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Blend BBQ abre a temporada com picanha, torresmo e show de George Israel

A abertura da temporada do Blend BBQ Festival fecha o mês de janeiro com muita carne assando na brasa, DJs e shows para todos os gostos, das “boy bands” dos anos 1990 a bandas de rock, blues e o cantor George Israel, que promove seu baile no domingo. O evento no Uptown, na Barra (Av. Ayrton Senna, 5500), ocorre de sexta (27) a domingo (29), com entrada franca.

+ Do biquíni ao bacalhau: tudo a 61 reais no aniversário do Cadeg

O festival tem curadoria dos chefs Luis Felipe Carril, do Blend Steak Bar, e Luã Tavares, especialista em defumação, e vai oferecer 15 estações, das parrillas movidas a carvão até os pit smokers na lenha, além do visual do fogo de chão. O cardápio traz porções individuais a partir de R$ 20,00. Estandes de cervejarias artesanais completam a festa, que contará com área especial para as crianças.

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As estações:

Costela Fogo de Chão, Sanduíches (Costela Bovina Defumada e Pulled Pork), Bife Ancho, Picanha, Porchetta, Picanha Suína, Fraldinha, Bife de Chorizo, Brisket, Pork Ribs, Cupim Defumado, Arroz de Costela, Burger na Brasa, Pão de Alho, Linguiça e Coração, Galeto na Brasa, Frango Frito BBQ e Torresmo.

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Os shows:

Sexta, das 17h às 23h: Dj Marcio Careca da Rádio Cidade; Capital Elétrico – Tributo ao Rock Nacional; e Vooduo – Clássicos do Rock Nacional e Internacional.

Sábado, das 12h às 23h: DJ MMArques; Rock Street Boys – Especial Boy and Girl Bands dos anos 90; River Raid – Clássicos do Rock Nacional e Internacional; Pepper Spray – Tributo ao Red Hot Chili Peppers; Mais do Mesmo – Tributo a Legião Urbana.

Domingo, das 12h às 22h: DJ Andre Collyer; Pedro Mahal + Buraco Blues – Clássicos do Rock e Blues; George Israel – Baile do George; Road Rock – Tributo ao Queen; Black Circle – Tributo ao Pearl Jam.

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Sustentabilidade e terroir: como vinhos brasileiros ganham reconhecimento

Quando o espumante brasileiro Casa Perini Moscatel foi eleito um dos cinco melhores rótulos do planeta pela Associação Mundial de Jornalistas e Escritores de Vinhos e Licores, em 2017, a Casa Perini, de Farroupilha, no Rio Grande do Sul, já era uma das mais tradicionais do país. Acumulava inúmeros prêmios conquistados mundo afora principalmente graças a seus espumantes de alta qualidade e preço acessível. Mas a notoriedade ajudou a alavancar ainda mais o nome da vinícola. Hoje, quase seis anos depois, são 60 rótulos em um portfólio com os já conhecidos espumantes e uma crescente variedade de vinhos tranquilos.

“Cada novo rótulo é criado a partir de dois fatores principais”, conta Pablo Perini, representante da nova geração da família responsável pelos negócios. Além de sommelier, cuida também do marketing da vinícola. “Ou identificamos uma lacuna de mercado que pode ser preenchida, ou algo da nossa produção foi tão excepcional que justifica um rótulo novo”, diz. Foi assim que surgiram novidades como o rosé Drella (R$ 110), um corte de cabernet franc, merlot e barbera, ou o Benildo Perini Vintage Blend (R$ 350), de alta gama, elaborado com cinco castas (cabernet sauvignon, tannat, alicante bouschet, cabernet franc e merlot) de cinco safras diferentes.

A Perini também lançou uma nova linha, Crudo, de vinhos de baixa intervenção. “São vinhos fora da curva. Não são biodinâmicos, nem orgânicos, mas autorais”, diz Pablo Perini, que também assina a arte individual de cada garrafa. Hoje, são dois rótulos: Trebuono (R$ 186), feito com a uva de origem italiana Trebbiano, e Nero di Bianca (R$ 230), um inusitado corte de merlot, uma uva tinta, e moscato, uma uva branca. Recebeu 91 pontos no guia Descorchados, voltado para os vinhos da América do Sul. São opções que interessam principalmente aos fãs dos vinhos naturais e autorais, uma tendência crescente.

