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Master Sommelier do Le Cordon Bleu compara vinho e caipirinha

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Em sua primeira visita ao Brasil, Matthieu Longuère, Master Sommelier e gerente de desenvolvimento de vinhos do Le Cordon Bleu de Londres, admitiu ter tido pouco contato com rótulos nacionais. Antes de desembarcar no Rio de Janeiro para comandar o jantar A Arte da Harmonização, no Signatures, ele havia provado vinhos das produtoras Aurora e Miolo. “O Brasil é provavelmente um dos países dos quais provei menos vinhos”, afirmou à coluna GENTE. Detentor do Diploma de Master Sommelier desde 2005, o francês integra o grupo de 279 profissionais com a certificação no mundo.

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Para Longuère, o principal entrave está na baixa disponibilidade no mercado europeu. Segundo ele, um único importador atende a Europa, a Irlanda e o Reino Unido e trabalha com apenas seis ou sete produtores brasileiros. Somados aos custos de produção e aos impostos, os preços finais perdem competitividade diante de vinhos do Chile e da Argentina. “Quando chegam à Europa ou ao Reino Unido, não são necessariamente competitivos, a menos que a pessoa queira especificamente beber um vinho brasileiro”, explicou.

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O sommelier acredita que restaurantes brasileiros no exterior podem ajudar a ampliar esse espaço ao unir os rótulos à experiência gastronômica do país. Mas existe um concorrente difícil de superar: “O problema é que a caipirinha faz sucesso demais. Quando as pessoas pensam em uma bebida do Brasil, pensam primeiro na caipirinha”, brincou.

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Fonte:

Vinho – VEJA