Eles são considerado um dos melhores produtores de Icewines do mundo, são internacionalmente renomados por seus vinhos premiados e possuem fortes motivos para receber esta referência e distinção vinda de críticos especializados e de consumidores experientes em degustar vinhos nobres.
A começar pelo início da história, em 1975 foi o primeiro produtor a receber a licença de vinhedo no Canadá desde a proibição com a “lei seca” de 1929. No ano de 1991 entraram no cenário mundial dos vinhos ganhando o Grande Prêmio de Honra com o vinho “Vidal Icewine da safra 1989” na Vinexpo em Bordeaux na França, um prêmio que marcou no mapa o Canadá como um reconhecido país em produzir vinhos com qualidade a nível global.
Karl Kaiser e Donald Ziraldo co-fundadores do Inniskillin Wines Inc. ajudaram a criar a VQA (Vintners Quality Alliance), um sistema de classificação dos vinhos garantindo qualidade e credibilidade da região. Para um vinho ser rotulado com o VQA é necessário que 100% das uvas devem ser provindas da respectiva região de cultivo, 75% da casta mencionada no rótulo deve estar presente na composição do vinho. Quanto a menção da safra pelo menos 90% do vinho deve ser proveniente desta safra. Vinhos degustados pelos avaliadores da VQA e que são de extrema qualidade recebem o selo dourado VQA.
Winter landscape in the vineyard, Ontario, Canada
Uma outra curiosidade referente ao produtor Inniskillin Wines Inc. foi que a sua primeira tentativa (1983) de colher as uvas congeladas para produzir o primeiro Icewine da empresa foi consumida em sua totalidade pelos enormes bandos de pássaros que passam migrando pela região, fazendo com que no ano seguinte houvesse uma atenção na proteção dos cachos de uvas e assim conseguir se produzir a primeira safra de Icewine (1984).
O Inniskillin Icewine Riesling 2015 tem em seu aspecto visual uma aparência límpida, pálida e cor dourado, ao nariz ele mostra-se limpo, com intensidade de aromas pronunciado e características marcadas de frutos cítricos como uma laranja e lima, notas de damasco e mel. Em boca é de uma envolvente doçura, com alta acidez, álcool baixo, com um bom corpo e os aromas sentidos no nariz se intensificam em boca com o retrogosto, apresenta um final de boca longo e apaixonante. Bela harmonia com um pudim de leite, com sobremesas a base de frutas, com um bom panetone e até mesmo com bolo de laranja. Fica aqui um convite à você leitor para assim que possível provar esse excelente vinho do gelo produzido por esse icônico produtor canadense Inniskillin !
Um incremento ao ganho de saúde em várias partes do organismo humano, um enorme ganho de cultura e o aumento da socialização são os três fortes motivos para você leitor refletir sobre o consumo de vinho neste novo ano, leia e avalie.
1.Incremento na Saúde
Hipocrátes (†377 a.C.) considerado o pai da medicina proferiu a célebre frase, “Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio”. Passados séculos e agora em pleno século XXI temos uma enorme e robusta quantidade de informações e evidências do que ele já sabia há tanto tempo atrás. E o vinho, faz parte desses alimentos considerados ricos em benefícios para nossa saúde, desde que consumido de forma moderada e frequente. A ciência tem desempenhado um excelente papel em trazer inúmeros dados de pesquisas realizadas sobre o consumo moderado e frequente de vinho no cérebro, nos vasos sanguíneos e em diversas outras área que o organismo humano pode ser atingido com patologias.
1.1.No Cérebro
Doctor checking brain testing
Um estudo publicado pelo Grodon M. Shepherd,PhD na Universidade de YALE e que também virou um livro chamado Neuroenology aborda diversas atividades e benefícios das substâncias benéficas contidas no vinho para o nosso cérebro. Um um outro estudo realizado pelo Paul Schimmel, PhD , indica que o resveratrolativa um caminho químico que ajuda a limitar o estresse e dano no DNA das células do cérebro, que resultaria em envelhecimento e doenças, evidencia que baixa a inflamação nas células cerebrais e que ajuda a limpar toxinas incluindo aquelas que causam doenças sérias no cérebro. A pesquisa mostra também que o vinho ajuda a proteger o cérebro após um derrame. Uma robusta pesquisa publicada com o título Wine Polyphenols and Neurodegenerative Diseases: An Update on the Molecular Mechanisms Underpinning Their Protective Effects, aborda a ação dos polifenóis presentes no vinho podem ter potencial neuroprotetor em retardar o início de doenças neurodegenerativas como Parkinson e o Alzheimer. O estudo mostra “evidências epidemiológicas, in vitro e in vivo sugerem uma correlação inversa entre o consumo de vinho e a incidência de doenças neurodegenerativas.
1.2.Nos Vasos Sanguíneos
Uma das ações mais estudados e publicadas é sobre a ação nos vasos sanguíneos. A pesquisa mais conhecida é a que tem o título ( Wine, alcohol, platelets and the French Paradox for coronary heart disease), o “Paradoxo Francês“ buscou esclarecer o por que os franceses, que tem em sua dieta tradicional o consumo de muitas gorduras como queijos, leite, manteiga, que são fontes de gorduras saturadas e também de carboidratos, não apresentavam altos índices de problemas cardiovasculares, o estudo indicava que o consumo de vinho como parte da alimentação dos franceses durante as refeições poderia explicar esse benefício de proteção ao sistema cardiovascular, fazendo com que esses povos apresentassem baixos índices de infarto e doenças nas coronárias. A Sociedade Brasileira de Cardiologia reconhece a ação antioxidante e preventiva do vinho. São mais de 1000 substâncias ativas e que cerca de 600 delas já foram estudadas por inúmeros pesquisadores mundo a fora. Em uma publicação denominada ( Vinho e Saúde: uma revisão ) pela Prof. Dra. Neide Garcia Penna, ela aborda diversos aspectos da atividade da ação do vinho, o LDL tende a depositar-se nas artérias, o HDL ajuda a remover aquele já depositado, reduzindo o risco de arteriosclerose e de infarto. Este efeito é devido ao fato de que as substâncias fenólicas, entre elas o resveratrol, existentes nos vinhos tintos, impedem a oxidação de lipídeos polinsaturados, os quais são componentes dos LDLs. Além do mais, estas substâncias são capazes de agir sobre as placas de gordura (ateromas) localizadas nas artérias, as quais levam à redução da luz do vaso, bem como inibir a formação de coágulos sanguíneos (trombos), algumas das maiores causas dos problemas vasculares.
