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5 pratos para harmonizar com Chardonnay

5 pratos para harmonizar com Chardonnay

É o Chardonnay, um dos vinhos brancos mais populares e queridos do mundo. Por isso que no dia 26 de maio, o mundo celebra o Dia Internacional do Chardonnay. Neste dia, em 2010, o designer e sommelier californiano Rick Bakas criou uma enquete no Twitter para comemorar um dia do vinho na véspera do Memorial Day.

No dia internacional do Chardonnay (conhecido como #ChardonnayDay ou #ChardDay), discutiremos as harmonizações mais populares de Chardonnay, que capturam o espírito do vinho, bem como as vinícolas onde você pode provar este vinho estético!

Características do vinho Chardonnay

Os principais sabores e aromas – limão, maçã, pêra, abacaxi, pêssego e figo.

  • Você também encontrará – aromas de ervas, especiarias, florais e minerais. Aromas após envelhecimento em carvalho – baunilha, torta assada, manteiga, açúcar caramelizado, crème brûlée, endro, coco.
  • A temperatura de serviço – para chardonnay sem tempero: é de 9 °C, para aqueles com idade de 12 °C.
  • Acidez – abaixo da média (envelhecido em carvalho) – acima da média (sem carvalho).

O que você deve saber sobre Chardonnay

O berço do Chardonnay é a Borgonha, mas a variedade é adaptável a qualquer clima e produz resultados significativamente diferentes, e muitas vezes inesperados, sob diversas condições. Da França e da Itália ao Novo Mundo, o Chardonnay é um dos favoritos entre os vinicultores. Chardonnay pode produzir vinhos em uma variedade de estilos: leve, fresco, mineral, sem carvalho ou rico, cremoso, carvalho e espumante. Também possui extrato de carvalho, que confere ao corpo um sabor de baunilha e uma textura cremosa, além de notas de nozes, mel e uma nota cítrica picante.

Harmonização de pratos para Chardonnay

Ao harmonizar o Chardonnay com a comida, deve-se levar em consideração o perfil aromático do vinho, bem como seu corpo e acidez. Chardonnays leves e crocantes com poucas características de carvalho combinam bem com refeições mais leves; Chardonnays ricos em carvalho (baunilha, torrada, fumaça) combinam bem com alimentos mais ricos que refletem os sabores mais doces e amanteigados do vinho.

Chardonnay com frutos do mar

Chardonnay complementa perfeitamente peixes e frutos do mar. É sempre um ganha-ganha! O marisco tem propriedades altamente nutritivas e é uma excelente fonte de proteínas de fácil digestão. Conhecer essas características dos alimentos facilitará a escolha do vinho adequado para a sua refeição.

Chablis e ostras

Chardonnay de Chablis cresce em solos argilosos Kimmeridgian, que são literalmente cobertos de conchas antigas do período Jurássico. O que é, senão um sinal? Considerando que os frutos do mar têm um tom de iodo, precisamos de vinhos jovens, frescos e minerais. Por exemplo, refeições de ostras e Chablis combinam muito bem! O estilo salino do Chablis Chardonnay combina perfeitamente com a textura fresca das ostras.

Langhe Chardonnay e sopa de salmão

A sopa de salmão norueguês tem uma textura espessa e cremosa e um sabor suave. O delicado Chardonnay do Piemonte, com sua boa mineralidade e acidez contida, equilibra maravilhosamente a rica sensação na boca da sopa.

Chardonnay com sushi

Sushi e pãezinhos são pratos fantásticos que vêm em uma ampla gama de cores. Eles têm notas doces, picantes e salgadas. O ponto chave aqui é selecionar o vinho Chardonnay certo para combinar com um sabor básico, mas rico de pãezinhos, a fim de destacar e complementar seus méritos.

Que tal rolinhos com cream cheese?

Os principais queijos cremosos usados ​​para pãezinhos são ”Philadelphia” e ”California”. Os nomes dos rolos simplesmente implicam que eles foram criados por chefs japoneses que viajaram para os Estados Unidos. Os rapazes rapidamente descobriram como conquistar corações e começaram a adicionar queijo cremoso em pãezinhos, cuja marca mais conhecida é simplesmente chamada de “Filadélfia”.

Os Chardonnays do Novo Mundo farão um belo par aqui, já que são igualmente ricos e cremosos, mesmo com um leve açúcar residual – deixe-o combinar com o queijo.

