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Dicas de locais para curtir o pôr do sol com um espumante

O pôr do sol mais bonito do mundo não está na Toscana, nem em Santorini, nem em algum mirante secreto do Pacífico. Está no Rio de Janeiro. Aqui, o sol não se despede apenas do dia: ele encena um espetáculo diário, muda o humor da cidade, reorganiza os encontros e cria um instante de suspensão coletiva. O Rio pode ser caótico, barulhento, excessivo — mas quando o sol começa a cair, tudo se ajeita por alguns minutos. E é exatamente aí que entra o espumante, não como luxo, mas como complemento natural desse ritual.

 

O espumante combina com o pôr do sol carioca porque compartilha da mesma lógica: é leve, efêmero, não pede cerimônia. Não exige jantar, nem data especial, nem roupa adequada. Basta abrir, servir e observar. As bolhas sobem enquanto o céu muda de cor. O dia termina com elegância sem esforço.

 

Antes de escolher o cenário, vale pensar no básico. Espumante ao ar livre pede alguma organização, mas nada que tire a graça do improviso. Um cooler pequeno ou bolsa térmica, com gelo reutilizável, resolve a temperatura. Taças de plástico ou acrílico evitam acidentes e não interferem na experiência. Um guardanapo, uma sacola para o lixo e pronto. O resto, o Rio entrega.

 

Com o kit resolvido, a cidade se abre em múltiplos cenários possíveis.

 

A Lagoa Rodrigo de Freitas talvez seja o mais completo deles. Caminhando pela orla, sentado na grama ou até dentro de um pedalinho, o pôr do sol ali muda de ângulo a cada metro. O Cristo aparece dourado, depois rosado, depois cinza. O espumante funciona como fio condutor desse movimento lento, acompanhando o vento e a transição da luz. É democrático, acessível e sempre bonito.

 

A Pedra do Arpoador transforma o pôr do sol em acontecimento social. O público se reúne como quem vai ao teatro, e o aplauso final já virou tradição. Levar uma garrafa de espumante para a pedra é quase um gesto instintivo, desde que feito com cuidado e respeito ao espaço. O cenário é direto, frontal, sem distrações: sol, mar, horizonte.

 

O Parque Garota de Ipanema, logo ao lado, oferece uma alternativa um pouco menos concorrida, com vista igualmente privilegiada e clima mais fluido, ideal para quem prefere observar sem estar no centro do ritual coletivo.

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O Aterro do Flamengo, com sua vastidão aberta, permite um pôr do sol mais disperso e informal. Espalhar uma canga, abrir o cooler e observar o sol se esconder atrás do Pão de Açúcar é um luxo cotidiano. O espumante aqui acompanha encontros maiores, conversas soltas e aquela sensação rara de espaço em plena cidade.

 

A Praia Vermelha e a Pista Cláudio Coutinho oferecem um fim de tarde mais silencioso, com a Baía de Guanabara em primeiro plano. É um pôr do sol mais introspectivo, quase meditativo, onde o espumante entra como detalhe elegante, não como protagonista.

 

Subir um pouco muda tudo. O Morro da Urca entrega uma das vistas mais completas do Rio, com mar, cidade, montanha e céu disputando atenção. Menos óbvio que o topo do Pão de Açúcar, ele convida à contemplação prolongada. O espumante aqui pede calma, goles espaçados, olhos atentos.

 

Ainda mais acima, o Mirante Dona Marta oferece um pôr do sol cinematográfico, com a cidade inteira se abrindo aos pés. É daqueles lugares onde a taça parece pequena diante da paisagem, mas absolutamente necessária.

 

O Vidigal, especialmente no Mirante do Arvrão, transformou o pôr do sol em evento cultural. Música, gente jovem, clima festivo e uma vista aberta para o mar criam um ambiente onde o espumante circula com naturalidade, sem pose, sem rigidez. O mesmo vale para o Mirante do Leme, na região do Chapéu Mangueira, onde o sol se despede com Copacabana aos pés e o Atlântico à frente.

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A Joatinga, nas pedras, oferece talvez um dos pores do sol mais dramáticos da cidade, com a Pedra da Gávea recortando o céu. É menos acessível, mais exclusivo pelo esforço, mas absolutamente recompensador.

 

O entorno do Cristo Redentor, apesar do fluxo turístico, também entrega momentos de rara beleza no fim de tarde, quando a luz se espalha sobre a cidade e o dia se dissolve lentamente.

Para quem prefere viver esse ritual com mais conforto — e menos logística — o Rio também oferece excelentes opções privadas ou semi-privadas. O rooftop do Hotel Fasano, em Ipanema, é praticamente um cartão-postal em funcionamento. A vista frontal para o mar, a piscina de borda infinita e o serviço preciso transformam o pôr do sol em experiência pronta, onde o espumante encontra seu habitat natural.

 

O Hotel Arpoador, com seu rooftop voltado para o Dois Irmãos, oferece um pôr do sol mais urbano, jovem e musical, sem perder o charme. Já o Prodigy Hotel Santos Dumont surpreende com a vista direta da Baía de Guanabara, onde aviões, barcos e céu criam uma composição improvável — e belíssima — para acompanhar uma taça gelada.

 

Em Botafogo, o Yoo2 Rooftop explora bem o diálogo entre o Pão de Açúcar, o céu e a cidade, enquanto o terraço do Botafogo Praia Shopping funciona como mirante acessível, direto e eficiente para o fim de tarde.

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Em São Conrado, o Clássico Beach Club e o Sheraton Grand Rio oferecem pores do sol intensos, com a Pedra da Gávea como protagonista. São cenários de impacto, onde o espumante equilibra a força da paisagem com frescor.

 

O Aprazível, em Santa Teresa, encerra o dia entre verde, arquitetura e vista aberta, em um ritmo mais lento, quase fora do tempo. E, para quem circula pelo universo dos clubes, o Clube Naval Piraquê, na Lagoa, oferece um dos fins de tarde mais agradáveis da cidade, com água, céu e silêncio dialogando em perfeita harmonia.

 

No fim das contas, o espumante no pôr do sol carioca não é sobre rótulos, nem sobre status. É sobre marcar o tempo. Reconhecer que aquele momento é único, que o dia acabou e que a noite pode começar com leveza.

 

No Rio de Janeiro, o pôr do sol é o espetáculo. O espumante é apenas a melhor forma de aplaudir.

 

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Fonte:

Comer & Beber – VEJA RIO