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Gastronomia (Bruno Calixto): Manu Zappa e os 18 anos do Prosa na Cozinha

Tartare de atum com creme de burrata
Tartare de atum com creme de burrataBruno Calixto/Divulgação
Risoto de abóbora com queijo de cabra, rúcula e semente de girassol
Risoto de abóbora com queijo de cabra, rúcula e semente de girassolBruno Calixto/Divulgação
Bife Wellington com salada verde e risoto
Bife Wellington com salada verde e risotoBruno Calixto/Divulgação
Salada Niçoise
Salada NiçoiseBruno Calixto/Divulgação
Salmão curado
Salmão curadoBruno Calixto/Divulgação
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Dezoito anos passam voando, ainda mais dentro da cozinha, onde tudo parece andar a passos galopantes, num ritmo acelerado. Há 18 anos, quando o Brasil passou a ouvir dizer da chef carioca Roberta Ciasca e o Leblon já dava os primeiro sinais de polo cultural e gastronômico, Manoela Zappa dava as primeiras pitadas do que viria a ser um marco na história da culinária brasileira: a criação do prosa na cozinha, nome sugerido pela irmã, minha colega de boas mesas e amiga jornalista Carol Zappa. “A intenção era transformar a cozinha em algo maior, no sentido de ser um espaço que agregue todos, em qualquer assunto possível”, conta Manu, que responde a cinco perguntas da coluna sobre o aniversário da marca.

Que tal antes do Prosa?

Fui morar em Londres e trabalhei por dois anos na cozinha do Hilton. Quando voltei, fui pra São Paulo, e minhas amigas começaram a pedir umas dicas e umas aulas. As meninas do Rio ficaram com ciúmes; então comecei a ficar na ponte aérea. Morava 15 dias em SP e 15 no Rio, onde dava aulas na casa da minha mãe, que ficava sem jantar, esperando o que sobraria das aulas (risos).

Que tal já com o Prosa?

Dava aulas na minha casa em SP e, no Rio, na casa da minha mãe. No início, eram recém-casadas que queriam aprender a fazer uma receita ou outra. Com o passar do tempo e com a gastronomia cada vez mais em alta, mais e mais gente foi chegando, até que tive que alugar um espaço só pra gente. Com isso, eu já não conseguia mais fazer aulas todos os dias e comecei a convidar os chefs amigos, e o Prosa passou a ser uma vitrine para novos talentos e também para quem já tinha seu nome feito no mercado.

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Em que o Prosa te situou como chef?

A ideia do nome foi da minha irmã, Carol Zappa, também para associar a cozinha a outras formas menos óbvias de entretenimento, já que partimos da premissa de que gastronomia é cultura. O Prosa me reafirmou que a cozinha pode e deve ser um lugar para todos, e que cozinhar não é um bicho de sete cabeças. Um dos nossos maiores trunfos é desmistificar a culinária. Estar na cozinha passa a ser prazeroso e enriquecedor, onde a família ou o casal se reúne. Isso, por si só, é um momento de prazer e afeto.

Qual salto de 18 anos para cá?

Começamos apenas com aulas, e hoje o Prosa é um hub gastronômico. A gente faz eventos, jantares, feiras, encontros, viagens, ações em barco, shows, encontros, buffets e tudo o que possa ser feito através do eixo central da gastronomia.

Que tal a maioridade? Qual o sabor dos 18 aninhos?

Todos os principais chefs, restaurantes e produtores do Rio de Janeiro já passaram pelo Prosa. Além disso, importantes produtores de vinhos naturais do mundo estão sempre por aqui, para degustações, aulas ou jantares harmonizados.

tarja calixto
<span class=”hidden”>–</span>Arquivo pessoal/Reprodução
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Fonte:

Comer & Beber – VEJA RIO