Chardonnay com queijo

Chardonnay para queijos macios e semi-moles é um excelente parceiro. Por exemplo, Chardonnay crocante/leve + brie, mussarela fresca e Chardonnay frutado/rico + ricota e queijos fontina.

Borgonha Chardonnay e Brie

Brie é um queijo macio feito na região de Brie da França. É preparado a partir de leite de vaca ou ovelha.

Brie tem um pouco de sabor de noz, picante e doce. Esses sabores em evolução e mudança tornam o queijo incrivelmente versátil. Eles também permitem que o queijo combine bem com diferentes vinhos. Este queijo tem um alto teor de gordura, por isso requer um companheiro ácido e forte para ajudá-lo a perder peso. Chardonnay é uma combinação requintada com Brie. A acidez do vinho ajuda a purificar o paladar, evitando que a riqueza do queijo se torne demasiado dominante. O vinho também tem corpo suficiente para complementar a cremosidade do queijo, tornando-os uma harmonização requintada.

O Chardonnay da Borgonha com queijo brie será o suficiente para comemorar o final da semana de trabalho ou seu paladar excepcional.

Chardonnay com carne

Que tipo de proteína combina perfeitamente com Chardonnay? Embora possa parecer confuso em termos de cor, um prato de carne combina bem com Chardonnay! Chardonnay, especialmente Chardonnay de carvalho, combina bem com carne de porco (porco assado com maçã ou creme), vitela, coelho, frango (assado com ervas) e peru (molho de limão e alho grelhado).

Chardonnay de almôndegas de coelho

Chardonnay de Mendoza e almôndegas de coelho

Mais uma bela opção para quem é apaixonado por um sabor suave e cremoso. Tente combinar almôndegas de coelho em um molho de creme com açafrão com um vinho argentino Chardonnay. Mendoza Chardonnay tem um corpo bastante encorpado e uma cremosidade de carvalho perceptível, então o prato deve ser delicado.

Chardonnay com cogumelos

Cogumelos vêm em uma variedade de formas e tamanhos e podem oferecer muita profundidade e corpo a qualquer prato, seja carne, arroz ou macarrão. Todas essas combinações oferecem uma variedade de texturas e sabores, dando-nos uma ampla gama de opções para acompanhar Chardonnay. Cogumelos que são perfeitos para Chardonnay: shitake, porcini, cogumelos ostra.

Chardonnay e Torta de Cogumelos

Chardonnay de Mâconnais e torta de cogumelos

Se você usar cogumelos Porcini frescos e batatas quebradiças na torta, ela ficará arejada e leve. Coloque o recheio no forno com o molho de creme de leite, sal e pimenta moída na hora. Chardonnay complementa lindamente a base cremosa dos pratos. Borgonha Chardonnay da denominação AOC de Mâconnais (Macon) à torta tornará sua refeição agradável e memorável.

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Tudo Sobre Vinho
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Quinta da Barca, Uma Linda História no Douro

Esta belíssima Quinta localiza-se em Mesão Frio, na sub-região do Baixo Corgo no Vale do Douro, numa zona de transição entre a região do Douro e a região dos Vinhos Verdes. A paisagem é monumental, os vinhos produzidos tem arrastados inúmeros prêmios, mas é a riqueza de histórias que esta Quinta carrega que é o verdadeiro motivo de lhe convidar a ler este artigo.

Uma das Quintas mais antigas da região, carrega em seu nome ” Quinta da Barca ” um pedaço da rica história do próprio Douro, onde as pessoas que desejavam atravessar de uma margem para outra do rio, tinham que utilizar barcas e pagar taxas aos proprietários para se locomover. Isto foi há muitas décadas atrás e hoje ao pé da Quinta passa a linha de comboio e que é um dos encantos de quem visita a Quinta, admirar a fantástica paisagem dos socalcos e poder contemplar o trem passando entre as vinhas beirando o rio Douro.

Segundo dados de 2020 do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), a sub-região do Baixo Corgo possui uma área total 45.000 ha dos 250.000 ha total do Douro, sendo que 13.204 ha de área com vinhas dos 43.708 ha total do região do Douro. O solo predominante na região é o xisto e o clima proporciona excelentes amplitudes térmicas e capacidade de produção de muitas castas com características diferentes devido a grande quantidade de microclimas presentes entre as montanhas. O Baixo Corgo produz vinhos mais frescos, elegantes e com ótima acidez o que lhes conferem uma boa ajuda para longevidade.