A vinícola também vem se tornando referência em sustentabilidade. Nos vinhedos, mesmo antes das certificações mais rígidas criadas pelo governo, a família já adotava uma série de boas práticas. Cuida dos afluentes e reduz o uso de defensivos agrícolas por meio de técnicas mais modernas, como o chamado TPC (Thermo Pest Control), um jato quente usado nas videiras para protegê-las das pragas, e adota ainda a cobertura verde, que promove o desenvolvimento das uvas e aumenta a complexidade do terroir.

Mais recentemente, a Perini também vem explorando alternativas às tradicionais garrafas de vidro. Alguns dos rótulos da Arbo, uma das linhas da Vinícola, são oferecidos no modelo bag-in-box, a caixa com 3 litros que mantém o vinho fresco por mais tempo. São quatro opções, três tintos (tannat, merlot, cabernet sauvignon) e um branco (moscato).

As iniciativas de sustentabilidade também incluem a retirada das cápsulas de alguns de seus rótulos, como o espumante rosé Aquarela, um dos mais vendidos. “Tornamos as embalagens mais minimalistas, mais limpas, como forma de valorizar o produto. E tem dado certo”, conta Perini.

Quase toda a produção é destinada ao mercado interno, e a variedade de opções é também uma estratégia para atrair um público apreciador de vinho que vem crescendo, especialmente depois da pandemia, mas cujo potencial ainda é enorme. Para ter ideia, dados da Ideal Consulting apontam que cada brasileiro bebeu, em média, 2,64 litros em 2021. O consumo per capita da Argentina é de 30 litros e dos portugueses, os maiores bebedores de vinho do mundo, é de 69 litros. “O mercado doméstico é muito grande, já que a população é muito grande”, diz Perini. Por isso, poucos rótulos são enviados para o mercado externo.

“Mas embora o volume exportado seja pouco, a aprovação do público, técnico inclusive, é surpreendente”, afirma o empresário e sommelier. A quantidade prêmios conquistados pelos rótulos brasileiros e da própria Casa Perini é um indicativo. “Queremos mostrar que o consumidor não tem necessidade de comprar um Prosecco, um Cava ou um Champagne“, diz ele, citando algumas das mais tradicionais indicações de origem de espumantes. “Não queremos ser Champagne. Aqui é o Brasil, temos terroir e produtos sofisticados, de grande valor agregado”, conclui.

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Vinho – VEJA
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Tratamento revolucionário para o cancêr é iniciado no Brasil

Dr. Fabiano M. Serfaty:

A terapia com células CAR T, um tipo de imunoterapia chamada terapia adotiva, é um novo e revolucionário tipo de tratamento contra o câncer. Em 2022, essa nova modalidade de tratamento foi aprovada pela primeira vez pela Anvisa. Em janeiro de 2023, o primeiro paciente foi submetido à terapia com células CAR T na prática clínica, por um grupo de médicas do Rio de Janeiro. Até então, apenas os poucos pacientes tratados no Brasil faziam parte de estudos clínicos. Por isso, convidei a Dra. Luciana Conti, que é medica especialista em hematologia com foco em oncohematologia e transplante de medula óssea,  que foi a médica responsável pelo primeiro paciente a ser tratado com a terapia com células CAR T. Ela compõe a equipe de transplante OncoCell terapia celular, junto com a Dra. Jordana Ramires e a Dra. Patrícia Gonçalves, explica um pouco sobre este tratamento pioneiro e inovador recém-iniciado.

Dr. Fabiano M. Serfaty: O que é a terapia com células CAR T e como ela funciona?

Dra. Luciana Conti: CAR T (sigla em inglês para Chimeric Antigen Receptor T-Cell Therapy) é uma terapia celular que consiste na modificação genética do linfócito T (um tipo de glóbulo branco) do paciente. Essa célula T ganha um receptor de antígeno quimérico específico. Dessa forma, passa a funcionar como um míssil guiado, direcionado para as células cancerígenas. Uma vez que infundimos de volta no paciente, como um medicamento venoso, esses linfócitos se multiplicam e atacam as células tumorais. 

Dr. Fabiano M. Serfaty: Por que esse tratamento é diferente dos outros? Quais são as vantagens da terapia com células CAR T?