1.3.Outras Ações do Vinho Sobre a Saúde
Um estudo realizado com o título (Os Efeitos do Consumo do Vinho na Saúde Humana ), aborda vários benefícios do vinho para saúde em diversos aspectos como na artrite, pois tem propriedades antiinflamatória. Nele citam um estudo onde constatou-se que consumo moderado de vinho diminuiu a incidência de alguns tipos de cânceres como Linfoma não-Hodgkin. O vinho consumido de forma moderada melhora a sensibilidade das células periféricas à insulina, sendo interessante nos pacientes com diabetes tipo 2 (não insulino-dependente). No aparelho digestivo ele atua associado a uma menor incidência de úlcera péptica, úlcera duodenal e devido atuar no colesterol, ele parece reduzir a formação de cálculos no interior da vesícula biliar. Já no trato urinário ele parece reduzir em até 60% o risco de formação de cálculos urinários devido estimular a diurese. É citado também que ele é capaz de reduzir as chances de uma infecção pulmonar, sendo mais eficaz até que alguns antibióticos. Ele atua no emagrecimento pois auxilia e estimula a função pancreática, responsável pela queima das gorduras. O resveratrol se mostrou capaz de inibir a multiplicação do vírus que provoca a doença de Herpes. O vinho também mostrou ser capaz de melhorar a densidade óssea, reduzindo as chances de osteoporose. E na visão atua como antioxidante diminuindo a degeneração ocular.
2.Ganho de Cultura
O vinho é uma bebida milenar, que atravessou diversas civilizações e na atualidade podemos através desta bebida sagrada ter um enorme incremento de cultura multidisciplinar. A cada nova garrafa da bebida de Baco que é aberta, podemos desbravar regiões e países diferentes conhecendo sua geografia, características climáticas e geológicas, a sua gastronomia e seus diversos hábitos e tradições que envolvem o universo do vinho e que podem ser muito variados dependendo de lugar para lugar. Também através do vinho podemos conhecer um pouco mais dos hábitos de grandes personagens históricos, fatos e curiosidades que marcaram e ficaram registrados na história.
3.Mais Socialização
A socialização é algo nato e inerente ao ser humano, as pessoas gostam de se juntar em grupos de amigos, familiares ou colegas de trabalho e o vinho pode ser um belo motivo para esses encontros e até ser a desculpa perfeita para que esses momentos aconteçam, onde os laços de amizades podem serem ainda mais fortalecidos. Ele pode ser sinônimo de status, elegância e cultura. Ele pode ser degustado de forma informal, em uma refeição, em confrarias vínicas ou até em brincadeiras de amigos em prova cega onde cada um tenta levar um rótulo especial. Interessante é uma pesquisa publicada no The Gerontologist Oxford Academic, que questionou se as pesquisas publicadas sobre os benefícios do consumo moderado de álcool para populações mais velhas podem ser atribuídos ao estilo de vida adotado por esses bebedores moderados, ao invés do álcool em si ou a algum fator. Surgiu uma teoria era que o consumo moderado de álcool estava relacionado à frequência com que os entrevistados se socializavam e que era esse aumento na atividade social que levava a resultados positivos para a saúde. Então fica aqui registrado mais um motivo entre comprovações científicas ou hipótese colocadas pela ciência de que o consumo regular e em dose moderadas contribuem com a socialização entre os seres humanos sejam eles de idade mais avançada ou jovem.
Espero que esse conjunto de informações compiladas acima, possam contribuir com a sua análise querido leitor e quem sabe a partir delas você possa decidir colocar esse alimento mágico de Baco, o vinho, em seu cotidiano, nas suas refeições ou reuniões entre amigos. Desejo um ano novo repleto de muita saúde e realizações.
Elas são sinônimo de celebração, charme, elegância, prazer e um belo convite a desbravar o Mundo de Baco. As perlages derivam da palavra perle do francês que significa pérolas. Essas bolhas mágicas e lindas são o resultado do desprendimento do gás carbônico que é produzido naturalmente através da segunda fermentação do vinho espumante. Podem ter inúmeras variações em quantidades, estilos, persistência e percepção sensorial em boca, isso dependendo do estilo do vinho espumante, como ele foi vinificado e estagiado. A partir de um vinho base de baixa graduação alcoólica, açúcar e leveduras essa bebida é transformada magicamente num dos vinhos mais elegantes e famosos do mundo.
As taças ou copos que o vinho espumante é servido podem alterar a análise visual das bolhas mágicas, devido o tipo de limpeza que a grande maioria desses instrumentos vínicos são submetidos, por vezes deixando resíduos invisíveis aos olhos. Já a prova gustativa podemos avaliar na perfeição a cremosidade ou delicadeza das perlages ou se elas são demasiadas agressivas. Mas independente do tipo de espumante, uma coisa é certa, quase todas as pessoas nos mais diferentes continentes comemoram a passagem do ano com as Bolhas Mágicas de Baco nas mãos.