A Quinta da Barca possui no total em área 15 ha, sendo 12 ha com produção de vinhas, sendo estas em seu total autorizadas para produção de vinho do Porto pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), onde parte da produção a Quinta vende e outra parte produz belíssimos vinhos DOC Douro. As principais castas produzidas são Tinta Barroca, Touriga Francesa, Tinta Roriz, Tinto Cão, Tinta Francisca e Touriga Nacional nas tintas sendo a última um clone da região do Dão. As brancas produzem Arinto, Viosinho, Malvasia Fina e uma nova área com uma pequena parcela com a Folgasão, casta que tem sido bastante requisitada pelo enólogos para composição de blends.

Vinhos DOC Douro tranquilos a Quinta da Barca produz atualmente branco, tinto e rosé, já nos espumantes produz um maravilhoso Blanc de Noir chamado Pontas Soltas e neste verão já haverá também uma grande novidade de um espumante rosé especial já com a marca premium ” Quinta da Barca ” , esta adquirida recentemente.

Reservo um parágrafo a parte para compartilhar o grande trabalho que a bióloga molecular Justina Teixeira vem fazendo na Quinta da Barca, a Quinta que os pais adquiriram em 1995 e começaram a replantar e a recuperar as vinhas desde de 2000. Ela que não era desta área, foi desafiada pela vida a cuidar dos negócios da família, devido um grave problema de saúde do seu pai, quem comandava tudo. Ela, uma mulher destemida, determinada e extremamente inteligente vem apresentando ao mercado vínico seus vinhos com muita maestria e ousadia. Ela promete que a nova marca de vinhos premium ” Quinta da Barca” vem como verdadeiros néctares especiais de Baco e eu uma amante de vinhos especiais já estou ansiosa a espera de poder degusta-los.

Desejo ainda mais sucesso a Quinta da Barca e excelentes provas à você leitor, saúde !

Quinta da Barca
www.quintadabarca.pt
+351 969 425 300

Fonte:

Mundo dos Vinhos por Dayane Casal
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Um Verdadeiro Love Story do Mundo dos Vinhos

Essa linda história de amor do mundo dos vinhos teve início no ano de 1918 quando a família italiana dos enólogos Geyce Marta Salton e Anderson De Césaro começaram a cultivar uvas em Faria Lemos, Bento Gonçalves, Estado do Rio Grande do Sul, região Sul do Brasil.

Passadas várias décadas a vida os uniu de forma sinérgica pelo amor do casal e pelo amor a vitivinicultura. Em 2009 iniciaram juntos o projeto Vistamontes, que tinha como foco inicial produzir suco de uva integral com qualidade ultra-premium, utilizando os seus Know-how profissional adquiridos em suas formações acadêmicas enológicas aliado aos conhecimentos dos seus antepassados. O nome da marca foi escolhido fazendo uma analogia a magnífica paisagem com vista aos montes da região. Passados 13 anos o suco integral de uva Vistamontes desponta no concorrido mercado brasileiro de sucos de uva como um ícone e referência de suco de uva com qualidade excepcional, distribuído em diversas regiões do país continental, chamado Brasil.

Com o espírito de verdadeiros Bacos do mundo moderno, o casal inquieto, idealista, determinado e cheios de vontade de desenvolver produtos que caracterizassem o terroir ao qual vivem, resolveram criar e produzir uma linha de vinhos espumantes e vinhos tranquilos que apesar de jovem o projeto no mercado já arrastou prêmios internacionais, evidenciando a qualidade profissional e as magníficas características do terroir vínico que eles conhecem tão bem. E claro que uma nova sede da Vistamontes surge na paisagem de Faria Lemos, onde abriga o novo passo profissional do casal.

Esse ‘Love Story’ do mundo dos vinhos retrata diversas faces do amor, primeiro o amor a nova terra, o Brasil, pelos seus antepassados, segundo o amor a cultura vínica expresso através de gerações e depois um amor entre um homem e uma mulher que com uma enorme sinergia estão escrevendo a sua própria história no mundo de Baco, e nós que amamos vinhos estamos ansiosos para conhecer os próximos capítulos da Vistamontes.

Geyce Marta Salton e Anderson De Césaro

Uma sugestão é o vinho Vistamontes 100% Pinot Noir da safra 2021, que estagiou 12 meses em barrica de carvalho, apresentando aromas de ameixa e groselha madura, cedro, eucalipto e amêndoa. Vinho com boa estrutura, muito elegante e com persistência em boca. Vinho muito jovem e que tem um potencial para boa evolução, mas que já pode ser bebido. Aos que ainda não tiveram a oportunidade de degustar os vinhos Vistamontes, fica essa minha sugestão de prova para sentirem de fato que o universo do vinho ultrapassa qualquer fronteira de pátrias e gerações e que nos trás além de saúde, tantas histórias bonitas de serem contadas.