Dra. Luciana Conti: A outra terapia celular que temos é o transplante de medula óssea. A diferença é que no transplante de medula óssea alogeneico, ou seja, que precisa de doador, nós substituímos todo o sistema imunológico (de defesa) do paciente pelo do doador saudável. A partir daí, o racional é que diante de um sistema imunológico saudável, a célula do tumor seja identificada e destruída por ele. No CART não há substituição do sistema imunológico do paciente pelo do doador. Não há doador. Além disso, as células modificadas, como são do próprio paciente, não são capazes de desencadear uma doença chamada enxerto versus hospedeiro, que pode ser causada pelo transplante alogeneico.Uma outra diferença importante é que no transplante o paciente tem que estar com a doença em remissão – ou seja, sem doença visível – para que tenha uma boa resposta. Já no CART, o tratamento acontece com a doença em atividade, visível.

Dr. Fabiano M. Serfaty: Quais os efeitos colaterais que podem surgir com a terapia com células CAR T?

Dra. Luciana Conti: Os efeitos colaterais mais comuns da terapia com células CAR T são a síndrome de liberação de citocinas (CRS, do inglês Cytokine Release Syndrome) e as toxicidades neurológicas ou síndrome neurotóxica associada a células imunoefetoras (ICANS, do inglês Immune effector Cell-Associated Neurotoxicity Syndrome). Isso acontece porque as células T se multiplicam atacando o câncer, consequentemente causando uma resposta imune no organismo.A CRS tem inicio, em média, 3 dias após a infusão e se resolve em até 7 dias. Os pacientes podem ter um quadro clínico de gripe ou até mesmo semelhante a sepse. A ICANS geralmente começa 6 dias após infusão e se resolve em até 15 dias. Os sintomas variam muito e incluem confusão mental,  desorientação, podem não conseguir falar por alguns dias, entre outros. No entanto, é  um quadro reversível e pode acontecer junto com a CRS ou não.

Dr. Fabiano M. Serfaty: Quais tipos de câncer a terapia com células CAR T pode tratar atualmente? Quais cânceres estão sendo analisados para a próxima fase dos ensaios clínicos de terapia com células CAR T?

Dra. Luciana Conti: Atualmente no Brasil podemos tratar com a terapia CAR T a leucemia linfocítica aguda refratária até 25 anos e o linfoma não Hodgkin difuso de grandes células B que não responderam a dois tratamentos prévios. Em breve, poderemos tratar o mieloma múltiplo também. Nos EUA pode-se tratar, além das doenças citadas acima, o linfoma folicular e o linfoma do manto. Ainda em fase experimental estão o tratamento de doenças autoimunes e de tumores sólidos.

Dr. Fabiano M. Serfaty: Qual futuro que você enxerga sobre o tratamento com a terapia CAR T na prática clínica?

Dra. Luciana Conti: A história do linfoma difuso de grandes células B e da leucemia linfoblástica aguda mudou com a entrada do CART como opção terapêutica. Isso é um grande avanço para hematologia. Para o futuro, acredito que a indicação de alguns transplantes seja revisitada, bem como indicações para uso mais precoce em alguns canceres hematológicos. Quem sabe teremos novidades para outras doenças também?

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Profissional convidada: 

Dra. Luciana Conti

Médica especialista em Oncohematologia e Transplante de Medula Óssea.

Email: luciana@oncocell.med.br

Linkedin: https://br.linkedin.com/in/luciana-conti-castilho-02046a25

Instagram: @dra.lucianaconti

 

Fontes:

1. Westin J, Sehn LH. CAR T cells as a second-line therapy for large B-cell lymphoma: a paradigm shift? Blood. 2022 May 5;139(18):2737-2746. doi: 10.1182/blood.2022015789. PMID: 35240677.

2.Sterner RC, Sterner RM. CAR-T cell therapy: current limitations and potential strategies. Blood Cancer J. 2021 Apr 6;11(4):69. doi: 10.1038/s41408-021-00459-7. PMID: 33824268; PMCID: PMC8024391.

3. Lin H, Cheng J, Mu W, Zhou J, Zhu L. Advances in Universal CAR-T Cell Therapy. Front Immunol. 2021 Oct 6;12:744823. doi: 10.3389/fimmu.2021.744823. PMID: 34691052; PMCID: PMC8526896.

4. https://www.mdanderson.org/cancerwise/car-t-cell-therapy–9-things-to-know.h00-159221778.html

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Do biquíni ao bacalhau: tudo a 61 reais no aniversário do Cadeg

O Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara, mais conhecido como Cadeg, que ostenta desde 2012 o título de Mercado Municipal do Rio, está completando 61 anos, e a comemoração fixa em R$ 61,00 o preço de vários pratos que servem duas pessoas em restaurantes do entreposto comercial a polo gastronômico de Benfica.

