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Sel d’Ipanema

A inspiração é mexicana. Avistam-se por lá cactos e pratos como o guacamole, com pico de gallo e nachos crocantes (R$ 55,00), e o pollo melado, frango frito com molho barbecue, repolho e sour cream (R$ 65,00). O Sel d’Ipanema, porém, não poderia ser mais carioca.

Fincado no calçadão do bairro, no icônico Posto 9, o elegante quiosque, inaugurado há menos de um ano pela Rede Accor, que também comanda o Tropik, em Copacabana, tem tudo o que locais e turistas buscam. Onde mais comer ostras frescas com limão-siciliano e molho xnipek (R$ 85,00, seis unidades), ou um atum selado em crosta de milho torrado (R$ 95,00), com pé na areia e todo o capricho?

E ainda dar um mergulho e voltar à mesa com os pés lavados andando sobre um confortável tapetinho? Ou escolher entre mesas, pufes e espreguiçadeiras para bater palmas para o pôr do sol mais festejado do Rio? Também é possível ali tomar uma margarita de manga (R$ 40,00) ao som de boa música ao vivo nas tardes de sexta, sábado e domingo.

Não por acaso, o Sel se apresenta como um beach club, mas de sotaque ipanemense, com certeza — do ambiente, com garçons desfilando uniformes despojados, ao cardápio leve, saudável e cheio de bossas. É a cara deste território em que o doce caminho de uma certa garota para o mar foi imortalizado.

Preços checados em outubro de 2023.

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Elena

Ex-aspirante a zagueiro que descobriu o ofício de bartender no cinema, tornando-se referência dentro e fora do Brasil, Alex Mesquita mais uma vez encanta o Rio. Hoje, os drinques que ele cria e executa ao lado de seu time ajudam a explicar o sucesso do bar asiático Elena, no Horto.

E este título, que é o quarto de Alex em nossas páginas, veio após extensa e rica estrada. Primeiro, encabeçou uma revolução no Paris Bar, depois guindou o paulistano Tan Tan Noodle Bar ao posto de único brasileiro na lista dos 100 melhores do mundo e também se dedicou a consultorias — do pequeno Sofia, da chef Kátia Barbosa, à rede de hotéis Grand Hyatt.

No Elena, suas alquimias ao copo conversam com a inventiva cozinha do chef Itamar Araújo. A técnica do sous vide (cozimento a vácuo em baixa temperatura) é a nova aliada para infusões e drinques de vivacidade notável. Viajante inveterado, o mixologista promove uma volta ao mundo no balcão, sem repetir destilados, para expor bebidas de diversas culturas.

O drinque shurub (R$ 45,00) é feito com rum de três anos, bourbon Buffalo Trace, cordial de jasmim e conserva fermentada, enquanto o don zapata (R$ 48,00) mescla Tequila 1800 Cristalino com infusão de coco, Aperol, cordial de tangerina e suco de limão-siciliano.

Preços checados em outubro de 2023.

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Dorama

As vidas de Joana Lee, nascida na Coreia, e de seu filho Stephen mudaram completamente na pandemia. Até então, ela ensinava a língua nativa, enquanto ele era professor de taekwondo. Como os alunos tinham curiosidade sobre as comidas que apareciam nos doramas, as famosas séries de TV coreanas, eles costumavam preparar alguns pratos por hobby. Em 2020, o que era lazer virou trabalho, e eles abriram um delivery de culinária do país asiático. Deu certo. Hoje, mãe e filho comandam uma equipe de quinze funcionários no Humaitá. Sucesso absoluto nos folhetins, o hot-dog empanado (R$ 22,00) é uma das entradas campeãs na casa, com salsicha e queijo no palito. Inspirado na produção da Netflix de mesmo nome, o secret garden (R$ 59,00) combina pedaços macios de filé de frango (ou proteína de soja, na versão vegetariana) caramelizados em molho agridoce com pimenta e arroz coreano. De terça a sexta, entre 15h e 19h, a dose de soju, destilado típico, custa R$ 6,00.

Preços checados em outubro de 2023.

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Comer & Beber – VEJA RIO
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É Nóis

Dona Jô, do Morro da Providência, vendia 400 coxinhas de rabada com agrião por mês nas feiras, até ser convidada por João Diamante para o É Nóis, a lanchonete colaborativa do chef na Tijuca. Conseguiu cravar a mesma quantidade em apenas um dia movimentado e está comprando equipamentos, crescendo e aparecendo.