Desejo excelentes provas com esses vinhos deliciosos do Brasil!

https://www.vistamontes.com.br/produtos

Vistamontes Vinícola
Estrada Santo Antônio da Linha Paulina, 861 Faria Lemos, Bento Gonçalves/RS
SAC (54) 9 9603-3230
vistamontes@vistamontes.com.br
@vistamontes_vinicola

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Mundo dos Vinhos por Dayane Casal
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Alyan Family Wines, o Enoturismo Premium Chileno

Nos arredores de Santiago do Chile em Pirque, no Vale do Maipo, localiza-se um brilhante do enoturismo mundial, a Alyan Family Wines. Uma bodega premium e familiar que reserva encantos e experiencias inesquecíveis aos que lá a visitam. Foi fundada em 2001 pelo casal Alícia e Andrés (Al y An) de onde as iniciais dos seus nomes dão o nome desta vinícola tão especial, ambos fazem parte de gerações de famílias produtoras de vinho no Chile e carregam em seus DNAs o Know-how de produção de grandes vinhos e de enorme expertise em seus receptivos premium à visitantes especiais.

O terroir vínico ao qual está a Alyan Family Wines é no alto do Vale do Maipo, local onde os vinhos tintos mais famosos do Chile são produzidos. Esse terroir tem características peculiares devido a sua posição geográfica apresentar diversos microclimas com predominância mediterrânico, excelente amplitude térmica em períodos de maturação dos bagos das uvas e condições de solos que permitem excelente desenvolvimento para as Vitis vinífera. Eles produzem diversas castas ao qual eu faço um destaque especial a Cabernet Sauvignon impecável.

O visitante ao adentrar a sede da bodega pode constatar a enorme dedicação da família em oferecer ao máximo a melhor experiência, a riqueza dos detalhes milimetricamente pensados para embelezar esse verdadeiro tempo sagrado à Baco. A sala de Barricas é deslumbrante e em cada ambiente uma nova surpresa é reservada as pessoas e claro sempre acompanhada de uma bela taça de vinho da vinícola.

A experiência proposta pela Alyan aos seus visitantes é fazê-los descansar a alma através de cada momento inserido cuidadosamente neste tour premium. Nele consta a visita ao jardim das variedades das castas, degustação de tábuas de frios e vinhos na praça Panacea, visitação à bodega estilizada, um inesquecível pôr do sol com um brinde especial tendo a cordilheira como plano de fundo, um jantar informal preparado para agradar aos mais diversos paladares, a oportunidade de adquirir os rótulos da vinícola com preços especiais e um anoitecer com a percepção climática de amplitude térmica perfeita de por que ali se produz vinhos tão especiais.

São diversos os vinhos produzidos pela Alyan, todos premium e com qualidade excepcional, mas faço um destaque para um rótulo em especial que tem um significado muito especial para mim por carregar tanta riqueza de cultura vínica e tanta qualidade técnica em sua produção e resultado em taça, o vinho Panacea.

O vinho Panacea produzido pela Alyan é rico em inúmeras curiosidades, começando pelo seu nome. O deus Asclépio era filho de Apolo, ele teve duas filhas, a Hígia que derivou a palavra higiene e a Panacea que em latim, era deusa da cura.
Além de grafar o nome da deusa, Panacea também significa o “rémedio ou a cura” para todos os males. Fica aqui o convite para você conferir essa preciosidade cheia de simbologia mitológica além de ser um brilhante néctar de Baco com as castas Cabernet Sauvignon, Carménère , Syrah e Cabernet Franc. Estagiou por 22 meses em barricas de carvalho e mais 16 meses em garrafa em cave e está verdadeiramente SUBLIME !!!

Desejo excelentes provas à você leitor e muita saúde !

https://www.alyansunset.com

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Há um Grande Furmint Produzido na Eslovênia

Há um Furmint muito especial produzido na região Štajerska na Eslovênia. O produtor dele é a Puklavec Family Wines que tem uma enorme tradição vínica desde 1934. Possuem 1.100 hectares de vinhas plantadas, sendo que grande parte destas estão inseridas em encostas de colinas íngremes nesta região e com diversas castas inclusive a maravilhosa Furmint.

