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Extremo Malbec: O Rótulo-Ícone da Vinícula Argentina do grupo LVMH

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Ao chegar a El Espinillo no inverno, é impossível não questionar como um vinho é produzido ali. Os olhos vão direto para o alto e se fixam na imponência dos Andes, cobertos de neve. Mas, poucos minutos depois, o cérebro registra um ambiente empoeirado, com solo seco e rochoso sob os pés, enquanto as camadas de casacos são retiradas sob um sol escaldante. Fica claro, então, que dificilmente haveria um nome melhor para um Malbec produzido ali: Extremo.

Fundada há mais de três décadas na Argentina, a Terrazas de los Andes foi a única vinícola concebida do zero pelo conglomerado francês, criada com um objetivo específico: revelar o potencial dos vinhos de montanha produzidos nos Andes.

Entre os rótulos que melhor traduzem essa filosofia está o Terrazas de los Andes Extremo Malbec. Produzido a partir de uvas cultivadas em El Espinillo, o vinhedo mais alto de Gualtallary, no Vale de Uco, o vinho representa o ápice da busca da vinícola pelos terroirs de altitude. 

Segundo o diretor-geral da Terrazas de los Andes, Lucas Löwi, essa trajetória foi construída ao longo de décadas de pesquisa. “Há mais de 30 anos, iniciamos uma jornada de ascensão explorando os terraços de altitude dos Andes, movidos pela convicção de que a montanha escondia alguns dos melhores terroirs para a produção de vinhos finos“, afirma.

Localizado a 1.650 metros acima do nível do mar, El Espinillo reúne características incomuns mesmo para Mendoza. Ao longo das safras, a equipe percebeu que aquele terroir entregava uma expressão muito acima do esperado para um vinho de parcela. Foram anos de estudos, ajustes no manejo do vinhedo e aperfeiçoamento da vinificação até que o Extremo passasse a representar o vinho-ícone da casa. “Compreendemos que El Espinillo é um terroir verdadeiramente único em Mendoza“, diz Löwi. “Seu ciclo de maturação é mais longo e preciso, preservando um frescor, uma tensão e uma pureza aromática excepcionais.”

DivulgaçãoExtremo Malbec

O nome Extremo faz referência direta às condições em que as videiras são cultivadas. As plantas convivem com geadas frequentes, ventos intensos, elevada incidência de radiação solar, grande amplitude térmica entre os dias e as noites e uma estação de crescimento mais curta. A equipe, inclusive, chegou a perder toda a safra de 2026.

Apesar de estar na Argentina, o vinhedo está inserido na classificação climática Winkler Região I, compartilhando características de temperatura com regiões como Champagne e Chablis, ainda que mantenha uma identidade própria, determinada pela altitude e pelo clima desértico dos Andes. “Não é apenas um nome; é a expressão de uma viticultura levada ao limite, onde a natureza desafia constantemente o homem”, resume o executivo.

Essas condições tornam o cultivo mais complexo e também mais caro. Segundo Löwi, trabalhar em uma área remota exige maior investimento em logística, mão de obra e infraestrutura. Entre os equipamentos utilizados está um ventilador antigeada para reduzir perdas provocadas pelas baixas temperaturas. O vinhedo também adota práticas de agricultura regenerativa e sistemas de irrigação por gotejamento de alta precisão, fundamentais em uma região onde a água é um recurso escasso. “Cada decisão tomada no vinhedo exige um nível excepcional de precisão”, afirma. “Trabalhamos sob os princípios da agricultura regenerativa, promovendo a biodiversidade, a saúde do solo e o equilíbrio natural do ecossistema.”

Para a Terrazas de los Andes, levar a videira aos seus limites naturais é justamente o que permite alcançar uma maturação mais lenta, preservando frescor, tensão e pureza aromática. “É aí que a viticultura extrema ganha seu verdadeiro significado: trabalhar no limite para revelar o máximo potencial do terroir”, diz Löwi.

Essa identidade aparece também no perfil sensorial do vinho. O Extremo apresenta aromas de frutas vermelhas frescas, violetas, tomilho selvagem e ervas nativas que remetem ao ecossistema do entorno do vinhedo. Em boca, combina energia, frescor e profundidade, com taninos granulares que remetem ao giz e ao grafite presentes nos solos calcários de Gualtallary. O estágio em barricas de carvalho francês acrescenta notas discretas de baunilha e especiarias, sem sobrepor a expressão do terroir. Löwi define o resultado como “um vinho de grande profundidade, enorme precisão e absoluta transparência”.

De produção limitada, o Extremo desempenha um papel estratégico para a Terrazas de los Andes. Ele foi concebido para expressar o conhecimento acumulado pela vinícola e demonstrar o potencial dos vinhos de montanha argentinos. “Buscamos que o Terrazas de los Andes Extremo atue como nossa principal referência qualitativa: uma demonstração do potencial do terroir andino, do conhecimento acumulado ao longo de mais de três décadas e da filosofia que inspira toda a vinícola”, afirma Löwi, enquanto brinda orgulhoso aos pés da montanha.

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