasileiro está entendendo cada vez mais de vinho, faz viagens, e por conta disso começou a conhecer mais o vinho europeu. O consumidor está se afastando dos rótulos mais comerciais e conhecidos para explorar vinhos de regiões menos famosas, mas igualmente ricas em história e qualidade. Essa busca por autenticidade e novas experiências está abrindo portas para vinhos de pequenas origens europeias.

 

O consumidor se guiava pela uva, hoje em dia, depois das viagens, que retornaram com força no pós-pandemia, mais pessoas estão descobrindo as micro-regiões da Europa. Falo das menos conhecidas, como muitas do Rhône, ou centro-sul da Itália, Espanha fora de Rioja ou Ribera, ou outras que são conhecidas, mas não como deveriam, como Chianti e Chablis.

 

Na França, por exemplo, temos boas descobertas de sub-regiões como Faugères, Minervois, Saint-Chinian, Corbières ou Fitou (todas do Languedoc) Bandol (Provence); Cahors e Madiran (Sudoeste), Chinon, Saumur e Bourgueil (Loire); Gigondas e Vacqueyras (Rhône).

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Na Itália, um universo. Uns poucos exemplos: Etna (Sicilia), Gavi (Piemonte), Sagrantino di Motefalco (Umbria), Valtellina (Lombardia), Roso Conero (Marche), Collio (Friuli), Aglianico del Vulture (Basilicata), Vernaccia di San Gimignano (Toscana).

 

Na Espanha, inúmeras possiblidades novas se abrindo. Começando pelo nordeste com Bierzo, Ribeira Sacra, Rías Baixas, Valdeorras (Galícia); Montsant, Costers del Segre, Terra Alta (Catalunha); Toro e Cigales (Castilla y León); Campo de Borja (Aragón); Jumilla e Yecla (Murcia), Utiel-Requena (Valencia); além dos Vinos de Madrid.

 

Portugal, embora geograficamente menor e com vinhos já bem mais conhecidos dos brasileiros, ainda guarda descobertas, como Tejo, Península de Setúbal, Lisboa, Bucelas, Beira Interior ou Algarve.

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O mercado de vinhos no Brasil está em um momento de descobertas. O interesse pelas pequenas DOCs europeias é um reflexo de um consumidor mais informado e exigente, que busca autenticidade, qualidade e novas experiências sensoriais.

 

 

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As novas apostas de Alex Mesquita pro badalado Elena

Não sei se foi a goleada no dia anterior, mas encarar um novo Brasil x Argentina só foi bom porque reunia craques da mixologia. Foi assim a minha noite de ontem (26/03) no badalado Elena (Rua Pacheco Leão, 758 – Jardim Botânico), quando Alex Mesquita e sua escudeira Taynah de Paula receberam Andrés Rolando e Victoria Etchaide, do Nicky Harrison, um dos mais disputados bares de Buenos Aires, para uma noite especial.

Entre drinques e comidinhas do chef Itamar Araújo, que completaram com maestria a experiência, um bate papo informal com Alex acabou trazendo algumas informações sobre suas próximas apostas para o local. Tive a chance de experimentar o Discovery (Glenlivet Founders Reserve, Jerez Fino, Campari, Paragon Palo Santo e bitter de Laranja) que em breve entrará na carta.

novo drinque do Elena
Discovery, que estará em breve na carta de drinques, foi apresentado ontemTavinhu Furtado/Veja Rio

Mesquita me contou ainda que pretende homenagear bares pelo mundo onde experimentou drinques que considera especiais. E o primeiro deverá ser justamente o argentino que invadiu o Elena ontem. Uma releitura do Tropical Tea Punch (Havana 3 anos infusionado com chá tropical, brandy, damasco, coco, limão e maracujá), criado por Victoria, deverá ser apresentado em breve.

Mas pra quem acha que não há espaço no ambiente para quem não curte ou está evitando álcool, em breve haverá uma carta de mocktails. Afinal, sentar no balcão do Elena é uma experiência que tem que agradar a todos.

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O fenômeno Coco Bambu aposta em carnes nobres na nova casa

O restaurante Coco Bambu chega em dose dupla à Barra da Tijuca, no complexo de gastronomia do New York City Center, anexo ao BarraShopping. A marca original, que estreia no bairro da Zona Oeste, vem junto com o Vasto, do mesmo grupo, no mesmo espaço do centro comercial.

+ Barras de chocolate recheadas ao estilo Dubai, a sensação da Páscoa 2025

O Vasto tem filiais em cidades como Brasília, São Paulo e Recife, e tem a cozinha especializada em carnes nobres como prime rib, o bife ancho e a costela do dianteiro, mas também oferece gastronomia japonesa com sushis e rolls, assim como frutos do mar grelhados.