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Até o dia 9 de fevereiro, há desde receitas de bacalhau a combos de vinhos, café da manhã e até biquíni em loja de vestuário, no preço do aniversário. No Beco do Vinho (98879-3052), por exemplo, três garrafas de vinhos portugueses, juntas, saem por R$ 61,00.

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Também fazem parte da ação pratos como o brochete misto do Costelão (98137-5555), com filé mignon, frango e linguiça toscana, além de arroz de brócolis, farofa de ovos e batata sauté; e o filé de peixe crocante com risoto de limão siciliano e mix de folhas, para duas pessoas, do Cucina Penna (3860-1626).

A lista completa está disponível no site do Cadeg.

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Vinícola Salton fatura recorde histórico de R$ 500 milhões em 2022

Divulgação

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Maurício Salton. CEO da vinícola, conta com projeto de expansão dos negócios

A família Salton, dona da vinícola de mesmo nome – a mais antiga em atividade no Brasil – anunciou hoje (24) que o faturamento de 2022 foi o maior nos 112 anos de história da empresa. Foram R$ 500 milhões, um crescimento acima de 10% sobre 2021. Segundo a Salton, com esse desempenho fica mantida a meta de R$ 1 bi até 2030.

“O ano de 2022 trouxe desafios e novas formas de fazer nosso negócio prosperar, com inovações e projetos que nos estimulam, cada vez mais, investir nossos esforços na preservação do meio ambiente, na economia dos nossos recursos e nos cuidados com nossos stakeholders”, diz Maurício Salton, CEO da Salton.

LEIA MAIS: Brasil recebe primeira Indicação Geográfica de vinhos tropicais

No ano passado, foram vendidas 24,5 milhões de garrafas entre espumante, vinho e não alcoólicos. Mais 17,8 milhões de garrafas de destilados. Do total, cerca de um milhão de garrafas foram exportadas para 30 países, dos quais seis foram mercados abertos em 2022 (Gana, França, Holanda, Maldivas, Nova Zelândia e Hong Kong). O destaque são os EUA, mercado do qual a Salton responde por 96% das vendas de espumantes do Brasil a esse país.

Em 2022, a empresa investiu R$ 15 milhões para ampliar os vinhedos, em inovação e modernização do parque fabril. As operações ocorrem em quatro unidades: a Vinícola Salton, em Bento Gonçalves (RS); a Azienda Domenico, em Santana do Livramento, também no estado; mais a Enoteca Família Salton, na capital paulista e o Complexo Presidente, em Jarinu, a 80 quilômetros.

2 agro_vinhos_SalDaniela Radavelli_Divulgação

2 agro_vinhos_SalDaniela Radavelli_Divulgação

Vinícola conta com frutas de 1.032 hectares, entre próprios e de parceiros

Com foco em ESG e no conceito de viticultura 4.0, a partir de seu Núcleo de Inovação, Pesquisa e Desenvolvimento, a Salton desenvolveu projetos como: automatização do campo aos processos produtivos; ciência de dados; fermentação inteligente de espumantes (aplicação exclusiva da Família Salton nesse processo) entre outros. São 1.032 hectares de cultivo de uvas, dos quais 138 próprios e 900 hectares de 300 produtores parceiros.

As inovações em biodiversidade e uso da terra contribuíram para o ‘Estudo de equilíbrio entre o bioma e o uso da terra’, projeto que uniu pesquisa e ciência, o que levou à redução de 99% no uso de herbicidas em seus vinhedos. Para isso, uma parceria com a UFSM (Universidade de Santa Maria) na última safra, trouxe técnicas naturais de controle de pragas. Exemplo foi o plantio de azevém (um tipo de gramínea) que coincide com o ciclo vegetativo da videira, suprimindo o desenvolvimento das plantas daninhas, agindo como um herbicida natural.

Fabiano_Mazotti_DIvulgação

Fabiano_Mazotti_DIvulgação

Vinícola vende para o mercado interno e também exporta para 30 países

Também em 2022, a Salton lançou o “Estudo inédito de inventário de Gases de Efeito Estufa” – o primeiro no setor vinícola brasileiro para estabelecer planos e metas para redução de emissões GEEs. Desenvolvido em parceria com a UCS, o estudo mediu as emissões nas quatro unidades da Salton. A vinícola contabilizou 950,54 toneladas de CO2 e emitidas, contra 15.786,91 de toneladas de CO2 removidas.