1. A Descoberta das Bolhas Mágicas
A história conta que foi o Dom Pérignon que teve o grande feito em descobrir essas bolhas mágicas, deixando a célebre frase após degustar o tal vinho diferente “Estou bebendo estrelas“. A realidade é que ele era um monge beneditino responsável pela tesouraria da abadia de Hautvillers no século XVII, e foi incumbido de resolver um problema nas finanças da igreja causada pela desvalorização e a perda dos vinhos produzidos ali nesta área tradicional de produção de vinhos tranquilos brancos e tintos. Os vinhos eram na altura guardados e transportados em tonéis e na época da primavera quando as temperaturas subiam tendiam a efervescência, fator limitante de qualidade e de grande perda. Logo em 1680 os ingleses inventaram as garrafas de vidro e em seguida os vinhos passaram a ser comercializados dentro desta nova invenção. Então surgiu um outro problema, as garrafas começaram a explodir, levando o monge a se dedicar intensivamente ao estudo do fenômeno da segunda fermentação. Pediu ao fornecedor reforçar o fundo das garrafas e assim solucionou o problema das explosões.
Ele teve um dos papéis mais importantes na concepção do vinho atual Champagne e do Método Champenoise, com vários contributos desde a assemblagle, a utilização das rolhas de cortiças e o uso das enormes caves nos subsolos da região para estagiar os vinhos. Há quem o considere que ele foi um grande gênio para a história do Mundo dos Vinhos.
2. Métodos de Produção
2.1.Método Champenoise / Método Tradicional
Esse é o método mais utilizado para a produção dos melhores espumantes, os considerados de qualidade superior e mais valorizados pelo mercado. Consiste em a partir de um vinho base que pode ou não ter efetuado a transformação malolática, é submetido a um loteamento e em seguida ele é engarrafado para ser submetido a segunda fermentação na própria garrafa em que ele será comercializado e pode ou não ser adicionado o licor de tiragem, coloca-se o vedante na garrafa, segue para o descanso do vinho sur lies, após o período estabelecido ele passa pela remuage, dégorgement, adição do licor de expedição, coloca-se a rolha definitiva, muselet e rótulo. O tempo de contato com as borras lhe adiciona mais complexidade e elegância.
2.2.Método Charmat ou Método de Tanque
O método de tanque é amplamente utilizado por diversos produtores em vários países do mundo, esse método permite produzir de forma mais rápida e mais homogênea grandes lotes de espumantes de boa qualidade. Após o loteamento é adicionado o licor de tiragem, a segunda fermentação acontece em grandes tanque especiais que conseguem reter o gás carbônico, o vinho é em seguida filtrado, adicionado o licor de expedição, engarrafado, coloca-se a rolha, muselet e rótulo.
2.3.Método Transferência
No de transferência após o loteamento é logo engarrafado e adicionado o licor de tiragem, a segunda fermentação acontece em garrafa em contato com borras, após o período estabelecido as garrafas são esvaziadas num grande tanque especial que retém o gás carbônico, onde em seguida o vinho segue para uma rápida filtração e depois adicionado o licor de expedição, engarrafamento, coloca-se a rolha, muselet e rótulo. Esse método apresenta geralmente a descrição no rótulo que diz foi fermentado em garrafa, e diminui os custos do processo do método tradicional com a remuage e o dégorgement.
2.4.Método Asti
É um método utilizado em Asti, na região de Piedmonte no norte da Itália. Consiste em utilizar um mostro de uva que foi esfriado e armazenado até a decisão da sua utilização. Quando se decide começar a preparação ele passa por uma fermentação parcial em tanques especiais que primeiramente se deixa escapar o gás carbônico e na metade da fermentação alcoólica se veda o tanque no intuito de reter um pouco de gás no vinho, em seguida o vinho é esfriado e filtrado, seguindo para o engarrafamento, coloca-se a rolha, muselet e rótulo. Essa forma de produção é destinada para vinhos doces e com riqueza de aromas da fruta.
3. As Bolhas Pelo Mundo
3.1. França
O Champagne é o nome mais conhecido no mundo das bolhas, recebe esse nome devido a região onde ele é produzido, a lindíssima região de Champagne na França, essa está subdivida em cinco, a Montagne de Reims, o Vallée de la Marne, a Côte des Blancs, a Côte de Sézanne e a Côte des Bar. Os vinhos são produzidos pelo Método Champenoise e as castas utilizadas são a Pinot Noir, a Chardonnay e a Pinot Meunier. Possui um terroir que favorece uma excelente produção deste tipo de vinho com um clima continental fresco onde há um baixo nível de teor de açúcar e alta acidez nas uvas que são plantadas em solos de encostas e de composição giz. Outros vinhos espumantes são produzidos na França, mas com outras denominações e termos devido não estarem dentro da região de Champagne como por exemplo os Crémant d’Alsace, os Crémant de Bourgogne, os Crémant de Loire e os espumantes produzidos em Saumur e Vouvray.
3.2. Espanha
O Cava é uma Denominação de Origem (D.O.) da Espanha, apresenta aspectos interessantes pois abrange áreas geográficas espanholas não contínuas, a região da Catalúnia é a principal produtora sobretudo na cidade de Sant Sadurní d’Anoia, mas em Navarra, Rioja e Valencia também eles são produzidos. A produção é pelo Método Tradicional e cumprem o mínimo de estágio de 9 meses sobre borras. As castas utilizadas são a Macabeo também conhecida como Viura, a Xarel-lo, a Parellada, a Garnacha, a Monastrell e também as francesas Pinot Noir e Chardonnay. São vinhos de modo geral secos e com uma acidez média, fator diferenciador dos Champagnes franceses que possuem uma alta acidez podendo durar muitos anos em garrafa.
