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Primavera em Giverny: melhor temporada para visitar a casa de Claude Monet

A poucos quilômetros de Paris, um dos passeios mais encantadores da primavera europeia leva viajantes a um cenário que parece ter saído diretamente de uma pintura impressionista. E sim, essa é a inspiração! A pequena vila de Giverny, na Normandia, ganha cores e vida nesta época do ano, quando jardins florescem e revelam toda a inspiração por trás das obras de Claude Monet.

Nessa época do ano até o início do outono europeu temos o melhor período para visitação da casa de Monet, pois os jardins estão floridos e o tempo ameno é muito agradável para passar o dia no vilarejo.

Casas de artistas e algumas personalidades costumam ser transformadas em museus, galerias e pontos turísticos pelo mundo afora.   Com o pintor impressionista Claude Monet aconteceu algo ainda maior.   Giverny, o vilarejo onde o artista viveu por décadas ( de 1883 até sua morte, em 1936) e tem pouco mais de 500 habitantes atualmente, é um ponto de visitação na França que reúne grande parte de sua trajetória ao longo de uma avenida que leva seu nome.

Jardins de Monet, Giverny
Jardins de Monet, GivernySimone Barros/Reprodução

Os famosos jardins da casa de Claude Monet estão agora em pleno auge, com tulipas, íris e outras flores criando um espetáculo natural que muda a cada semana. O icônico lago com a ponte japonesa — eternizado nas telas do artista — é um dos pontos mais fotografados e mantém a atmosfera poética que marcou o impressionismo. É, com certeza, um dos mais bonitos registros que se pode fazer dessa visita.

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E uma curiosidade que é apresentada durante um tour guiado: o próprio pintor escolhia e plantava flores, selecionando os tons e cores que se transformariam em suas telas.

Interior da casa do pintor Claude Monet
Interior da casa do pintor Claude MonetSimone Barros/Reprodução

O tour pela casa de Monet é uma verdadeira imersão no universo do pintor. O interior preserva ambientes coloridos, móveis originais e uma coleção de gravuras japonesas que ajudam a entender as influências estéticas do artista. Já os jardins, divididos entre o Clos Normand e o jardim aquático, mostram como natureza e arte se misturam de forma harmoniosa — quase como se cada canto tivesse sido pensado para virar uma pintura.

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Além da casa e dos jardins, a vila de Giverny convida a passeios tranquilos por ruas charmosas, galerias de arte e pequenos cafés. Vale reservar um tempo após a visita para almoçar por lá e caminhar pelo vilarejo.  O clima bucólico é ideal para desacelerar e aproveitar o lado mais contemplativo da viagem.  Vale muito a pena reservar um tempo para um lanche ou almoço nos charmosos cafés e restaurantes da avenida principal. Entre as dicas para aproveitar em Giverny estão o L’Esquisse Gourmande, casa de culinária caseira local que tem um terraço; o Baudy, construção bem típica que oferece espaços na área interna e externa;  ou ainda o restaurante tradicional Les Nymphéas que é também uma casa de chá.

Para chegar, o trajeto é simples: cerca de uma hora de trem ou carro a partir de Paris, o que torna o destino perfeito para um bate-volta. Há também empresas locais que oferecem excursões em ônibus a partir de Paris.  A dica é sair cedo para evitar filas e aproveitar com calma cada detalhe — especialmente nos meses de primavera, quando o fluxo de visitantes aumenta.

Visitar Giverny nesta época do ano é mais do que um passeio turístico: é uma experiência cultural, histórica e de uma beleza que impressiona. Entre cores, aromas e paisagens que parecem irreais, o viajante entende por que Monet escolheu esse refúgio para viver — e pintar — alguns dos quadros mais famosos da história da arte.

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Fonte:

Comer & Beber – VEJA RIO