Mais conhecida pelos magníficos e inigualáveis vinhos húngaros Tokaj ao qual são produzidos, a Furmint é uma casta bastante versátil com capacidade de produzir vinhos frescos, complexos e até com excelente potencial de guarda. Dizem que a origem do seu nome deriva da palavra francesa Froment, que significa trigo, fazendo uma alusão a cor dos seus vinhos dourados.

A Furmint se caracteriza por ter abrolhamento precose e por ter maturação tardia, ou seja de ciclo longo. Ela tem a película grossa, mas ao longo do processo de maturação fenólica dos bagos a pele vai ficando fininha até ficar quase transparente. Nesse momento a luminosidade dos raios solares penetram no bago auxiliando na evaporação de seus líquidos e concentrando seus compostos, quando isso acontece de forma natural e sob condições microclimáticas especiais, proporcionam situações ideais para o desenvolvimento dos açúcares e sabores da uva Furmint e também ao ataque do fungo Botrytis cinerea, e ao fenômeno de “podridão nobre”. Há também os Furmint elaborados para serem secos e que podem apresentar aromas de citrinos, pera e maçã , quando evoluem adquirem sabores picantes ou de nozes.

O vinho Furmint da linha Seven Numbers é produzido a partir de uvas provindas dos melhores porta-enxertos combinados com características do melhor terroir. Chama-se linha Seven Numbers devido na lateral da sua garrafa está grafado 7 números que direcionam o localizador exato no vinhedo de onde vieram a sua matéria prima, uma verdadeira rastreabilidade que o próprio consumidor pode acompanhar. No caso deste vinho possui o número de rastreamento do vinhedo: 37.27.953 e o nome do vinhedo ou parcela da vinha, “Marli Kog”. O solo tem parcelas variadas onde predomina a argila, mas com presença de arreia e camadas mais baixas de mármore.

Esse delicioso vinho esloveno com a casta Furmint estagiou em barrica de 10 a 12 meses conferindo ainda mais harmonia e equilíbrio. Apresenta aromas florais, ervas e especiarias, possui uma boa estrutura, complexidade e possui untuosidade, convidando a quem o degusta acompanha-lo com uma boa gastronomia, fica a sugestão de uma excelente harmonização com um filé de peixe na crosta da castanha e batata assada. Desejo excelente provas !
Saúde ! Na Zdravje !

https://puklavecfamilywines.com/en

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Formação, Floração e Vingamento – Ciclo da Videira

Após seis à treze semanas do período do abrolhamento, podemos visualizar um rápido crescimento dos pâmpanos, sarmentos e folhas da videira e em seguida vem o período tão aguardado da floração que pode variar conforme as castas e o clima. No hemisfério Norte podem acontecer nos meses de Maio à Junho. No hemisfério Sul pode ocorrer de Novembro à Dezembro.

O clima favorável a floração são temperaturas moderadamente quente, acima dos 15ºC e abaixo dos 37ºC. Pouquíssima ou até mesmo nada de chuvas e ventos fortes nessa fase, pois arrastariam grande parte do pólen e a polinização seria comprometida e consequentemente também o vingamento.

O vingamento é a transformação das flores em frutos, no caso da videira “ em uva “, a taxa de vingamento pode variar de 15% à 60%, ou seja, nem todas as flores se transformarão de fato em fruto, as que não forem polinizadas caem.

Desavinho é causado por uma taxa de vingamento relativamente baixa, em que algumas castas são mais susceptíveis devido está relacionado com o baixo teor de açúcar ao nível do cacho como a branca Bical e a tinta Merlot. Por vezes os bagos até podem crescem sem serem fecundados, mas não apresentam as sementes “grainhas” , esse fenômeno é chamado de Bagoinha.

Ambos os fenômenos ( Dasavinho e Bagoinha) reduzem drasticamente o rendimento e estão correlacionados com o clima durante essa fase tão importante do ciclo da videira, a polinização. Após a fecundação das flores o bago começa a se desenvolver e em seguida vem o período da maturação que será o tema de outro artigo.

Espero que você tenha gostado destas curiosidades do ciclo da planta de Baco.

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Madeira – O Vinho Que Tem Nome de Ilha

São Vicente – Madeira

Esse vinho que recebe o nome da ilha onde ele é produzido, um lugar mágico no meio do oceano Atlântico, por lá é produzido um vinho único no mundo, o Vinho Madeira, que além de ser um vinho riquíssimo em aromas e sabores, apresenta uma excelente acidez e um alto potencial de guarda que surpreende a todos. Li em algum lugar que “Madeira é um vinho com o nome de ilha, de uma ilha com o nome de vinho”.