A maior parte da remoção de CO2 da companhia provém de áreas de vegetação nativa preservadas pela empresa.  O mapeamento dos escopos 1 e 2, portanto, resultou positivamente em um balanço final de emissões e remoções de CO2. Nos próximos anos, uma terceira etapa será implementada e medirá as emissões que não estão sob o controle da companhia e que a empresa entende como significativas para o resultado e avanços no compromisso com ações relacionadas às mudanças climáticas.

Em 2022, a empresa também deu continuidade aos investimentos no setor de enoturismo na região da Serra Gaúcha. A empresa vai inaugurar em Bento Gonçalves, nos próximos dias, a Casa di Pasto, espaço inspirado na moradia que deu origem à vinícola no final do século XIX. O local integra o roteiro turístico Caminhos de Pedra. Outro investimento de 2022, ocorrido em maio, foi a abertura da Cave dos Espumantes, na sede da Vinícola Salton, no distrito de Tuiuty (RS), com tours guiados que unem história e degustação de produtos.

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Notícias sobre vinhos – Forbes Brasil
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Tendências, como não lê-las?

Entra ano, sai ano, o leitor nos pergunta sobre tendências. Normal! Mas devo dizer que essa lista deveria sempre vir acompanhada de outra, três vezes maior: a de ressalvas. Afinal, são tendências do Oriente ou Ocidente? De países ricos ou pobres? Qual a situação econômica e a herança cultural? E as redes de abastecimento? Disponibilidade de mão-de-obra? E a geografia? Há abundância de recursos? 

Tentar apontar um caminho único é uma grande bobagem. Dito isso, fiz um apanhado do que ando lendo e ouvindo dos especialistas e institutos de pesquisa mundo afora, sempre cruzando com o que acontece aqui. 

Pegue a pipoca, porque o texto é grande!

O que é unânime? Inflação global, a ressaca pandêmica e as mudanças climáticas. Todo o resto está lá, sentadinho à sombra desses fatos.

Sem surpresa alguma, SUSTENTABILIDADE é o assunto que está no topo da lista. E em todas as suas frentes. 

O cliente está mais preocupado com quem investe na redução do lixo ou mira no LIXO-ZERO: com quem aproveita resíduos para compostagem; doa sobras para upcycling; usa aparas de legumes ou cascas de frutas para fermentados, infusões e outras preparações; ou ainda quem escolhe embalagens ‘amigas do meio ambiente’ na hora da compra de insumos. 

Já se nota muito mais investimentos em PROJETOS ARQUITETÔNICOS SUSTENTÁVEIS, que contemplam o uso de energia solar, revestimentos à base de materiais reciclados, sistemas de iluminação inteligente, sensores de presença, lâmpadas econômicas, cisternas que armazenem água da chuva e torneiras inteligentes. Não se trata apenas da escolha de produtores ambientalmente responsáveis.

E mais: a tecnologia, grande aliada da sustentabilidade, acabou com as comandas e há quem tenha abraçado os QR CODES definitivamente, para o desespero de alguns clientes apegados ao papel. 

Também se observa um AUMENTO NO NÚMERO DE MENUS FIXOS como aliados do não-desperdício, já que um cardápio de livre escolha acaba levando a um pré-preparo em quantidade maior, por segurança, que sempre acaba parando no lixo. 

Na outra ponta, o consumidor anda rejeitando menus longos, de vinte pratos. Apesar da CURIOSIDADE SOBRE O PROCESSO, ingredientes e fornecedores estar EM ALTA, o consumidor está MAIS GREGÁRIO depois dos meses de confinamento e com saudades de conversar com quem está do lado, não de ouvir descrições intermináveis. Também nessa linha, restaurantes que fornecem EXPERIÊNCIAS PARA GRUPOS DE AMIGOS também estão sendo mais procurados. 

E por falar em “mais gregário”, volta a tendência das MESAS COLETIVAS com uma novidade: em cafeterias, a explosão da demanda pós-pandemia tornou natural o comportamento de clientes que se sentam com estranhos em mesas de 2 lugares – coisa que antes era restrita a um balcão – e já existem restaurantes que RESERVAM CADEIRAS e não uma mesa inteira para um jantar. 

