Petiscos, massas, pizzas, sobremesas e um mundo de vinhos, com mais de 300 rótulos é a oferta do Vino!, que abriu em Botafogo com ambiente charmoso, sofás e muitas garrafas nas estantes, além de mesas na varanda.
Para as inúmeras possibilidades e harmonização e diversão, o cardápio traz opções como a tradicional burrata ao pesto, com tomatinhos (R$ 69,00), camarões ao pil pil (R$ 89,00), e carpaccio de polvo (R$ 59,00).
Na ala das massas há nhoque ao molho pomodoro e fonduta de queijo (R$ 45,00), e o clássico espaguete à carbonara (R$ 59,00), harmonizado com um bom vinho tempranillo, ou um mignon com risoto de parmesão (R$ 79,00), para o qual a casa sugere um tinto da uva tannat.
O sanduba da Nonna (R$ 69,00) é um polpetone à parmegiana no pão artesanal com batatas rústicas, e entre as pizzas há sabores como burrata e pomodoro (R$ 56,00). Entre as sobremesas, destaque para a torta de chocolate com calda de Nutella (R$ 29,00), que pode ser harmonizada com vinhos do Porto Ruby ou Tawny.
Em discurso na Câmara dos Vereadores de Caxias do Sul nesta terça, Fantinel atacou os “trabalhadores baianos” que foram encontrados em condições desumanas e defendeu a contratação de mão de obra argentina em substituição a eles nas vinícolas.
“O patrão vai ter que pagar empregada para fazer limpeza para os bonitos todos os dias também? É isso que vai ter que acontecer? Temo (sic) que botar eles em hotel cinco estrela (sic) para não ter problema com o Ministério do Trabalho?”, questionou.
O discurso gerou indignação e Fantinel foi expulso do partido. Em nota, a direção nacional do Patriota disse não compactuar com as posições do vereador.
“O discurso está maculado por grave desrespeito a princípios e direitos constitucionalmente assegurados, à dignidade humana, à igualdade, ao decoro, à ordem, ao trabalho, já que se refere de forma vil a seres humanos tristemente encontrados em situação degradante. Esta situação torna inconciliável a sua permanência nas fileiras do Patriota, partido que prima pelo respeito às leis, à vida e à equidade. Diante disso, o Patriota Nacional vem comunicar Vossa Excelência, Exmo. Sr. Sandro Luiz Fantinel, vereador de Caxias do Sul/RS que fez uso desabonador da tribuna no exercício do mandato, quanto à sua expulsão das fileiras do partido na data de hoje”, diz o partido.
A maior premiação da gastronomia mundial tem chances de ocorrer no Rio em futuro próximo. Evento que é uma espécie de Oscar da gastronomia, e reúne os melhores chefs do planeta, o The World’s 50 Best pode ser uma cartada de ouro em relação ao turismo na capital.
A presidente para o Brasil do prêmio, Rosa Moraes, participou de uma videoconferência tendo como tema a Promoção Internacional da Gastronomia Brasileira, onde estiveram presentes a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, e representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
No encontro, Rosa Moraes anunciou que as negociações para que a premiação ocorra no Rio estão adiantadas. “Sabemos que o turismo nas cidades-sede tem um incremento importante, porque há chefs do mundo todo com suas equipes, fazendo a economia girar. Estamos muito animados”, afirmou.
Em 2023, o The World’s 50 Best será em Valencia, na Espanha, no dia 20 de junho. O prêmio também faz anualmente a festa de seleção dos melhores da América Latina. Em 2022, o Rio viu pela primeira vez um restaurante da cidade entre os 50 melhores, com o Oteque, do chef Alberto Landgraf, ficando na 47ª posição.
Depois do resgate de mais de 200 trabalhadores em um alojamento em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, submetidos a trabalho análogo à escravidão durante a colheita da uva para uma empresa, a Oliveira e Santana, que prestava serviço para vinícolas como a Aurora, a Cooperativa Garibaldi e a Salton, a entidade que representa as empresas, o Centro da Indústria e Comércio de Bento Gonçalves (CIC-BG), emitiu um posicionamento deplorável colocando na conta de programas sociais a culpa pelas criminosas condições nas quais os funcionários se encontravam.