3.3. Itália
Na Itália há três famosas D.O. de vinhos espumosos, o Franciacorta, o Prosecco e o Asti. São bem diferentes em termos de produção, castas utilizadas, terroirs e sobretudo o próprio produto final. O Franciacorta é produzido no norte do país na região Franciacorta através do Método Tradicional com as castas Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Blanc e Erbamat, possui alta acidez, excelente notas aromáticas e boa capacidade de guarda. O Prosecco é produzido no Veneto, em Friuli e em Conegliano-Valdobbiadene DOCG, a casta Glera é a utilizada para a produção em Método de Tanque, possuem acidez média e aromas de frutas frescas maçã verde e melão, apresentam algum teor residual de açúcar apesar de serem elaborados seco, extra seco e bruto e são produzidos para serem consumidos rapidamente. O Asti é uma DOCG da região de Piemonte, são vinhos produzidos pelo Método Asti que consiste em uma fermentação parcial do mostro seguida do arrefecimento e filtração, são vinhos doces produzidos com a casta Muscat Blanc à Petits Grains, com aromas exuberantes de frutas como pêssego e notas floradas, possuem o nível baixo de álcool.
3.4. Alemanha
A Alemanha apresenta o maior consumo per capita de vinhos espumantes do mundo, e claro que os germanos consomem o seu Sektmajoritariamente, é vinho espumante produzido em Método Tanque onde utilizam vinhos bases franceses ou italianos e os beneficiam na Alemanha. Existem os Deutscher Sekt que devem ser produzidos utilizando uva Riesling e vinhos bases produzidos na Alemanha e os Deutscher Sekt bA, são os produzidos a partir de uma região de qualidade Alemã como exemplo o Mosel. Raridades podem ser encontradas produzidos através do Método Tradicional.
3.5. Portugal
Em Portugal 2/3 dos espumantes são produzidos na região da Bairrada que fica no centro do país, possui um microclima favorável para produção desses vinhos, a casta Baga é amplamente utilizada, mas variedades internacionais como a Chardonnay e a Pinot Noir também podem fazer parte do corte, eles podem ser produzidos pelo Método Tradicional ou também pelo Método Charmat. Há vinhos espumantes produzidos com extraordinária qualidade técnica e com enorme potencial de guarda. Outra região portuguesa que tem produz belíssimos espumantes é Tavara-Varosa e em menor escala o Douro e o Tejo, com castas variadas e Métodos similares aos da Bairrada.
3.6. Brasil
O Brasil acaba de receber a única Denominação de Origem específica de espumantes do Novo Mundo, a D.O. Altos de Pinto Bandeira, mas os espumantes são produzidos em diversos regiões do país como em várias áreas da Serra Gaúcha, Serra de Santa Catarina e no Nordeste brasileiro. São produzidos com castas variadas e também por Método Tradicional e Método Charmat. Não é novidade o grande destaque que os vinhos espumantes brasileiros tem ocupado no cenário de grande produtor mundial de qualidade e muito consumido também pelos próprios brasileiros, onde o mercado está em alta.
3.7. Outros Países do Novo Mundo
Diversos países vitivinícolas no mundo também produzem vinhos espumantes como a Austrália, Nova Zelândia, EUA e África do Sul, com diferentes castas, estilos e métodos de produção, evidenciando a versatilidade geográfica e a qualidade que as Bolhas Mágicas de Baco podem ser produzidas e apreciadas pelos winelovers desse estilo de vinho.
4.Tipos de Bolhas
4.1. Leves Refrescantes
Os espumantes leves e refrescantes geralmente são produzidos pelos métodos Charmat ou Asti. Nesse estilo de vinho espumoso o produtor ou o técnico busca preservar os aromas primários da fruta. Geralmente são consumidos em grandes quantidades em países de clima tropical por serem fácil de degustar e poderem serem bebidos até sem a companhia de alimento.
4.2. Clássicas
Os espumantes clássicos são os vinhos produzidos pelo método Tradicional, onde a complexidade, corpo e elegância dos vinhos são o foco principal. Existem uma variedade enorme de aromas e sabores que podem ter e com isso tornam-se mais gastronômicos também.
4.3. Envelhecidas
Há alguns produtores que usam o tempo a favor de produzirem raros vinhos com maior tempo de estágio ou autólise, esse contato maior com as borras produzem aromas ricos, complexos e que deixam muitos especialistas em vinhos completamente extasiados. São apreciados em momentos especiais, geralmente com pessoas que apreciam vinhos diferenciados e sofisticados.
4.4. Quanto a Cor (Tinto, Branco ou Rosé)
A linda cor de um espumante pode dizer muito sobre o vinho ou absolutamente nada. Existem espumantes tintos, brancos e rosés. Na Australia os espumantes tintos são muito consumidos, lá o produzem com as castas Shiraz, Cabernet Sauvignon e Merlot, já na Bairrada em Portugal eles são produzidos com a casta Baga. Há a nomenclatura francesa Blanc de Noir que é a designação de que o espumante foi produzido com a casta tinta parcial ou total e é apresentado com a cor branca. A evolução ou envelhecimento de um espumante pode também alterar a sua cor inicial. Os tons dos espumantes rosés podem variar bastante e em algumas entidades reguladoras estabelecem os níveis de cor que o espumante rosé pode ter para obter a certificação, como exemplo os Baga-Bairrada.
4.5. Quanto a Doçura
Há diferenças de escala de doçura para espumantes em diversos países, na União Europeia existem sete termos que são marcados pelo teor de açúcar, já no Brasil são seis.
Termos de Rotulagem
Nível de Açúcar Residual (g/L)
Bruto Nature
0-3 g/L
Extra Bruto
0-6 g/L
Bruto
0-12 g/L
Extra-Seco
12-17 g/L
Seco
17-32 g/L
Semi-Seco
32-50 g/L
Doce
acima de 50 g/L
*Tabela de termos para o teor de açúcar nos espumantes (União Europeia)
______________________________________
Termos de Rotulagem
Nível de Açúcar Residual (g/L)
Bruto Nature
0-3 g/L
Extra Bruto
3.1 à 8 g/L
Bruto
8.1 à 15 g/L
Seco
15.1 à 20 g/L
Semi-Doce
20.1-60g/L
Doce
acima de 60 g/L
*Tabela de termos para o teor de açúcar nos espumantes (Brasil)
5. Serviços
Um dos detalhes mais importantes para um serviço de vinho espumante é a atenção a temperatura. Champagne, Cava, Asti e Espumantes de modo geral devem ser servidos entre as temperaturas de 6-8°C, alguns vinhos espumantes mais raros podem ter a exceção de serem servidos numa temperatura de 8-10°C onde os aromas mais complexos podem ser melhor avaliados e percebidos em prova, mas na dúvida melhor servir na primeira temperatura e logo na própria taça poderá chegar a temperatura ótima.
