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Champagne ou Prosecco? Como Escolher as Borbulhas Certas para a Noite de Ano Novo

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A noite de Ano Novo tem uma maneira curiosa de colocar pressão sobre uma garrafa de vinho espumante. Ela precisa parecer festiva, funcionar bem para um grupo, ser agradável sozinha e acompanhando comida e, de preferência, não estourar o orçamento.

A boa notícia é que não existe uma única garrafa “certa” para brindar a virada do ano. A melhor escolha depende de como você vai comemorar, com quem vai beber e em que momento a rolha será estourada. Confira como pensar nisso sem complicar demais:

Comece pelo momento em que a garrafa será aberta

O momento importa mais do que a maioria das pessoas imagina. Se o espumante será servido exatamente à meia-noite, é provável que seja consumido sozinho ou com petiscos leves. Nesse caso, frescor e facilidade de beber são mais importantes do que complexidade. Vinhos com acidez vibrante e borbulhas vivas mantêm o clima de celebração sem cansar o paladar.

Se o espumante fizer parte do jantar, especialmente em uma refeição sentada, vale optar por algo com mais estrutura. Estilos mais ricos, com textura cremosa e notas salinas discretas, acompanham melhor a comida e não se limitam a um simples brinde.

Pense no grupo, não apenas no seu gosto pessoal

A noite de Ano Novo costuma ser uma celebração coletiva, e este não é o momento de exibir conhecimentos muito específicos sobre vinho, a menos que você conheça bem o público.

Se houver uma mistura de consumidores ocasionais e apreciadores, escolha um estilo que agrade de forma ampla. Espumantes mais leves e frutados costumam agradar a todos e não afastam quem “normalmente não gosta de Champagne”.

Se o grupo for mais curioso ou interessado em gastronomia, aí sim vale apostar em garrafas com mais personalidade e profundidade. Esses vinhos tendem a gerar conversa e parecem escolhas pensadas, não automáticas.

Defina o grau de “seriedade” que você quer nas borbulhas

Nem todos os espumantes transmitem a mesma sensação. Alguns são diretos e vibrantes, outros cremosos e cheios de camadas. Isso está ligado ao método de produção e influencia o clima da noite.

Espumantes frescos e descontraídos combinam com socialização, festas informais e situações em que as taças são reabastecidas com frequência. Espumantes mais estruturados pedem um ritmo mais lento.

Funcionam melhor em encontros menores, jantares ou momentos em que o vinho é parte central da experiência. Nenhum é melhor do que o outro. Apenas servem a celebrações diferentes.

Combine com a comida, ou alivie a pressão da harmonização

Se houver comida, o espumante já joga a seu favor. Acidez e borbulhas fazem dele uma das categorias mais fáceis de harmonizar. Ainda assim, alguns ajustes ajudam.

Petiscos salgados, ostras, frituras e batatas pedem espumantes secos e refrescantes. Pratos mais ricos, tábuas de queijo e entradas com manteiga se beneficiam de vinhos com mais corpo e textura. Se o cardápio for variado, escolha algo seco e equilibrado. Ele se adapta melhor do que parece.

Se quase não houver comida, priorize como o vinho se comporta sozinho. Fruta fresca, final limpo e acidez refrescante costumam acertar sempre.

Entre opções para experimentar, o Bouvet-Ladubay Crémant de Loire Brut, da França, traz frutas de pomar e final crocante, mantendo o ritmo da festa. Já o Codorníu Clásico Brut, da Espanha, costuma ter preço mais acessível e apresenta acidez cítrica e estrutura que acompanham da entrada ao prato principal.

Seja realista com o orçamento e compre de acordo

O Ano Novo costuma fazer as pessoas sentirem que deveriam gastar mais do que gostariam. Isso não é necessário. Há excelentes espumantes em todas as faixas de preço, muitos deles oferecendo melhor custo-benefício do que rótulos escolhidos por hábito.

Se a compra for para um grupo, geralmente é mais inteligente levar algumas boas garrafas de preço intermediário do que investir em uma única garrafa cara. A maioria dos convidados não vai lembrar do rótulo, mas sim se o vinho estava gostoso e se a noite fluiu bem.

O La Marca Prosecco, da Itália, oferece notas de pera e cítricos, com borbulhas leves e clima instantaneamente festivo. O Gruet Blanc de Noirs, do Novo México, nos Estados Unidos, traz frutas vermelhas e um perfil acessível, ambos sem pesar no bolso.

Se a celebração for mais intimista ou se você for abrir uma única garrafa especial à meia-noite, aí sim vale investir um pouco mais. Escolha algo que você realmente goste, não uma garrafa que pareça obrigação anual.

Considere o nível de doçura antes que seja tarde

As classificações de doçura dos espumantes podem confundir, mas fazem diferença, especialmente no Ano Novo. Muita gente presume que todo espumante é seco, o que nem sempre é verdade.

Na dúvida, fique com garrafas rotuladas como brut. Elas são secas o suficiente para acompanhar comida, sem exageros. Extra-dry, apesar do nome, é um pouco mais doce, algo que alguns preferem para beber sem acompanhamento. Estilos muito doces funcionam melhor com sobremesas ou no brunch do dia seguinte, mas nem sempre correspondem ao que as pessoas esperam à meia-noite.

Não ignore o dia seguinte

Uma última consideração, muitas vezes subestimada, é como você quer se sentir no dia 1º de janeiro. Espumantes mais leves e com menor teor alcoólico costumam ser mais gentis com o paladar e com a manhã seguinte. Também são ótimos para comemorações antecipadas, brunches e brindes diurnos, caso você não vá virar a noite.

Se a festa de Ano Novo avançar para o primeiro dia do ano, ter uma segunda garrafa mais leve à disposição nunca é má ideia.

Escolher um espumante para o Ano Novo não é sobre perseguir o “melhor” Champagne do mundo. Pense no momento, no grupo, na comida e no orçamento, e então escolha algo que combine com a forma como você vai celebrar.

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Fonte:

Notícias e Conteúdos sobre vinhos na Forbes Brasil
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