Garrada histórica de Vinho Madeira 1811, Blandy’s Madeira

Há várias referências de personalidades históricas que fazem menção a este vinho como Winston Churchill e Napoleão Bonaparte. Na ocasião da independência dos Estados Unidos (1776) foi ele que foi servido. Este vinho tão especial era o favorito de George Washington, Benjamin Franklin, John Adams e Thomas Jefferson, segundo relatos contados em minha visita à ilha da Madeira.

São inúmeras as características que torna esse o vinho singular e especial para o mundo dos vinhos. Esse vinho tem mais de cinco séculos de história, é um símbolo de distinção e nobreza, e isso se explica por esse néctar magnífico cheio de caráter, ser exótico, de um estilo de produção muito peculiar e de proporcionar sensações únicas de prazer a quem o degusta devido a complexidade que ele apresenta em seus aromas e sabores. Ele é produzido de duas formas:

1. Canteiro – Simulando o que acontecia nas caravelas, o vinho é estocado em barricas sobre pranchas de madeira chamados canteiros e colocados muito próximos ao teto dos sótãos dos armazéns de produção por cerca de 5 anos.

2. Estufagem – O vinho é colocado em grandes tanques sob uma temperatura controlada de 45°C  por cerca de 3 meses, permitindo produzir uma maior quantidade de vinho em menor quantidade de tempo.

Os solos da Madeira têm uma origem predominantemente basáltica, são argilosos e apresentam um teor de pH ácido ou muito ácido. Devido à sua posição geográfica e características orográficas, o clima da ilha da Madeira é temperado nas cotas altas da costa Sul e em toda a costa Norte e subtropical na costa Sul. A Denominação de Origem Madeira é constituída por apenas cerca de 500 hectares de vinha. As castas brancas cultivadas na ilha são Malvasia, Boal, Verdelho, Sercial e Terrantez, já a casta Tinta Negra é a única tinta plantada e eqüivale a 90% das vinhas cultivadas na ilha, devido a sua alta produtividade, menor exigência e por apresentar ciclo mais curto, um detalhe interessante é quando não houver designação da casta no rótulo da garrafa de um vinho Madeira, com quase toda certeza podemos afirmar que é um vinho produzido com a Tinta Negra.

Com notas tão cheias de complexidade em seus aromas e sabores, o Madeira possui uma excelente acidez e pode ser harmonizado com uma vasta quantidade de tipos de pratos, proporcionando paladares, aromas, texturas e sensações únicas em quem os degusta. Essas harmonizações irão depender do próprio estilo de Madeira ao qual irá ser escolhido, pois existem os Seco, Meio Doces, Doces e o Meio Doce. 

Os Seco produzidos com a casta Serial por exemplo casam perfeitamente com entrada a base de azeitonas, amêndoas torradas, canapés com caviar ou salmão defumado, com peixes e até queijos fresco intensos de cabra ou ovelha.

Já os Meio Secos casam com deliciosos consommé, cremes com natas e sopa de cebola gratinada.

O Meio Doce é impecável para acompanhar queijos tipo o Serra da Estrela, souflês de queijo, com chocolate de leite, pralinés, petit-fours, bolos de creme e bolo de mel.

Os Doces podem ser degustados com frutas tropicais e frutas secas, como as nozes e as avelãs, casa bem com bolos de frutos secos e tortas de fruta, bolo de mel, biscoitos de amanteigados, chocolate escuro ou de leite, pralinés e petit-fours e com diversos queijos de sabores intensos como o Gorgonzola ou de Rabaçal.

Claro que a magnitude desse néctar vínico, o Vinho Madeira, expressa-se com tão alta magestosidade do seu próprio terroir, que merece um parágrafo a parte, com ricas paisagens deslumbrantes, experiências enogastronomicas e turísticas incríveis, e condições na geologia e no clima perfeitas para produção de vinhos que marcam a alma.

A Espetada é prato tradicional da ilha e poder degustá-la foi uma das experiências mais diferentes e divertidas que passei na ilha, devido eu ter formação em medicina veterinária e mestrado em maturação de carne bovina, e poder fazer essa sensorial in loco foi uma delícia de experiência. Fica o convite à você leitor para provar os vinhos Madeira e também degustar tudo o que essa maravilhosa ilha no meio do Atlântico tem a nos proporcionar.
Desejo excelentes provas e muita saúde !