“Situações como esta, infelizmente, estão também relacionadas a um problema que há muito tempo vem sendo enfatizado e trabalhado pelo CIC-BG e poder público local: a falta de mão de obra e a necessidade de investir em projetos e iniciativas que permitam minimizar este grande problema”, começa a justificativa mambembe. “Há uma larga parcela da população com plenas condições produtivas e que, mesmo assim, encontra-se inativa, sobrevivendo através de um sistema assistencialista que nada tem de salutar para a sociedade”, pasme o leitor, encerra o texto.
No mesmo posicionamento, a entidade afirma que “é fundamental resguardar a idoneidade do setor vinícola, importantíssima força econômica de toda microrregião” e que “é de entendimento comum que as vinícolas envolvidas no caso desconheciam as práticas da empresa prestadora do serviço sob investigação e jamais seriam coniventes com tal situação”. A Justiça responderá à última questão.
Na última sexta-feira, a cidade estava lotada, era um dia para se comemorar em operações de bares e restaurantes da cidade. No entanto, um trecho da badalada rua Humberto de Campos, no Leblon, endereço de muitos nomes premiados da gastronomia do Rio, não teve muito o que comemorar. Um grande trecho do endereço sofreu, ali, seu primeiro apagão de luz; afetando a vida de comerciantes e moradores da região.
A Light foi acionada e uma equipe foi destinada ao local na manhã de sábado. Durante todo final de semana, um processo de intermitência na iluminação foi vivenciado por moradores e comerciantes da região. Vale salientar que as operações do Pabu, San e Gelateria Piemnonte devem amargar enormes prejuízos, uma vez que produtos de gastronomia de origem nipônica e sorvetes são altamente perecíveis.
Até o fechamento dessa nota, uma parte da rua permanece sem luz e os restaurantes seguem de portas fechadas. “Amanhã estaremos contratando um gerador, mas o descaso da Light é absurdo, impensável. Os restaurantes nesta rua empregam mais de uma centena de famílias e isto impacta na vida de muita gente”, diz Martin Vidal gestor do San, indignado.
Nossa coluna entrou em contato com a assessoria da Light, mas não obteve retorno.
O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, destacou, nesta segunda-feira (27), a importância de uma Política Nacional de Direitos Humanos, ao comentar as denúncias de trabalho análogo à escravidão cometidas por empresa terceirizada contratada para prestar serviços a vinícolas localizadas no Sul do país.
“O caso dos trabalhadores resgatados em situação semelhante à de escravo em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, mostra a necessidade de uma Política Nacional de Direitos Humanos”, disse ele em Genebra, na Suíça, onde participa da 52ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).
O ministro disse ainda que solicitou a convocação de uma reunião extraordinária da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae).
“Diante das graves denúncias dos últimos dias, eu solicitei a imediata convocação de uma reunião extraordinária da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, a Conatrae, para que nós articulemos as ações que possam e que deverão ser tomadas nos casos, como exigir a apuração na esfera criminal, na esfera trabalhista.”
Segundo Silvio Almeida, um procedimento administrativo está sendo instaurado, e os trabalhadores resgatados estão recebendo apoio do governo.
“Determinei à Coordenação-Geral de Combate ao Trabalho Escravo do ministério a instauração de um procedimento administrativo a fim de que nós possamos tomar as providências necessárias para a proteção desses trabalhadores, bem como fazer as interlocuções necessárias com os órgãos envolvidos para implementar fiscalização e saber, também, qual o estado dessa questão na região”, afirmou.
“De forma mais ampla, determinei também à secretária Nacional de Proteção e Promoção dos Direitos Humanos, Isadora Brandão, que trace um diagnóstico acerca do estado da política nacional de erradicação do Trabalho Escravo no Brasil porque, certamente, não se trata de um caso isolado, sabendo como se dão as relações de trabalho em nosso país”, completou.
Continua após a publicidade
A maioria dos 207 trabalhadores resgatados é procedente de municípios da Bahia.
O Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul informou que os trabalhadores já receberam parte das suas verbas rescisórias; e, com exceção de 12 deles, já retornaram para o estado de origem.
Entenda o caso
Na noite da última quarta-feira (22), uma ação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF) e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou os 207 trabalhadores que enfrentavam condições de trabalho degradantes em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.
O resgate ocorreu depois que três trabalhadores que fugiram do local contactaram a PRF, em Caxias do Sul, e fizeram a denúncia. Os trabalhadores, que foram atraídos pela promessa de salário de R$ 3 mil, relataram enfrentar atrasos nos pagamentos dos salários, violência física, longas jornadas de trabalho e oferta de alimentos estragados. Eles relataram ainda que, desde que chegaram, no início do mês, eram coagidos a permanecer no local sob pena de pagar multa por quebra do contrato de trabalho.
Na ação da semana passada, a PF prendeu um empresário baiano responsável pela empresa. Ele foi encaminhado para o presídio de Bento Gonçalves.
Em nota, as vinícolas disseram que desconheciam as irregularidades praticadas contra os trabalhadores recrutados pela terceirizada Oliveira & Santana, prestadora de serviços terceirizados.
O Fénix está de volta com uma nova envergadura nas assas e elas agora tem o tom belíssimo “rosé“. Conforme já havia adiantado que teríamos em breve novidades no artigo ” O Fenômeno Fénix “, que publiquei em setembro de 2022, o produtor Prior Lucas lançou no último dia 13 o seu novo vinho deste projeto arrojado, e este veio para evidenciar ainda mais todo o poder que o seu nome carrega e de fato o fazendo jus em cada pormenor.
O novo vinho Fénix P Rosé é um vinho que similarmente ao seu antecessor vem marcar pela diferença na qualidade ímpar do vinho em si, mas sobretudo pela filosofia implantada dos detalhes dentro da cadeia produtiva do vinho. O foco do projeto Fénix é a reutilização de materiais no universo dos vinhos, desde o início da cadeia com a recuperação de vinhas abandonadas na região da Bairrada, reformas e reparos de barricas esquecidas pelo tempo, o reuso de garrafas de vidro e a utilização de materiais de fácil reciclagens nas embalagens e rótulos. Todos esses detalhes juntos são o que compõem esse projeto filosófico do mundo dos vinhos.
É um vinho rosé de Baga, provindas de uma única vinha, a da Bela Cruz, que possui um solo argilo-calcário com predominância de mais calcário e um clima com influência do Atlântico. Este vinho rosé fermentou e estagiou em cubas de Betão por cerca de 9 meses e depois estagiou em tonel reutilizado de mogno e macacaúba por mais 6 meses. Foram produzidas somente 1200 garrafas deste néctar onde se destaca a elegância e a finesse. Um vinho que apresenta aspecto límpido, de intensidade pálida e cor rosa. Já no nariz apresenta intensidade pronunciada com aromas de fruta como morango e cereja, em boca mostra-se seco, boa acidez e bom corpo, com intensidades de sabores pronunciados como além das frutas sentidas ao nariz, apresenta uma mineralidade e com bom fim de boca. Um vinho que pode casar com belos pratos a base de frutos do mar e salmão.
Fica o convite à você leitor, quando possível degustar esse novo vinho Fénix P Rosé, um vinho que não o deixará indiferente e que lhe convidará ir a mesa. Desejo boas provas e saúde!
https://priorlucas.pt Travessa dos Troviscais AZ3, 3020-886 Souselas, Coimbra – Portugal 40.296863, -8.417809 (+351) 919 195 577 invinopriorlucas@gmail.com
O Château de Parnay foi classificado como Monumento Histórico da França (2010), está localizado em Saumur Champigny e data a sua construção finais do século XV, passou por vários fatos trágicos históricos inclusive a sua própria destruição por um grande incêndio (1794), foi reconstruído (1820) já num estilo renascentista. Em 1887 Antoine Cristal figura icônica e histórica desta propriedade o compra, após a sua morte a propriedade passa para herdeiros e depois investidores.
