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Champagne Cartier Cuvée Pommery: o vinho repleto de códigos do luxo

Este artigo tem o enfoque em explorar a criação do Champagne Cartier Cuvée Pommery, mas não para descrever notas de prova deste vinho extraordinário, mas sim, dar luz a concepção do vinho entre duas marcas consolidadas pelos seus históricos de prestígios envoltos ao luxo. A Cartier e a Pommery não são uma collab de luxo tradicional, como o mundo tem visto explodir com diversas empresas na atualidade objetivando somar audiências. Esta junção é uma construção rica de colaboração dentro do universo dos símbolos, onde o vinho em si, já é um valioso símbolo e atua como plano de fundo das marcas envolvidas. A soma do que se consegue com esta junção, é maior do que uma dessas marcas de luxo conseguiria atingir sozinha. E quanto mais intangível é o valor da marca, mais poderoso pode ser o resultado de cooperação entre as mesmas.

Crédito de imagem : @l.p.commerce

Este cuvée exclusivo primeiramente foi produzido para celebrar os 100 anos da Cartier em 1947. As garrafas do Champagne Cartier de 750 ml foram elaboradas com cristal fino e translúcido, conversando de forma perfeita com o universo das jóias raras e colecionáveis. As garrafas foram acondicionadas como jóias num pack luxuoso vermelho semelhantes aos que as peças da marca entregam aos clientes com as suas obras de artes.

Algumas versões diferentes das garrafas marcam diferentes momentos de celebrações da Maison Cartier, como a garrafa de cor escura produzida para os 150 anos da marca, e que acondiciona o Cuvée Cartier Champagne produzido a partir de vinhos de 32 parcelas de Pinot Meunier criando um cuvée rosé de exceção surpreendente.

No segmento do luxo, o valor não está no produto em si, mas no significado histórico, cultural e do símbolo de prestígio que ele carrega. Quando a Cartier se associa à Pommery, há um intercâmbio de atributos intangíveis, repletos de simbolismos. A marca Cartier reflete herança, joalheria, eternidade e precisão, já a Pommery representa celebração, técnica, arte e requinte. Ambas francesas, com os históricos centenários envoltas ao mercado do luxo e que juntas carregam um ecossistema simbólico mais completo, onde o código que transmitem através do magnífico vinho é o de celebração com exclusividade num ritual histórico-cultural.

As marcas do universo do luxo são extremamente cautelosas e cuidadosas com a extensão do universo em que as suas marcas atuam. Quando decidem fazer o “brand extension” tudo é calculado ao explorar novos contextos para não comprometer o “core business”, se tornando uma forma de entrar em outro universo sem perder a sua pureza identitária que a consolidou ao logo da sua história. Neste caso da Cartier e Pommery, a joalheria estava em busca do universo da alta gastronomia, das artes, do mercado da hospitalidade de luxo e das experiências exclusivas.

Ao criar um Champagne com a assinatura Cartier, a marca procura ser representada em ocasiões exclusivas nas mãos de um público seleto, que sabe admirar não só a qualidade de um produto ímpar, mas sobretudo os códigos invisíveis embutidos atrás da sua logomarca. Mais do que uma garrafa, o vinho neste caso representa exclusividade e raridade. O Cuvée Cartier Champagne Brut possui versões de meia garrafa e em Magnum, tamanhos elaborados para atender variados contextos do uso deste símbolo. A Maison usa algumas garrafas destas para brindar compras expressivas com seus clientes especiais em suas lojas na finalização das aquisições de peças diferenciadoras. Ela também abre alguns exemplares desses em eventos de arte e moda envoltos ao luxo. Esses Champagnes não estão disponíveis no mercado tradicional de vendas, mas podem aparecer nas mãos de alguns colecionadores seletos e em tamanhos especiais, chegando a valores que só o mercado do luxo entende.

As colaborações entre marcas de luxo de setores diferentes não são casuais, quando as fazem são movimentos estratégicos de posicionamento simbólico, buscando a expansão do universo das suas marcas e desejando capitalizar ainda mais o desejo pelos seus produtos. Paradoxalmente unir duas marcas amplia o alcance, mas neste caso sem massificar, por que a colaboração é limitada, o acesso ao produto é restrito e o storytelling é elevadíssimo, com tudo isso somado cria-se o código secreto que só o vinho é capaz de costurar, o tão idealizado “luxo experiencial”. Pois não basta ser luxo, é preciso ter alinhamento profundo e coerência com o DNA das marcas.

Finalizo partilhando que gosto muito deste tema do “luxo” e sobretudo quando envolve o vinho. Portanto para mim é sempre muito prazeroso poder partilhar também as minhas percepções sobre os fatos que são incontestáveis sobre a diferença do que tem preço e do que de fato tem valor, e claro que se a comunicação estiver apontando ao público correto, a experiência com as marcas se torna extraordinária.

Desejo boas provas com bons vinhos e com ricas experiências!
Saudações Báquicas!

Nenhuma outra bebida passou na cronologia da história humana sendo símbolo de status social, civilidade, longa vida, saúde e proporcionando socialização. Exaltada pelas mais célebres personalidades, cruzando as mais importantes civilizações. Este néctar sagrado foi representado em objetos de artes nos mais diferentes períodos e carrega uma riqueza de conhecimentos multidisciplinares. Na época contemporânea, as moléculas presentes em sua composição foram devidamente identificadas e a ciência comprova o que os antigos já sabiam, os seus inúmeros benefícios a saúde humana quando consumido de forma moderada e frequente. Conheça as páginas deste livro que convida a uma verdadeira Viagem Cultural.
Fonte:

Mundo de Baco por Dayane Casal