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Ametista – A Pedra de Baco

A pedra ametista é considerada a pedra de Baco, e para você que ainda não esta familiarizado, Baco era o deus do vinho para os romanos, ele também recebia o nome de Dionisio . A sua história mitológica romana tem inúmeros episódios. Vou te contar um que é bem interessante sobre a pedra preciosa ametista e o deus do Vinho.

Baco costumava cortejar diversas criaturas por onde passava e, certo dia, ele se envolveu com uma ninfa chamada Amethysta. Contudo, para evitar que essa relação fosse levada adiante e para protejer a ninfa, Diana a deusa da caça transformou-a  em uma pedra preciosa brilhante, que conhecemos hoje como Ametista.

O deus então recolheu o belo cristal e o mergulhou em vinho, o que deu a cor tão característica da pedra. Em outras lendas, conta-se que a ametista é capaz de transformar a água em vinho.

Outra curiosidade sobre a ametista é a respeito da etimologia da palavra. Afinal, o termo deriva do grego amethystós, ou seja, é formada por “a”, que tem um significado de negação, e “methystós”, que vem do verbo “intoxicar” e se assemelha a methys, “vinho”. Muitos dizem que essa ligação deve-se a Baco e que a pedra tem o poder de impedir a embriaguez.

Por toda essa relação mitológica com o vinho é que muitos enófilos consideram a ametista como uma espécie de amuleto. Então, se por acaso encontrar com um grande amante de vinho carregando essa pedra preciosa, já sabe de onde vem a história, que é bem interessante e mística, diga-se de passagem.

Na dúvida sobre mitos e verdades eu já carrego a minha, e você já possui sua Ametista de amuleto ?

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Abrolhamento – Ciclo da Videira

O abrolhamento ou também conhecido como período de brotação se dá na primavera e portanto dependendo onde estão implantadas as vinhas podem variar os meses do ano em que esse fenômeno natural ocorre, se as vinhas estiverem plantadas no hemisfério Norte ocorre nos meses de Março e Abril dependendo da casta ou da latitude, e se estiverem plantadas no hemisfério Sul ocorre nos meses de Setembro e Outubro também variando conforme a casta ou a latitude.

O interessante deste período do ciclo da videira é que ele marca o início do crescimento vegetativo onde os gomos se “inflam e explodem” dando origem aos brotos e pâmpanos e a partir disso ocorre o desenvolvimento dos órgãos da planta, as ramificações, os sarmentos, a floração e os cachos de uva.

Dentre as castas viníferas podemos classifica-las neste período como castas de abrolhamento precoce ou abrolhamento tardio, como exemplo temos castas como Maria Gomes, Bical, Chardonnay e Pinot Noir que não necessitam que as temperaturas estejam muito altas para brotar, já as castas Syrah, Cabernet Sauvignon, Malvazia Fina e Tempranillo já necessitam de temperaturas bem mais altas para que ocorra o seu abrolhamento.

Um detalhe interessante e que necessita de um alerta dos produtores durante esta fase, são com as geadas que podem acontecer no período da primavera onde podem matar os gomos e gerar muitas quebras na produção, há casos em que quase toda a safra é perdida. Algo extremamente trágico para o produtor que labuta as suas videiras o ano todo.

Agora me diz aqui nos comentários, você já acompanhou este período de abrolhamento das videiras? Gostou desta curiosidade ? 

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TerraMater – A Beleza da Mãe Terra Chilena

Cravada na Isla do Maipo bem no coração do Vale do Maipo, um dos terroirs vínicos chilenos mais fantásticos que existem. A TerraMater que na tradução do seu nome do latim significa Mãe Terra, tem a sua sede rodeada de paisagens monumentais e possui a capacidade de produção de 8,5 milhões de litros de vinhos com tecnologia de ponta aliada a conhecimentos e tradições centenárias da produção vínica, é um dos principais e mais importantes produtores de vinho e também de azeite de oliva desta região. Seus vinhedos estão distribuídos em três áreas, Fundo Caperana na Isla de Maipo, Fundo San Jorge e Fundo Peteroa no Vale do Curicó.

Fundo do Caperana – Isla de Maipo

É neste terroir excepcional para produção de uvas com qualidade ímpar que a sede da TerraMater está localizada. Nele estão distribuídos 400 hectares de castas como Cabernet Sauvignon (essas com mais de 40 anos plantadas), Zinfandel (segundo o produtor é único produzido no Chile), Sauvignon Blanc, Sangiovese e Chardonnay. O clima apresenta 400 mm de precipitação pluviométrica por ano, possui influência marítima com excelente amplitude térmica. O solo caracteriza-se por ser profundo, ricos em pedras e sedimentos.