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O Coco Bambu divide o mesmo espaço com famosos pratos como os de camarão, a moqueca e a carne de sol. Os sócios anunciam investimento de R$ 15 milhões na área de 1.865 metros quadrados do New York City Center.

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Barras de chocolate recheadas ao estilo Dubai, a sensação da Páscoa 2025

A Páscoa anda uma barra, no melhor dos sentidos. No rastro de doces vindos do Oriente Médio que viraram febre na internet, como a barra de chocolate recheada no estilo Dubai, que rendeu mais de 1,6 milhão de exibições no TikTtok, as confeitarias investem nos tabletes bem recheados.

+ O coelhinho caprichou: os ovos de Páscoa mais criativos de 2025

No caso dos orientais, onde a Fix Dessert Chocolatier virou uma sensação a nível mundial com seus recheios, é notável a presença do pistache, que também está por todos os cantos nas confeitarias brasileiras, ao lado do Knafeh, sobremesa oriental feita com camadas finas de massa filo, aquela do tipo cabelinho de anjo, que empresta uma bela crocância aos recheios chocólatras.

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No Café Cultura, é lançamento novo a barra de chocolate com recheio de pistache (R$ 32,00), inspirada no chocolate de Dubai que viralizou. Ela é feita com chocolate meio amargo, reheio de pistache e massa filo. @cafecultura

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Café Cultura: pistache e massa filo com inspiração em Dubai
Café Cultura: pistache e massa filo com inspiração em Dubai./Divulgação

Biscoitos e oleaginosas também garantem aquele ‘croc’ na mordida, assim como os caramelos irresistíveis. A Dianna Bakery preparou sua barra de chocolate (R$ 39,00) com casquinha de chocolate meio amargo envolvendo um recheio de praliné de amendoim, caramelo salgado e ganache de chocolate meio amargo. @diannabakery

E a Gamô Confeitaria, por sua vez, tem barras como a Nuts (R$ 25,00), que combina chocolate meio amargo e um mix de nuts; e a Biscoff (R$ 30,00), preparada com chocolate branco assado e biscoito estilo belga Biscoff. @gamoconfeitaria

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A Brigaderia, marca do grupo Cacau Show, capricha na coleção de Páscoa com barras como as recheadas com creme de frutas vermelhas (R$ 72,90), ou caramelo e flor de sal (R$ 72,90). @brigaderiaoficial

Dom Casero: recheio de caramelo no envelope de carta
Dom Casero: recheio de caramelo no envelope de carta./Divulgação

E a Dom Casero traz na Cartinha Feliz de Páscoa uma barra de chocolate ao leite com recheio de caramelo (R$ 39,90), numa embalagem em formato de envelope de carta. @domcasero

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A paz entre Rússia e Ucrânia foi selada, ao menos em Ipanema

Enquanto o mundo negocia um acordo entre os dos países, a paz entre Rússia e Ucrânia foi selada em Ipanema. Famosa pelo bolo russo, que conquistou o título de melhor bolo no VEJA RIO COMER & BEBER 2024, a confeitaria O Medovik agora traz um bolo ucraniano para os cariocas conhecerem.

O Kiev, receita que combina camadas crocantes de merengue com nozes assadas e trituradas, intercaladas com creme charlotte amanteigado e aerado, enriquecido com conhaque e cacau, faz tanto sucesso que até mesmo os russos continuam se rendendo a ele. “Um amigo acabou de voltar da Rússia e disse que é quase impossível passar por uma confeitaria sem ver alguém se deliciando com ele”, comenta a sócia-fundadora Raissa Copola.

A origem do bolo tem diferentes versões, mas há um consenso: ele se tornou uma espécie de moeda valiosa. Devido a sua generosa quantidade de creme à base de manteiga e oleaginosas nos discos de merengue, o bolo remetia a um símbolo de prosperidade socialista da antiga URSS no qual Rússia e Ucrânia faziam parte.

Para experimentar essa iguaria que une ucranianos e russos os cariocas podem passar na loja em Ipanema – Rua Visconde de Pirajá, 156, sobreloja 203. O valor da fatia é R$ 30 e o bolo inteiro, sob encomenda, sai por R$ 330.