Outro aspecto importante é a abertura da garrafa, deve-se retirar o lacre, abrir as voltas do muselet e em seguida segurar firmemente com o dedo polegar apoiado com a mão a rolha e girar vagarosamente com a outra mão a garrafa, fazendo o menor barulho possível de explosão, grandes e experientes degustadores não fazem barulho e nem desperdiçam nenhuma gota do vinho na abertura.
Muitas vezes o contexto de serviço de espumante pode variar segundo o local, a quantidade de pessoas e até a ocasião, mas o correto é inclinar levemente a taça servir o vinho 2/3 da taça, atenção ao segurar a taça de vinho sempre pela base ou através da haste, nunca pelo bojo para não comprometer a temperatura de serviço, não deixar marcas de dedos e sobretudo para não transmitir deselegância e desconhecimento vínico. Ninguém fala nada, mas quando há alguém no ambiente segurando a taça de vinho pelo bojo, todas as pessoas conhecedoras do Mundo de Baco já sabem que aquela pessoa não entende de vinhos.
6. Sugestões de Harmonizações com as Bolhas Mágicas
A bebida de Baco rica em borbulhas é sem dúvida extremamente versátil, podendo acompanhar toda a refeição desde os aperitivos até a sobremesa. Existem algumas variações de harmonização que podem ser utilizadas observando em primeiro lugar o ingrediente principal do alimento e assim procurar escolher um vinho espumante que melhor case com a comida. Vinhos espumantes rosés são uma excelente pedida para acompanhar canapés de salmão ou camarões. Espumantes com mais corpo e mais complexos podem harmonizar com um Chester Assado. Um espumante tinto pode harmonizar com suíno, cordeiro, embutidos, pratos de carne e até uma pizza. Para brilhar com uma sobremesa os espumantes a base da casta Moscatel são impecáveis para quem gosta dos doces, mas a harmonização por contraste no caso de uma sobremesa casa muito bem com um espumante bruto ou extra-bruto.
7. O Vinho da Celebração
O vinho da celebração é quase universal, ele é sinônimo de alegria e está sempre presente em festas familiares, casamentos, batizados mas sobretudo no réveillon a sua presença é garantida. Gostaria de partilhar com você leitor que este meu artigo é o de número 100 neste blog e portanto nada melhor do que unir a celebração deste momento especial para mim a da hora da virada que está batendo a porta, para celebrarmos juntos as conquistas até aqui, convido você para elevar pensamentos positivos para um novo ano que está entrando, que ele possa ser rico de saúde e conquistas à você leitor. Desde já agradeço todos os feedbacks de você leitor interessado na Cultura Vínica e pela atenção as minhas palavras escritas sobre este delicioso Mundo de Baco.
Os Vinhos Giz são o resultado da verdadeira expressão de um conjunto de qualidades do terroir onde são produzidos na Bairrada, juntamente com a mão habilidosa e rica de conhecimentos do produtor Luís Gomes que possui uma busca constante em fazer o melhor. Esses vinhos, vem despertando sentimentos de muito prazer e contemplamento aos enófilos e aos críticos vínicos que o degustam. Para compreender esse fenômeno é necessário viajarmos na história que esses vinhos carregam em seu DNA, na construção da sua marca, na sua identidade, na sua autenticidade e também conhecer detalhes importantes que o caracterizam tão bem, o Giz.
Breve História
Vindo do mundo da biotecnologia e da ciência o produtor dos vinhos Giz decidiu trabalhar recuperando áreas plantadas com vinhas autóctones e centenárias em Cantanhede, lançou a sua primeira safra no mercado em 2015 e de lá para cá mostrou como o tempo e o conhecimento são aliados na construção de uma marca premium, que foi desenhada desde o início com a preocupação em transmitir qualidade, valor, mas sobretudo autenticidade.
Terroir
As castas de variedades indígenas e vinhedos muito antigos, onde há a predominância nas tintas da Baga e nas brancas da Maria Gomes fazem o field blend que compõem a matéria prima dos vinhos Giz. Os vinhedos centenários estão implantados em área com solos pobres e com pedras, a Bairrada de modo geral se caracteriza com solos argilo-calcários, mas nesta região de Cantanhede existem frações interessantes com maior presença calcária e esse detalhe importante foi determinante para a escolha do nome do projeto dos Vinhos Giz. O clima na região é Atlântico, com a presença da proximidade com o oceano e também fazendo fronteira com as montanhas, os vinhedos dos vinhos Giz são implantados em áreas de colinas com excelentes exposições solares que proporciona maturações alcoólicas moderadas.
Vinho Giz Vinha das Cavaleiras
Vinho Giz Vinha das Cavaleiras 2018
Vinhas antigas da casta Baga, parcela especial denominada Vinha das Cavaleiras, vinificação em lagar, com 20 meses de estágio em barrica de Carvalho Francês.
*Um vinho que fez um afago a minha alma de bairradina, a marca Giz muito presente com a sua mineralidade, uma deliciosa complexidade, taninos completamente domados e uma enologia sensacional que marca pelo belo equilíbrio de corpo, acidez, álcool e taninos. Potencial de evolução ainda por décadas em garrafa.
E em primeira mão além das referências já produzidas que na atualidade já são seis, o projeto dos Vinhos Giz brevemente lançará no mercado um espumante Cuvée de Noir com estágio prolongado de 60 meses de autólise e um outro espumante só com uvas brancas, aumentando as opções aos BacoLovers que desejam provar essas delícias vínicas bairradinas com a marca Giz.