A porta grafitada que reúne empreendedores de áreas mais pobres é só uma ponta do trabalho social vitorioso criado pelo cozinheiro de 32 anos, criado no complexo de favelas do Andaraí, que hoje expande seus negócios pelo viés da inclusão. Nos cinco anos do projeto Diamantes na Cozinha, já são cerca de 3 500 pessoas atendidas, como os 200 alunos recém-saídos de cursos em Madureira, na Zona Oeste, e Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

No recém-aberto Diamante Gastrobar, onde serve pratos com miúdos como as moelas bourguignon, 70% da equipe foram capacitados pela escola que, a disciplinas como plantio, cozinha, confeitaria e marketing, adicionou a matéria diversidade, formando turmas em parcerias com empresas. Em ano marcado por viagem a Benim, na África, para um documentário sobre suas raízes, João alimentou desde moradores de rua, em parceria com a Ação da Cidadania, ao presidente Lula, em jantar com onze chefes de Estado. “Quem cozinhou para o presidente, na verdade, foram todos os pretos, periféricos e favelados do Brasil”, afirma. É Nóis.

Preços checados em outubro de 2023.

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Irajá Redux

O ambiente com peças garimpadas em brechó e cadeiras estampadas traz à memória o saudoso Irajá Gastrô, que jogou holofotes sobre o chef e restaurateur Pedro de Artagão, atualmente à frente de doze operações, de botequim a pizzaria. Nos salões de paredes verdes, o cardápio propõe uma mistura de lembranças e surpresas. Ideal para começar, o angus sando (R$ 48,00), sanduíche de milanesa de black angus, aïoli e pasta de tomate, tem apresentação delicada. Seguindo para os principais, há uma ala de superclássicos, com o famoso arroz de bacalhau (R$ 84,00), além de uma releitura do popular picadinho (R$ 76,00), que reúne uma espécie de risoto de carne, ovo poché, farofa e banana à milanesa, sendo campeão de vendas há exatas duas décadas. No encerramento, o aclamado bolo de brigadeiro (R$ 32,00) pode ser comprado em um carrinho diante do restaurante.

Preços checados em outubro de 2023.

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Parada de Copa

Quem dá as boas-vindas aos clientes na vitrine do balcão de frente para a rua são pernis dourados de 5 quilos, lombinhos com invejável capa de gordura e um rosbife que ensina o que é o ponto certo da carne — vermelhão por dentro e bronzeado na superfície. Estão ali à espera da faca para preencher com altura superior a 10 centímetros as fatias de pão de leite macio.

Qualquer semelhança com antigas madrugadas de Copacabana não é mera coincidência: o Parada de Copa é a moradia das especialidades que fizeram fama no antigo Cervantes, preparadas por onze funcionários que de lá vieram quando a casa fechou durante a pandemia (o endereço reabriu com novo dono e bons sanduíches, porém diferentes).

O serviço é um ponto forte no salão com mesas de mármore preto, onde uma televisão exibe imagens de um menu eclético que vai do bacalhau às pizzas. As estrelas, porém, são sanduíches como o de filé com patê e abacaxi (R$ 47,00) e o tender com queijo e abacaxi (R$ 44,00), além de combos que podem reunir sanduíche de pernil com abacaxi, mais batata frita ou salada, com suco, refrigerante ou chope (R$ 66,00). O salpicão de presunto ou frango desfiado (R$ 27,00) é guarnição que dá para dividir, e o chope da Brahma (R$ 10,00, 300 mililitros) comparece à moda antiga, tirado geladinho da serpentina de 150 metros. A memória carioca agradece.

Preços checados em outubro de 2023.

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Absurda

Pote de ouro no fim do arco-íris é coisa pouca perto da felicidade proporcionada pelos potes cremosos de Henrique Rossanelli, um paulistano de 31 anos e talento incomum para a confeitaria. Depois de começar como faz-tudo no restaurante da família, se encantar pelas sobremesas e trabalhar com o confeiteiro Lucas Corazza, o jovem autodidata que se destacou no reality The Taste Brasil chegou ao Rio pelas mãos de Felipe Bronze, foi aplaudido no Lilia Café, do chef Lucio Vieira, e encontrou em uma casinha centenária do Horto o palco ideal para seu trabalho de toque inconfundível.

Henrique já estava de partida para um premiado restaurante do Canadá quando a pandemia inviabilizou a viagem, levando-o a cozinhar em casa mesmo até surgir o projeto da Absurda Confeitaria. Espirituoso e bem-humorado, ele imprime sua personalidade a doces que aprimoram combinações clássicas com técnicas notáveis em potes como o chantilly de banana, chocolate branco assado com uísque e nuts caramelizadas (R$ 37,50).

Preferido do público, o pavê é feito de cookies caseiros com musse de chocolate branco e ganache do amargo (R$ 29,50). Já o imperdível carrot cake (R$ 24,90) oferece massa fofa com cenoura ralada, nozes, canela, raspas de cítricos e chantili de cream cheese. Se o quindim de gema caipira contém a surpresa do suco de maracujá natural (R$ 24,90), o pudim de leite no potinho (R$ 23,90) é prova de que a perfeição existe — e ela é sem furinho e cheia de amor.

Preços checados em outubro de 2023.

