No município mais antigo que Portugal, onde a história antecede o próprio país, o luxo não se anuncia, revela-se. Entre vinhas de Loureiro e Alvarinho e o ritmo sereno do Alto Minho, a Capim Limão Country House traduz uma nova forma de viver o enoturismo: íntima, autoral e profundamente silenciosa.
Localizada em Ponte de Lima, na região dos Vinhos Verdes, onde portugueses com título de nobreza costumam ter suas casas de campo, a propriedade ocupa uma construção de 1747 cuidadosamente restaurada. Do lado de fora, pedra, verde e tempo. Por dentro, conforto contemporâneo: mármores de Estremoz, típicos do Alentejo, lavandas no jardim e seis suítes onde o luxo está nos detalhes, como lençóis portugueses da Lameirinho e amenities da Portus Cale, a elegante saboaria do Porto.
O projeto é conduzido pelo casal luso-brasileiro António Fiúza e Nilza Bittencourt. Ele, com trajetória internacional ligada à Universidade Lusófona e à Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro; ela, responsável pela curadoria estética que conecta Brasil e Portugal em cada ambiente. Mais do que proprietários, são anfitriões presentes, o que é parte da experiência.

Por lá, o café da manhã estende-se até as 11h, porque o tempo pertence ao hóspede. O azeite servido à mesa é produzido na própria propriedade e extraído a frio. O mel de urze e queiró, escuro e raro, vem do apiário próprio. À noite, a cozinha exala aromas de bacalhau confitado, risotos delicados e receitas que respeitam a tradição local sem competir com ela — afinal, estamos na terra do intenso arroz de sarrabulho.
Com cerca de 400 habitantes na aldeia e um fluxo anual de aproximadamente 50 mil peregrinos que passam pelo Caminho de Santiago, fica a apenas 45 minutos de Vigo, na Espanha, e a uma hora do Porto, ou seja: a localização é estratégica para quem pretende peregrinar entre os 24 produtores de vinho da região. É também um território onde a gastronomia representa a principal contribuição para o PIB local: são mais de 100 restaurantes no vilarejo.
O vinho da casa, um Loureiro lançado em 2024, com produção limitada a 10 mil garrafas, teve assinatura da enologia de Fernando Moura. A produção é exclusiva, pensada nos hóspedes e mercados selecionados, com planos de expansão e até exportação para o Brasil. Hoje a garrafa custa 17 euros no hotel.
Num momento em que Portugal consolida sua posição entre os destinos vínicos mais desejados do mundo, o enoturismo encontra no Minho uma expressão particular: menos espetáculo, mais verdade. Menos excesso, mais essência.
A Capim Limão não vende apenas hospedagem. Oferece tempo, identidade e silêncio. E talvez seja exatamente isso que define o novo luxo rural português.
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