Compartilho com você leitor que para mim foi uma enorme satisfação poder conhecer in loco os detalhes dos Vinhos Giz e neste momento está podendo compartilhar sobre este projeto da minha Bairrada é muito prazeroso, pois compactua com os meus próprios princípios e valores de vida, onde o norte é um trabalho sério, sem pressa, com a busca constante de conhecimento, não medindo esforços a cada dia para fazer o melhor, respeitando a natureza e as pessoas envolvidas em toda a cadeia e sobretudo o consumidor. Desejo ainda mais sucesso aos Vinhos Giz e convido você leitor a degustar o portfólio completo dos Vinhos Giz, pois são todos sensacionais !!!
O “Pani di Toni” na atualidade é chamado de Panettone, é uma receita que tem diversas versões e lendas da sua criação. As mais disseminadas são as que envolvem um padeiro italiano chamado Toni, que vivia e trabalhava na cidade de Milão na padaria Della Grazia, no período do governo do Duque de Milão, o Ludovico Maria Sforza (1452 – 1508).
Uma versão conta que foi inventada por um erro devido imenso cansaço que o padeiro Toni estava na altura na Natal com tantas encomendas de pães e tortas, ele por distração colocou as frutas que seriam para a receita da torta na massa dos pães e ao tentar consertar o problema acrescentou um pouco de frutas cristalizadas, manteiga e ovos na receita, o resultado do erro foi que agradou imensas pessoas. A outra versão do invento da receita foi que o Toni havia se apaixonado pela filha do seu patrão, e na tentativa de agradar a família sobretudo ao seu chefe teria inventado essa receita especial que se tornou uma das mais pedidas na época do Natal fazendo os fregueses pedirem o “Pani de Toni”. Verdades ou lendas o certo é que esta receita italiana é um verdadeiro sucesso até a atualidade e que praticamente para todo lado do mundo o panetone está presente na noite de Natal e claro nada melhor que servir um bom panetone acompanhado de um belo vinho.
Em nossa época atual existem diversas variações de receitas e recheios na produção dos panetones ofertados no mercado na altura no Natal, mas o panetone tradicional com frutas cristalizadas, uvas passas e amêndoas é ainda o mais produzido e comercializado em sua pátria italiana e também para muitos lados do mundo. Este tipo de panetone pode ser harmonizado impecavelmente com um belo espumante e dependendo do gosto das pessoas que irão degustar essa iguaria, podemos fazer uma harmonização por similaridade sensorial como por doçura com um espumante a base da casta Moscatel ou até um Prosecco produzido com a Glera pois apresentam geralmente um nível de doçura maior. Também podemos fazer uma harmonização por contraste utilizando também um delicioso espumante Extra Bruto ou um Bruto Nature, onde a doçura do panetone se contrapõe a secura do espumante, formando um delicioso casamento.
Panetones com gotas de chocolates, chamados também de Chocotones no Brasil podem ser perfeitamente harmonizados com um bom vinho do Porto LBV e os panetones recheados generosamente com chocolates fundidos podem fazer um belo pairing com um vinho do Porto Vintage. Há receitas de panetones com sabor de frutas cítricas como laranja, esses podem ser uma pela pedida de companhia para um vinho botritizado, já os com recheio de doce de leite podem harmonizar com um colheita tardia.
Há diversas possibilidades de harmonizações diferentes e o que na verdade pode ser mais determinante é primeiramente o seu gosto pessoal e também o que você pode ter em mãos mais facilmente, o restante é ir desbravando os aromas e sabores que também podem ser encontrados e harmonizados no momento das sobremesas natalinas. Desejo excelente noite de Natal e Consoada à você leitor. Saúde!
As deliciosas rabanadas marcam presença em quase todas as mesas de Natal, elas podem ser fritas ou assadas, servidas de forma simples ou adicionadas caldas de diversos sabores, na Inglaterra são chamadas de Eggy Bread, nos Estados Unidos de French Toast e na França de Pain Perdu. O interessante desta delicatéssen é a sua simplicidade e que em sua história está marcada por ser um alimento produzido a partir do aproveitamento do pão dormido, e que antigamente eram dadas para mulheres após o parto, pois acreditava-se que as rabanadas potencializavam a produção do leite materno. Histórias ou lendas não se sabe bem, o certo é que são deliciosas e que fazem parte da cultura e tradição de muitos lares nesta época do Natal.
Rabanadas podem ser harmonizadas com alguns estilos diferentes de vinhos dependendo como são confeccionadas ou servidas. Se elas forem servidas de formas simples sem caldas casam bem com um bom Espumante. Já as rabanadas servidas com calda de laranja uma boa sugestão é um cálice de um excelente vinho Madeira. As que são servidas com calda de vinho do Porto fazem um excelente pairing com um bom vinho do Porto. Há também quem sirva as suas rabanadas com uma bola de sorvete e para essa harmonização um bom Ice Wine, o vinho do gelo faz um belo casamento.
Desejo à você leitor, que o seu Natal seja rico em aromas e sabores e que possas aproveitar a ocasião para experimentar novas sensações olfativas e gustativas enogastronômicas. Saúde!
O Chester aparece sempre na época festiva do Natal dos brasileiros e brilha como o prato principal da ceia em muitos lares, geralmente é assado inteiro e servido com a pele completamente dourada em uma linda bandeja decorada compondo uma bela mesa de Natal junto de inúmeras outras iguarias e claro ao lado de um bom vinho.
Esta ave possui carne leve, delicada e macia e geralmente começa a ser preparada com uma certa antecedência onde é colocada para marinar em “vinha d’alho” por cerca de 2 a 3 dias antes do Chester ser assado inteiro. Durante esse tempo todos os temperos, ervas e especiarias tendem a serem incorporados nos músculos, afinando ainda mais essa delicatéssen gastronômica tão apreciada no Brasil e que para muitos é muito mais gostoso devido ter a carne mais suculenta comparada ao seu concorrente o Perú. Geralmente o Chester é servido acompanhado de arroz com frutas secas, farofa com amêndoas torradas e um delicioso salpicão.