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É circo, é restaurante? Conheça a nova “trattoria circense” da Barra

Sim, as balas coloridas no prato da foto são feitas de massa, com recheio de camarões, sobre fonduta de cream cheese e limão siciliano. E pelo salão coberto com lona de circo, enquanto os clientes degustam, circulam palhaços, mágicos, malabaristas e outras atrações circenses.

+ Garfadas certeiras: um guia dos melhores cardápios da Rio Restaurant Week

A Circus Trattoria é um restaurante temático aberto no Barrashopping (Nível Lagoa, entrada Q), de um jeito que o Rio ainda não tinha visto, com a cozinha de inspiração italiana focada em massas e pizzas.

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A massa “arco-íris”, feita sem corantes artificiais, aparece também em pratos como o fetuccine colorido ao molho alfredo, e as pizzas vêm dentro de bandejas cobertas e formato de minicirco, em sabores como a marguerita: molho pomodoro, mussarela fior di latte, tomatinhos amarelos, basílico, azeite extra virgem e parmesão curado de Araxá.

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Picadeiro: a lona está sobre as mesas, e tem até contorcionista no salão//Divulgação

Nas mesas, a diversão não cessa para as crianças, com muitos lápis de cores e brinquedos como o jogo da memória e o clássico aquaplay. A equipe se veste com figurinos a caráter e a música ambiente também é de circo para completar a experiência.

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O trabalho de São Paulo para entrar na rota do vinho

O aumento expressivo de plantações de uva em São Paulo expõe uma tendência de investimento na produção de vinho e no enoturismo. O cultivo da fruta aumentou 8 vezes neste ano. 

De acordo com dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, em 2023 foram plantados 64.000 pés, contra 7.800 no ano anterior. Além disso, há um investimento na construção de novas vinícolas. 

Nas regiões de Espírito Santo do Pinhal, São Roque, Jundiaí, Louveira e Indaiatuba, cerca de 40 novas vinícolas são construídas, de acordo com a Câmara Setorial de Viticultura, Vinhos e Derivados, vinculada ao governo estadual. Ao todo, o estado tem 250 vinícolas cadastradas.

Um estudo da Embrapa Instrumentação de São Carlos em parreirais em Ribeirão Preto mostra técnicas de agricultura de precisão que permitem o cultivo da uva “Syrah” para produção de vinhos finos de inverno. Os vinhos paulistas teriam características específicas por conta de variações do atributo do solo e da temperatura. 

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“A produção de vinhos finos de inverno tem posicionado os estados da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e São Paulo como a nova fronteira vitícola do País”, diz a Embrapa, em nota.  

Segundo o Governo do Estado, a adoção de técnicas de dupla poda das videiras há 20 anos resultou no aumento da qualidade do vinho. Neste ano, rótulos de São Paulo receberam medalhas na Decanter Wine Awards 2023.

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Vinho – VEJA
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Garfadas certeiras: um guia dos melhores cardápios da Rio Restaurant Week

São 60 restaurantes e o tema “biomas brasileiros”, no qual todos devem se inspirar para suas receitas na Rio Restaurant Week, que começa nesta sexta (3) e vai até o dia 10 de dezembro. Durante o festival, as casas participantes criam menus com entrada, prato principal e sobremesa, em três categorias diferentes: tradicional, plus e premium.

+ Tem até polvo: 6 menus executivos para comer bem sem gastar muito no Rio

Na primeira, o almoço custa R$ 54,90 e o jantar, R$ 69,90. Na plus, o almoço sai a R$ 68,90, e o jantar custa R$ 89,90. Na premium, os preços são, respectivamente, R$ 89,00 e R$ 109,00. O evento sugere a doação de R$ 2,00 para o Gastromotiva, instituição de trabalho social sólido através da comida.

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Nesta edição, a cervejaria parceira Baden Baden selecionou rótulos de seu portfólio para acompanhar os menus nos restaurantes, e uma parceria com o Centro Nacional Interprofissional da Economia Leiteira da França (CNIEL) levará tábuas de queijos franceses para abrir as refeições.

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Bistrô Ouvidor: Barriga de porco marinada e risoto de siciliano//Divulgação

No Bistrô Ouvidor, por exemplo, restaurante que serve almoços gostosos no Centro (Rua do Ouvidor, 52), o menu de R$ 54,90 tem opções como o minicarpaccio com molho mostarda, mix de folhas e cebolas crocantes de entrada; principais como a barriga de porco em marinada cítrica com risoto de limão siciliano; e pudim de maracujá para terminar.

No Gabriela Gourmet, funcionando na casa do Jardim Botânico que abrigou o Malkah, da chef baiana Ísis Rangel, o menu categoria premium traz opções como o duo de pastéis de camarão, e carne seca caramelada; a fritada de bacalhau com salada de folhas e tomate cereja; e a banana real com sorvete de canela.

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A relação completa dos restaurantes e seus cardápios está no site www.restaurantweek.com.br.

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Comer & Beber – VEJA RIO