O crescimento do trabalho remoto flexibilizou horários e o local das refeições. Pode-se trabalhar na praia, na montanha, longe dos grandes centros urbanos ou fazer reuniões em fusos diferentes. Houve esvaziamento da oferta de restaurantes em bairros com vocação puramente comercial, como aconteceu no Centro do Rio e cresce o número de inaugurações LONGE DE GRANDES CENTROS URBANOS. Por fim, aumenta a quantidade de lugares que oferece pratos que tenham jeito de QUALQUER HORA DO DIA, como sanduíches, snacks, pratos com ovos ou batatas. 

Quanto ao modelo de negócios, REDES de restaurantes COM O MESMO NOME FANTASIA estão EM BAIXA, mas isso não casa com a necessidade do empresário de ter escala para fazer face à pressão inflacionária e aumentar a rentabilidade. Então, a CONSOLIDAÇÃO DO SETOR está em plena ALTA, mas com produtos percebidos como diferentes. A mesma rede pode ter um japonês de nome X, um francês Y e uma sanduicheria Z, como é o caso do Grupo Trëma, com o Mäska, contemporâneo com pitada asiática, o espanhol Izär, o francês Brasserie Mimolette e, em breve, o Rudä, de comida brasileira afetiva. 

Outra tendência interessante é o TIKTOK entrando forte na divulgação de marcas para um público jovem, inclusive de comida. 

Como já foi bastante noticiado, o setor vem enfrentando uma grande crise de mão-de-obra, pós-pandemia. Seja porque muita gente ficou desempregada e abriu negócios de comida, o que aumentou a demanda por funcionários de cozinha e salão, seja porque muitos funcionários reavaliaram suas vidas e decidiram encontrar horários mais flexíveis, em outras atividades. Essa carência de mão-de-obra coincidiu com o número inédito de 100 milhões de REFUGIADOS por conta de guerras, violência, perseguições e abusos dos direitos humanos, em 2022. Grande parte desse contingente super qualificado adotou restaurantes como trabalho temporário. Com a guerra na Ucrânia, a tendência continua. 

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Como bem lembra Miguel Pires, crítico do portal português Mesa Marcada, a crise de recursos humanos também levou a outras medidas, que perduram, como o FECHAMENTO DAS CASAS POR MAIS DE UM DIA (OU TURNOS) POR SEMANA para fazer face ao aumento das folgas para os membros da equipe. 

Ainda por conta da escassez de gente, funções vêm se fundindo: o sommelier que também é maitre, o garçom que faz as vezes de commis, o saladeiro que se desdobra em confeiteiro e por aí vai… MAIS GENTE MULTITAREFA é uma certeza para 2023.

PRATOS SAUDÁVEIS continuam em alta, como aconteceu nos últimos anos. ALIMENTOS E BEBIDAS FUNCIONAIS OU ENERGÉTICAS são discretamente mencionados nos menus, sem tirar a poesia da coisa. 

Apertem os cintos: o mercado de CANNABIS em comida e bebidas deve atingir U$3,4 bilhões em 2030. Já existem restaurantes e cafés nos EUA com pratos, drinks e até pães feitos com infusão de cannabis, desde que a USDA legalizou as primeiras fazendas de cânhamo no país. A onda deve ganhar o Mundo. 

Para cruzar tendências mundiais com o que acontece no nosso Brasil profundo, conversei com Aluísio Goulart da Silva e Ricardo Elesbão, da Embrapa Alimentos e Territórios. A dupla confirma que o farm-to-table no nosso Brasilzão segue vingando, com a aproximação cada vez maior de chefs e agricultores, especialmente com foco em alimentos sem agrotóxicos. A GASTRONOMIA DE QUINTAL com base agroecológica também anda em alta, em todo o Brasil. Muitos restaurantes usam ingredientes produzidos em hortas próprias com produtos que não existem no mercado, especialmente PANCS. 

O coração também não larga a mesa. Confirmando uma tendência mundial, receitas de memória afetiva seguem em alta, como comprova Roberta Sudbrack, que sempre soube preservar tradições sem deixar a marca envelhecer. 

Por falta de tempo, a comida do dia a dia agora é ingerida na rua. Aumenta o número de COMEDORIAS sem pretensões, um tanto pasteurizadas, com pratos corriqueiros e imensa guerra de preços. Por outro lado, a inflação e o aumento das habilidades dos clientes confinados, fizeram com que o consumidor mais exigente se recuse a comer na rua algo que saibam preparar bem. CARNES E PRATOS DE LONGA PREPARAÇÃO, daqueles que ficam por várias horas no forno e ninguém tem paciência de fazer, tendem a fazer mais e mais sucesso em restaurantes. 