Para criar um casamento perfeito com essa delícia natalícia a escolha de um bom vinho é necessário, e para harmonizar um Chester servido de forma tradicional assado é indispensável observar algumas condições como a analogia de cores e sabores, a carne clara desta ave já predispõe um vinho claro, os condimentos que são utilizados para marinar essa ave podem lhe conferirem mais algumas informações gastronômica interessantes, portanto deixo-vos duas opções de escolhas de vinhos. A primeira um vinho branco de corpo médio, boa acidez, aromas e sabores elegantes, podendo ter ou não leve passagem em barrica como um Pouilly-Fumé ou um Arinto da Bairrada. Como segunda sugestão um vinho rosé de bom corpo, ótima acidez e com riqueza de sabores e aromas, com alguma passagem em barrica conferindo algumas notas delicadas, como os vinhos Phenomena e o Rosa Celeste.
Desejo uma excelente noite de Natal à você leitor e que não falte em sua mesa a harmonia de uma boa enogastronomia. Saúde!
*Curiosidades Sobre o Chester*
Essa ave não recebe esse nome devido a sua espécie e sim devido ser uma marca registrada, a marca Chester®. Sua história é bem interessante e curiosa pois nasce fruto de um trabalho de uma empresa brasileira especialista em criação de animais querer se diferenciar no mercado que até então só se tinha o Perú como produto para venda na época do Natal. A empresa a partir de 11 tipos de linhagens de aves escocesas efetuou através do trabalho de melhoramento genético criterioso uma seleção de marcadores moleculares, que caracterizavam as qualidades que desejavam para se chegar ao produto final, que possui inúmeras vantagens frente aos concorrentes ao qual se destaca a disposição muscular de 70% do peso da ave estar distribuído no peito e nas coxas comparado a um outro frango que possui somente 40%, a precocidade de idade e peso para o abate também é algo importante a se destacar.
Este pequenino país em área territorial reserva uma enorme história, tradição, costumes e hábitos culturais. Nada mais português em uma mesa de Natal ou Consoada de ter itens que compõem o DNA dos povos lusos e que carregam uma forte tradição da sua cultura. É quase unânime terem o Bacalhau como o prato principal confeccionado de diversas maneiras que vai desde o cozido acompanhado de batatas e couve até pratos mais elaborados como o Bacalhau Gomes de Sá, Bacalhau com Natas e Bacalhau a Zé do Pipo. Nesta delícia de mesa o azeite, o ouro em líquido brilha podendo vir de várias regiões do país, o pão ou a broa também estão presentes e o néctar de Baco escolhido pelo anfitrião para acompanhar este momento especial em família é sempre um vinho muito especial.
Apesar de vir de águas do extremo Norte do Oceano Atlântico, o Bacalhau “Gadus morhua“ é beneficiado em terras lusas passando pela salga e secagem, os portugueses sempre o tiveram como um ingrediente muito importante para compor as suas refeições desde o século XIV, época dos Descobrimentos e se tornaram grandes especialistas na preparação desta iguaria tão apreciada em diversas partes do mundo, como também no Brasil. Alguns detalhes importantes são ao seu aspecto quando em salga apresenta-se com cor palha e uniforme, mas quando passa por cocção suas lascas mostram-se claras e com sabor incomparável. O tempo de cozedura e a confecção com os outros ingredientes é importante para que o mesmo seja servido à mesa com excelente aspecto na noite de Natal.
O azeite ajuda a controlar os níveis de colesterol, ajuda na saúde do coração e cérebro, é uma fonte de antioxidante e pode ajudar como anti-inflamatório natural, esse líquido tão especial é produzido nas mais diversas regiões do país com características sensoriais e organolépticas diferentes agradando mais a uns do que a outros conforme os tipos das azeitonas, a maneira de se extrair e também o terroir onde ele é produzido, mas há algo unânime que é a presença sempre de um bom azeite em mesa portuguesa.
Os ingredientes são simples podendo ser até só farinha, água, sal e fermento, mas cada casa tem a sua maneira de preparar e assar seus pães tradicionais e que compõem praticamente todas as refeições portuguesas e não podem ficar de fora também na noite da Consoada.
Escolher um bom vinho para harmonizar com essa délicatesse gastronômica que foi preparada para a noite da Consoada é extremamente importante para que seus momentos em família sejam ainda mais agradáveis e inesquecíveis. Para o inicio da escolha, é necessário observamos a composição do prato, afinal o Bacalhau tem inúmeras formas de apresentação à mesa e devemos a partir disso decidir qual o melhor vinho servir para cada menu. O Bacalhau mais tradicionalmente consumido na mesa do Natal portuguesa é o Cozido com Batatas e Couve, regado de azeite de excelente qualidade. Uma excelente sugestão de uma combinação para fazer um bom casamento seria um vinho branco com um bom corpo e estrutura, como um Encruzado da região do Dão que tenha passado por barrica e batonnage, esse pairing se torna impecável.
Desejo excelente noite de Natal ou Consoada à todos e que não falte bacalhau, azeite, pão e vinho sobre à mesa, afinal isto é uma casa portuguesa com certeza !!!
Em um evento em Mendoza-Argentina, no fim do ano passado foi anunciada a lista Top 50 do The World’s Best Vineyards 2022 – certame internacional que elege as melhores vinícolas do mundo para se visitar. Organizada pela empresa inglesa William Reed, a mesma que organiza o International Wine Challenge, um dos maiores concursos de vinho do mundo, a iniciativa chega a sua 4ª edição. Cerca de 500 especialistas ao redor do mundo (sommeliers, jornalistas, enólogos, viajantes) votam avaliando a qualidade da experiência ao se visitar a vinícola. Contam itens como arquitetura, gastronomia, ambiente, serviços, cordialidade do atendimento, hospedagem, degustações e visitas guiadas.
