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7 restaurantes pra aproveitar o dia de Iemanjá em Salvador

Celebrada em 2 de fevereiro, a Festa de Iemanjá é uma das manifestações mais emblemáticas do Brasil — e há tempos deixou de ser um evento apenas religioso. A cidade de Salvador ganha outro ritmo: os cortejos no Rio Vermelho se misturam a shows, festas de rua e programações culturais que atraem moradores e turistas de todo o país. E quem já acompanhou a data de perto sabe: é uma celebração que começa de madrugada e atravessa o dia, entre o mar, a fé e a música.

Renata Araújo no Dia de Iemanjá, em Salvador
Renata Araújo no Dia de Iemanjá, em SalvadorRenata Araújo/Divulgação

Pensando nisso, reunimos sete restaurantes que valem a visita nesse período — alguns com programações especiais para a ocasião, outros que oferecem o cenário ideal para aproveitar a cidade nessa atmosfera única.

Amado

À beira da Baía de Todos-os-Santos, o restaurante do chef Edinho Engel é um clássico de Salvador. Ambientes espaçosos, serviço cuidadoso e um cardápio onde os frutos do mar brilham, em preparos que combinam técnica e sabor. Um lugar para contemplar a vista, brindar ao mar e saborear uma das cozinhas mais consistentes da cidade.

A clássica casquinha de aratu do Amado
A clássica casquinha de aratu do AmadoLeonardo Freire/Divulgação

Endereço: Avenida Lafayete Coutinho, 660 – Comércio

Boia

Instalado em um casarão no Horto Florestal, o restaurante do chef Kaywa Hilton traz uma cozinha autoral com forte influência do mar. O ambiente mistura sofisticação e frescor, com um jardim que convida a desacelerar. Entre os pratos que chamam atenção: alcatra de atum com purê de cará defumado e a surpreendente carbonara de camarão 7 barbas. Uma aposta contemporânea e despretensiosa que já conquistou o público local.

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Restaurante Boia, do chef Kaywa Hilton
Restaurante Boia, do chef Kaywa HiltonRenata Araújo/Divulgação

Endereço: Rua Waldemar Falcão, 51 – Horto Florestal

Casa de Tereza

Sob a batuta da chef Tereza Paim, a Casa de Tereza é uma referência na gastronomia baiana. Com ambientes temáticos, obras de artistas locais e cardápio recheado de moquecas e ensopados, o restaurante é quase uma extensão da cultura da Bahia. Destaque para a Galeria Yemanjá, sala com mesas pintadas por artistas plásticos. No dia 2 de fevereiro, a casa prepara uma programação especial desde cedo: a partir das 5h30, a tradicional Barraca de Tereza, instalada em frente ao restaurante, serve mingau e caldinho para quem participa dos rituais da madrugada no Rio Vermelho. Em seguida, o almoço recebe quem volta do mar com pratos típicos e hospitalidade.

Moqueca de camarão da Casa de Tereza
Moqueca de camarão da Casa de TerezaRenata Araújo/Divulgação

Endereço: Rua Odilon Santos, 45 – Rio Vermelho

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Manga

No coração do Rio Vermelho — bairro que concentra os festejos do dia 2 de fevereiro — o Manga é comandado pelo casal de chefs Dante e Katrin Bassi. Com um menu degustação ousado e produção artesanal (dos pães às charcutarias), a casa valoriza ingredientes sazonais e um olhar contemporâneo sobre a cozinha local. Uma escolha ideal para quem busca uma experiência mais sofisticada na capital baiana. Na véspera da festa de Iemanjá, 1º de fevereiro, o restaurante promove uma edição especial do seu brunch harmonizado em 4 etapas, com cafés baianos, servido das 8h às 12h.

Menu Degustação do Manga
Menu Degustação do MangaDivulgação/Divulgação

Endereço: Rua Professora Almerinda Dultra, 40 – Rio Vermelho

Orí e Boteco Megiro

No Horto Florestal, os chefs Fabricio Lemos e Lisiane Arouca comandam dois endereços vizinhos com propostas distintas: o Orí, restaurante mais casual do Grupo Origem, aposta em ingredientes simples com preparo refinado; já o Boteco Megiro resgata sabores da culinária afetiva baiana, como moquecas menos óbvias e sarapatel bem temperado. No dia 2 de fevereiro, as casas se unem para um almoço especial em homenagem à Rainha do Mar, com participação de três chefs convidados: Bárbara Verzola e Pablo Pavón, do Soeta (Vitória, ES), e Henrique Gilberto, do Cozinha Tupis (Belo Horizonte, MG). No menu colaborativo: feijoada de frutos do mar, snacks autorais e sobremesas criadas pela chef Lisiane.

ori salvador
Orí, em SalvadorLeonardo Freire/Divulgação
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Endereço: Rua Waldemar Falcão, 660 – Horto Florestal

Origem

Premiado e reconhecido internacionalmente, o Origem ocupa a 52ª posição no ranking dos melhores da América Latina, segundo o 50 Best. Com menu degustação de 14 etapas inspirado nos biomas da Bahia, o restaurante é uma verdadeira imersão sensorial. Os chefs Fabricio e Lisiane entregam aqui uma cozinha de autor, criativa e precisa, que eleva os sabores locais com sofisticação. É necessário reservar com antecedência.

Moqueca de Ostra do Origem
Moqueca de Ostra do OrigemLeonardo Freire/Divulgação

Endereço: Avenida Santa Luzia, 656 – Horto Florestal

Pala7 Rooftop

No alto do histórico Palacete Tira-Chapéu, o Pala7 une arquitetura clássica, design contemporâneo e a assinatura do chef Claude Troisgros. A cozinha mediterrânea com toques franceses valoriza ingredientes brasileiros, e a vista para a Baía é de tirar o fôlego. Ótimo para um jantar especial ou drinks ao pôr do sol, é uma escolha sofisticada para encerrar o dia de Iemanjá com estilo.

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Opções do menu do Pala7
Opções do menu do Pala7Renata Araújo/Divulgação

Endereço: Rua Chile, 25 – Centro Histórico

Renata Araújo é jornalista, editora do site You Must Go! e da página no Instagram @youmustgoblog

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Fonte:

Comer & Beber – VEJA RIO