Ao contrário do que a maioria previa, adotar uma dieta vegetariana ou diminuir o consumo de carnes como medida aliada da sustentabilidade não é a direção predominante. O consumidor segue aumentando o consumo, mas agora PROCURA POR PRODUTOS QUE TENHAM COMPENSAÇÃO AMBIENTAL. É o caso do Rafa Costa e Silva, do Lasai, que só compra carne vermelha de um fornecedor: o Beef Passion, o primeiro com selo verde do Brasil.

Além disso, o mundo segue buscando O APROVEITAMENTO TOTAL DO ANIMAL, para evitar o desperdício. Partes menos nobres do boi, ombro de porco, coxas das aves, cabeças, rabos, orelhas ou pele do peixe. Comeremos todo o bicho que, aliás, também tende a ser preservado por mais tempo. Segue a tendência da MATURAÇÃO dos peixes e carnes. 

Quanto às bebidas, o álcool segue em baixa nas novas gerações. O mote tem sido, “MAIS SPRITZ, MENOS ÁLCOOL”. Por ‘spritz’, entende-se bebidas borrifadas com água gasosa. A geração Z, inclusive por medo da exposição das redes sociais, anda curtindo “mocktails” (coquetéis bonitos e enfeitados, mas sem álcool) tão divertidos quanto o resto e sem a ressaca das fotos do dia seguinte.

O mineiro Henrique Benerick Chaves, da Benerick’s Cocktail Co., concorda com as pesquisas, e acha que muito em breve a onda chega no Brasil, mas por ora acredita que licores como base de drinks estão muito em alta no Brasil. 

Sebastian Alarcon, do Hotel Casas Brancas, em Búzios, um dos melhores em coquetelaria que conheço, está em linha com vários BARES mundo afora. Acredita que a necessidade de economizar nas compras pós-pandemia impulsionou a tendência do “bar laboratório”, que desenvolve SUAS PRÓPRIAS BEBIDAS DO ZERO (sakes, vermutes ou gins) com trapizongas sofisticadas. Sorte a nossa. 

No mundo dos VINHOS, os NATURAIS ou de BAIXA INTERVENÇÃO continuam atraindo o interesse, mas o consumo deixa de ser só “moda” e passa para outro momento, mais crítico. O público entendeu que houve imensa oferta de rótulos ruins que surfaram na onda da novidade e agora exige qualidade. 

Nas cafeterias, LEITES DE ORIGEM VEGETAL seguem em alta e agora são pensados para a vaporização e harmonização com café, conta o barista Emerson Nascimento. Outra informação interessante, também compartilhada pelo Benerick é a do crescimento de DRINKS COM CAFÉ. A diferença para aqueles que víamos nos anos 90, pesados e muito doces, é que a bebida agora é bem mais sofisticada e equilibrada. 

Enfim…

Foram muitos os futuros estudados, mas estes foram aqueles com maior convergência. Antes de exaurir o pobre leitor, vou lá guardar minha bola de cristal. Não sei que jeito terá o bar, restaurante ou cafeteria do futuro, mas tenho uma grande certeza: te vejo por lá.

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Sai, calor! Novos sorvetes são pedidas para toda hora no verão

1- A kombucha pintou nos potinhos gelados da Sorvete Brasil (Rua Maria Quitéria, 74, Ipanema, ☎ 98495-1791). O sorvete probiótico (R$ 19,00 o pequeno) é feito com a bebida fermentada, morango e amora. Está na linha funcional que é a cara da estação.

Gelateria Piemonte: menta sem corante e lascas de chocolateTomás Rangel/Divulgação

2- O gelato After Eight (R$ 18,00 o pequeno) é a novidade da Gelateria Piemonte (Rua Humberto de Campos, 827, Leblon, mais quatro unidades). Inspirado na marca de chocolate, o sorvete de menta, sem a adição de corantes, cobre-se de raspas de chocolate.

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Momo Gelateria: sorbet de caju com água de coco para depois da praia./Divulgação
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3- Entre os mais de 24 sabores produzidos a cada dia na Momo Gelateria (Rua Garcia D’Ávila, 83, Ipanema, ☎ 3495-2469, mais quatro unidades), o caju com água de coco (R$ 20,00 o pequeno) é um sorbet lançado na medida para o verão.

