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Azeites brasileiros ganham fama e premiações internacionais

Por várias cidades da região sudeste do Brasil, viajantes podem combinar  experiências ligadas à produção de vinhos, cafés especiais, queijos artesanais e, principalmente, azeites extravirgens de alta qualidade. O sucesso dos produtores brasileiros também ultrapassa fronteiras, com rótulos colecionando importantes premiações em concursos internacionais.

Uma das principais referências da região da Serra da Mantiqueira é a Oliq, em São Bento do Sapucaí (SP). A marca nasceu da união de três amigos apaixonados pela Mantiqueira, que iniciaram os primeiros experimentos com oliveiras em 2009 e lançaram oficialmente a empresa em 2014. Hoje, mais de 10 mil oliveiras cultivadas nas fazendas Santo Antônio e São José do Coimbra dão origem a azeites extravirgens reconhecidos pelo perfil aromático intenso e pelo equilíbrio entre amargor e picância.

A visita à Oliq é uma experiência completa. Os visitantes percorrem os olivais, conhecem as diferentes variedades de oliveiras, acompanham todo o processo de produção e participam de degustações orientadas dos azeites da safra. Desde 2020, o complexo conta ainda com um restaurante que valoriza ingredientes da Mantiqueira em pratos criativos e até mesmo drinques e sobremesas elaborados com azeite, além de uma loja com produtos artesanais como geleias, cafés, doces, azeites aromatizados e até sorvetes preparados com azeite extravirgem.

Três garrafas de azeite de oliva extra virgem e um pote de conserva da marca Casa Mantiva sobre uma mesa de madeira, com folhagens verdes ao fundo. Uma garrafa preta com selo Gold Award, uma amarela e uma verde, ambas de 250ml. Dois pequenos copos azuis escuros estão na frente
Degustação dirigida na Casa MantivaSimone Barros/Arquivo pessoal

Seguindo pela rota dos azeites, a próxima parada é a Casa Mantiva, em Maria da Fé (MG), um dos municípios pioneiros da olivicultura nacional. A propriedade alia tecnologia, produção artesanal e hospitalidade em visitas guiadas que apresentam desde os olivais até o moderno lagar – onde ocorre a extração do azeite poucas horas após a colheita.

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Fundada há mais de duas décadas, a Casa Mantiva iniciou o plantio das oliveiras em 2011 e cultiva variedades como Arbequina, Arbosana, Grappolo, Koroneiki e Maria da Fé, em altitudes próximas de 1.800 metros. Toda a colheita é manual e a produção é acompanhada de perto pelo proprietário Carlos Diniz. “Nosso foco sempre foi a qualidade”, resume. Além dos azeites extravirgens, a marca produz azeites elaborados pela técnica italiana do agrumato, que incorpora frutas frescas durante a moagem, proporcionando aromas muito mais intensos que os dos azeites aromatizados tradicionais. A excelência já rendeu reconhecimento internacional, incluindo a medalha de ouro no Concurso Internacional de Nova York.

Em primeiro plano, uma caixa cilíndrica verde-clara com o logo Sabiá em dourado e uma garrafa escura de azeite Sabiá Coratina 250ml sobre um suporte redondo, com um ramo verde ao lado. Ao fundo, uma janela com vista para a vegetação
Azeite Sábia recebeu premiações internacionaisSimone Barros/Arquivo pessoal

Outra parada imperdível é à sede do azeite Sabiá, em Santo Antônio do Pinhal (SP). O passeio começa pelos olivais, onde os visitantes aprendem sobre as características das diferentes variedades cultivadas, a influência do clima e do terroir da Mantiqueira e as práticas de agricultura regenerativa adotadas na propriedade. Em seguida, vale conhecer o lagar, onde as azeitonas são processadas logo após a colheita, etapa fundamental para preservar aromas e qualidade.

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Ao final da visita, a experiência continua no café da fazenda, que oferece sorvetes elaborados com azeite extravirgem, bolos e produtos artesanais, além de uma loja com edições especiais e blends exclusivos. Recentemente o espaço passou a contar também com uma pizzaria que fica num mirante com vista impressionante da propriedade.

O azeite Sabiá tornou-se uma das marcas brasileiras mais premiadas do setor. No EVO International Olive Oil Contest 2026, realizado na Itália, seu azeite monovarietal Coratina foi eleito o Melhor Azeite do Hemisfério Sul, além de conquistar medalhas de ouro para todas as quatro amostras enviadas ao concurso. “Esses reconhecimentos confirmam um trabalho construído com paixão, conhecimento e muito rigor em todas as etapas da produção”, destacam os fundadores Bia Pereira e Bob Costa.

Garrafa de azeite de oliva orgânico extra virgem Bene, com rótulo preto e letras douradas, sobre um fundo de folhas e azeitonas verdes
Azeite BENE tem único brasileiro orgânico premiado em evento internacionalSimone Barros/Reprodução
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Fora da Serra da Mantiqueira, mas igualmente protagonista da nova olivicultura brasileira, está o azeite BENE, produzido na Fazenda São Benedito, em Bom Sucesso de Itararé, no interior paulista. Certificado como orgânico pelo IBD desde 2018, o azeite é elaborado com as variedades Arbequina, Arbosana e Koroneiki e apresenta acidez de apenas 0,06%, índice muito inferior ao máximo permitido para azeites extravirgens. Em 2026, o BENE conquistou o Blend Gold Award na Anatolian International Olive Oil Competition, tornando-se o único azeite orgânico brasileiro premiado nesta edição do concurso. A produção segue princípios regenerativos, sem fertilizantes químicos.

Essas propriedades transformaram seus olivais em verdadeiros destinos turísticos. Vale a visita durante a viagem pelos estados da região sudeste brasileira e para uma imersão em gastronomia e na produção local de azeites.

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Fonte:

Comer & Beber – VEJA RIO