Local de degustação e venda dos vinhos do Château De Parnay, imagem por Dayane Casal (Fev-2023)
Em 2006 os senhores Mathias Levron e Régis Vincenot o compram e se dedicaram num trabalho especial nas vinhas de Parnay com o objetivo de perpetuar a qualidade e as tradições do local, utilizaram a sua experiência obtida no Château Princé, efetuando um trabalho importante nos vinhedos observando o controle de rendimentos e o nível da qualidade das próprias vinhas. Eles focaram-se em restaurar o Château de Parnay, o elevando novamente, inspirados por seu ilustre antecessor, o Antoine Cristal.
2. Quem foi Antoine Cristal ?
Ficou conhecido também como “père Cristal” ou pai Cristal, foi um francês extremamente inteligente, com modesta formação de cultura elementar, viveu entre 1837 a 1931, morreu com 93 anos e sua vida foi registrada por dois grandes períodos, o primeiro como um ávido comerciante onde fez fortuna milionária e bons relacionamentos com diversas pessoas importantes na época, o segundo período após os seus 50 anos dedicou-se a viticultura como importante “vigneron”. Era uma mente inquieta e fez muitas experiências, foi o idealizador da técnica de produção implantada no “Le Clos d’Entre les Murs” do Château de Parnay. A filoxera chegou na região em 1890 devastando os vinhedos, ele foi um dos idealizadores e primeiro a implantar a técnica de enxertia na região, em seguida abriu uma escola de enxertia ajudando assim a revitalizar os vinhedos de Angevin e Touraine, também foi um dos primeiros a usar fios de ferro nas vinhas.
Antoine Cristal “Pai Cristal”
Antoine Cristal não só investiu muito dinheiro, mas sobretudo seu próprio tempo, sua energia, fez fluir a sua imaginação e modernizou os negócios que o levaram a ter um grande sucesso. Os seus néctare rapidamente começaram a ser conhecidos em muitos lugares, em grandes feiras e em competições. No ano de 1891 o seu vinho ganhou o prêmio de honra da cidade de Saumur, já em 1894 o seu branco foi premiado com medalha de ouro na competição da cidade de Paris. Os preços e as honras foram consequentemente se elevando e em 1908 chegou em Londres e em 1905, a sua produção venceu o de Château d’Yquem na Feira Agrícola de Paris.
3. O “Clos d’Entre les Murs“
O Clos d’Entre les Murs, Fev-2023
Idealizado e construído por Antoine Cristal em 1894, é um verdadeiro monumento único de um vinhedo no mundo realizado de forma inédita e visionária. São 0,56 hectares de área total dentro de 04 grandes murros de 2,5 metros de altura formando uma espécie de caixa, dentro desse local são distribuídos 11 murros dispostos de forma paralela com altura de 2,0 metros e 0,60 metros de largura cada nas posições Leste a Oeste.
Esquema do vinhedo Clos d’Entre les Murs, por Dayane Casal ( Fev-2023)
Dentro desta área há duas formas de implantação das videiras, uma e a mais extraordinária são linhas de videiras plantadas bem próximas a grande parede dos 11 murros. No lado Norte do murro estão enraizadas as videiras e com a altura de 50 cm de altura há um buraco onde a videira é conduzida a atravessar o murro e a sua área foliar é exposta à direção Sul. No lado Norte a planta desfruta da frescura e umidade do chão e no lado Sul se beneficia do calor com maior exposição em horas de sol, “os pés das videiras ficam no frio e a sua barriga no sol”, assim definiu o idealizador.
A outra implantação são duas linhas plantadas de forma conduzida por arames na área central entre cada um dos murros internos, um detalhe interessante e importante é a diferença do tempo de maturação entre as duas formas de produção evidenciando a genialidade do inventor, as videiras implantadas coladas aos 11 murros que percorrem através do buraco o seu tronco, apresentam níveis desejáveis de maturação fenólica completa cerca de uma semana antes comparadas as que estão implantadas nas áreas centrais.
A casta produzida no Clos d’Entre les Murs é a Chenin Blanc, produz um vinho seco de aromas e sabores complexos , apresentando mineralidade, notas floradas e de frutas, um vinho além de delicioso, um vinho histórico e emblemático.