Vero Gelato: uva rosada faz sucesso na vitrine do verão./Divulgação

4- Na lista de criações do italiano Andrea Panzacchi para a Vero Gelato (Rua Visconde de Pirajá, 229, Ipanema, ☎ 3497-8754), a uva rosada (R$ 17,00 o pequeno) é uma exclusividade que é a cara da estação do calor no vaivém a caminho do mar.

Mil Frutas: pitangas vêm do Nordeste para o sorbet./Divulgação

5- A coleção sazonal do Mil Frutas (Rua Garcia D’Ávila, 134-A, Ipanema, ☎ 2521-1384) traz de volta às vitrines o azedinho inconfundível e refrescante da pitanga (R$ 20,00), um sorbet necessário naqueles dias de “maçarico” no Rio.

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Comer & Beber – VEJA RIO
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Pizza, torta basca e café da manhã em novos sabores na praça

> A combinação litorânea de lavanda e limão-siciliano é o tema da torta basca de verão na Da Thábata (Rua Marquês de São Vicente, 52, Shopping da Gávea, ☎ 97497-1991), eleita a melhor torta da cidade na última edição do especial VEJA RIO Comer & Beber. Em fatia (R$ 27,00) ou encomendas nos tamanhos P (R$ 164,00) ou G (R$ 269,00).

+ Benditas tortas abre as portas do jardim em São Conrado

Crypto Kitchen: café da manhã com itens no cardápio./Divulgação

> Tem a assinatura do premiado chef Rafa Costa e Silva o novo café da manhã do Crypto Kitchen (Avenida Ataulfo de Paiva, 1120, Leblon, ☎ 96620-0016). Há mais de vinte itens, como o waffle com ovos benedict e bacon (R$ 35,00), ou a rabanada com morango e chantilly de baunilha (R$ 38,00).

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Bucaneiros Pizza: novidade nos fornos com recheios fartos./Divulgação

> Borda alta e recheio farto caracterizam as novas redondas de uma marca já famosa por hambúrgueres. A Bucaneiros Pizza (Rua Major Ávila, 430, Tijuca, ☎ 3040-2689) tem sabores como a de quatro queijos (R$ 69,00, 30 centímetros): molho de tomate, mussarela, parmesão, gorgonzola e Catupiry.

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Bagels à vista no shopping Casa & Gourmet

A mordida num bagel de qualidade é algo ainda um pouco excêntrico ao carioca, embora exista uma lenta ascensão dos pãezinhos redondos de casca firme, miolo denso e furo no meio, aqui ou acolá. O primeiro endereço especializado abriu as portas em quiosque de balcão extenso, mesinhas e sofá no shopping Casa & Gourmet.

+ Sai, calor! Novos sorvetes são pedidas para toda hora no verão

O NY Bagel Coffee estreia louvando em oito versões o produto introduzido e celebrizado em Nova York por judeus europeus, no fim do século XIX: tradicional, gergelim, parmesão, everything bagel, cebola, pão de queijo e passas com canela.

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Com os ingredientes à mostra, o cliente pode montar o sanduíche ou optar por sabores como o chelsea (R$ 39,00), de cream cheese, salmão defumado, tomate, cebola-roxa e alcaparras.

Shopping Casa & Gourmet. Rua General Severiano, 97, Botafogo, ☎ 2543-3815 (12 lugares). 10h22h.

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Mad Brew desce a serra e pousa com chopes e steaks em Ipanema

Cervejaria nascida em Teresópolis, a Mad Brew desceu a serra “veloz e furiosa” para desfilar em Ipanema sua produção nas torneiras de chope, fazendo dos colarinhos escolta para carnes grelhadas de primeira linha e petiscos bem servidos.

+ Pizza, torta basca e café da manhã em novos sabores na praça

Os aliens da marca estão grafitados na parede, com luminárias em formato de lúpulo e doze torneiras para opções como a ótima witch bier, com acerola (R$ 12,00, 285 mililitros). A régua com sete estilos de cerveja (R$ 24,90) é outra pedida, que pode abrir caminho para carnes escolhidas pelo cliente na geladeira, grelhadas com acompanhamento de farofa, vinagrete e chimichurri.

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O bbq mix premium (R$ 139,90) é pedida que reúne bombom de alcatra, pão de alho, linguiça de angus, vinagrete, chimichurri e farofa.

Rua Vinicius de Moraes, 120, Ipanema, ☎ 99890-3405 (115 lugares). 12h/0h (sex. e sáb. até 1h; dom. até 23h).

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