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Como um grupo de produtores colocou a região do Douro no mapa dos grandes vinhos

A região do Douro, em Portugal, é uma das mais fascinantes entre todas aquelas que produzem vinho no mundo. Foi a primeira a receber uma demarcação, em 1756, relacionada à qualidade do cobiçado vinho do Porto, estilo fortificado que só pode ser feito ali, às margens do rio Douro. Tem uma imensa diversidade de castas autóctones, variedades que se desenvolveram ali e raramente são encontradas em outros lugares do mundo. E é lá, também, que estão alguns dos vinhedos mais antigos do planeta. Nas palavras de quatro dos principais produtores, é uma região que tem o “luxo do tempo”.

Tomás Roquette, da Quinta do Crasto, Francisco Olazabal, da Quinta do Vale Meão, José Teles, da Niepoort, e João Álvares Ribeiro, da Quinta do Vallado, estiveram no Brasil nesta semana para mostrar como o Douro é capaz de produzir não apenas grandes vinhos, mas principalmente vinhos longevos. 

Juntos, os quatro formam os Douro Boys, grupo formado em 2003 com o objetivo de fomentar a produção de vinhos de mesa tintos e brancos secos. Hoje, com tantos vinhos do Douro disponíveis nas prateleiras dos mercados e adegas, não parece uma façanha tão grande. Mas durante séculos a região foi conhecida pelo vinho do Porto, estilo fortificado e doce. Mais do que isso, queriam transformar a região do Douro em referência internacional.

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Os Douro Boys, grupo de produtores que passaram a divulgar o Douro para o mundo-/Divulgação

Em Portugal, passaram a produzir grandes vinhos, sempre feitos com castas autóctones. O vinho que leva o nome da Quinta do Vale Meão, por exemplo, é feito no vinhedo original em que era produzido o hoje lendário Barca Velha. A Quinta do Crasto produz os espetaculares Vinha da Ponte (feito a partir de um vinhedo muito antigo de apenas 2 hectares) e o Maria Teresa (feito em um vinhedo muito antigo, mas bem maior, uma verdadeira raridade). A Quinta do Vallado faz o Reserva Field Blend, uma surpreendente mescla de variedades locais. Segundo João Alvares Ribeiro, a vinha é um terroir próprio, dada suas características únicas. E a Niepoort produz o ícone Batuta, outro field blend (ou seja, uma mistura de castas do próprio vinhedo) de grande elegância e complexidade.

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Passaram também a viajar o mundo levando seus vinhos na bagagem. Foram para Alemanha, Suíça, Polônia, Angola, Estados Unidos, China, Japão e outros destinos. O trabalho deu resultados. Individualmente, as vinícolas envolvidas expandiram seus negócios. De acordo com um relatório interno, cada produtor tem de duas a sete vezes mais mercados do que tinha em 2002. Também ajudaram a reforçar o potencial do Douro como uma das grandes regiões vitivinícolas do país.

Os Douro Boys já estiveram aqui antes, em 2011 e depois em 2012, todos juntos, como parte dessa turnê de divulgação do vinho duriense. Depois, voltaram apenas individualmente, para promover os lançamentos de suas próprias vinícolas. Fazia tempo que não se reuniam por aqui. Dessa vez, trouxeram na bagagem 26 vinhos, alguns bastante antigos. “Foi um pesadelo logístico, como podem imaginar”, disseram. 

Apresentaram uma Masterclass chamada “Luxury of Time“, ou seja, “luxo do tempo”. O objetivo era mostrar tanto vinhos jovens, como os quatro rótulos frescos, de 2023, que reforçam a capacidade do Douro de produzir grandes brancos, quanto vinhos mais velhos. A Quinta do Vallado, por exemplo, trouxe um Vallado Tinto, vinho de entrada, vendido por aqui abaixo dos R$ 200, da safra 2010. Sem passagem por barrica, mostrou muita vivacidade, apesar dos sinais de evolução. Outros, como o Maria Teresa, ícone do Crasto, da safra 2019 ainda estão muito jovens, mas mostravam enorme potencial.

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Trouxeram também algumas garrafas de vinho do Porto, já que todos produzem grandes rótulos dentro do estilo. É surpreendente ver como são longevos e mantém vivacidade e potência após tantos anos. Um vinho da safra de 1987, por exemplo, ou um Tawny 50 anos (cujo blend, de acordo com a legislação, precisa ter, na média, 50 anos) mostram enorme complexidade. 

Além dos trabalhos individuais de cada vinícola, os quatro produzem rótulos exclusivos Douro Boys, em tiragens extremamente limitadas. Cada enólogo seleciona alguns de seus melhores vinhos e o blend é feito em conjunto. As garrafas são leiloadas e tornam-se itens de colecionador.

Nesta quinta-feira, 27, o quarteto está no Rio de Janeiro para apresentar a mesma Masterclass.

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Fonte:

Vinho – VEJA