O enoturismo é um nicho em franco crescimento no mundo, aproximando o consumidor do produtor e gerando empregos.
Na edição 2022, a Bodegas Zuccardi, que sediou o evento, recebeu o título especial “Hall of Fame”, já que ganhou todas as três edições anteriores
O ranking deste ano teve no topo a italiana Marchesi Antinori, com sua uma propriedade histórica, Badia Coltibuono, na região do Chianti na Toscana. Veja os demais vencedores:
Está rolando aquele decantado calor no coração que é marca do verão no Rio, e a ordem é se divertir a céu aberto. Diante das paisagens que lembram a moradores e turistas que essa é uma das mais belas cidades do mundo. Na estação dos terraços, ou rooftops, a música é acompanhada por drinques e petiscos atraentes, da orla ao Centro. Como cantava o Tim Maia: “Numa relax, numa tranquila, numa boa”.
O visual na Urca é coisa de cinema, aos pés do Parque Bondinho Pão de Açúcar, cercado pelo verde das montanhas. O rooftop do Hills (Praça General Tibúrcio, 520, Urca, tel.: 99257-6789), casa que tem também ambientes de restaurante e lounge, recebe aos domingos a festa Pôr do Hills, das 14h às 22h, com o DJ João Gabriel. É vasto o cardápio do chef Fabrício Chagas, e há petiscos descontraídos como os croquetes de moqueca com aioli de dendê e coentro (R$ 55,00, seis unidades). Para o brinde, o coquetel bee queen (R$ 38,00) leva gim Beefeater, limão, mel, pólen de abelha e espuma de mel.
Terraço Botafogo: visão em 180 graus da enseada//Divulgação
Aberto em dezembro para encarar do alto o verão, o Terraço Botafogo funciona no 9° andar do Botafogo Praia Shopping (Praia de Botafogo, 400), com vista privilegiada da Baía de Guanabara e do Pão de Açúcar. O espaço abriga o Brewteco, bar premiado de cervejas artesanais, além de um espaço da Heineken, e os clientes têm à disposição mais de 20 torneiras de chope, com bons petiscos de bar. Um exemplo é a polenta croquentosa (R$ 30,00), que são cubos de polenta frita com molho gorgonzola. Para acompanhar, o chope traçado (R$ 14,00) é a IPA da casa, cítrico e refrescante.
Belmonte: Dois Irmãos ao fundo no pôr do sol do verão/Tomás Rangel/Veja Rio
A vista engloba toda a Praia de Ipanema, do Arpoador ao Morro dois Irmãos ao fundo, onde o sol se põe na estação do calor. E tome fotos com drinques na mão e o horizonte por trás, no terraço da oitava filial aberta do Boteco Belmonte (Avenida Vieira Souto, 236, Ipanema, tel.: 2267-9909), a maior aposta da rede no cenário carioca. Estão lá a famosa empada aberta de camarão com catupiry (R$ 23,00), e pratos como a picanha à brasileira, com arroz farofa e batata (R$ 190, para duas pessoas). O chope da Brahma é o campeão de audiência nos copos (R$ 12,00).
Emiliano: gastronomia requintada com o mar ao fundo//Divulgação
Jantar de cozinha premiada com a vista “aérea” de Copacabana que o mundo todo aplaude é um programa luxuoso no rooftop do hotel Emiliano Rio (Avenida Atlântica, 3804, Copacabana, tel.: 3503-6620), com piscina de borda infinita que se une à paisagem. De quarta a sábado, o menu do jantar é aberto a não hóspedes, preparados com produtos orgânicos e ingredientes da estação. Há entradas como o tartare de atum com azeite raspas de limão siciliano, molho de missô e ciboulette, servido com mix de folhas (R$ 49,00), antes de pratos a exemplo do espaguete negro de tinta de lula com frutos do mar, vinho branco e coentro (R$ 59,00).
Nosso: clima mais intimista e a cozinha do chef Bruno Katz//Reprodução
O balcão é belo e disputado no primeiro andar, integrando o bar à cozinha do Nosso (Rua Maria Quitéria, 91, Ipanema, tel.: 99619-0099), mas é no terraço charmoso que ficam as mesas mais disputadas da estação, com bar próprio a céu aberto sobre a praça Nossa Senhora da Paz. Eleito o melhor gastrobar na última edição do Veja Rio Comer & Beber, o endereço traz a chancela de qualidade do chef Bruno Katz e do bartender Daniel Esteves. Do primeiro, vem a melhor caprese do verão (R$ 44,00), com mescla de tomates coloridos de leve defumação, iogurte grego da casa, picles de cebola e croûtons de sourdough. Do segundo, o drinque tarte tatin fizz (R$ 38,00), com gim bombay saphire, suco de maçã gaseificado, caramelo salgado e limão siciliano.
Selina: lâmpadas penduradas e os Arcos da Lapa na moldura natural//Reprodução
Não só de mar vivem os cartões postais da cidade, e curtir um pôr do sol com vista para os Arcos da Lapa pode ser um progama para lá de animado no The Rooftop, do hotel Selina, na Lapa (Rua Visconde de Maranguape, 9). Há gente de todos os cantos do mundo atrás das vibrações festeiras cariocas, com bar de drinques, DJs e shows de voz e violão programados para os fins de tarde na estação. O drinque green apple mojito (R$ 33,00) é feito com rum brasileiro Parnaioca, hortelã, xarope de maçã verde e água com gás. E a jupiteria (R$ 31,90) é delicioso sanduíche vegetariano: almôndega de cogumelo, tomate confit e queijo fundido na baguete de fermentação natural. De manhã, às 7h, há sessões de meditação guiada no terraço. A programação pode ser conferida no site do Selina Lapa.