A construção da sala de barricas que no momento possui 1800 em estágio, envolve um belo trabalho de projeto arquitetônico visando manter controle de temperatura, umidade, mas sobretudo a minimizar problemas com eventos sísmicos, já que o país se encontra em uma região de elevada instabilidade geológica, na zona entre duas placas tectônicas, a de Nazca sob o Oceano Pacífico, e a Sul-americana, posicionada na América do Sul.

Fundo San Jorge – Vale do Curicó

Na região central do Vale do Curicó em Los Nichos no Fundo San Jorge a TerraMater possui nas encostas das Cordilheiras dos Andes 75 hectares com a variedade Cabernet Sauvignon em sua maioria com 65 anos plantadas. Esse terroir vem se destacando em produzir vinhos com incrível elegância, personalidade e com riqueza em concentração em taninos que contribuem para produzir vinhos complexos e cheios de caráter. Os níveis pluviométricos são de 700 mm/ano no inverno e esporadicamente há alguma chuva na primavera. Um detalhe interessante de mencionar são as inclinações das vinhas que giram em torno de patamares de 15 graus, contribuindo positivamente para melhor captação de luz.

Fundo Peteroa – Vale do Curicó

Localizado cerca de 200 Km ao sul de Santiago, no Vale do Curicó em Fundo Peteroa, a TerraMater também possui produção das castas Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Sauvignon Blanc e Chardonnay que são utilizadas na elaboração dos seus néctares e também de azeitonas que dão origem aos azeites de qualidade do Chile. Este terroir tem clima com influência das correntes do Oceano Pacíifco, apresenta 600 mm em média de índices pluviométrico ao ano no inverno, nos verões os dias são quentes e apresentam intensa luminosidade e as noites são frias gerando uma excelente amplitude térmica. Há algo importante que é a presença de massa de água do Rio Matacquito, contribuindo para um ambiente perfeito para produção de uvas cheias de qualidade.

Paula Cifuentes, Alfredo Schiappacasse, Alejandra Henriquez Pinto, Juan Carlos e Dayane Casal

Vinhos Especiais da TerraMater e Turismo

Depois de visitar tantas paisagens vínicas majestosas e de está in loco conhecendo detalhes desses terroirs tão especiais chilenos, participei de uma prova vínica com a presença do CEO da TerraMater Sr. Alfredo Schiappacasse, seus diretores e a sua equipe de enologia. Partilho com você leitor, alguns detalhes de néctares especiais que pude degustar nesse dia e que me fizeram a alma fluir de tão especiais.

O vinho Grafo sem dúvida é uma das jóias da TerraMater, um vinho produzido de forma limitada pelas mãos do aclamado enólogo italiano Stefano Gandolini e pelo CEO da TerraMater Alfredo Schiappacasse como uma espécie de tributo ao Cabernet Sauvignon produzido no Chile, fica a sugestão de se deliciarem num nécta inesquecível.

O Vinho Altum foi uma grata surpresa, que inclusive tem a versão tinto e branco, ambos magníficos. O tinto um vinho elegante, redondo em boca, com excelente equilíbrio de quando a Cabernet Sauvignon é bem produzida e vinificada. O branco um sensacional Chardonnay que me arrancou suspiros, uma excelente passagem em barrica que lhe conferiram untuosidade, elegância, sofisticação e que convida um para um bom prato de camarão com natas.

A joia da coroa sem dúvida é esse sensacional vinho MATER, um magnífico blend com as castas Cabenert Sauvignon, Carménère, Syrah e Zinfandel onde temos a seleção dos melhores lotes vínicos trabalhados com extremo requinte e que deram luz a um dos melhores vinhos chilenos que já pude degustar.

Na sede da Terra Mater existe um trabalho com enoturismo que vale a pena a visita, uma loja dos seus vinhos e produtos gourmets importados com excelente oportunidade para a compra e também um delicioso restaurante chamado Zinfadel com uma divina gastronomia que permite a harmonização com todos os vinhos do produtor, fica a minha sugestão após a visita de desfrutar momentos únicos unindo duas maravilhas o vinho e a gastronomia.

Espero que você leitor tenha gostado deste artigo com esse produtor icônico chileno, desejo excelentes provas e muita saúde!

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Fonte:

Mundo dos Vinhos por Dayane Casal