Imagem do Vinhedo Clos d’Entre les Murs, por Dayane Casal (Fev-2023)
4. Os Vinhedos do Château de Parnay
Os vinhedos estão distribuídos em 35 hectares, dividos em 4 parcelas com solos excepcionais com predominância do calcário, destas, 3 parcelas são em áreas denominadas “La Côte” devido estarem cerca de 200 metros do leito do rio Loire entre as cidades de Parnay e Souzay-Champgny. A quarta área localiza-se em Dampierre-sur-Loire denominada “Butte de la Folie”, terroir excepcional pela sua exposição e oferece uma lindíssima visão das vinhas do Loire.
Vine tractor crop-spraying vines in a vineyard at Parnay, Loire Valley, France
5. Vinhos do Château de Parnay
O Château de Parnay produz vários estilos de vinhos que vão dos tintos, rosés, brancos e espumantes. Os vinhos recebem a denominação de origem Saumur-Champigny para os tintos, Saumur Blanc, Anjou Blanc e Coteaux de l’Aubance para os brancos, Rosé de Loire para o rosé e para os espumantes Crémant de Loire.
Fica aqui a sugestão para você leitor visitar esse icônico vinhedo “Clos d’Entre les Murs” do mundo dos vinhos e também degustar vinhos que contam histórias enriquecedoras de muita cultura. Boas provas e Saúde!
Perto da cidade de Béziers, no sul da França, a vinícola Domaine du Météore — domínio do meteoro, na tradução do francês — chamou a atenção do geólogo Frank Brenker, da Universidade Goethe de Frankfurt, que estava passando férias na região. Localizada em uma depressão circular com 200 metros de largura e 30 metros de profundidade, um dos vinhedos lembra uma cratera de impacto, daí o nome da marca que tem forte apelo comercial. Por muito tempo, a ideia de que um meteoro realmente caíra ali foi tratada como um golpe de marketing para vender vinhos.
Brenker e sua curiosidade mudaram isso. Por meio de análises de rocha e solo, um grupo de cientistas liderados pelo professor universitário provaram que a cratera foi formada pelo impacto de um meteorito de ferro-níquel. Ele e sua esposa coletaram amostras de rocha para análise nos laboratórios da Universidade Goethe de Frankfurt e realmente encontraram os primeiros sinais do acidente geológico.
As crateras podem se formar de várias maneiras, e as crateras de meteoritos são realmente muito raras. No entanto, as várias interpretações de como a depressão poderia ter se formado pareciam pouco convincentes do ponto de vista geológico, disse Brenker. “A microanálise mostrou que as camadas de cor escura em um dos xistos, que geralmente compreendem simplesmente uma porcentagem maior de mica, podem ser veias de choque produzidas pela trituração e fratura da rocha, que por sua vez podem ter sido causadas por um impacto”, escreveu ele, que também encontrou evidências de brecha, fragmentos de rocha angulares unidos por uma espécie de “cimento”, que também pode ocorrer durante o impacto.
No ano seguinte, Brenker levou Andreas Junge, professor de geofísica aplicada, e um grupo de estudantes ao sul da França para examinar a cratera em detalhes. Eles descobriram que o campo magnético da Terra é ligeiramente mais fraco na área interna do que na área circundante. Isso é típico de crateras desse tipo porque o impacto estilhaça ou até derrete a rocha, o que pode contribuir para diminuir essa propriedade.
Com a ajuda de ímãs fortes, os pesquisadores também encontraram esférulas de óxido de ferro de até um milímetro de diâmetro, semelhantes a outras que haviam sido identificadas em outras crateras de impacto. Análises laboratoriais mostraram que continham ferro-níquel, além de um núcleo de minerais típicos do ambiente da cratera. Além disso, os pesquisadores descobriram numerosos microdiamantes de choque produzidos pela alta pressão durante o impacto. “Tudo isso, juntamente com o campo magnético inferior e outros achados geológicos e mineralógicos, nos permite tirar quase qualquer outra conclusão: um meteorito realmente caiu aqui”, concluiu Brenker.